Política

sucessão estadual

Dilma e Lula proíbem Delcídio de fazer aliança com Reinaldo em Mato Grosso do Sul

Dilma e Lula proíbem Delcídio de fazer aliança com Reinaldo em Mato Grosso do Sul

JÉSSICA BENITEZ

03/05/2014 - 18h30
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A união oficial entre PT e PSDB em Mato Grosso do Sul foi vetada pelo Planalto. Embora a negativa fosse esperada, o senador e pré-candidato a governador, Delcídio do Amaral (PT), conversou com a presidente Dilma Rousseff (PT), bem como com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o dirigente nacional da sigla, Rui Falcão, mas a resposta foi “não”. O senador e pré-candidato a presidente Aécio Neves, que comanda nacionalmente o PSDB, também já havia sinalizado desagrado ao ‘casamento’ como informou à imprensa sul-mato-grossense em entrevista. Mesmo assim, em nota oficial, o petista e o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) avisaram que devem dar prosseguimento às conversações até junho, quando ocorrem as convenções.

“Em função das dificuldades impostas pelas direções nacionais do PT e do PSDB, não é possível, no presente momento, firmarmos a aliança formal que a maioria da população de Mato Grosso do Sul espera – Delcídio Governador e Reinaldo Senador – para a disputa das eleições de 2014”, informa a nota. “Tal situação, porém, não impede que as executivas estaduais dos dois partidos continuem a conversar, no sentido de construirmos um projeto comum, a ser apresentado aos eleitores nos próximos meses”, continua o texto.

Azambuja previu na semana passada que o PT seria contra a aliança. “Acho que tem mais dificuldade por conta do acirramento nacional e a queda de Dilma nas pesquisas”, disse o tucano em entrevista ao Correio do Estado. A chefe do Executivo perdeu seis pontos percentuais na pesquisa de intenções de voto, a queda acorreu entre fevereiro e abril, segundo pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) . A petista apresentava 43,7%, agora caiu para 37%. Já o senador Aécio Neves (PSDB), pré-candidato à presidência, cresceu quase 5 pontos do início do ano para cá, estava com 17% a saltou para 21,6%, conforme a mesma amostragem.

Desta forma, o impedimento para unir PT e PSDB, mesmo que só regionalmente, se concretizou, tendo em vista que uma das condições de Aécio para dar anuência à parceria seria palanque distintos para ele e para Dilma em Mato Grosso do Sul. Embora o diálogo entre as legendas continue, ainda há possibilidade de haver terceira via, ou seja, o tucano se tornar oponente do petista nas urnas em busca do governo do Estado.

O presidente regional do PSB, prefeito de Dourados, Murilo Zauith, revelou que Azambuja afirmou, no entanto, ter grande chance de o PSDB lançá-lo à sucessão estadual. “Nós conversamos e ele me disse que há sim essa tendência a ele sair (como candidato ao governo)”, revelou Zauith. “O Reinaldo já está até buscando diálogo com os partidos. Nós (do PSB) ainda não nos reunimos, mas penso que ele é competente”, contou explicando em seguida que além do PSB, o tucano sinalizou conversa com o DEM, PPS, PSD e PR. Ainda sem selar compromisso com nenhuma legenda, o dirigente se demonstrou animado com a possibilidade de uma terceira via, mas adiantou que se unirá somente aos partidos que oferecerem palanque ao presidenciável Eduardo
Campos (PSB).

Além disso, correligionários de ambos os partidos já manifestavam discordância quanto à união, fato que ficou evidente no encontro do projeto tucano Pensando MS, promovido em Dourados no último dia 26. “Lá pudemos ver o clamor popular pela candidatura própria ao governo do Estado e o apelo popular é muito importante”, disse a vereadora Rose Modesto (PSDB). Vale ressaltar que em entrevista a uma rádio da Capital, Azambuja afirmou que não aceitaria “casamento sem papel passado”, ou seja, uma aliança informal, sem autorização das nacionais, fato que está propenso a ocorrer diante do veto das executivas. 

Repercussão

Alckmin diz que PL apoiou fim da escala 6x1 por 'medo eleitoral' e pretende mudar medida depois

Apesar da mudança de posição, reportagens apontaram que Flávio já estaria sinalizando a aliados e empresários a intenção de rever a PEC caso fosse eleito presidente

15/10/2026 16h09

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República Arquivo

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, vice na chapa presidencial de Lula (PT), afirmou nesta quinta-feira, 15, que integrantes do PL apoiaram o fim da escala de trabalho 6x1 por “medo eleitoral” e pretendem modificar a medida posteriormente. A fala aconteceu durante entrevista coletiva em Salvador, antes de um encontro com empresários baianos.

“Na realidade, nós sempre defendemos. O presidente Lula sempre defendeu. Eles votaram por medo eleitoral e tem a ideia de mudar em seguida. Essa é a realidade. Então vamos ficar atentos, ficar atentos com a verdade”, afirmou Alckmin.

A crítica ocorre após o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciar, na terça-feira, 13, que votaria a favor do fim da escala 6x1, proposta aprovada pelo Senado na quarta-feira, 14, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. Até então, o senador havia classificado a medida como “oportunista”.

Apesar da mudança de posição, reportagens apontaram que Flávio já estaria sinalizando a aliados e empresários a intenção de rever a PEC caso fosse eleito presidente.

Durante a coletiva, Alckmin também defendeu um ajuste fiscal concentrado no combate a supersalários, privilégios e desperdícios, sem impor perdas aos aposentados. “Ajuste fiscal, nós defendemos. Agora, não é possível você faz um ajuste fiscal em cima, por exemplo, do aposentado”, disse. “Nós vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios de 300 000 e 400.000 reais, de desperdício”, acrescentou.

O vice-presidente afirmou ainda que o controle das despesas deve ser acompanhado do crescimento da economia e do emprego, de forma a melhorar a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB).

Alckmin rejeitou medidas que levem o País à recessão e ao desemprego ou transfiram o custo do ajuste à classe média e à população de menor renda. “Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, a economia crescer e segurar despesa. Aí você melhora a relação dívida PIB”, afirmou.

Separação

Relator vai separar emendas sobre maioridade penal para não atrasar votação da PEC da Segurança

Ideia é que não haja modificação na PEC da Segurança no Senado

15/10/2026 15h00

Rogério Carvalho (PT-SE)

Rogério Carvalho (PT-SE) Foto: Divulgação

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O relator da PEC da Segurança Pública, Rogério Carvalho (PT-SE), afirmou nesta quinta-feira, 15, que as emendas sobre a redução da maioridade penal, tanto a encampada pelo governo quanto a da oposição, não serão apreciadas com a proposta. Segundo o senador, ele pedirá a tramitação autônoma das duas, que se tornarão novas Pécs.

A ideia, de acordo com Carvalho, é que não haja modificação na PEC da Segurança no Senado, o que obrigaria que o texto voltasse para a Câmara - onde já foi aprovado sem o tema da maioridade penal.

Uma emenda que trata sobre o tema foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O texto estabelece a redução da maioridade penal para 16 anos na maior parte dos crimes e para 14 anos em crimes como tráfico de drogas e organização criminosa.

Outra será apresentada pelo líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE). Nesse caso, a emenda trata da redução da maioridade penal para 16 anos apenas em caso de crimes hediondos, como homicídio, tortura e estupro, sem incluir delitos de menor gravidade, como furto.

Na Câmara, o tema foi descartado por uma articulação do próprio governo Lula com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que impediu que a redução fosse incluída no texto pelo deputado Mendonça Filho (PL-PE), relator da PEC naquela Casa.

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