Política

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Dilma tem 50% contra 41% de adversários, diz CNI/Ibope

Dilma tem 50% contra 41% de adversários, diz CNI/Ibope

Redação

30/09/2010 - 13h40
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BRASÍLIA

Pesquisa realizada pelo Ibope sob encomenda da CNI (Confederação Nacional da Indústria) nos dias 25 a 27 de setembro indica que Dilma Rousseff (PT) está com 50% contra 41% de todos os seus adversários somados. Se a eleição fosse hoje, a petista venceria no primeiro turno.
A candidata do PT recebeu 50% das intenções de voto na pesquisa estimulada feita pela CNI/Ibope, sinalizando uma vitória já no primeiro turno das eleições. Em junho, Dilma tinha 38% das intenções de voto. Já o candidato José Serra (PSDB) caiu no período, passando de 32% para 27% das intenções de voto. A candidata do PV, Marina Silva, por sua vez, subiu de 7% para 13% na preferência do eleitorado, entre junho e setembro. Os outros candidatos receberam 1% da intenção de votos ante 2% da pesquisa realizada em junho.
Brancos e nulos somaram 4%, sendo que, na pesquisa passada, estava em 6%. Um total de 4% das pessoas entrevistadas não souberam ou não responderam à pesquisa. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Rejeição
O índice de rejeição de Dilma subiu de 23% para 27%, e o de Serra de 30% para 34%. Marina Silva foi a única que teve redução no índice de rejeição, passando de 29% para 28%.

Eventual 2º turno
A candidata do PT receberia 55% das intenções de voto no segundo turno contra o candidato do PSDB, que receberia 32% dos votos. Em junho, esta diferença estava em 45% para a candidata petista e 38% para o tucano e, em março, em 39% e 44%, respectivamente. Nessa simulação, 7% do eleitorado disse que votaria em branco ou anularia sua participação na eleição, enquanto 5% não soube ou não quis responder.

Partido preferido
A pesquisa CNI/Ibope aponta que o PT é o partido preferido dos eleitores, com 27% das indicações, contra 5% do PMDB, 5% do PSDB, 3% do PV e 2% do PDT. Os demais partidos não pontuaram. O número de entrevistados que disseram não ter preferência em partido político somam 48%, enquanto 6% não souberam responder. Enquanto 47% responderam que votarão num candidato indicado por Lula, outros 41% disseram que isto não será considerado na hora de escolher o candidato.
A pesquisa, registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TSE) com o número 33162/2010, ouviu 3.010 pessoas em 191 municípios.

CNT/Sensus
A pesquisa CNT/Sensus mostra a candidata do PT à Presidência com 47,5% da preferência do eleitorado contra 25,6% do tucano. Marina Silva, do PV, tem 11,6%.
Dilma perdeu 3 pontos porcentuais em relação à pesquisa anterior, quando aparecia com 50,5%, enquanto Serra caiu 0,8 ponto, ante os 26,4% do levantamento anterior, feito entre os dias 10 e 12 deste mês. Marina Silva subiu 2,7 pontos porcentuais, passando de 8,9% para os atuais 11,6%.
Considerando apenas os votos válidos, Dilma teria hoje 54,7% da preferência e venceria a disputa no primeiro turno. Serra tem 29,5% e Marina, 13,3% dos votos válidos. Em um eventual segundo turno, Dilma venceria com 53,9% da preferência, ante 34,5% de Serra.
A pesquisa da CNT/Sensus foi feita entre os dias 26 e 28 de setembro e foi registrada no TSE sob o número 33.103/2010. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais. Foram entrevistadas 2 mil pessoas em 136 municípios.

Redes Sociais

Deputada Mara Caseiro relata invasão e uso indevido de perfil oficial no Instagram

Parlamentar afirmou que mensagens, comentários e conteúdos publicados durante o período devem ser desconsiderados

23/08/2026 16h30

A deputada estadual Mara Caseiro f

A deputada estadual Mara Caseiro f Arquivo

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A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), e também candidata a uma cadeira na Câmara Federal  informou, por meio de uma publicação nas redes sociais, que seu perfil oficial no Instagram teria sido acessado e utilizado indevidamente por uma pessoa que integrava sua equipe de comunicação.

Segundo a parlamentar, durante o período em que a conta teria sido acessada, perfis foram bloqueados e ofensas foram publicadas em seu nome, sem autorização e sem participação da atual equipe de comunicação. “Peço que desconsiderem qualquer mensagem, comentário, solicitação ou conteúdo estranho enviado pelo meu perfil nesse período”, escreveu a deputada na publicação.A deputada estadual Mara Caseiro f

Mara Caseiro afirmou ainda que as providências necessárias já estão sendo tomadas para apurar o ocorrido, mas não detalhou quando o acesso indevido teria acontecido, por quanto tempo a conta permaneceu sob controle da outra pessoa ou quais conteúdos e comentários foram publicados.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de comunicação da deputada para obter um posicionamento e mais informações sobre a situação, mas não recebemos o retorno até a publicação desta matéria.

Eleições

Procuradoria eleitoral barra candidatura de dono de faculdade na fronteira

Doação irregular às vésperas de eleição municipal há seis anos foi determinante para derrubar candidatura

23/08/2026 09h45

Carlos Bernardo (União Brasil)

Carlos Bernardo (União Brasil) Foto: Divulgação

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Pela segunda vez em quatro anos, a Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul optou por barrar a candidatura de Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal e fundador da Faculdade de Medicina da Universidade Central do Paraguai em Pedro Juan Caballero, cidade fronteiriça a Ponta Porã, interior do Estado.

O pedido foi assinado pelo Procurador Silvio Pettengill Neto neste sábado (22), que manteve sua decisão anterior sobre a derrubada da candidatura. Em 2022 ele também foi impedido de disputar as eleições pelo mesmo motivo. 

A impugnação sobre a candidatura tem como base uma doação irregular de R$ 90 mil realizada por Carlos Bernardo à campanha de Rogério Rezende Silva, candidato a prefeitura de Itumbiara-GO em 2020. Em decisão colegiada, a Justiça determinou à época que o repasse ultrapassou o limite legal de 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador em 2019.

Com base na declaração de imposto de renda, Carlos Bernardo poderia doar até R$ 20.767,55, contudo, o repasse ultrapassou em R$ 69.223,45 o limite permitido. 

Na ocasião, ele foi apontado como o maior doador da campanha de Rogério Rezende, valor que correspondeu a 26,58% da arrecadação total do candidato e 300% do que ele poderia doar.

Conforme a alegação do procurador Silvio Pettengill Neto, a doação "não deveria existir na realidade da
campanha eleitoral do beneficiário, de modo que a sua simples existência na conta bancária de candidato ou partido beneficiado, por óbvio, acarretou o desequilíbrio entre os candidatos em disputa."

De acordo com o Portal DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, a doação aconteceu às vésperas do primeiro turno, 13 de novembro, dois dias antes do pleito. Rogério Rezende foi derrotado nas urnas. 

Desse modo, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul reconheceu a irregularidade, ratificou a sentença do juízo da 52ª zona eleitoral e impediu Carlos Bernardo de disputar as eleições há quatro anos, quando lançou-se candidato a deputado federal pelo MDB. 

"A Lei Complementar n. 64/1990, ao regulamentar as hipóteses de inelegibilidade infraconstitucionais, estabelece no art. 1º, inc. I, al. p, que 'são inelegíveis (...) para qualquer cargo (...) a pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se o procedimento previsto no art. 22'”.

Apesar da decisão colegiada impedir a candidatura de Carlos Bernardo por oito anos, ele disputou a prefeitura de Ponta Porã em 2024.

Na ocasião, a Justiça entendeu que a doação irregular realizada por ele ao candidato goiano não impactaria diretamente a disputa pela prefeitura ponta-poranense.

A determinação da Procuradoria Eleitoral será encaminhada à Justiça eleitoral que deve acatar o pedido nos próximos dias. 

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