Política

Denúncia de caixa 2

Dívida do QG de Capitão Contar na prefeitura passa dos R$ 3,8 milhões

Terreno que vale mais de R$ 50 milhões, mas que foi avaliado em R$ 10 mil pela campanha, não tem IPTU pago há 11 anos

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O comitê da candidatura de Capitão Contar (PRTB), localizado na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, chamado pelos correligionários de QG do Capitão, deve R$ 3,8 milhões (R$ 3.881.760,76) em tributos municipais.
 
Conforme levantamento feito pelo Correio do Estado, desde 2011 que o proprietário do terreno não paga impostos e taxas à Prefeitura de Campo Grande. 
 
O QG do Capitão, comitê de Contar na candidatura ao governo, é um dos alvos da denúncia protocolada na semana passada pelo Cidadania, que acusa Contar e seu vice, Humberto Figueiró, o Beto Figueiró, de estarem praticando caixa 2, que é o uso de recursos não contabilizados na campanha eleitoral, o que fere a legislação e pode resultar em punição aos candidatos, caso comprovado. 
 
Na prefeitura, o terreno está registrado em nome do filho de um empresário do ramo de agropecuária, indústria e comunicação.
 
O pagamento do IPTU não é realizado desde 2011. Beto Figueiró, que é quem viabilizou o uso da estrutura, é vice na chapa de Capitão Contar. 
 
As grandes bandeiras da campanha de Contar são a transparência, o cumprimento à lei e o combate à corrupção. 
 
A denúncia protocolada pelo presidente do Cidadania em Mato Grosso do Sul, Édio Viegas, está sendo analisada pelo procurador eleitoral Pedro Gabriel Siqueira Alves. Até ontem à tarde ainda não havia uma resposta por parte do Ministério Público Eleitoral. 
 
Na denúncia feita pelo Cidadania, no espaço em que trata das receitas estimáveis em dinheiro da campanha de Capitão Contar, o terreno foi declarado como tendo um valor total de R$ 10 mil. O QG do Capitão está localizado em área nobre da Avenida Afonso Pena, com valor de mercado de aproximadamente R$ 5 mil por metro quadrado (em torno de R$ 50 milhões para toda a área).
 
“O primeiro ponto que se suscita é que a estimativa apresentada nos autos da prestação de contas parcial é um disparate de tão ínfima, se comparada com os imóveis daquela região”, alega o Cidadania, que complementa que a candidatura de Contar desprezou resolução do Tribunal Superior Eleitoral que determina que, no caso de movimentação de recursos financeiros ou estimáveis em dinheiro, o bem recebido seja avaliado por preços praticados no mercado, com a identificação da fonte de avaliação. 
 
Segundo o Cidadania, o valor declarado pela área chega a ser ultrajante de tão baixo. Mas esse não é o único problema do QG do Capitão. A doação do local é tratada como uma cessão de imóvel, em que o doador é a pessoa física do candidato a vice-governador Humberto Figueiró.
 
Ocorre que Beto Figueiró, ao informar seus bens à Justiça Eleitoral, nem sequer citou a área onde está instalado o QG do Capitão como sua e ela não aparece em sua declaração de bens.
 
“Houve sonegação de bens do candidato a vice em seu registro de candidatura”, acusa o Cidadania. 

Mais elementos

 
A denúncia ainda levanta outras suspeitas, como a contratação de cabos eleitorais por valores bem abaixo do mercado (R$ 120) e com um número não compatível com uma campanha para o governo (36 ao todo). 
 
Também não há despesas declaradas para a produção dos programas de televisão, que estão sendo veiculados normalmente no horário eleitoral, acusa o Cidadania. 
 
Os gastos com contadores e advogados também estão muito abaixo da média, segundo a peça que solicita que o Ministério Público Eleitoral apure a prática de caixa 2 na campanha de Capitão Contar. 
 

Outro lado

 
Em nota emitida por sua coordenação política, Capitão Contar, candidato ao governo de Mato Grosso do Sul acusado pelo comando estadual do Cidadania de promover o chamado caixa 2 durante a campanha, conforme noticiou ontem o jornal Correio do Estado, negou a prática.
 
“É vergonhoso que aliados de Eduardo Riedel, um ex-secretário de Reinaldo Azambuja, usem o Cidadania para atacar a campanha do Capitão Contar e, ao mesmo tempo, encobrir os próprios gastos exorbitantes e bancados com dinheiro público. Esse é um jogo sujo, que deve ser prontamente rejeitado pelos líderes nacionais do partido e pela Justiça Eleitoral”, diz trecho da nota emitida pelo candidato do PRTB.
 
Extrato da dívida do terreno onde  está localizado o QG do Capitão Contar
 

Política

Jair Bolsonaro relata efeitos colaterais de medicamentos

Relatório semanal do médico Brasil Caiado diz que o ex-presidente tem resposta "satisfatória" e sinais progressivos de melhora, principalmente da pressão arterial e crises de soluço

11/07/2026 22h00

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Agencia Brasil

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Ex-presidente do Brasil em prisão domiciliar, Jair Bolsonaro (PL) teve sintomas de fadiga, sonolência e instabilidade do equilíbrio corporal "em menor intensidade e frequência" como efeito colateral dos medicamentos que toma e demonstrou estar "um pouco mais cansado e indisposto" nesta semana, apontam relatórios médicos apresentados pela defesa ao Supremo Tribunal Federa (STF).

Ambos os pareceres dizem que Bolsonaro mantém quadro de saúde igual ao da semana anterior e que não vem apresentado queixas.

Relatório semanal feito pelo médico Brasil Caiado diz que o ex-presidente tem "certa estabilidade dos sintomas e queixas, com quadro inalterado em relação à semana anterior". Diz também que ele tem resposta "satisfatória com sinais progressivos de melhora, principalmente da pressão arterial e das crises de soluço" após ajuste da medicação iniciado há mais ou menos um mês.

É ele quem relata que Bolsonaro lida com os efeitos colaterais persistentes em razão dos medicamentos. No parecer também consta que ele segue "dieta rigorosa, fisioterapia, exercícios regulares e cuidados preventivos para redução de quedas e refluxo gastroesofágico".

Já relatório do fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas relatou duas sessões com Bolsonaro nesta semana. No primeiro, na segunda-feira, 6, Bolsonaro teve "boa mobilidade e vem realizando atividades funcionais de forma normal e sem queixas.

Três dias depois, na quinta-feira, Bolsonaro estava "um pouco mais cansado e indisposto", mas realizou a fisioterapia. Ele está "bem" e "sem queixa de dor". O fisioterapeuta recomendou a continuidade do tratamento.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou, no dia 3 de julho, que Bolsonaro fosse mantido em prisão domiciliar.

Nesta última quarta-feira, 8, após operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente, a Polícia Federal apreendeu uma escopeta, a última arma que estava em nome de Bolsonaro.

 

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ELEIÇÕES 2026

Fique por dentro das principais datas do calendário eleitoral

Primeiro turno das eleições gerais está marcado para o dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República

11/07/2026 17h30

Reprodução / TSE

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O primeiro turno das eleições gerais está marcado para o dia 4 de outubro. Faltando menos de três meses para o pleito, eleitores e candidatos devem observar diversas regras previstas na Lei 9.504 de 1997, conhecida como Lei das Eleições, e nas resoluções aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A partir das próximas semanas, as principais datas já começam a mobilizar eleitores, candidatos e partidos.

Convenções

As convenções partidárias estão autorizadas a partir do dia 20 de julho até 5 de agosto.

Para concorrer às vagas disputadas nas eleições de outubro, os candidatos precisam ter seus nomes aprovados pelos partidos. A escolha é realizada por meio das convenções.

Após serem chanceladas pelas legendas, as candidaturas devem ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

Voto em trânsito

O dia 20 de julho também marcará a abertura do prazo para pedidos de voto em trânsito, mecanismo que permite ao eleitor votar fora de sua cidade (domicílio eleitoral) no dia da eleição. Os detalhes da solicitação ainda serão divulgados pela Justiça Eleitoral.

O eleitor quer estiver em outra cidade, mas dentro de seu estado, poderá votar para presidente da República, governador, deputados federal, estadual e distrital. Se estiver em outro estado, somente para presidente.

O voto em trânsito estará disponível nas capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores.

O prazo também vale para pessoas com deficiência solicitarem mudança do local de votação.

Propaganda eleitoral

A propaganda eleitoral nas ruas vai começar no dia 16 de agosto. Os candidatos poderão participar de carreatas e passeatas entre as 8h e as 22h. As mobilizações devem manter distância mínima de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo,  além de tribunais, quartéis militares, hospitais, escolas e igrejas.

Os comícios podem ser realizados entre as 8h e a meia-noite. Os anúncios pagos na imprensa escrita e internet também estarão liberados a partir desta data.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão será permitida entre 28 de agosto e 1° de outubro.

Eleições

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

 

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