Política

1º turno

Dois em cada 10 eleitores de MS faltaram às urnas nas últimas três eleições gerais

Votação começa às 7h e termina às 16h deste domingo (4)

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Dois em cada 10 eleitores de MS não comparecem às urnas no 1º turno das eleições gerais em Mato Grosso do Sul, é o que afirmam os números do portal estatístico do Tribunal do Superior Eleitoral (TSE). Cabe destacar que em todo o Estado, a votação deste domingo (4) começa às 7h e se encerra às 16h. 

Em média, a abstenção atinge ao menos 20% do eleitorado sul-mat-grossense desde 2014, ano em que a petista Dilma Rousseff venceu a disputa diante do tucano Aécio Neves.

Desde então, a escrita se mantém. Há 12 anos, com 1,81 milhão de eleitores aptos, apenas 1,44 milhão compareceu às urnas, ano em que a abstenção foi de 373 mil pessoas. 

Quatro anos mais tarde, dos 1,87 milhão de eleitores aptos, apenas 1,47 milhão votou. Em 2018, a abstenção no primeiro turno foi de 398 mil pessoas em Mato Grosso do Sul, eleição em que Jair Bolsonaro venceu Fernando Haddad. 

Em 2022, dos 1,99 milhão de eleitores, 1,55 milhão (77%) exerceu o direito ao voto. Na prática, a abstenção foi de 440 mil eleitores aptos em todo o Estado. 

Fonte: TSE

Cenário

Neste domingo e mais de 2 milhões de sul-mato-grossenses vão às urnas decidir os novos deputados estaduais, deputados federais, senadores e governador que vão representar Mato Grosso do Sul pelos próximos quatro anos, além de votar no presidente da República.

Quem estiver na fila da seção no momento do encerramento terá o direito de votar assegurado. O eleitor deve organizar o deslocamento para chegar antes das 16h.

O voto é obrigatório para eleitores alfabetizados, com idade entre 18 anos e 70 anos, enquanto é facultativo para maiores de 16 anos e menores de 18 anos, maiores de 70 anos e analfabetos. O cidadão não poderá votar se estiver com sua inscrição eleitoral cancelada ou suspensa.

Serão seis votos e a sequência começará por deputado federal, seguirá para deputado estadual, primeiro senador, segundo senador, governador e terminará com a escolha para presidente da República.

A escolha de dois candidatos diferentes para o Senado será um dos pontos que exigirão mais atenção dos eleitores no domingo de eleições gerais. Se o eleitor repetir o mesmo candidato nas duas etapas destinadas ao cargo, o segundo voto será considerado nulo, conforme as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Por isso, para ajudar a não esquecer o número do candidato no momento da votação, é recomendável que o eleitor leve sua colinha em papel, visto que também não é permitido entrar na cabine de votação com celular ou qualquer outro aparelho tecnológico, como câmeras, filmadoras, relógios inteligentes e outros equipamentos capazes de registrar o voto.

Considerando os que vão concorrer a vice-governador, Mato Grosso do Sul tem 425 nomes que vão disputar algum cargo nestas eleições, sendo 253 para deputado estadual, 124 para deputado federal, 10 para senador, 8 para vice-governador e 8 para governador. Além disso, outros 13 candidatos poderão ser escolhidos para presidente da República.

Serão eleitos 24 deputados estaduais, 8 deputados federais, 2 senadores e, obviamente, o governador e o presidente. Para que o governo do Estado e a Presidência sejam resolvidos no primeiro turno, é preciso que o candidato tenha 50% mais 1 voto dos votos válidos, porcentual que não considera os votos brancos, nulos e as abstenções.

ELEIÇÃO EM NÚMEROS

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), o eleitorado em MS soma 2.024.884 pessoas aptas a votar espalhadas pelos 79 municípios do Estado. Campo Grande é o responsável pela maior parte desse eleitorado, com 640.427 pessoas, o que corresponde a 31,6% do total de eleitores, seguido por Dourados (8,2%) e Três Lagoas (4,3%).

As mulheres são maioria, representando 52,8% (1.069.380) do eleitorado sul-mato-grossense, contra 47,2% (955.504) de homens. Por faixa etária, os adultos de 35 anos a 44 anos lideram a proporção, com 19,8% (401.457). Mesmo que não sejam obrigadas, as pessoas com 70 anos ou mais representam quase 10% do eleitorado, com 202.096 aptos.

Com 8.415 eleitores, a Escola Padre Thomaz Ghirardelli, localizada no Dom Antônio Barbosa, concentra o maior número de votantes em Campo Grande. A escola está localizada na 53ª zona eleitoral, que contempla 26 seções.

Os demais locais com maior número de votantes no Estado são o Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran), com 7.893 eleitores, além da Escola Estadual Teotônio Vilela, situada no Núcleo Habitacional Teotônio Vilela, com 7.885 eleitores.

A Capital conta com 2.242 urnas eletrônicas, uma para cada seção eleitoral. Em todo o Estado, são 7.106 urnas. A Justiça Eleitoral conta com 908 urnas de contingência, ou seja, equipamentos de reserva, disponíveis para eventuais substituições durante a votação.

Quanto às pessoas envolvidas nestas eleições, serão 27.960 mesários, cerca de 1.800 servidores da Justiça Eleitoral e 3.500 agentes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar, do Comando Militar do Oeste (CMO), da Polícia Civil e da Guarda Municipal, que serão coordenados pelo Centro Integrado de Comando e Controle (Cicc).

ATENÇÃO

A preparação do eleitor para ir votar tem que começar antes de sair de casa, com a conferência do local de votação. O endereço e a seção eleitoral podem ser consultados pelo aplicativo e-Título ou pelo portal do TSE. A verificação antecipada ajuda a evitar que o eleitor se dirija ao lugar errado.

Também é necessário separar um documento oficial com foto. São aceitos carteira de identidade (RG), Carteira Nacional de Habilitação (CNH), passaporte, carteira de trabalho física, certificado de reservista e carteira de categoria profissional reconhecida por lei. Não é obrigatório apresentar o título eleitoral impresso, desde que a identidade seja comprovada.

Quem pretende utilizar o e-Título como identificação deverá conferir se o aplicativo apresenta sua fotografia. Caso esteja sem foto, será preciso mostrar outro documento oficial com a imagem. Certidões de nascimento e de casamento não são aceitas como prova de identidade para votar.

Ao chegar à seção, o eleitor deverá apresentar o documento aos mesários e seguir os procedimentos de identificação. Quem tem biometria cadastrada passará pela conferência das impressões digitais. Se o reconhecimento não funcionar, a equipe fará a verificação dos dados conforme os procedimentos da Justiça Eleitoral.

A ausência de cadastro biométrico, por si só, não impede o voto. Segundo o TSE, quem estiver com o título regular poderá votar mediante a apresentação de documento oficial com foto.

Antes de seguir para a cabine, o eleitor deverá deixar o celular no local indicado pelos mesários, mesmo que tenha utilizado o aparelho para apresentar o e-Título.

*Colaborou Felipe Machado

 

 

Eleições

Fechamento de consulados e embaixada dos EUA no Brasil alimenta onda de desinformação e alarme

Polícia Federal nega ter emitido alerta para tentativa de golpe nas eleições

03/10/2026 14h00

Fotos: Montagem / Correio do Estado

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Fechamento de consulados e embaixada dos EUA no Brasil alimenta onda de desinformação e alarme político nas redes

A Polícia Federal (PF) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não emitiram  nesta sexta-feira (2) alerta para tentativa de golpe após os Estados Unidos fecharem para atendimento ao público suas embaixadas e consulados no Brasil, ao contrário do que afirmam publicações no X, Facebook e YouTube. 

Ainda na sexta, após o alerta do Departamento de Estado norte-americano, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão, em São Paulo e no entorno do Distrito Federal, para apurar “suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil”, como afirmou o órgão em nota. Mas a PF não encontrou “elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados”, tampouco identificou “quaisquer suspeitos de envolvimento com organizações criminosas”. 

Ao Comprova, a Polícia Federal negou, neste sábado (3), ter produzido qualquer informe ou relatório sobre tentativa de golpe.

A Abin e a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) também foram procuradas, mas não houve resposta até a publicação deste texto. 

Os posts foram feitos a partir da publicação de um site na sexta-feira. Segundo o texto, o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin, conjunto de entidades da administração pública federal responsável por planejar e executar atividades de inteligência, como a Abin) havia emitido informes sobre uma “Operação Psicológica” desencadeada pela gestão Donald Trump. Essa operação incluiria a suspensão do atendimento na embaixada e nos consulados dos Estados Unidos no Brasil. 

O conteúdo se espalhou rapidamente nas redes sociais. Um dos posts verificados pelo Comprova no X havia alcançado mais de 159,7 mil visualizações até 3 de outubro. No Facebook, um outro post foi visto por cerca de 430 mil pessoas até a mesma data.

Fechamento das representações consulares

O Comprova entrou em contato com o Consulado dos Estados Unidos em São Paulo, uma das representações diplomáticas do país que suspenderam os serviços e o atendimento ao público. O órgão, subordinado ao Departamento de Estado dos Estados Unidos, informou que a “administração Trump tem máxima prioridade à segurança e à proteção dos cidadãos americanos” e que está trabalhando com o serviço diplomático brasileiro para tratar de “questões de segurança”. 

“As embaixadas e consulados dos Estados Unidos no exterior utilizam regularmente o sistema de mensagens STEP, incluindo alertas, para informar os cidadãos americanos sobre ameaças, eventos e mudanças relevantes no contexto local. Estamos trabalhando em estreita cooperação com nossas contrapartes brasileiras para tratar de questões de segurança”, afirma o consulado, em nota.

O que é “operação psicológica”?

Uma Operação Psicológica (mais conhecida pelo termo em inglês psyop) consiste no uso planejado de informações, propaganda e táticas de comunicação para influenciar as emoções, as atitudes e o comportamento de públicos-alvo, conforme estudo da Universidade de Leeds, no Reino Unido. Historicamente consolidada no jargão militar, a prática serve para desmoralizar tropas inimigas, confundir lideranças adversárias ou conquistar o apoio de populações civis em zonas de conflito, sem focar na destruição física.

Na prática, essas operações utilizam diversos recursos, desde a divulgação de mensagens até a manipulação de fatos para gerar reações específicas, como medo, dúvida ou apatia.

Com o avanço da era digital, o conceito expandiu-se para além dos quartéis, sendo amplamente estudado na sociologia e na comunicação, como escreveu em 2022, antes de entrar para o Supremo Tribunal Federal (STF) o jurista Cristiano Zanin e a advogada Graziela Ambrósio. 

Especialistas utilizam o termo para analisar campanhas de desinformação em massa e tentativas de polarização em redes sociais, demonstrando como a manipulação da percepção pública se tornou uma ferramenta central de influência estratégica e geopolítica no mundo contemporâneo.

Por que as pessoas podem ter acreditado

Uma das publicações virais no X emprega o apelo à urgência e o alarmismo ao utilizar termos em caixa alta e narrar uma suposta ameaça iminente de golpe internacional, o que gera forte impacto emocional e prende a atenção do leitor. 

Ao fazer isso, reduz-se a chance de ele refletir sobre o conteúdo, ou buscar outras fontes. Assim, ele acredita na desinformação e ela continua se espalhando.

O post também se aproveita da polarização, do “nós contra eles”, ao falar em tentativa do golpe pela direita e chamar o público a votar em Lula (PT) na eleição deste domingo (4). O Comprova alerta que a desinformação eleitoral pode influenciar o eleitor, que deve votar baseado na verdade.

Fontes que consultamos: Polícia Federal, Consulado dos Estados Unidos em São Paulo e reportagem sobre o fechamento de embaixadas e consulados.

Por que o Comprova investigou essa publicação: O Comprova monitora conteúdos suspeitos publicados em redes sociais e em aplicativos de mensagens sobre políticas públicas, saúde, mudanças climáticas, eleições e golpes virtuais e abre investigações sobre aquelas publicações que obtiveram maior alcance e engajamento. Você também pode sugerir verificações pelo WhatsApp +55 11 97045-4984.

Outras checagens sobre o tema: Sobre eleições, o Comprova publicou recentemente que vídeo de Xuxa criticando declaração sobre menores é de 2022 e foi direcionado a Jair Bolsonaro e que Flávio Bolsonaro não viajou aos Estados Unidos em setembro.

Notas da comunidade: Não havia notas da comunidade no X até a publicação deste texto.

ELEIÇÕES 2026

O que acontece se o eleitor não votar? Saiba as consequências

Voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas, com idade entre 18 e 70 anos

03/10/2026 12h00

Mulher votando em dia de eleição

Mulher votando em dia de eleição GERSON OLIVEIRA

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Primeiro turno das Eleições 2026 ocorre neste domingo, 4 de outubro de 2026. Pessoas com idade entre 18 e 70 anos, alfabetizadas, são obrigadas a votarem.

Mas, os eleitores que não votarem, podem sofrer punições, caso não justifiquem o voto. 

Caso não vote e nem justifique a ausência, o eleitor NÃO poderá:

  • Tirar carteira de identidade ou passaporte
  • Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública, da União, estado ou município
  • Ser empossado em concurso público, cargo público ou função pública, da União, estado ou município
  • Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
  • Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
  • Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
  • Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
  • Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
  • Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda

Caso o cidadão esteja viajando ou tenha algum compromisso nos dias das eleições, é possível justificar o voto e ficar em dia com a Justiça Eleitoral, sem consequências para o eleitor. Veja como: 

Justificar o voto no dia das eleições

O eleitor que deixou de votar pode justificar a ausência, no dia das eleições, por meio:

Justificar o voto após as eleições

O eleitor que não votou e deixou de justificar a ausência no dia das eleições, ainda tem a chance de justificar até 60 dias após cada turno (até 3 de dezembro de 2026 para o primeiro turno e até até 8 de janeiro de 2027 para o segundo turno), por meio:

  • Do aplicativo e-Título
  • Presencialmente em qualquer Cartório Eleitoral
  • Pelo Autoatendimento Eleitoral - acesse os Portais da Justiça Eleitoral

A documentação que comprove o motivo da ausência à eleição deverá ser anexada ao requerimento para análise da autoridade judiciária da zona eleitoral responsável pelo título.

Caso a justificativa seja aceita, haverá o registro no histórico do título eleitoral. Se a justificativa não for aceita, é necessário quitar o débito (R$ 3,51 por turno).

Quem estiver viajando no dia da eleição, deve apresentar passagens, cartões de embarque ou carimbos no passaporte, entre outros documentos que possam justificar a ausência no dia da votação.

Cada turno é tratado separadamente: se faltar aos dois turnos, precisa fazer uma justificativa para cada um.

Pessoas que fizeram ou farão 70 anos até a data da eleição não são mais obrigadas a votarem. Neste caso, não é necessário justificar a ausência.

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