Política

Entrevista

"E, quem sabe, lá na frente, se as coisas convergirem, posso ser candidato a prefeito"

O presidente da Casa de Leis reforçou que a expectativa com a CPI do Ônibus é que tenha participação popular, que seja democrática e aberta tanto para o consórcio se expressar quanto para os órgãos do Executivo

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O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy, concedeu uma entrevista exclusiva ao Correio do Estado para falar sobre os primeiros meses à frente da Casa de Leis, a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do transporte coletivo urbano, a aproximação com a população, a modernização e os planos políticos para as eleições de 2026 e 2028.

Sobre a CPI, Papy espera que todos possam participar, desde a população, que utiliza o serviço, até a concessionária e as agências de regulação da prefeitura.

A respeito da aproximação com o povo, o novo presidente quer levar os vereadores até os bairros para ouvir os moradores. Com relação ao futuro político, Papy descarta disputar o pleito no ano que vem e revelou o desejo de ser prefeito de Campo Grande, talvez, já na eleição de 2028. “Penso muito sobre isso, sim”, confessou o vereador. Confira a seguir.

Qual avaliação o senhor faz sobre esses primeiros meses à frente da Presidência da Câmara Municipal de Campo Grande?

Essa legislatura iniciou-se no início de fevereiro deste ano, mas a verdade é que hoje nós concluímos a nossa nona sessão apenas. Porém, já aconteceu muita coisa, a bancada federal visitou a Casa de Leis, criamos uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), promovemos diversos debates e muitos projetos já foram votados.

Entretanto, com a intensidade com que o ano começou, parece que estamos há um tempão aqui e ainda foram apenas nove sessões ordinárias da Câmara Municipal. A expectativa é que continue intenso, porque a gente dá uma resposta melhor ainda para a sociedade que espera tanto dos seus vereadores.

Como é ser o primeiro presidente a estrear com uma CPI?

Não sei se isso é bom ou se é ruim. Entretanto, eu tenho a intenção de que o parlamento seja soberano. A vontade dos vereadores deve sobrepor a uma intenção pessoal de quem quer que seja. Então, a CPI é um instrumento de fiscalização dos vereadores, e quando um requerimento atinge as 10 assinaturas, está apto a ser debatido na Casa. Isso transcende a questão política e partidária e até mesmo da Mesa Diretora.

Eu tenho ciência de que há os perigos de uma CPI e estou tentando conduzi-la da forma mais responsável e serena possível, para que não tenha um teor apenas político ou de banalização politicamente, mas, principalmente que vá no caminho de resultado, que é o que as pessoas esperam. Para mim, que a CPI seja intensa, que seja fiscalizadora e que seja uma CPI de verdade, mas buscando sempre o resultado e não perdendo essa credibilidade, que já está tão pouca em relação à fiscalização da Câmara.

Qual sua expectativa com essa CPI do Ônibus?

Olha, eu sou um político otimista, e os vereadores que compõem a CPI são parlamentares que estão muito preparados e entusiasmados para fazer essa discussão. É uma CPI aguardada há mais de 10 anos. Então, você tem um passivo aí de desesperança e, agora, com esse momento, eu tenho certeza que a cidade se estimula a confiar de novo nessa CPI. A expectativa é com a participação popular, uma CPI democrática, aberta, tanto para o consórcio se expressar quanto para os órgãos do Executivo se expressarem.

Os grupos populares poderão se expressar, os sindicatos dos trabalhadores do transporte coletivo urbano também poderão se expressar e o usuário, principalmente. Na primeira reunião, já foi deliberada uma espécie de ouvidoria para que mais pessoas possam participar da CPI, trazendo informações, reivindicações, dizendo como estão as linhas que circulam na cidade. Então, assim, acho que vai ser uma CPI muito proveitosa. Ela foi muito aguardada, e a expectativa está alta, mas eu espero mesmo que nós, enquanto Câmara, possamos dar uma resposta à altura daquilo que as pessoas precisam.

No meu primeiro mandato, nós tivemos a CPI do Táxi e do Uber, naquele momento, quando apareciam os primeiros decretos em relação à implementação do Uber na cidade, nas capitais principalmente. Essa CPI avaliou a questão dos títulos dos taxistas, que foi liderada pelos então vereadores Vinícius Siqueira e Odilon Filho. Mas em todos os meus outros mandatos, não foi aberta nenhuma CPI, tivemos apenas proposições para investigar a Águas Guariroba e duas para investigar o Consórcio Guaicurus, mas nenhuma prosperou. Então, essa é a primeira para apurar o serviço de transporte coletivo urbano que eu me lembro da história da Casa de Leis.

Como está sendo a relação da Casa de Leis com a prefeita Adriane Lopes?

Esse é o objetivo, que os próximos quatro anos seja uma tranquilidade, alguma coisa nesse sentido. Da minha parte, a relação é institucional, republicana, de independência, mas eu vejo na prefeita uma vontade de fazer. Eu penso que a equipe dela está muito entusiasmada também com a oportunidade de ter sido eleita legitimamente. Eu acho que isso, em algum momento, incomodou a prefeita Adriane, que parecia que tinha um descrédito na questão da legitimidade. Hoje não, ela é uma prefeita eleita e com todas as suas funções garantidas. Eu tenho certeza que ela vai poder fazer um grande trabalho.

A Câmara, como fiscalizadora dos atos da administração pública, vai validar as ações e, aí tudo, é uma questão legal, constitucional, regimental e também política. Eu penso que a prefeita tem feito alguns caminhos políticos, tentando montar uma base, mas, da minha parte, é conduzir institucionalmente. Se eu, por um acaso, desaprovar alguma matéria, quer dizer que a maioria da Câmara está desaprovando. Por isso, não há intenção do Papy ser contra ou a favor. Eu sempre vou estar respeitando aquilo que é a intenção da maioria dos vereadores e das suas bancadas.

Mudando de assunto, quais são os seus planos para trazer a população para dentro da Câmara?

Com certeza, acho que esse é um DNA que o vereador Carlão trouxe, do comunitário e da participação popular das pessoas. Eu vejo que de uma outra forma a gente tem tido muita participação popular. Já abrimos a tribuna três vezes para as pessoas falarem, tanto instituições quanto líderes comunitários. A Casa está sendo bem visitada e, portanto, de alguma forma, nós estamos atingindo esse objetivo. Mas nós temos um planejamento de uma ação comunitária, dos vereadores estarem nos bairros, mas não aquela sessão para o morador ouvir o parlamentar lá no bairro.

A gente quer inverter essa lógica, em que o vereador vá para servir na comunidade e, na verdade, vá lá para ouvir as pessoas, e não o contrário. Porque a reunião política no bairro é muito chata e, às vezes, muito pouco produtiva, ocupada às vezes só por quem é candidato ou por políticos. E a ideia é que a gente vá lá em uma outra proposta, em um outro formato, que em breve a gente vai lançar aqui, que está sendo produzida pela nossa equipe, um planejamento de ações comunitárias, com a presença de todos os vereadores e alguns parceiros, como a Energisa, a Águas Guariroba, que já tem feito um trabalho conosco aqui, e a Fiems, se colocando à disposição para a gente construir esse projeto. 

Ainda nessa linha, o senhor tem algum estudo para modernizar os trabalhos da Casa?

Talvez a população não sinta tanto e não consiga ver tanto como um painel de LED, e que foi uma insistência minha muito com o vereador Carlão, pois era importante que a gente avançasse nesse sentido, já que ainda fazíamos a contagem de votos no papel. E para a imprensa era um terror, porque os jornalistas tinham de ficar esperando eles acabarem para poder olhar a ata e, agora, com o painel, tudo fica mais fácil. Entretanto, nós vamos continuar na digitalização dos processos da Casa para dar mais celeridade aos procedimentos aqui dentro e, principalmente, transparência.

Estou indo atrás de um grande fornecedor de digitalização de processos, de cibersegurança e de LGPD [Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais], afinal, já temos um contrato de compliance, que nós vamos organizar os procedimentos da Câmara. Isso não aparece como algo físico, mas lá na ponta e no decorrer dos anos, nós vamos ter uma Câmara muito mais moderna, muito mais segura, com gestor que é ordenador de despesas para os mandatos e também transparência para a população.

O senhor pretende sair candidato no ano que vem? E após cumprir o mandato de vereador, o senhor vai disputar o cargo de prefeito em 2028?

Eu imagino que a missão que os vereadores me conferiram aqui é de dois anos e eu basicamente fiz um compromisso de não ser candidato a deputado estadual nem federal na eleição de 2026. Porém, o político não é dono de si mesmo, não é dono do seu projeto. E essas coisas acabam que, às vezes, você fica envolvido pelas outras pessoas que te cercam, os grupos, as endereças políticas e os partidos, tendo de fazer com que tome decisões que não eram anteriormente à sua vontade. Mas, pessoalmente, eu não tenho interesse em ser candidato. Até fiz compromisso com os colegas aqui de cuidar daqueles colegas que vão ser candidatos e candidatas em 2026.

Sobre 2028, penso que ainda é um pouco distante e preciso trabalhar mais. Eu quero dar o melhor resultado possível na presidência da Casa, e é preciso olhar para frente e para cima, se puder. Eu sou um político jovem em idade, então tenho ainda um longo caminho pela frente. A princípio, sou candidato a mais uma reeleição de vereador, mas também, de novo, os grupos políticos que determinam muitas coisas, então, a gente não sabe como isso vai ficar. Contudo, em 2028, teremos uma janela, pois a prefeita Adriane Lopes não poderá mais ser reeleita. Por isso, penso que todo político tem uma vontade de ser prefeito, e comigo não é diferente.

Porém, a eleição de 2028 será uma supereleição, e imagino que já tenhamos muitos candidatos se preparando. Por isso, por enquanto, preciso cuidar do Legislativo o máximo de tempo que puder ficar aqui. E, quem sabe, lá na frente, se as coisas convergirem, posso ser candidato a prefeito. Mas, por enquanto, sou candidato à reeleição de verdade. Contudo, não vou negar que já pensei bastante sobre ser prefeito, mas, hoje, o Executivo ainda é um grande desafio para mim. Para aqueles que têm muito cuidado com a sua imagem, com o seu nome, com legado de família, se preocupam muito, porque o desafio hoje de você entrar no Executivo e sair limpo dele é muito difícil. Então, eu me preocupo um pouco com as consequências familiares, com o desgaste das pessoas que você ama, com a exposição, com os processos.

Hoje, é muito difícil essa decisão, mas na função pura e simples de um prefeito, eu gostaria muito, acho que teria uma vontade de pôr em prática alguns pensamentos administrativos que eu tenho, de gestão pública, que eu gosto muito, que eu sou formado nessa área. Mas assim, o preço que se paga familiarmente, pessoalmente, precisa ser bem contabilizado, porque depois ninguém repõe. Porém, penso muito sobre isso, sim.

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NOVO ENDEREÇO

Beto Pereira anuncia amanhã sua filiação ao Republicanos

Em fevereiro deste ano, o deputado federal havia assumido a presidência do PSDB

25/03/2026 08h25

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos Divulgação

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O deputado federal Beto Pereira oficializa amanhã a troca do PSDB pelo Republicanos para tentar a reeleição para a Câmara dos Deputados.

A confirmação foi obtida pelo Correio do Estado junto a interlocutores do parlamentar, que deve assumir a presidência estadual do partido em Mato Grosso do Sul no lugar do deputado estadual Antonio Vaz.

A reportagem apurou que a chegada do deputado federal ao Republicanos foi articulada pelo governador Eduardo Riedel (PP) e pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) diretamente com o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira (SP), durante reunião em Brasília (DF).

Beto Pereira vai para o Republicanos com a finalidade de consolidar a aliança da legenda com o grupo político de Riedel e Azambuja, que tinha PL, PP, União Brasil e PSDB, e tem como meta a reeleição do governador e a eleição de dois senadores da República, um deles o ex-governador.

Além de Beto Pereira, o Republicanos também ganhará o reforço do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e do deputado estadual Pedro Pedrossian Neto, ambos do PSD, do senador Nelsinho Trad, que informou o apoio à reeleição de Riedel, mesmo que o partido não faça parte dessa ampla aliança.

Com a adesão do grupo governista, o Republicanos projeta montar uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados, com potencial para conquistar ao menos uma vaga, tendo, além de Beto Pereira, a vereadora Isa Marcondes, a Cavala, que foi a mais votada de Dourados nas eleições municipais de 2024.

HISTÓRICO

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o RepublicanosO deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos - Forto: Divulgação

Nascido em Campo Grande, em 14 de novembro de 1977, Humberto Rezende Pereira, mais conhecido como Beto Pereira, é formado em Direito e iniciou sua carreira política como prefeito de Terenos. Ele é filho do ex-senador Valter Pereira e tataraneto do fundador da Capital, José Antônio Pereira.

Em 2004, foi eleito prefeito do município de Terenos aos 26 anos, tornando-se o gestor mais jovem do Estado na época. No ano de 2008, foi reeleito com mais de 70% dos votos dos eleitores.

Em 2009, assumiu a presidência da Associação Sul-Mato-Grossense de Municípios (Assomasul) e, em 2012, Beto Pereira se tornou vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) – o primeiro sul-mato-grossense a assumir essa função.

Em 2014, foi eleito deputado estadual, com 27.182 votos, e, em 2017, assumiu a presidência estadual do PSDB de Mato Grosso do Sul, enquanto em 2018 se elegeu deputado federal, com 80.500 votos.

No ano de 2019, foi eleito secretário-geral do PSDB nacional e, em 2022, foi reeleito deputado federal, com 97.872 votos, por Mato Grosso do Sul.

Em fevereiro de 2023, foi eleito para compor a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Um ano depois, em 2024, foi candidato a prefeito de Campo Grande, mas não conseguiu chegar ao segundo turno.

 

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ELEIÇÕES 2026

Vereadores do PSDB se recusam a servir de escada para deputados estaduais

Os parlamentares municipais da Capital querem na chapa tucana somente um entre Jamilson Name e Pedro Caravina

25/03/2026 08h20

Os deputados estaduais Marcio, Jamilson, Caravina, Lidio e Paulo durante a sessão de ontem

Os deputados estaduais Marcio, Jamilson, Caravina, Lidio e Paulo durante a sessão de ontem Luciana Nassar/Alems

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A formação da chapa para deputados estaduais pelo PSDB em Mato Grosso do Sul deixou de ser uma negociação tranquila para virar o estopim para um motim por parte dos vereadores do partido em Campo Grande que têm pretensões de concorrer a vagas na Assembleia Legislativa do Estado no pleito deste ano.

O Correio do Estado apurou que os vereadores Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha deram um ultimato ao partido depois que foram informados que os deputados estaduais Jamilson Name e Pedro Caravina vão continuar no ninho tucano para tentar a reeleição, inviabilizando que, pelo menos, um parlamentar municipal tenha chance real de ser eleito.

Na semana passada, conforme fontes ouvidas pela reportagem, estava tudo certo para que o deputado estadual Pedro Caravina fosse para o PP, ficando apenas Jamilson Name no partido, com a deputada estadual Lia Nogueira, o que permitiria que os três vereadores tivessem a oportunidade de disputar as cadeiras na Casa de Leis.

Porém, nesta semana, Caravina refez a conta de votos necessários para ser reeleito e constatou que, com os três vereadores na chapa, seria muito mais fácil garantir o retorno à Assembleia Legislativa se continuasse no PSDB do que tentando a sorte no PP, da senadora Tereza Cristina.

CAMPEÕES DE VOTOS

Entretanto, a permanência dele, de acordo com apuração do Correio do Estado, fará com que a chapa fique com dois deputados estaduais campeões de votos, tornando a campanha eleitoral de Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha muito mais difícil, pois dificilmente a chapa fará mais do que três parlamentares na eleição deste ano.

Portanto, com essa matemática, será mais fácil que Jamilson e Caravina sejam reeleitos, restando apenas uma possível cadeira na Assembleia Legislativa para o ninho tucano, que seria disputada pelos três vereadores e ainda pelos deputados estaduais Lia Nogueira e Paulo Duarte, que deve trocar o PSB pelo PSDB.

Por isso, os três vereadores avisaram que não pretendem ser “escada” para os deputados estaduais no pleito deste ano e, caso Jamilson ou Caravina resolvam bater o pé sobre ficar no PSDB, Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha não serão mais candidatos neste ano, enfraquecendo a chapa.

Para complicar ainda mais a situação, além da chegada de Paulo Duarte, também é cogitada a pré-candidatura do ex-prefeito de Três Lagoas Ângelo Guerreiro como deputado estadual pelo PSDB, outro nome com muitos votos, principalmente, na região da Costa Leste de Mato Grosso do Sul.

OUTRO LADO

Procurados pelo Correio do Estado, os três vereadores não consideraram comentar, mesmo posicionamento do deputado estadual Jamilson Name, enquanto o deputado estadual Pedro Caravina disse que não estava sabendo do ultimato.

“Eu entendo que a chapa desenhada pelo PSDB tem total condição de eleger de quatro a cinco deputados estaduais. Com quatro deputados estaduais de mandato, os três vereadores da Capital e com outras lideranças filiadas, teremos uma chapa muito competitiva”, projetou.

No entanto, ainda conforme Caravina, a decisão de sair candidato não é para agora, mas somente nas convenções. “Agora é filiação, e todos estão filiados”, analisou, prevendo que tudo deve ser resolvido.

Agora, a definição final sobre a formação da chapa para deputados estaduais terá de passar pelas mãos do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e do atual governador Eduardo Riedel (PP), que estão à frente das negociações dos partidos da ampla aliança formada para a reeleição de Riedel e eleição de Azambuja ao Senado.

 

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