Política

Campo Grande

Eleitorado idoso cresce 41% em 8 anos e mobiliza o interesse dos candidatos

O município tem atualmente 121.650 eleitores com mais de 60 anos aptos a votar no dia 6 de outubro, conforme o TRE-MS

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Criada em 1991 por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), o 1º de outubro, Dia Internacional do Idoso, reforça os termos da Resolução nº 46, que objetiva sensibilizar a sociedade mundial para as questões do envelhecimento, destacando a necessidade de proteção e de cuidados para essa população.

Em ano de eleições municipais, essa camada da população de Campo Grande sempre é lembrada pelos candidatos, porém, conforme levantamento feito pelo Correio do Estado junto à área de estatística do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), no pleito deste ano, os políticos terão um motivo a mais.

Isso porque os eleitores com 60 anos ou mais já totalizam 121.650 pessoas, ou seja, 18,83% do eleitorado do município que vai às urnas neste domingo. Na prática, o eleitorado idoso da Capital aumentou 41% em relação às eleições municipais de 2016, quando a cidade tinha 86.301 eleitores com 60 anos ou mais.

Esse crescimento vertiginoso não passou despercebido pelos quatro candidatos ao cargo de prefeito melhores colocados nas pesquisas de intenções de votos Adriane Lopes (PP), Beto Pereira (PSDB), Camila Jara (PT) e Rose Modesto (União Brasil).

A temática da atenção aos cidadãos mais velhos está presente nos planos de governo deles, de acordo com análise feita pelo Correio do Estado, afinal, a população idosa já representa quase 20% do eleitorado municipal e, portanto, é necessária uma atenção especial por parte de Adriane Lopes, Beto Pereira, Camila Jara e Rose Modesto.

As propostas da atual prefeita, Adriane Lopes, têm uma preocupação especial com os idosos, pois ela lançou, durante sua gestão, o credenciamento para a Vila dos Idosos, um condomínio que está em construção perto ao Horto Florestal dedicado exclusivamente às pessoas com mais de 60 anos.

Além disso, próximo à Vila dos Idosos, ela promete, caso seja reeleita, criar um centro médico de cuidado para os idosos, oferecendo atendimento médico especializado e multidisciplinar, incluindo geriatria, fisioterapia, psicologia e nutrição, focado na prevenção e no tratamento de doenças crônicas.

Adriane Lopes ainda quer fortalecer a política para o idoso criando o projeto Centro Dia da Pessoa Idosa, espaço de convivência e cuidados que realizará um atendimento especializado a pessoas com mais de 60 anos para diminuir o isolamento social, o abandono e promover o acesso ao acolhimento.

Já o deputado federal Beto Pereira promete trabalhar para suprir as reais necessidades dos idosos, promovendo cidadania e garantindo o pleno gozo de direitos fundamentais desses cidadãos.

Ele garante estabelecer parcerias e promover práticas esportivas inclusivas para pessoas idosas, bem como promover ações de prevenção, proteção e superação dos riscos e da violação de direitos dos idosos.

Para a deputada federal Camila Jara, a sua primeira proposta para os cidadãos da terceira idade é investir na cultura e em políticas públicas, promovendo ações contra a discriminação e a violência voltadas à afirmação da cidadania e à defesa da igualdade de direitos e oportunidades para todos, criando uma área de proteção social básica no domicílio para pessoas idosas.

Ela também quer ampliar o número de imóveis para locação social incluindo idosos e criar uma política municipal de cultura imaterial e identidade, visando a assistência e a valorização dos mestres do saber e artistas idosos, bem como envolvê-los no debate sobre cultura, incentivo a eventos, pontos de cultura e agenda cultural da cidade.

No caso da ex-deputada federal Rose Modesto, uma das suas principais propostas é desenvolver programas de inclusão, promovendo a alfabetização digital e o acesso à tecnologia para idosos, buscando oportunidades socioeconômicas igualitárias.

Ela também promete promover políticas públicas de cidadania para essa camada da população.

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Postura

ONU: Lula defende multilateralismo e reforma do Conselho de Segurança

Presidente embarca hoje para Nova York e vai discursar na terça-feira

20/09/2026 20h00

Ricardo Stuckert / PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos (EUA), onde participará da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). 

No tradicional discurso de abertura na seção de alto nível da assembleia, o presidente deve ressaltar a importância do multilateralismo, uma das linhas centrais da política externa brasileira, em um cenário marcado pela multiplicação de conflitos internacionais. 

Lula também deverá defender a negociação como caminho para a solução de disputas, o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países. O discurso deve apresentar a visão do Brasil sobre os principais temas da agenda internacional.

A reforma das Nações Unidas, em particular de seu Conselho de Segurança, deve estar entre os temas abordados. O Brasil defende há anos a atualização da composição e do funcionamento do órgão e critica a sua dificuldade de responder aos conflitos internacionais.

Lula terá encontros bilaterais com outros chefes de Estado, que ainda não foram anunciados, além de se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que está em fase final de mandato à frente da entidade internacional. Um dos encontros previstos de Lula será com o prefeito da cidade, o progressista Zohran Mamdani, do Partido Democrata, que governa Nova York desde o início do ano.

A agenda presidencial em Nova York prevê a chegada à cidade ainda na noite de domingo (20), com encontros bilaterais reservados para ocorrer ao longo da segunda-feira (21). Na terça-feira (22) de manhã, o presidente terá encontro com Guterres e depois fará o discurso na Assembleia Geral. Ele retorna ao Brasil no mesmo dia.

Esta será a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas como presidente da República. Em seus três mandatos, ele só não compareceu em 2010.

Trump
O Palácio Itamaraty não informou sobre a expectativa de um encontro entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, que não tem confirmação de nenhuma das partes.

O presidente norte-americano é o segundo a falar, logo após Lula, e ambos eventualmente poderiam se cruzar nos bastidores do plenário. No ano passado, os dois líderes tiveram um breve contato, quando Lula deixava o palco após seu discurso e Trump se preparava para falar.

Na ocasião, o encontro causou boa impressão nos dois presidentes e Trump posteriormente falou em "química excelente" entre eles. Foi o primeiro de três encontros entre os dois líderes desde então.

Outras agendas
De acordo com o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana e participará de uma série de reuniões e encontros ministeriais, entre eles os do Brics, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de reuniões da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do Consenso de Brasília.

O ministro também presidirá duas reuniões ministeriais. No dia 23 de setembro, será realizado o encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência brasileira do G20. No dia 24, Mauro Vieira presidirá a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).

O Brasil ocupa atualmente a presidência da Zopacas, após a realização, em abril deste ano, da 9ª Reunião Ministerial da organização. O país exercerá a presidência pelo período de três anos.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, também participará de atividades em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro, com agendas relacionadas à segurança alimentar, proteção social, financiamento para o desenvolvimento e cooperação internacional. No dia 23, participará do encontro da Aliança Global.

A delegação brasileira participará de reuniões do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de encontros sobre a situação da Palestina e a solução de dois Estados, o combate à desigualdade, a Comissão de Consolidação da Paz e temas relacionados ao direito internacional humanitário.

Comitiva

Além dos ministros Mauro Vieira e Wellington Dias, estão previstas as participações da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; do ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena; e da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, em atividades relacionadas às áreas de atuação de cada pasta.

eleições 2026

Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio por uso de perfis para impulsionar campanha

Equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis

20/09/2026 19h00

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.

Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.

Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shoppe com o produto.

A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.

A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.

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