Política

ELEIÇÕES 2026

Em alta no Brasil, PT mira eleger 1 senador e 2 deputados em MS

Cúpula do partido no Estado se reuniu ontem em Brasília com o presidente nacional para alinhar estratégia eleitoral

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Com a progressiva melhora na aprovação nacional do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, desde julho deste ano, depois de sucessivas quedas, o PT de Mato Grosso do Sul já trabalha com a possibilidade de conseguir repetir nas eleições de 2026 o desempenho de 2022, quando elegeu dois deputados federais, e ainda fazer um senador da República.

Os planos da executiva estadual da legenda no Estado para o pleito do próximo ano foram apresentados ontem ao presidente nacional do PT, Edson Antonio da Silva, o Edinho, durante reunião na sede do diretório nacional da sigla em Brasília (DF), pelos deputados federais Vander Loubet, que é o presidente estadual, e Camila Jara e pelo deputado estadual Zeca do PT.

“O Zeca, a Camila e eu tivemos uma reunião ontem pela manhã com o Edinho, presidente nacional do PT, justamente para alinhar as questões relacionadas ao partido em Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026”, afirmou Vander Loubet ao Correio do Estado.

CONFIANTE

O presidente estadual do PT disse a Edinho que o partido está seguro e confiante em que vai manter a eleição de dois deputados federais e tem grandes chances de voltar a ter um senador da República – o último foi Delcídio do Amaral.

“No momento, estamos construindo o projeto do PT com muita tranquilidade e paciência, o que não significa que estejamos parados”, avisou.

O deputado federal reforçou ao Correio do Estado que não vai tentar a reeleição e disputará uma vaga ao Senado, esperando ter como companheira de chapa a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB).

“O PT ainda trabalha com a perspectiva de que a ministra possa participar do projeto do PT estadual. Estamos buscando trazer a Simone para o nosso projeto, caso ela faça a opção de ficar em Mato Grosso do Sul”, comentou.

Ele ainda citou o nome do ex-deputado federal Fábio Trad (PT), que tem grandes chances de ser o candidato a governador do Estado.

“E, além disso, para nossa chapa de federal, eu vejo que minha saída da disputa pela reeleição estimula vários candidatos a entrar na briga pela vaga na Câmara dos Deputados”, analisou.

EX-DEPUTADOS

Vander Loubet informou que está dialogando para trazer de volta para a chapa do partido à Câmara dos Deputados os ex-deputados federais petistas Antonio Carlos Biffi e João Grandão.

“Já temos a Camila forte para a reeleição, temos o empresário Carlos Bernardo lá em Ponta Porã, devemos ter uma candidata em Três Lagoas, enfim, vejo que podemos ter uma chapa com condições de fazer os 240 mil votos necessários, pois fizemos 202 mil votos em 2022, para a gente eleger dois [deputados] federais”, assegurou.

O presidente do PT de Mato Grosso do Sul também falou para o presidente nacional do partido que faz parte dos planos buscar novos quadros não só para a legenda, como também para fortalecer as siglas aliadas do PV e do PCdoB na chapa, para agregar mais votos.

“Vejo que o cenário e a conjuntura são favoráveis, principalmente com o crescimento da aprovação do presidente Lula junto à população, que, além de ter se recuperado nas avaliações sobre o desempenho do governo, também está liderando as pesquisas de intenções de votos para a reeleição”, analisou.

NOVO ENDEREÇO

Beto Pereira anuncia amanhã sua filiação ao Republicanos

Em fevereiro deste ano, o deputado federal havia assumido a presidência do PSDB

25/03/2026 08h25

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos Divulgação

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O deputado federal Beto Pereira oficializa amanhã a troca do PSDB pelo Republicanos para tentar a reeleição para a Câmara dos Deputados.

A confirmação foi obtida pelo Correio do Estado junto a interlocutores do parlamentar, que deve assumir a presidência estadual do partido em Mato Grosso do Sul no lugar do deputado estadual Antonio Vaz.

A reportagem apurou que a chegada do deputado federal ao Republicanos foi articulada pelo governador Eduardo Riedel (PP) e pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) diretamente com o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira (SP), durante reunião em Brasília (DF).

Beto Pereira vai para o Republicanos com a finalidade de consolidar a aliança da legenda com o grupo político de Riedel e Azambuja, que tinha PL, PP, União Brasil e PSDB, e tem como meta a reeleição do governador e a eleição de dois senadores da República, um deles o ex-governador.

Além de Beto Pereira, o Republicanos também ganhará o reforço do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e do deputado estadual Pedro Pedrossian Neto, ambos do PSD, do senador Nelsinho Trad, que informou o apoio à reeleição de Riedel, mesmo que o partido não faça parte dessa ampla aliança.

Com a adesão do grupo governista, o Republicanos projeta montar uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados, com potencial para conquistar ao menos uma vaga, tendo, além de Beto Pereira, a vereadora Isa Marcondes, a Cavala, que foi a mais votada de Dourados nas eleições municipais de 2024.

HISTÓRICO

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o RepublicanosO deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos - Forto: Divulgação

Nascido em Campo Grande, em 14 de novembro de 1977, Humberto Rezende Pereira, mais conhecido como Beto Pereira, é formado em Direito e iniciou sua carreira política como prefeito de Terenos. Ele é filho do ex-senador Valter Pereira e tataraneto do fundador da Capital, José Antônio Pereira.

Em 2004, foi eleito prefeito do município de Terenos aos 26 anos, tornando-se o gestor mais jovem do Estado na época. No ano de 2008, foi reeleito com mais de 70% dos votos dos eleitores.

Em 2009, assumiu a presidência da Associação Sul-Mato-Grossense de Municípios (Assomasul) e, em 2012, Beto Pereira se tornou vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) – o primeiro sul-mato-grossense a assumir essa função.

Em 2014, foi eleito deputado estadual, com 27.182 votos, e, em 2017, assumiu a presidência estadual do PSDB de Mato Grosso do Sul, enquanto em 2018 se elegeu deputado federal, com 80.500 votos.

No ano de 2019, foi eleito secretário-geral do PSDB nacional e, em 2022, foi reeleito deputado federal, com 97.872 votos, por Mato Grosso do Sul.

Em fevereiro de 2023, foi eleito para compor a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Um ano depois, em 2024, foi candidato a prefeito de Campo Grande, mas não conseguiu chegar ao segundo turno.

 

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ELEIÇÕES 2026

Vereadores do PSDB se recusam a servir de escada para deputados estaduais

Os parlamentares municipais da Capital querem na chapa tucana somente um entre Jamilson Name e Pedro Caravina

25/03/2026 08h20

Os deputados estaduais Marcio, Jamilson, Caravina, Lidio e Paulo durante a sessão de ontem

Os deputados estaduais Marcio, Jamilson, Caravina, Lidio e Paulo durante a sessão de ontem Luciana Nassar/Alems

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A formação da chapa para deputados estaduais pelo PSDB em Mato Grosso do Sul deixou de ser uma negociação tranquila para virar o estopim para um motim por parte dos vereadores do partido em Campo Grande que têm pretensões de concorrer a vagas na Assembleia Legislativa do Estado no pleito deste ano.

O Correio do Estado apurou que os vereadores Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha deram um ultimato ao partido depois que foram informados que os deputados estaduais Jamilson Name e Pedro Caravina vão continuar no ninho tucano para tentar a reeleição, inviabilizando que, pelo menos, um parlamentar municipal tenha chance real de ser eleito.

Na semana passada, conforme fontes ouvidas pela reportagem, estava tudo certo para que o deputado estadual Pedro Caravina fosse para o PP, ficando apenas Jamilson Name no partido, com a deputada estadual Lia Nogueira, o que permitiria que os três vereadores tivessem a oportunidade de disputar as cadeiras na Casa de Leis.

Porém, nesta semana, Caravina refez a conta de votos necessários para ser reeleito e constatou que, com os três vereadores na chapa, seria muito mais fácil garantir o retorno à Assembleia Legislativa se continuasse no PSDB do que tentando a sorte no PP, da senadora Tereza Cristina.

CAMPEÕES DE VOTOS

Entretanto, a permanência dele, de acordo com apuração do Correio do Estado, fará com que a chapa fique com dois deputados estaduais campeões de votos, tornando a campanha eleitoral de Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha muito mais difícil, pois dificilmente a chapa fará mais do que três parlamentares na eleição deste ano.

Portanto, com essa matemática, será mais fácil que Jamilson e Caravina sejam reeleitos, restando apenas uma possível cadeira na Assembleia Legislativa para o ninho tucano, que seria disputada pelos três vereadores e ainda pelos deputados estaduais Lia Nogueira e Paulo Duarte, que deve trocar o PSB pelo PSDB.

Por isso, os três vereadores avisaram que não pretendem ser “escada” para os deputados estaduais no pleito deste ano e, caso Jamilson ou Caravina resolvam bater o pé sobre ficar no PSDB, Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha não serão mais candidatos neste ano, enfraquecendo a chapa.

Para complicar ainda mais a situação, além da chegada de Paulo Duarte, também é cogitada a pré-candidatura do ex-prefeito de Três Lagoas Ângelo Guerreiro como deputado estadual pelo PSDB, outro nome com muitos votos, principalmente, na região da Costa Leste de Mato Grosso do Sul.

OUTRO LADO

Procurados pelo Correio do Estado, os três vereadores não consideraram comentar, mesmo posicionamento do deputado estadual Jamilson Name, enquanto o deputado estadual Pedro Caravina disse que não estava sabendo do ultimato.

“Eu entendo que a chapa desenhada pelo PSDB tem total condição de eleger de quatro a cinco deputados estaduais. Com quatro deputados estaduais de mandato, os três vereadores da Capital e com outras lideranças filiadas, teremos uma chapa muito competitiva”, projetou.

No entanto, ainda conforme Caravina, a decisão de sair candidato não é para agora, mas somente nas convenções. “Agora é filiação, e todos estão filiados”, analisou, prevendo que tudo deve ser resolvido.

Agora, a definição final sobre a formação da chapa para deputados estaduais terá de passar pelas mãos do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e do atual governador Eduardo Riedel (PP), que estão à frente das negociações dos partidos da ampla aliança formada para a reeleição de Riedel e eleição de Azambuja ao Senado.

 

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