Política

MATO GROSSO DO SUL

Em ano eleitoral, Riedel comemora parceria com presidente Lula

Em discurso de pacificação, governador ressalta parceria com o governo federal e lista resultados da gestão

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Em um discurso de tom pacificador, destoando do clima de polarização que marca boa parte do País, o governador Eduardo Riedel (PSDB) abriu, nesta terça-feira (3), os trabalhos legislativos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul destacando a parceria institucional entre o governo estadual e o governo federal, comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo estando em campos políticos opostos.

Logo no início da fala, Riedel ressaltou o papel da bancada federal sul-mato-grossense, apontada pelo jornal Valor Econômico como a que mais destinou recursos de emendas para projetos estruturantes no Brasil. Segundo o governador, a atuação conjunta dos parlamentares tem garantido investimentos importantes, especialmente nos municípios, sem personalismo ou disputa por protagonismo político.

“O desprendimento da nossa bancada federal se expressa na convergência de investimentos que atendem às demandas do Estado e do nosso povo”, afirmou, ao destacar a maturidade institucional da representação de Mato Grosso do Sul em Brasília.

Durante o discurso, o governador fez questão de reconhecer publicamente a parceria com o governo federal. “Mesmo sendo o presidente Lula um opositor ao meu campo político, soubemos superar diferenças para construir uma relação franca, respeitosa e republicana, sempre guiada pelo interesse público”, declarou.

Riedel afirmou que essa articulação tem contribuído para resultados expressivos no Estado. Entre os indicadores citados, destacou o crescimento de 85% nas exportações, a menor taxa de pobreza do País e a liderança nacional em mobilidade social, ranking que mede a capacidade de ascensão econômica da população.

Na área fiscal, o governador reforçou que Mato Grosso do Sul conseguiu reduzir a carga tributária geral em 10% sem aumentar impostos, mantendo a menor alíquota modal do Brasil e um dos maiores níveis de investimento público entre os estados.

Na educação, os números apresentados foram usados como “carro chefe” da gestão. Riedel destacou que o Estado paga hoje o maior salário do Brasil para professores concursados da rede estadual e que o salário dos docentes convocados já supera o vencimento de professores efetivos em 22 estados.

Segundo ele, mais de 80% das escolas estaduais passaram por reformas e modernização, e até o fim do ano toda a rede estará conectada por infovias. Atualmente, 62% das escolas funcionam em regime de tempo integral, com ao menos uma unidade desse modelo em cada um dos 79 municípios.

Outro dado enfatizado foi o avanço no ensino técnico: atualmente, 45% dos alunos da Rede Estadual de Ensino (REE) cursam formação técnica, enquanto mais de 80 mil estudantes têm acesso ao inglês funcional. Como reflexo, a taxa de reprovação caiu de 11,2% para 5,3%, e o abandono escolar despencou de 1,3% para 0,09% entre 2023 e 2025.

Riedel também destacou que Mato Grosso do Sul é o segundo estado que mais avançou na alfabetização na idade certa e que os índices de aprovação na rede estadual ultrapassam 92%, o melhor desempenho já registrado.

Por fim, o governador afirmou que os resultados são fruto de um ambiente político de diálogo entre os poderes e instituições. “A convergência de propósitos em nosso Estado é muito maior do que as divergências políticas. Esse clima de pacificação nos livrou das penalidades da polarização extrema e nos permitiu avançar”, concluiu.

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NOVO ENDEREÇO

Beto Pereira anuncia amanhã sua filiação ao Republicanos

Em fevereiro deste ano, o deputado federal havia assumido a presidência do PSDB

25/03/2026 08h25

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos Divulgação

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O deputado federal Beto Pereira oficializa amanhã a troca do PSDB pelo Republicanos para tentar a reeleição para a Câmara dos Deputados.

A confirmação foi obtida pelo Correio do Estado junto a interlocutores do parlamentar, que deve assumir a presidência estadual do partido em Mato Grosso do Sul no lugar do deputado estadual Antonio Vaz.

A reportagem apurou que a chegada do deputado federal ao Republicanos foi articulada pelo governador Eduardo Riedel (PP) e pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) diretamente com o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira (SP), durante reunião em Brasília (DF).

Beto Pereira vai para o Republicanos com a finalidade de consolidar a aliança da legenda com o grupo político de Riedel e Azambuja, que tinha PL, PP, União Brasil e PSDB, e tem como meta a reeleição do governador e a eleição de dois senadores da República, um deles o ex-governador.

Além de Beto Pereira, o Republicanos também ganhará o reforço do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e do deputado estadual Pedro Pedrossian Neto, ambos do PSD, do senador Nelsinho Trad, que informou o apoio à reeleição de Riedel, mesmo que o partido não faça parte dessa ampla aliança.

Com a adesão do grupo governista, o Republicanos projeta montar uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados, com potencial para conquistar ao menos uma vaga, tendo, além de Beto Pereira, a vereadora Isa Marcondes, a Cavala, que foi a mais votada de Dourados nas eleições municipais de 2024.

HISTÓRICO

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o RepublicanosO deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos - Forto: Divulgação

Nascido em Campo Grande, em 14 de novembro de 1977, Humberto Rezende Pereira, mais conhecido como Beto Pereira, é formado em Direito e iniciou sua carreira política como prefeito de Terenos. Ele é filho do ex-senador Valter Pereira e tataraneto do fundador da Capital, José Antônio Pereira.

Em 2004, foi eleito prefeito do município de Terenos aos 26 anos, tornando-se o gestor mais jovem do Estado na época. No ano de 2008, foi reeleito com mais de 70% dos votos dos eleitores.

Em 2009, assumiu a presidência da Associação Sul-Mato-Grossense de Municípios (Assomasul) e, em 2012, Beto Pereira se tornou vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) – o primeiro sul-mato-grossense a assumir essa função.

Em 2014, foi eleito deputado estadual, com 27.182 votos, e, em 2017, assumiu a presidência estadual do PSDB de Mato Grosso do Sul, enquanto em 2018 se elegeu deputado federal, com 80.500 votos.

No ano de 2019, foi eleito secretário-geral do PSDB nacional e, em 2022, foi reeleito deputado federal, com 97.872 votos, por Mato Grosso do Sul.

Em fevereiro de 2023, foi eleito para compor a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Um ano depois, em 2024, foi candidato a prefeito de Campo Grande, mas não conseguiu chegar ao segundo turno.

 

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ELEIÇÕES 2026

Vereadores do PSDB se recusam a servir de escada para deputados estaduais

Os parlamentares municipais da Capital querem na chapa tucana somente um entre Jamilson Name e Pedro Caravina

25/03/2026 08h20

Os deputados estaduais Marcio, Jamilson, Caravina, Lidio e Paulo durante a sessão de ontem

Os deputados estaduais Marcio, Jamilson, Caravina, Lidio e Paulo durante a sessão de ontem Luciana Nassar/Alems

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A formação da chapa para deputados estaduais pelo PSDB em Mato Grosso do Sul deixou de ser uma negociação tranquila para virar o estopim para um motim por parte dos vereadores do partido em Campo Grande que têm pretensões de concorrer a vagas na Assembleia Legislativa do Estado no pleito deste ano.

O Correio do Estado apurou que os vereadores Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha deram um ultimato ao partido depois que foram informados que os deputados estaduais Jamilson Name e Pedro Caravina vão continuar no ninho tucano para tentar a reeleição, inviabilizando que, pelo menos, um parlamentar municipal tenha chance real de ser eleito.

Na semana passada, conforme fontes ouvidas pela reportagem, estava tudo certo para que o deputado estadual Pedro Caravina fosse para o PP, ficando apenas Jamilson Name no partido, com a deputada estadual Lia Nogueira, o que permitiria que os três vereadores tivessem a oportunidade de disputar as cadeiras na Casa de Leis.

Porém, nesta semana, Caravina refez a conta de votos necessários para ser reeleito e constatou que, com os três vereadores na chapa, seria muito mais fácil garantir o retorno à Assembleia Legislativa se continuasse no PSDB do que tentando a sorte no PP, da senadora Tereza Cristina.

CAMPEÕES DE VOTOS

Entretanto, a permanência dele, de acordo com apuração do Correio do Estado, fará com que a chapa fique com dois deputados estaduais campeões de votos, tornando a campanha eleitoral de Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha muito mais difícil, pois dificilmente a chapa fará mais do que três parlamentares na eleição deste ano.

Portanto, com essa matemática, será mais fácil que Jamilson e Caravina sejam reeleitos, restando apenas uma possível cadeira na Assembleia Legislativa para o ninho tucano, que seria disputada pelos três vereadores e ainda pelos deputados estaduais Lia Nogueira e Paulo Duarte, que deve trocar o PSB pelo PSDB.

Por isso, os três vereadores avisaram que não pretendem ser “escada” para os deputados estaduais no pleito deste ano e, caso Jamilson ou Caravina resolvam bater o pé sobre ficar no PSDB, Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha não serão mais candidatos neste ano, enfraquecendo a chapa.

Para complicar ainda mais a situação, além da chegada de Paulo Duarte, também é cogitada a pré-candidatura do ex-prefeito de Três Lagoas Ângelo Guerreiro como deputado estadual pelo PSDB, outro nome com muitos votos, principalmente, na região da Costa Leste de Mato Grosso do Sul.

OUTRO LADO

Procurados pelo Correio do Estado, os três vereadores não consideraram comentar, mesmo posicionamento do deputado estadual Jamilson Name, enquanto o deputado estadual Pedro Caravina disse que não estava sabendo do ultimato.

“Eu entendo que a chapa desenhada pelo PSDB tem total condição de eleger de quatro a cinco deputados estaduais. Com quatro deputados estaduais de mandato, os três vereadores da Capital e com outras lideranças filiadas, teremos uma chapa muito competitiva”, projetou.

No entanto, ainda conforme Caravina, a decisão de sair candidato não é para agora, mas somente nas convenções. “Agora é filiação, e todos estão filiados”, analisou, prevendo que tudo deve ser resolvido.

Agora, a definição final sobre a formação da chapa para deputados estaduais terá de passar pelas mãos do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e do atual governador Eduardo Riedel (PP), que estão à frente das negociações dos partidos da ampla aliança formada para a reeleição de Riedel e eleição de Azambuja ao Senado.

 

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