Política

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Em Brasília, presidente nacional do PP dá as boas-vindas para Adriane Lopes

Ladeado pela prefeita de Campo Grande e pela senadora Tereza Cristina, Ciro Nogueira confirmou festa de filiação no dia 1º de junho

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Em vídeo postado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS) em sua conta na rede social Instagram direto de Brasília (DF) agora há pouco, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, deu as boas-vindas para a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, ao partido, oficializando uma informação que foi divulgada na edição de ontem (22) do Correio do Estado.
 
No vídeo, Ciro Nogueira declara que hoje é um dia de muita alegria para os progressistas. 
 
“Estou ao lado da nossa líder no Senado Federal, a grande ministra Tereza Cristina, e da nossa prefeita Adriane Lopes, que está recebendo aqui o convite para filiação ao nosso partido. Se Deus quiser, nós iremos no dia 1º de junho a Campo Grande (MS) para a festa de filiação”, destacou.
 
Ele completou que é um motivo de muita alegria e de satisfação para o partido receber nos quadros do PP a prefeita de uma capital significativa do Brasil. “Estamos muito felizes”, reforçou. 
 
Já Tereza Cristina fez questão de dizer que hoje é um dia especial e que no dia 1º de junho todos estarão com a prefeita Adriane Lopes na festa de filiação ao PP. 
 
“Com a vinda da prefeita temos um ótimo quadro na política para Campo Grande. A prefeita está fazendo um ótimo trabalho e nós estaremos juntos ajudando a Prefeita a realizar esse trabalho”, garantiu.
 
A senadora acrescentou que, agora como progressista, Adriane Lopes trará mais pessoas para o partido.
 
A prefeita Adriane Lopes agradeceu a honra de ser recepcionada pelo presidente nacional do PP. 
 
“Também quero agradecer à nossa senadora Tereza Cristina, que é uma amiga, muito obrigada pelo convite. Me sinto honrada, agradeço esse acolhimento no PP e tenho certeza que no Partido Progressista nós vamos avançar muito na Capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande”, finalizou.

Viagem

Na manhã desta terça-feira, o Correio do Estado já tinha adiantado que, como parte do processo de filiação da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, ao PP de Mato Grosso do Sul, a senadora Tereza Cristina a tinha convidado para uma série de reuniões políticas em Brasília.
 
Segundo apurou a reportagem, Tereza Cristina iria apresentar pessoalmente Adriane Lopes ao presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, e ao presidente da Câmara Federal, deputado federal Arthur Lira (PP-AL).
 
Com as apresentações devidamente feitas, a senadora sul-mato-grossense vai aproveitar para convidar Ciro Nogueira e Arthur Lira para a festa de filiação de Adriane Lopes ao PP, que está marcada para as 13 horas do próximo dia 1º de junho na Associação Nipo Brasileira de Campo Grande, na saída para Três Lagoas (MS).

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Redes Sociais

Deputada Mara Caseiro relata invasão e uso indevido de perfil oficial no Instagram

Parlamentar afirmou que mensagens, comentários e conteúdos publicados durante o período devem ser desconsiderados

23/08/2026 16h30

A deputada estadual Mara Caseiro f

A deputada estadual Mara Caseiro f Arquivo

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A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), e também candidata a uma cadeira na Câmara Federal  informou, por meio de uma publicação nas redes sociais, que seu perfil oficial no Instagram teria sido acessado e utilizado indevidamente por uma pessoa que integrava sua equipe de comunicação.

Segundo a parlamentar, durante o período em que a conta teria sido acessada, perfis foram bloqueados e ofensas foram publicadas em seu nome, sem autorização e sem participação da atual equipe de comunicação. “Peço que desconsiderem qualquer mensagem, comentário, solicitação ou conteúdo estranho enviado pelo meu perfil nesse período”, escreveu a deputada na publicação.A deputada estadual Mara Caseiro f

Mara Caseiro afirmou ainda que as providências necessárias já estão sendo tomadas para apurar o ocorrido, mas não detalhou quando o acesso indevido teria acontecido, por quanto tempo a conta permaneceu sob controle da outra pessoa ou quais conteúdos e comentários foram publicados.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de comunicação da deputada para obter um posicionamento e mais informações sobre a situação, mas não recebemos o retorno até a publicação desta matéria.

Eleições

Procuradoria eleitoral barra candidatura de dono de faculdade na fronteira

Doação irregular às vésperas de eleição municipal há seis anos foi determinante para derrubar candidatura

23/08/2026 09h45

Carlos Bernardo (União Brasil)

Carlos Bernardo (União Brasil) Foto: Divulgação

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Pela segunda vez em quatro anos, a Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul optou por barrar a candidatura de Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal e fundador da Faculdade de Medicina da Universidade Central do Paraguai em Pedro Juan Caballero, cidade fronteiriça a Ponta Porã, interior do Estado.

O pedido foi assinado pelo Procurador Silvio Pettengill Neto neste sábado (22), que manteve sua decisão anterior sobre a derrubada da candidatura. Em 2022 ele também foi impedido de disputar as eleições pelo mesmo motivo. 

A impugnação sobre a candidatura tem como base uma doação irregular de R$ 90 mil realizada por Carlos Bernardo à campanha de Rogério Rezende Silva, candidato a prefeitura de Itumbiara-GO em 2020. Em decisão colegiada, a Justiça determinou à época que o repasse ultrapassou o limite legal de 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador em 2019.

Com base na declaração de imposto de renda, Carlos Bernardo poderia doar até R$ 20.767,55, contudo, o repasse ultrapassou em R$ 69.223,45 o limite permitido. 

Na ocasião, ele foi apontado como o maior doador da campanha de Rogério Rezende, valor que correspondeu a 26,58% da arrecadação total do candidato e 300% do que ele poderia doar.

Conforme a alegação do procurador Silvio Pettengill Neto, a doação "não deveria existir na realidade da
campanha eleitoral do beneficiário, de modo que a sua simples existência na conta bancária de candidato ou partido beneficiado, por óbvio, acarretou o desequilíbrio entre os candidatos em disputa."

De acordo com o Portal DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, a doação aconteceu às vésperas do primeiro turno, 13 de novembro, dois dias antes do pleito. Rogério Rezende foi derrotado nas urnas. 

Desse modo, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul reconheceu a irregularidade, ratificou a sentença do juízo da 52ª zona eleitoral e impediu Carlos Bernardo de disputar as eleições há quatro anos, quando lançou-se candidato a deputado federal pelo MDB. 

"A Lei Complementar n. 64/1990, ao regulamentar as hipóteses de inelegibilidade infraconstitucionais, estabelece no art. 1º, inc. I, al. p, que 'são inelegíveis (...) para qualquer cargo (...) a pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se o procedimento previsto no art. 22'”.

Apesar da decisão colegiada impedir a candidatura de Carlos Bernardo por oito anos, ele disputou a prefeitura de Ponta Porã em 2024.

Na ocasião, a Justiça entendeu que a doação irregular realizada por ele ao candidato goiano não impactaria diretamente a disputa pela prefeitura ponta-poranense.

A determinação da Procuradoria Eleitoral será encaminhada à Justiça eleitoral que deve acatar o pedido nos próximos dias. 

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