Política

Relacionamento

Em busca do amor perdido

Em busca do amor perdido

MICHELLE ROSSI

21/01/2010 - 05h17
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O clima entre o casal já esfriou de tal maneira que até os filhos já percebem o descompasso; o sexo perdeu a qualidade, o diálogo não existe mais e, mesmo assim, os dois ainda vivem sob o mesmo teto e são chamados de marido e mulher. Uma das saídas procuradas por muitos casais, em tempos atuais, é a ajuda especializada com a terapia de casal para evitar a separação. No entanto, até que ponto as sessões com um psicólogo podem ajudar a solucionar os problemas de um relacionamento como este? “A terapia pode resgatar o amor entre o casal e não criar um sentimento novo. Apenas coloca aquele sentimento de volta à superfície”, explica a psicóloga e sexóloga Vera Brum, que há 10 anos trabalha com casais, além de famílias. “Grande parte dos casais chega ao consultório depois que o conflito desencadeou algum comportamento diferente no filho. Aí a gente vai pesquisar o que está acontecendo e descobre que os pais precisam ser tratados em conjunto”, diz. É muito comum, relata a psicóloga, que as pessoas se conformem com relações afetivas mornas, nas quais muitas vezes não há diálogo e uma rotina sexual – esta aceitação gera insatisfações que são traduzidas em comportamentos que vão minando o relacionamento ao longo dos anos. Foi o que houve com Eduarda e Roberto (nomes fictícios), casal com filhos e com bom patrimônio financeiro. O marido, depois de alguns anos de relacionamento, passou a adotar apenas a postura de provedor, e assim deixou de alimentar a relação afetiva entre os dois. Não conversava com a esposa, que também não conseguia reverter a situação de solidão a dois. Um dia, Eduarda pediu para o marido sair de casa mas, depois de algum tempo fora, ambos decidiram reatar e a mulher teve a iniciativa de procurar terapia. A partir disso, o casal voltou a ter esperança de construir novamente uma vida conjugal, depois que ele entendeu que a relação precisa ser alimentada de afeto e não somente de bens materiais. A mulher também teve de compreender que precisava criar condições para o convívio mais íntimo do casal. Infidelidade Noutro caso, a infidelidade da mulher provocou uma crise velada no casamento. Depois de pressionada, a esposa relatou a traição ao marido e, diante da concordância dos dois em tentar reatar a relação, a terapia foi a saída. O caso foi tratado pela psicóloga e o perdão aconteceu durante a terapia. “A infidelidade foi uma forma de explicitar o descompasso do casal. Todos nós estamos vulneráveis à sedução, cabe a cada um aceitá-la, ou não, diante da fragilidade do casamento”, observa a terapeuta.

Política

Comissão do Senado cria grupo de trabalho para acompanhar investigação do Banco Master

Segundo o despacho, os membros do grupo poderão realizar e sistematizar atos como requerimentos de convocação de envolvidos e autoridades

15/01/2026 21h00

Crédito: Leonardo de Sá / Agência Brasil

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações envolvendo o Banco Master. A criação da comissão paralela foi assinada nesta quinta-feira, 15, pelo presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL).

Segundo o despacho, os membros do grupo poderão realizar e sistematizar atos como requerimentos de convocação de envolvidos e autoridades, pedidos de informação e apresentação de propostas legislativas relacionadas ao tema.

A comissão será composta por sete senadores, dos quais quatro são governistas ou próximos ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dois são de oposição: Fernando Farias (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amim (PP-SC), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Alessandro Vieira (MDB-SE), Leila Barros (PDT-DF) e Damares Alves (Republicanos-DF).

Há duas senadoras do Distrito Federal - Leila Barros e Damares Alves -, de onde partiu a oferta de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), rejeitada pelo Banco Central.

A criação foi anunciada um dia após a segunda operação da PF que mirou o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central, parentes dele e outros empresários

Renan Calheiros justificou a criação do grupo considerando as competências da CAE e "a gravidade dos fatos noticiados pela mídia e das investigações em curso da Polícia Federal, as deliberações do Banco Central e do Tribunal de Contas da União, relacionadas a irregularidades atribuídas ao Banco Master".

Parlamentares começaram a coletar assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Caso Master no Congresso e dizem já ter assinaturas para a instalação, que depende do aval do presente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).

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Política

Carlos critica destino de 40 smart TVs a presídios após PGR ser contra aparelho para Bolsonaro

A manifestação ocorreu um dia após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionar contra o pedido da defesa do ex-presidente

15/01/2026 19h00

Crédito: Tânia Rêgo / Agência Brasil

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O ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL-SC) criticou nesta quarta-feira, 14, a decisão do governo federal de destinar 40 smart TVs à unidades do sistema penitenciário federal como parte de um programa de exibição de filmes e atividades culturais para presos de presídios de segurança máxima.

A manifestação ocorreu um dia após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionar contra o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele tenha acesso a uma smart TV enquanto está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O parecer foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que ainda decidirá sobre o requerimento.

Em publicação nas redes sociais, Carlos ironizou a situação ao compartilhar um vídeo em que o vereador de Vitória (ES) Dárcio Bracarense (PL) comenta a negativa da PGR. Na gravação, o parlamentar afirma: "Paulo Gonet nega smart TV para Bolsonaro por conta do risco de ele acessar redes sociais. É inacreditável este País. Em presídios de segurança máxima, os criminosos mais perigosos do País vão ter TVs com acesso à internet".

Os equipamentos não ficarão nas celas nem serão de uso individual dos presos. As smart TVs serão utilizadas exclusivamente em sessões coletivas, e os aparelhos serão previamente configurados com restrições técnicas rigorosas, sem acesso à internet. A seleção dos conteúdos caberá à Divisão de Reabilitação, com análise da Divisão de Segurança e Disciplina e aprovação do Conselho Disciplinar de cada unidade.

A defesa de Bolsonaro também pediu autorização para assistência religiosa e para a remição de pena por meio da leitura, dois pontos que receberam parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Críticas às condições de detenção de Bolsonaro

A manifestação ocorre em meio às queixas recorrentes do ex-vereador sobre as condições de custódia do pai. Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e Carlos tem usado as redes sociais para expressar insatisfação com o tratamento dado ao ex-presidente.

Nos últimos dias, o ex-vereador criticou o fato de a PF ter fornecido protetores auriculares ao pai em vez de resolver a origem do ruído na cela. Segundo a CNN Brasil, a corporação começou nesta semana a desligar a central de ar-condicionado que fica ao lado do local onde Bolsonaro está preso.

No domingo, Carlos publicou uma foto do pai de costas e informou que ele estaria apresentando crises de vômito. Diante do quadro de saúde, a defesa voltou a pedir ao STF a concessão de prisão domiciliar humanitária. Os advogados citaram a queda sofrida por Bolsonaro em 6 de janeiro e afirmaram que o episódio altera as circunstâncias em relação ao último pedido de domiciliar, que havia sido negado por Moraes.

Na semana passada, Carlos também afirmou que Bolsonaro está detido em uma sala "insalubre e molhada de cerca de oito metros quadrados" e disse ter levado um novo rádio de pilha ao pai durante uma visita. "O presenteei com um novo rádio de pilha, para que ao menos possa escutar algumas estações, pois o anterior não funcionava direito, e visto que não tem nem uma pequena TV com capacidade para assistir a um canal do YouTube e acompanhar notícias e outras informações", escreveu.
 

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