Política

Disputa

Em carta, Marina Silva confirma disputa ao lado de Simone Tebet no Senado

Decisão ocorre após meses de especulação sobre uma possível saída de Marina da Rede, partido fundado por ela em 2013

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A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva anunciou neste final de semana que permanecerá filiada à Rede Sustentabilidade, legenda que fundou em 2013, e confirmou que está à disposição para disputar a segunda vaga ao Senado por São Paulo na chapa do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), ao lado da ministra Simone Tebet (PSB), que trocou Mato Grosso do Sul a pedido de Lula. 

A decisão ocorre após meses de especulação sobre uma possível saída de Marina da Rede, especialmente depois de perder o comando do partido, em abril do ano passado, para o grupo liderado por Heloísa Helena, sua principal rival interna e opositora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mesmo diante do cenário interno adverso, Marina optou por permanecer na sigla e afirmou que pretende atuar para restaurar os princípios originais do partido, ao mesmo tempo em que reforça sua atuação no campo político alinhado ao governo Lula.

Leia a íntegra da carta de Marina Silva

“Diante do quadro político tão desafiador de nosso país e após cuidadosa e comprometida reflexão, tomei a decisão de continuar trabalhando pela restauração dos princípios e valores da REDE, claramente expressos em seu manifesto, programa e estatuto, quando de sua fundação. Permaneço assim no partido que, com dedicação e afinco, ajudei a fundar, e na federação liderada pelo PSOL, para atuar de forma conjunta, solidária e cooperativa pelo fortalecimento de partidos como PT, PSB, PSOL, REDE, PDT, PV e PCdoB, bem como de outros segmentos políticos e legendas que não se deixaram capturar pelo autoritarismo e pelo negacionismo.

Essa escolha é coerente com a visão que venho defendendo publicamente, segundo a qual o bioma da democracia brasileira, para aumentar sua capacidade de proteger-se dos constantes ataques autoritários, precisa se compor de ecossistemas partidários plurais e fortalecidos.

Decidi permanecer na REDE como uma forma de reafirmar meu compromisso com a construção de um campo democrático plural, diverso e dedicado a criar um novo ciclo de prosperidade, que seja capaz de promover justiça social, respeito à diversidade, à democracia e à sustentabilidade. Mesmo permanecendo na REDE, estarei ao lado de candidaturas do campo democrático popular e sustentabilista nos mais diferentes partidos da frente Lula Presidente e Fernando Haddad governador de São Paulo.

A REDE foi criada com base em princípios e valores democráticos, com o propósito de ser um espaço de pluralidade, diversidade, participação cidadã, inovação política e democracia interna. É com esse espírito que seguirei atuando, trabalhando para resgatar esses princípios e valores que lastreiam sua fundação, mas que vêm, de forma antidemocrática, sendo ilegitimamente subtraídos. Essa foi uma das razões que levaram lideranças importantes a deixar o partido, como o deputado federal Ricardo Galvão (SP), os deputados estaduais Marina Helou (SP), Ana Paula (MG) e Chió (PB), a vereadora Marina Bragante (SP), e a ex-deputada e ex-presidente da Funai Joenia Wapichana (RR), entre outras.

Assinalo que, diante da obstrução dos canais de autocorreção de posturas e práticas inadequadas ao convívio democrático, razão pela que tenho expressado significativas divergências com a formação política que hoje assumiu a direção da REDE, o segmento partidário Rede Vive, do qual faço parte, tem recorrido à Justiça para assegurar o respeito às regras democráticas internas do Partido. Felizmente a Justiça vem acolhendo os questionamentos realizados, chegando a anular o 5º Congresso Nacional do partido – que deu maioria ao grupo político que está comandando o partido. Continuaremos fazendo o bom combate da democracia e guardando a esperança de que a REDE retome a condição plural e democrática, como um espaço de coexistência legítima entre diferentes correntes de pensamento, que aliás foi a base de nossas relações nos primeiros anos de funcionamento partidário.

No cenário político-eleitoral de São Paulo, também pretendo intensificar ainda mais minha atuação no debate público, contribuindo para a construção de alternativas que assegurem o coeficiente civilizatório do país – um desafio no qual o Estado de São Paulo tem papel decisivo. Coloco, assim, meu nome à disposição do debate dentro do nosso campo político para representar a Federação liderada pelo PSOL, na segunda vaga para o Senado, ao lado de Simone Tebet, do PSB.

Agradeço e me sinto honrada com os convites feitos pelos partidos do campo democrático popular, como PT, PSB, PDT, PV, PCdoB e PSOL, partidos com os quais tenho constante conexão, por fazerem parte do grande campo da democracia, da justiça social, do respeito à diversidade, do enfrentamento da mudança climática, e com os esforços por um mundo mais justo e sustentável. Agradeço especialmente à militância da REDE, disposta a lutar de forma democrática e coletiva pelos valores e princípios do partido, e pela defesa das suas agendas fundantes.

A permanência na REDE, portanto, é uma decisão política que reafirma o compromisso pela reeleição do Presidente Lula e pela vitória importante para São Paulo de Fernando Haddad, e projeta uma atuação cada vez mais ativa no fortalecimento do imprescindível bioma democrático brasileiro”.

Cenário eleitoral em São Paulo

A disputa pelas duas vagas ao Senado em São Paulo segue acirrada. Segundo pesquisa Atlas/Estadão, Simone Tebet aparece numericamente à frente, com 22,6% das intenções de voto, seguida por Guilherme Derrite (PP), com 22%.

Marina Silva surge logo atrás, com 19,6%, empatada tecnicamente dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Na sequência, aparecem Ricardo Mello Araújo (PL), com 14,8%, e Ricardo Salles, com 11,1%. Outros nomes citados na disputa incluem Mário Frias, Marco Feliciano, Gil Diniz e Paulinho da Força, que registra 0,5%.

A pesquisa também indica 6,7% de votos brancos e nulos, além de 2,8% de eleitores indecisos.

A candidatura de Tebet em São Paulo foi definida após ela abrir mão de disputar em seu estado de origem, Mato Grosso do Sul, diante das dificuldades eleitorais da esquerda na região. A escolha também leva em conta seu desempenho na eleição presidencial de 2022, quando terminou em terceiro lugar.

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Homenagem

Flávio Bolsonaro deve receber título de "Visitante Ilustre" durante passagem por Campo Grande

Senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio deve visitar a Capital durante a Expogrande

06/04/2026 14h30

Flávio é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro

Flávio é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro Divulgação

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O senador e pré-candidato a Presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL/RJ), irá receber o título de “Visitante Ilustre” durante sua visita a Campo Grande. A passagem do político pela Capital está prevista para o dia 14 de abril, durante a Expogrande, principal evento do agronegócio sul-mato-grossense. 

A Câmara Municipal aprovou o Projeto, de autoria do vereador Rafael Tavares (PL/MS), após a votação da maioria da bancada, com votos contrários apenas dos vereadores do PT. 

De acordo com a proposta, a homenagem e reconhecimento ao senador é concedida “em razão da relevância política e institucional”. 

“Campo Grande sempre recebe muito bem lideranças que representam valores e ideias. O senador Flávio Bolsonaro, nosso pré-candidato, terá um papel relevante no cenário nacional em outubro. Tenho certeza que será bem recebido pelos campo-grandenses”, afirmou Tavares. 

A data da entrega do título ainda não foi divulgada, mas o esperado é que aconteça durante a Expogrande. 

As últimas autoridades a receberem o título foram a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante passagem por Campo Grande na abertura da COP15.

A proposta foi dos vereadores Landmark e Jean Ferreira, ambos do PT e causou divergências na Câmara, tendo quatro votos contrários, dos vereadores André Salineiro (PL), Ana Portela (PL), Herculano Borges (Republicanos) e Rafael Tavares (PL).

Na época, inclusive, Ana Portela chegou a debochar da visita do Presidente à cidade durante a plenária, dizendo para a população “ficar de olho nas ruas porque vai ter um bandido na cidade”. 

Mesmo com os contrários, a homenagem foi aprovada pela maioria dos vereadores da Câmara. 

Expogrande

A 86ª edição da Expogrande traz atrações musicais como Daniel, Thiaguinho, Zezé Di Camargo e o “gurizinho de casa” Luan Santana, entre os dias 9 e 19 de abril, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande.

O evento contará com a participação de cinco instituições financeiras, ciclo de palestras, expositores comerciais de animais, leilões, shows, praça de alimentação, pavilhão tecnológico, exposição e julgamentos técnicos.

Nesta edição, a Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) espera bater o próprio recorde, consolidando a Expogrande entre as cinco maiores do gênero no país.

Pensando nisso, a cerimônia de abertura, que ocorre no dia 9 de abril, contará com apresentação do cantor sertanejo Zezé Di Camargo, em show gratuito que promete embalar os fãs com clássicos do artista.

Shows e atrações

As vendas de ingressos para os shows da Expogrande estão abertas. Neste ano, uma novidade será um show especial no dia 20, um dia após o encerramento da feira, na véspera do feriado, com o cantor Thiaguinho. Confira as atrações:

  • 09/04 — Zezé Di Camargo (entrada franca na Arena)
  • 10/04 — Gusttavo Lima
  • 11/04 — Daniel
  • 17/04 — Diego & Victor Hugo
  • 18/04 — Luan Santana
  • 20/04 — Thiaguinho (show especial após o encerramento da feira)

ELEIÇÕES 2026

A um mês do fim do prazo, 79 mil eleitores precisam regularizar o título eleitoral

Dia 6 de maio, quarta-feira, é o último dia para ficar em dia com a Justiça Eleitoral

06/04/2026 09h50

Título de eleitor brasileiro

Título de eleitor brasileiro DIVULGAÇÃO

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Eleições 2026 acontecerão em outubro e milhares de pessoas ainda precisam regularizar o título eleitoral para votar em Mato Grosso do Sul.

Dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) apontam que aproximadamente 79,2 mil sul-mato-grossenses estão com o título irregular e correm o risco de não votar nestas eleições. Vale ressaltar que este número atualiza diariamente e que os números são aproximados.

6 de maio, quarta-feira, é o último dia para:

  • realizar transferência de domicílio
  • transferir endereço ou local de votação
  • tirar o primeiro título eleitoral
  • realizar revisão eleitoral
  • atualizar dados cadastrais
  • atualizar cadastro de biometria

Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado e não será possível fazer alterações ou transferências. O encerramento ocorre 150 dias antes da eleição, de acordo com a Lei das Eleições nº 9.504/1997.

Com isso, o eleitor tem exatamente um mês para ficar em dia com a Justiça Eleitoral.

Caso contrário, não poderá votar nas eleições de outubro, que ocorrerão em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno).

Os motivos que levam um título ser cancelado são:

  • deixar de votar
  • deixar de justificar a ausência às urnas em três eleições consecutivas
  • não comparecer à revisão do eleitorado
  • entre outros

COMO REGULARIZAR?

A regularização pode ser feita presencialmente, diretamente nos Cartórios Eleitorais.

Em Campo Grande, o eleitor pode regularizar seu título, das 8h às 18h, no Memorial da Cultura, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, número 559, Centro.

No interior de MS, basta se deslocar a um cartório eleitoral mais próximo, na cidade em que reside, das 12h às 18h.

Os documentos necessários para regularização são:

  • documento oficial com foto que comprove sua identidade
  • título eleitoral ou e-Título
  • comprovantes de votação
  • comprovantes de justificativas eleitorais
  • comprovante de dispensa de recolhimento ou, caso não tenha sido dada baixa, os comprovantes do recolhimento das multas

É imprescindível que a população não deixe para última hora e evite filas.

OBRIGATORIEDADE E CONSEQUÊNCIAS

O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas, com idade entre 18 e 70 anos.

Mas, eleitores que não votarem nas eleições ou não justificarem o voto, podem sofrer punições, como:

  • Tirar carteira de identidade ou passaporte
  • Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública, da União, estado ou município
  • Ser empossado em concurso público, cargo público ou função pública, da União, estado ou município
  • Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
  • Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
  • Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
  • Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
  • Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
  • Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda

VOTAR SEM O TÍTULO DE ELEITOR

Pessoas que perderam, extraviaram ou tiveram o título de eleitor roubado, podem ficar despreocupadas, pois é possível votar sem o documento.

Para isso, basta saber o local de votação e levar um documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, entre outros) no dia das eleições.

Também é possível votar com o título de eleitor digital (e-título), disponível nas plataformas iOS ou Android.

Além disso, existe a possibilidade de imprimir seu título eleitoral. É simples: basta preencher o CPF do eleitor, data de nascimento, nome da mãe e nome do pai no site da Justiça Eleitoral.

ELEIÇÕES 2026

Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno) para eleger parlamentares para o mandato 2027-2030).

Os cargos em disputa são presidente da República, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.

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