Política

PRONUNCIAMENTO

Em dez meses de convivência, Marina diz que aprendeu a confiar em Eduardo Campos

Marina Silva, que era vice do candidato à presidência, falou sobre o convívio com ele

TARYNE ZOTTINO

13/08/2014 - 16h39
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Marina Silva (DEM), vice de Eduardo Campos, fez um pronunciamento na tarde desta quarta-feira (13), lamentando a morte do candidato do PSB à presidência. Comovida, ela falou sobre o convívio com o colega. 

"Essa é, sem sombra de dúvidas, uma tragédia, que nos impõe uma profunda tristeza. Sei que todos os brasileiros estão compartilhando com cada um de nós. Durante esses dez meses de convivência, aprendi a respeitá-lo, admirá-lo, a confiar nas suas atitudes e nos seus ideais de vida", declarou. 

Marina afirmou ainda que guardará a imagem do candidato cheio de "alegria e compromissos". "É com esse espírito que peço que Deus possa consolar a todos nós e a sua família", finalizou. 

 

Postura

Republicanos cobra reciprocidade do PL para fechar aliança com Flávio Bolsonaro

Pesquisas contratadas pelo partido apontam chances de o partido eleger governadores em seis estados

23/07/2026 19h00

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro Andressa Anholete/Agência Senado

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O Republicanos quer reciprocidade do PL para fechar aliança nacional com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa à Presidência para as eleições de 2026.

O deputado federal e presidente da sigla Marcos Pereira (Republicanos-SP) disse que o PL não cedeu apoio aos pré-candidatos a governador do Republicanos em troca da aliança a nível nacional.

"Nós temos no Republicanos oito pré-candidatos ao governo de Estados. Eu coloquei na mesa seis", disse Pereira em entrevista nesta quarta-feira, 22, ao Grupo Z de Comunicação.

Segundo Pereira, pesquisas contratadas pelo partido apontam chances de o partido eleger governadores nesses seis Estados. Em São Paulo, ele avaliou que Tarcísio de Freitas (Republicanos) ajuda mais a candidatura de Flávio do que vice-versa. O mesmo vale, segundo o deputado, para Minas Gerais, com o pré-candidato Cleitinho (Republicanos).

Já em Mato Grosso e Roraima, onde o Republicanos já comanda os governos estaduais, o presidente do partido afirmou que uma aliança com o PL garantiria a vitória no primeiro turno. Em contrapartida, ainda ajudaria a eleger senadores do PL nesses Estados.

Pereira também afirmou que, em conversa com Flávio Bolsonaro, ouviu quais eram as prioridades do PL: primeiro a Presidência, segundo o Senado, terceiro a Câmara dos Deputados e, por último, os governos estaduais.

"Por que não abrir mão desses dois estados, que são extremamente importantes para nosso partido?", questionou Pereira.

Pereira afirmou que, sem reciprocidade, o Republicanos deverá ficar neutro a nível nacional. O apoio a candidatura de Lula, segundo o deputado, não tem chances de acontecer.

Pereira explicou, ainda, que a aliança consiste em ceder o tempo de televisão para Flávio Bolsonaro. Atualmente, o PL tem menos espaço que o PT nas emissoras para divulgar a candidatura à Presidência.

Marcos Pereira disse que reuniu-se com Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho (PL-RN) na quinta-feira passada, 16. Segundo ele, o desfecho da negociação deve ocorrer até 1º de agosto, antes da convenção do Republicanos, marcada para 4 de agosto.

Na entrevista, Pereira também falou sobre a escolha de Jair Bolsonaro de escolher o filho para concorrer à Presidência.

"Flávio não foi a melhor escolha, mas é o que temos para hoje", afirmou.

Gancho

Brasil fica no grupo de países com alíquota de 12,5% por não combater trabalho forçado

Investigações estão relacionadas à falha sobre proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado

23/07/2026 17h45

Donald Trump

Donald Trump Foto: Anna Moneymaker / Getty Images

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O Brasil está no grupo dos países que terão alíquota de 12,5%, após os Estados Unidos concluírem investigações relacionadas à falha de diversas economias em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado.

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou há pouco a imposição de uma tarifa de 10% ou 12,5% a 60 parceiros comerciais, sujeita a certas isenções de produtos.

A tarifa será de 10% para as economias investigadas que impõem uma proibição à importação de produtos provenientes de trabalho forçado; se comprometeram a impor e fazer cumprir tal proibição por meio de um Acordo sobre Comércio Recíproco ou impuseram um regime parcial com o efeito de impedir a importação de certos produtos provenientes de trabalho forçado.

Essas economias são: Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Índia, Indonésia, Jordânia, Malásia, México, Paquistão, Sri Lanka, Trinidad e Tobago e Reino Unido, diz o comunicado.

A tarifa será de 10% ou 12,5%, líquido da taxa da Nação Mais Favorecida (NMF), para certos produtos da União Europeia, Taiwan, Japão, Coreia e Suíça que não estejam isentos de outra forma, cita o comunicado divulgado nesta quinta-feira.

"12,5% é a taxa apropriada da Seção 301 para todas as outras economias investigadas", diz o comunicado.

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