Política

eleições 2022

Em Mato Grosso do Sul, Bolsonaro obteve vantagem em 58 municípios

Apesar da preferência pelo candidato a reeleição, 21 municípios preferiram o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

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Neste domingo (02) aconteceu o primeiro turno das Eleições Gerais 2022, e os brasileiros definiram para seguir na disputa à presidência da República os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).  

Em um panorama geral, em Mato Grosso do Sul, o candidato à reeleição alcançou 52,70% e o candidato petista obteve 39,04% dos votos, confirmando o que mostravam as pesquisas. 

Porém, apesar de Jair Bolsonaro (PL) ter ficado na frente em 58 municípios, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve vantagem em 21 municípios do Estado.

Entre as maiores cidades de Mato Grosso do Sul, o candidato teve maioria dos votos (24.073) em Corumbá com 46,85%.  

Outros municípios: 

  • Alcinópolis 49,66% (1.306 votos); 
  • Anaurilândia 50,73% (2.320 votos); 
  • Angélica 48,18% (3.024 votos); 
  • Aquidauana 47,45% (12.259 votos); 
  • Bodoquena 46,86% (2.343 votos); 
  • Dois Irmãos do Buriti 62,12% (3.853 votos); 
  • Itaquiraí 52,60% (5.227 votos);  
  • Japorã 69,98% (3.049 votos); 
  • Jaraguari 47,44%(1.889 votos); 
  • Jateí 46,32% (1.537 votos);  
  • Juti 51,55% (2.084 votos); 
  • Ladário  46,76% (4.732 votos); 
  • Miranda 58,72% (8.380 votos);  
  • Novo Horizonte do Sul 49,31% (1.431 votos); 
  • Paranhos 56,48% (3.419 votos); 
  • Selvíria 57,07% (2.835 voto); 
  • Tacuru 63,89% (3.034 votos); 
  • Taquarussu 55,01% (1.516 votos); 
  • Terenos 45,98% (4.669 votos); 
  • Vicentina 55,32% (2.528 votos);  

Cenário nacional

Os candidatos não atingiram a porcentagem necessária para decidir a presidência do Brasil em primeiro turno. Jair Bolsonaro (PL) obteve 43,20% e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 48,43% As eleições para segundo turno acontecem em 30 de outubro. 

Além de definir segundo turno para a presidência da República, os eleitores e eleitoras, decidiram deputados estaduais e federais, senadores e governador. No caso de Mato Grosso do Sul, a disputa ficou entre Eduardo Riedel (PSDB) e Capitão Contar (PRTB).

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Política

Votação da MP que zera "taxa das blusinhas" é adiada para terça

Tramitação precisa ser concluída até 8 de setembro

31/08/2026 22h00

Congresso Nacional

Congresso Nacional Arquivo - Senado Federal

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A votação da Medida Provisória (MP) 1357/26, que trata do fim da chamada taxa das blusinhas, foi adiada para terça-feira (1º). O anuncio foi feito nesta segunda (31) pelo presidente da comissão mista que analisa a proposta no Congresso Nacional, o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG).

Lopes disse que a votação foi remarcada para discutir a possibilidade de ajustes no relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF).

"Estamos fazendo os últimos ajustes no relatório. Os diálogos são extremamente importantes e é característico do próprio parlamento, em especial, buscando dar mais simetria concorrencial entre as remessas internacionais e a economia e a indústria nacional", disse.

"Com o adiamento, a expectativa é que o texto seja votado amanhã pela manhã”, concluiu Lopes.

A chamada MP das blusinhas zera o imposto de importação sobre compras de até US$ 50. Após a votação na comissão mista, a proposta segue para o plenário da Câmara dos Deputados.

Para que a proposta seja efetivada, o texto tem que ser votada até o dia 8 de setembro, na Câmara e no Senado. Caso contrário, perderá a validade.

Mais cedo, Lopes afirmou que o texto enviado pelo governo recebeu 112 emendas.

“Nós vamos dialogar com senadores, senadoras, deputados e deputadas, para construir maioria para aprovar [o texto] e garantir esse direito para o povo brasileiro”, disse o presidente da comissão mista.

Política

Toffoli suspende campanha digital de Renan Santos, repasses e participação em debate

Decisão foi tomada no processo que trata de eventuais irregularidades no registro de candidatura de Renan

31/08/2026 15h00

Renan Santos é candidato do Missão à presidência da República

Renan Santos é candidato do Missão à presidência da República Foto: Reprodução

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O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu a realização de propaganda eleitoral na internet de Renan Santos, o candidato do Missão à presidência da República, bem como sustou repasses do Fundo Eleitoral à campanha, a realização de gastos com eventuais recursos já repassados e o direito de participar de debates em rádios, televisão, podcasts ou outros meios de comunicação.

As proibições se estendem também ao vice na chapa, Aroldo Medina Não há proibição à realização de campanha nas ruas. A decisão foi tomada no processo que trata de eventuais irregularidades no registro de candidatura de Renan. Ao fim das apurações, ele corre o risco de perder o registro e ficar fora da disputa.

Segundo o Toffoli, Renan deixou de comunicar no tempo indicado pro lei todas as contas que mantém em redes sociais. Essas informações devem ser prestadas no momento do registro, ou um dia após a criação de novos canais.

"A própria omissão de dados é indício de fraude á lei", escreveu o ministro. Segundo a decisão, 16 perfis em redes sociais foram informados 12 dias após o requerimento do registro da candidatura.

"Em simples consulta ao primeiro deles, que conta com 2,4 milhões de seguidores, constatei que o perfil veicula propaganda eleitoral, atrai recomendações de outros candidatos (que, portanto, igualmente não informaram os endereços à Justiça Eleitoral) e está sendo recomendado por esses candidatos", escreveu Toffoli.

"A omissão das informações devidas não é apenas uma falha formal no registro de candidatura, mas quebra de isonomia e risco de cometimento de ilícitos ainda mais graves", diz a decisão. "O candidato estava previamente ciente de que deveria informar os endereços e de que somente poderia utilizá-los na campanha após 48 horas de seu registro pelo Tribunal Superior Eleitoral. Violou frontalmente a obrigação", conclui.

O ministro notificou os provedores de internet para adotarem providências para preservar os conteúdos postados a partir de 7 de agosto. Também ordenou que, em até seis horas, "procedam á suspensão dos perfis e à sua exclusão dos sistemas de recomendação, sob pena de multa de R$ 10 mil por hora por perfil".

O ministro também ordenou que os provedores forneçam em 24 horas dados sobre postagens, impulsionamentos, recomendações e anúncios realizados nos perfis a partir de 7 de agosto. Em caso de descumprimento da ordem, a multa é de R$ 50 mil por dia.

Por fim, o ministro determinou que o candidato e o partido informem a data de criação de cada perfil e de início da utilização para fins de propaganda eleitoral, reportem a existência de quaisquer outros endereços eletrônicos de sites, blogs, redes sociais ou grupo de mensagens instantâneas.

A defesa de Renan também terá de explicar a violação à regra eleitoral no mesmo prazo. A depender da explicação, Renan ficará sujeito ao indeferimento do registro de candidatura.

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