Política

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Em meio à crise, Câmara começa hoje a discutir orçamento

Em meio à crise, Câmara começa hoje a discutir orçamento

Fábio Dorta, Dourados

25/10/2010 - 04h30
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Em meio a uma crise política sem precedentes na história do município e sem saber quem estará no comando da administração a partir de janeiro, os vereadores começam hoje a discutir o projeto do Orçamento de Dourados para o ano que vem no valor de R$ 642,4 milhões. O projeto terá de ser votado em plenário até o próximo dia 15 de dezembro, quando terá início o recesso de final de ano do Poder Legislativo.
Caso a votação não esteja concluída no prazo, terão de ser convocadas sessões extraordinárias para que o trabalho seja obrigatoriamente finalizado ainda este ano. A previsão orçamentária para 2011, conforme o projeto encaminhado ao legislativo pela prefeita interina Délia Razuk (PMDB), sofreu um reajuste de 5,7%.
Embora tenha sido a responsável pelo encaminhamento do projeto ao legislativo, Délia ainda não sabe quem estará na cadeira de prefeito para administrar os recursos. Por enquanto, a única certeza da prefeita é que ela ficará no cargo por 90 dias, prazo inicial do afastamento do prefeito Ari Artuzi (sem partido) determinado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Saúde
A maior fatia do bolo orçamentário ficará para a Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com projeto, os recursos para o setor deverão chegar a R$ 157, 4 milhões, seguido da secretaria de Planejamento e Obras com R$ 151,3 milhões e Educação com R$ 88,2 milhões, incluído o valor do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).         
Para o Fundo Municipal de Habitação, a peça orçamentária prevê gastos de até R$ 72,9 milhões para o ano que vem. Para a Câmara Municipal, estão previstos R$ 13 milhões, ou seja, o Poder Legislativo poderá receber como duodécimo (que é o repasse obrigatório do Executivo para o custeio do Legislativo) mais de R$ 1 milhão por mês.

Comissões permanentes
A secretaria da Câmara Municipal já encaminhou cópias da documentação para a Comissão de Justiça, Legislação e Redação (CCJR) e a de Finanças e Orçamento. Depois que os integrantes das comissões analisarem os documentos e emitirem seus pareceres, o projeto será encaminhado para análise e votação em plenário.
De acordo com a diretora da Câmara Margarida Gaigher, o Regimento Interno do Legislativo determina que as duas comissões emitam seus pareceres antes que o projeto seja enviado ao plenário para a primeira votação. “São necessárias três votações para que o projeto seja aprovado”, disse Margarida.
Depois que a primeira votação for concluída, será, então, aberto prazo para que os vereadores apresentem emendas ao projeto. Somente depois de concluídas as apresentações de emendas é que serão feitas as duas últimas votações. Após aprovada a peça orçamentária, será encaminhada para a sanção da prefeita interina.
Como as comissões só deverão iniciar a análise da documentação hoje é provável que a primeira votação ocorra apenas na primeira quinzena de novembro. O presidente da Câmara Dirceu Longhi (PT) acredita que não haverá problemas no cumprimento dos prazos. “Os trâmites legais precisam ser obedecidos, mas acredito que tudo será feito dentro da normalidade”, afirmou Longhi.

Revogação

Ministério Público Eleitoral pede impugnação de candidatura de Jamilson Name, réu na Omertà

Deputado foi condenado a oito anos de prisão; sentença está sob recurso

17/08/2026 16h00

Deputado Jamilson Name

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a impugnação do registro de candidatura do deputado estadual Jamilson Name (PP), alvo da Operação Omertà e condenado em primeira instância a oito anos de prisão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A sentença, proferida em janeiro de 2025 e está sob recurso.

A impugnação foi apresentada neste domingo (16) pelo procurador regional eleitoral Silvio Pettengil Filho e distribuída ao desembargador Sérgio Fernandes Martins, vice-presidente e corregedor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Name busca reeleição em 2026. 

O MPE sustenta que, embora a condenação não seja definitiva, as provas reunidas durante a Operação Omertà seriam suficientes, para fins eleitorais, para demonstrar sua vinculação com uma organização criminosa e justificar o impedimento de sua candidatura.

Jamilson foi alvo da sexta fase da Operação Omertà, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul em dezembro de 2020. Segundo a acusação, ele teria exercido papel de liderança na estrutura ligada à exploração ilegal do jogo do bicho, especialmente na administração financeira da organização.

À época, Jamilson Name foi apontado como líder da organização com atividades ligadas à empresa Pantanal Cap, apontada pela acusação como instrumento utilizado para misturar recursos de origem lícita com valores provenientes do jogo do bicho. O MPE também sustenta que ele passou a exercer maior autonomia e influência após a prisão do pai, Jamil Name, e do irmão, Jamil Name Filho.

O patriarca morreu em 2021, vítima da Covid-19, enquanto cumpria pena no presídio federal de Mossoró (RN), prisão onde Jamil Name Filho, que também foi preso no âmbito das investigações da Omertà, segue detido.

Na ação eleitoral, o procurador adota como fundamento a necessidade de preservar a legitimidade do processo eleitoral diante de possíveis vínculos com organizações criminosas. Pettengil ressalva que o pedido não representa antecipação de uma condenação criminal.

“Necessário ressalvar que não se busca, no caso, antecipar o juízo de condenação criminal ou afastar a garantia constitucional da presunção de inocência.”

Na sequência, o procurador sustenta que o precedente utilizado pelo Ministério Público Eleitoral não exige uma condenação criminal definitiva, mas considera a “necessidade de proteção do processo eleitoral contra a influência de organizações criminosas.”

A acusação aponta ainda que, após as prisões de Jamil Name e Jamil Name Filho, ele teria ampliado sua atuação dentro da organização.

Jamilson foi condenado em primeira instância pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Como a decisão está sob recurso, não houve trânsito em julgado da condenação.

Para o Ministério Público Eleitoral, a análise do pedido de impugnação ocorre em âmbito eleitoral e, por isso, as provas produzidas na Operação Omertà poderiam ser consideradas suficientes para avaliar os riscos à legitimidade do processo eleitoral, independentemente da conclusão definitiva da ação penal.

O pedido será analisado pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul, sob relatoria do desembargador Sérgio Fernandes Martins. Até a publicação desta matéria, a candidatura de Name segue em vigor.

A reportagem entrou em contato com o deputado estadual e não obteve retorno até o fechamento. O espaço segue aberto. 

Congresso

Disputa por vaga na bancada federal é a menor dos últimos 12 anos em MS

Em 2026, disputa é de aproximadamente 15 candidatos por vaga

17/08/2026 14h45

Foto: Montagem Correio do Estado

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Encerrado o prazo de registro de candidaturas, a disputa por uma vaga na bancada federal por Mato Grosso do Sul é a menor dos últimos 12 anos. 

Neste ano, 122 candidatos disputam as oito cadeiras sul-mato-grossenses no Congresso Nacional, queda de quase 22% ante 156 nomes da última disputa. A concorrência passou de aproximadamente 19 para 15 candidatos por vaga.

Em 2014 e 2018, foram registradas respectivamente 130 candidaturas, ao passo que em 2010, apenas 74 nomes disputaram o pleito geral, menor índice da série histórica.

Vander Loubet, Reinaldo Azambuja, Mandetta, Giroto, Geraldo Resende, Biffi, Fábio Trad e Marçal Filho em 2010 /  Fotos: Divulgacand

Na ocasião se elegeram: Edson Giroto (PR), Reinaldo Azambuja (PSDB), Vander Loubet (PT), Fábio Trad (PMDB), Geraldo Resende (PMDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Marçal Filho (PMDB) e Antônio Carlos Biffi (PT). 

Passados 16 anos, apenas Geraldo Resende e Giroto disputam uma cadeira no Congresso. À época, após dois anos de mandato, Giroto venceu a disputa pela prefeitura de Campo Grande e deixou o Congresso, ao passo que Geraldo Resende cumpriu o mandato e foi reconduzido ao cargo em 2014. 

Eleição     Candidatos        Candidatos por vaga
2026           122                   15,25
2022           156                   19,50
2018           130                   16,25
2014           130                   16,25
2010            74                    9,25

Dois anos mais tarde, foi derrotado na disputa pela prefeitura de Dourados. Em 2018, buscou novamente a recondução, contudo não se elegeu e assumiu pelos três anos seguintes a Secretaria Estadual de Saúde (2019-2022) durante o segundo mandato de Azambuja como governador. Há quatro anos voltou ao Congresso. 

Antecessor de Riedel no Governo do Estado, Azambuja disputa uma vaga no Senado em 2026, disputa dividida com Vander Loubet, atualmente titular no Congresso. 

Sem mandato atualmente, Fábio Trad disputa a sede da governadoria estadual pela 1ª vez. Luiz Henrique Mandetta e e Antônio Carlos Biffi não disputam as eleições gerais deste ano, assim como Marçal Filho, atualmente prefeito de Dourados. 

Além de Geraldo Resende, Beto Pereira (Republicanos); Camila Jara (PT); Dagoberto Nogueira (PP)
Dr. Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Marcos Pollon buscam a reeleição.

 

 

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