A corrida eleitoral deste ano em Mato Grosso do Sul já acumula 18 nomes que deixaram candidaturas ou posições inicialmente previstas nas chapas, entre desistências, renúncias formalizadas na Justiça Eleitoral e substituições promovidas pelos partidos.
O número chama atenção principalmente porque a campanha começou oficialmente no domingo e, desde então, três candidatos tiveram renúncias formalizadas no sistema da Justiça Eleitoral.
Em quatro dias de campanha, conforme levantamento do Correio do Estado no DivulgaCandContas, isso representa uma média de quase uma renúncia por dia.
Os três casos que aparecem efetivamente como renúncia nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são do Republicanos e envolvem candidaturas à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul: Tatiane Sobreira Wehner, Luiz Gabriel da Silva Nogueira e Valdenir Machado.
As demais mudanças ocorreram principalmente durante o processo de formação e registro das chapas, antes ou próximo ao encerramento do prazo para apresentação das candidaturas à Justiça Eleitoral.
O maior número de baixas ocorreu no PRD, que registrou a desistência de 10 nomes que haviam sido escolhidos para as eleições proporcionais.
Para deputado federal, deixaram a disputa Antônio Cesar Santos Sabatel e Giovani Zanata de Oliveira. Já entre os nomes inicialmente previstos para deputado estadual desistiram Aloisio Baeta, Carlos Alexandre Golfeto, Euvaldo Lucindo de Almeida, Thiago Leonardo Miranda, Silverio Alves Ribeiro da Silva, Maria Sirlene de Freitas, Jane Terezinha Lino e Antônio Celso Junior.
Esses 10 nomes não aparecem na relação consolidada dos atuais 419 registros de candidaturas em MS, diferentemente dos três candidatos do Republicanos, cujas renúncias ficaram registradas formalmente no sistema eleitoral. As alterações não ficaram restritas às candidaturas proporcionais.
No DC, Thiago Martins, inicialmente anunciado como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Renato Gomes, desistiu da disputa. O partido apresentou Roberto Patzlaff para ocupar a vaga.

MUDANÇA DE PESO
Outra mudança de peso ocorreu com o senador Nelsinho Trad, que desistiu de tentar a reeleição ao Senado.
Depois da decisão, ele passou a integrar a candidatura de Reinaldo Azambuja (PL) ao Senado como primeiro-suplente.
O PRD também promoveu mudanças em posições da chapa majoritária.
Sidney Vargas de Oliveira, inicialmente colocado na disputa pelo Senado, deixou a posição, que passou para Valter Juvenal.
Na chapa para o governo, Francisca Esmeralda Ajala, inicialmente indicada para vice-governadora de Delcídio do Amaral, foi substituída por Mariliana Santos.
SUPLÊNCIA
Também houve alteração na suplência ao Senado. Laurindo Barbosa Carneiro, inicialmente colocado como segundo-suplente de Valter Juvenal, deixou a chapa e a vaga passou a ser ocupada por Adamario de Lana.
Apesar de o levantamento chegar a 18 nomes, as situações são juridicamente diferentes.
Somente três constam, até agora, como renúncias formais no DivulgaCandContas.
Outros desistiram antes da consolidação dos pedidos de registro ou foram substituídos pelos respectivos partidos durante a montagem das chapas.


