Política

Recuo

Em quatro anos, presença de militares nas urnas recua quase pela metade em MS

Ao todo são 14 candidaturas de bombeiros, policiais e integrantes das Forças Armadas no pleito atual

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O número de militares entre os candidatos às eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul caiu quase pela metade em relação ao pleito de 2022. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam 14 candidaturas de bombeiros, policiais e integrantes das Forças Armadas neste ano, contra 24 registros de representantes das forças de segurança há quatro anos, redução de 10 candidaturas, o equivalente a 41,7%.

O levantamento considera os registros apresentados para a disputa por vagas de governador, vice-governador, deputado estadual, deputado federal e senador, além dos respectivos suplentes. Deste montante, foram registradas oito candidaturas ao Congresso Nacional e seis que disputam vaga na Assembleia Legislativa.

Concorrem a vaga no Congresso: Carlos Sanches Roledo (Capitão Roledo), bombeiro militar, mesmo cargo de Isaias Ferreira Bittencourt (Coronel Bittencourt), Luis Alberto Mota (Subtenente Mota) e Priscila Fernandes Pinto (Priscila Bombeira); André Matsushita (Delegado André Matsushita), ligado à Polícia Civil. Joel Balejo (Tenente Balejo de Arruda) e Jeder Fabiano Bruno (Sargento Brunão), policiais militares e Aparecido Andrade Portela (Tenente Portela), oficial reformado das forças armadas. 

No escopo estadual, disputam o pleito os militares Alison Augusto, Betânia Kelly Rodrigues (Sargento Betânia), Cynthia Ribeiro Pereira (Sangento Cynthia) e Rubens de Gomes Prates (Sargento Prates). Ana Paula Correia (Sargento Ana Paula), bombeira e Jesson da Silva Santos (Suboficial Jesson Santos), membro das forças armadas. 

As candidaturas se concentram no Republicanos (4), PL (3), Novo, Democracia Cristã e Progressistas, com das candaturas cada, bem como PSDB, com um registro. 

Ao todo, 420 registros foram apresentados para as eleições deste ano. De modo geral, apesar de diversificado, o quadro geral revela a proeminência de empresários (57) e advogados (47), profissionais já ligados ao serviço público (37) e professores (26).

O setor empresarial aparece de forma recorrente entre as profissões declaradas pelos candidatos. Além de empresários e empresárias, a relação reúne comerciantes, gerentes, representantes comerciais, vendedores e corretores de imóveis. 

A lista traz profissionais de outras áreas de formação superior, como engenheiros, economistas, administradores, arquitetos e trabalhadores da comunicação.

No campo da educação, a lista reúne professores dos ensinos fundamental, médio e superior, homens e mulheres, fazendo do magistério uma das áreas profissionais de maior presença quando as diferentes denominações são agrupadas.

O serviço público também ocupa espaço relevante entre os candidatos. A relação inclui servidores municipais, estaduais e federais, além de servidores públicos civis aposentados. Nesse grupo estão ainda policiais civis e militares, bombeiros militares e integrantes das Forças Armadas.

A área da saúde aparece com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, odontólogos, biomédicos, veterinários e assistentes sociais. Individualmente, a medicina também está entre as profissões que se repetem na relação de candidatos.

O agronegócio, um dos principais setores da economia de Mato Grosso do Sul, também está representado. Agricultores, agricultoras, pecuaristas, produtores agropecuários, trabalhadores rurais e agrônomos aparecem entre os registros, embora distribuídos em diferentes classificações profissionais.

O campo político também aparece como ocupação declarada. A relação reúne deputados, deputadas, vereadores e vereadoras. Cabe destacar que as classificações, não necessariamente indicam a profissão de origem do candidato e refletem o cargo ou a ocupação exercida no momento do registro eleitoral, finalizado no último dia 15.

Outro grupo expressivo é formado pela categoria "Outros", utilizada pelo cadastro eleitoral para reunir ocupações que não se enquadram nas classificações mais recorrentes.

Os dados mostram, portanto, que a presença militar entre os candidatos de Mato Grosso do Sul diminuiu de forma significativa em quatro anos. Ao mesmo tempo, o conjunto dos 420 registros revela um cenário profissional diversificado, no qual empresários, advogados, professores, servidores públicos, profissionais da saúde e representantes do agronegócio estão entre os segmentos que aparecem na composição das candidaturas de 2026. Abaixo, confira o levantamento realizado pelo Correio do Estado junto ao TSE das profissões mais proeminentes da lista. 

Profissão Nº de registros
Empresário / Empresária 57
Advogado / Advogada 47
Servidor público municipal, estadual e federal 37
Professor fundamental, médio e superior 26
Outros 25
Aposentado (Exceto Servidor Público) 14
Comerciante/comerciário 13
Vereador / Vereadora 10
Médico/Médica 10

início da campanha

Maioria dos candidatos da direita no Estado "esconde" Flávio Bolsonaro

Eles estão priorizando as próprias candidaturas e deixando o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro em segundo plano

19/08/2026 07h40

Flávio Bolsonaro discursa sendo observado por Azambuja e Riedel

Flávio Bolsonaro discursa sendo observado por Azambuja e Riedel Marcelo Victor/Correio do Estado

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A maioria dos principais candidatos da direita e da centro-direita em Mato Grosso do Sul ainda não incorporou Flávio Bolsonaro (PL) à campanha eleitoral. Desde o início oficial da disputa, as publicações e as mobilizações estão concentradas nos próprios números, propostas e trajetórias políticas.

O governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado, os candidatos a deputado federal Rose Modesto (União Brasil), Dr. Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Mara Caseiro (PL), além dos candidatos a deputado estadual Gerson Claro (PP), Coronel David (PL) e Zé Teixeira (PL), ainda não colocaram o presidenciável nas suas campanhas.

Riedel participou, no domingo, de adesivaços de aliados e da inauguração do QG de voluntários de Flávio Bolsonaro em Campo Grande. Apesar do gesto público, as manifestações divulgadas pelo governador permaneceram concentradas na própria reeleição e nas candidaturas estaduais.

Azambuja já apareceu ao lado de Flávio, participou de reuniões em Brasília (DF) e declarou apoio ao projeto nacional do PL. Na largada oficial, porém, priorizou o próprio número e propostas relacionadas ao municipalismo, à saúde e à descentralização dos recursos federais.

Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro abriu a campanha à reeleição com um adesivaço em Campo Grande. A comunicação do deputado foi dedicada à prestação de contas do mandato, ao diálogo político e às propostas para o Estado, mas Flávio não ganhou destaque na mobilização.

Rose Modesto também inaugurou comitê e realizou adesivaço para lançar sua candidatura a deputada federal. A presidente estadual do União Brasil apoia Riedel, Reinaldo e Contar, mas mantém distância da candidatura presidencial do PL; na pré-campanha chegou a declarar preferência pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).

Dr. Luiz Ovando iniciou sua campanha à reeleição para deputado federal com carreata e adesivaço em Campo Grande. Filiado ao PP e identificado com pautas conservadoras, o parlamentar concentrou a divulgação nos mais de R$ 286 milhões que afirma ter destinado aos municípios do Estado.

Nas primeiras peças da campanha de Ovando, o destaque ficou para o próprio número, as entregas do mandato e a sua atuação nos 79 municípios.

SILÊNCIO

A ausência de Flávio Bolsonaro chama mais atenção entre candidatos do próprio PL, como Coronel David, Rodolfo Nogueira, Zé Teixeira e Mara Caseiro. Até agora, o presidenciável não ganhou destaque nas primeiras ações do grupo.

Coronel David começou a campanha para deputado estadual ressaltando seus valores, sua trajetória e a identificação com o “partido de Bolsonaro”. A referência, porém, permanece ligada principalmente ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Rodolfo Nogueira abriu a campanha à reeleição em Dourados com um encontro de pastores e lideranças cristãs. O evento destacou o agronegócio, a segurança pública, a família e o próprio número do candidato.

O apelido Gordinho do Bolsonaro, utilizado por Rodolfo, também reforça a proximidade com Jair Bolsonaro. Flávio não foi protagonista do lançamento nem das primeiras mensagens divulgadas pelo candidato.

Veterano da Assembleia Legislativa, Zé Teixeira concentrou sua comunicação na defesa do agronegócio, do municipalismo e de sua trajetória parlamentar. Não houve publicação específica para promover o candidato presidencial do PL.

Mara Caseiro lançou a candidatura a deputada federal com o slogan “MS é Mara”. As primeiras peças destacam sua atuação nos municípios e o projeto de ampliar o trabalho em Brasília.

A deputada acompanhou Flávio durante uma agenda na Expogrande, em abril, quando defendeu o agronegócio e a união da direita. A aproximação registrada na pré-campanha, entretanto, ainda não apareceu nas primeiras ações da campanha oficial da candidata da direita.

Crescimento

Indústria naval supera patamar recorde de empregos de 2014

Paralelamente à construção naval, ganham espaço atividades associadas ao fim do ciclo de vida de unidades marítimas

18/08/2026 21h00

Foto: Divulgação

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A indústria de construção e reparação naval alcançou, em julho, o patamar de 86 mil trabalhadores empregados, superando o nível de 2014, quando 82.400 postos de trabalho eram gerados pelos estaleiros, antes do começo da última crise da indústria, afirmou nesta terça-feira, 18, o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha.

"O setor de reparo naval continua a ter boas perspectivas no Brasil, também com muitas obras de modernização e conversão de embarcações", pontuou durante a Navalshore, feira da indústria marítima no Rio de Janeiro.

O avanço não ocorreu de forma homogênea no país. O Norte foi apontado pelo Sinaval como uma das regiões que mais cresceram, beneficiado por novas obras e por iniciativas ligadas ao desenvolvimento tecnológico. Já o Nordeste apresentou evolução mais moderada, enquanto o Sudeste manteve forte participação, concentrando uma parcela significativa dos projetos em andamento

Paralelamente à construção naval, ganham espaço atividades associadas ao fim do ciclo de vida de unidades marítimas, como o desmantelamento e a reciclagem de embarcações e estruturas offshore.

"O FPSO P3-32 já foi reciclado e agora está sendo iniciado o desmantelamento do FPSO P-35, em Rio Grande (RS). Com a entrada em vigor, em julho do ano passado, da Convenção de Hong Kong para a reciclagem segura, nossa expectativa, inclusive, é muito positiva", acrescentou.

"Para assegurar este progresso nas atividades dos estaleiros e na cadeia de fornecedores de bens e serviços nacionais, será necessária a continuidade das obras e das políticas de Estado que estão sendo implementadas no Brasil, quaisquer que sejam os dirigentes", apontou.

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