Em Mato Grosso do Sul, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera as intenções de voto para presidente da República com 52,54% dos votos válidos, conforme cálculo sobre o último levantamento estimulado contratado pelo Correio do Estado e realizado pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) antes das eleições gerais do próximo domingo.
Ainda de acordo com a pesquisa, realizada de 26 a 30 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 37,43%, diferença de 15,11 pontos porcentuais (p.p.). O recorte de votos válidos considera apenas os entrevistados que indicaram algum candidato, excluindo indecisos e respostas de voto branco ou nulo.
Bem atrás aparece o escritor Augusto Cury (Avante), com 4,04%, seguido pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 3,29%, por Renan Santos (Missão), com 1,95%, por Samara (UP), com 0,30%, pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 0,20%, e por Wilson Grassi (Democrata) e Rui Costa Pimenta (PCO), com 0,15% cada, enquanto Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não receberam indicações na pesquisa estimulada.
Juntos, Flávio Bolsonaro e Lula concentram 89,97% dos votos válidos apurados no levantamento. Considerando todos os entrevistados, antes da exclusão de brancos, nulos e indecisos, o senador tem 44,77% e o presidente 31,89%, enquanto indecisos somam 8,29% e os votos brancos e nulos representam 6,51%.
ESPONTÂNEA
Na pesquisa espontânea para presidente da República, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio Bolsonaro lidera, com 34,57% das intenções de voto, seguido por Lula, com 26,15%, enquanto Augusto Cury foi mencionado por 1,79%, Ronaldo Caiado registrou 1,40%, e Renan Santos, 0,89%; os indecisos somaram 31,51% e os votos brancos e nulos representaram 3,70%.
Sobre a rejeição, Lula apresentou o maior índice, com 41,33% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum, enquanto Flávio Bolsonaro apareceu em seguida, com 29,08%. Zema registrou rejeição de 0,64% e Clariana Barão, Leonardo Avalanche, Renan Santos e Ronaldo Caiado tiveram 0,26% cada.
Augusto Cury, Samara e Wilson Grassi apareceram com 0,13% cada. Edmilson Costa, Rui Costa Pimenta e Hertz Dias não receberam citações nesse quesito.
Outros 18,37% dos entrevistados afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos, enquanto 5,23% disseram rejeitar todos. Os indecisos somaram 2,68%, e as respostas de branco ou nulo representaram 1,28%.
A pesquisa ouviu 784 pessoas em Mato Grosso do Sul, com margem de erro informada de 3,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento presidencial está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-09073/2026.
ANÁLISE
Para o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, a disputa presidencial apresenta o cenário mais definido entre as três eleições analisadas em Mato Grosso do Sul. “A disputa presidencial apresenta preferências mais estruturadas e uma maior concentração entre dois nomes”, avaliou.
Um dos indicadores desse comportamento é a redução da indefinição quando os candidatos são apresentados. Na pesquisa espontânea, os indecisos representam 31,51%, porcentual que cai para 8,29% na estimulada.
“Uma parcela importante do eleitorado reconhece alternativas quando é confrontada com a lista de candidatos, embora ainda não as cite espontaneamente”, explicou Aruaque.
No levantamento espontâneo, Flávio Bolsonaro é mencionado por 34,57% dos entrevistados, enquanto Lula recebe 26,15% das citações. Os dois também concentram as preferências nesse cenário.
O diretor ressalta que o cálculo dos votos válidos deve ser entendido como um retrato das escolhas manifestadas durante as entrevistas. “Os votos válidos mostram como estão distribuídas as preferências entre aqueles que efetivamente indicaram algum candidato. Esse cálculo não deve ser interpretado como previsão do resultado da eleição”, afirmou.
Ao comparar os três cargos pesquisados, Aruaque identifica diferentes estágios de definição do eleitorado. “Na Presidência há uma preferência mais estruturada; no governo, uma concentração maior quando os nomes são apresentados; e, no Senado, permanece um espaço mais amplo para a definição das duas escolhas”, concluiu.
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