Política

Eleições 2026

Em MS, merendeira aposentada vota aos 93 anos "para poder cobrar"

Obrigatório apenas parta eleitores entre 18 e 70 anos, voto também é tido como 'Prova de Vida' nesta eleição

Continue lendo...

Aos 93 anos, a merendeira aposentada Alayde Franco votou no 2° turno em Campo Grande, e caso a projeção do primeiro turno se confirme, ela terá o único voto entre eleitores e eleitoras com 90 anos ou mais em todo Mato Grosso do Sul.

Obrigatório apenas parta eleitores entre 18 e 70 anos, o voto também é tido como 'Prova de Vida' nesta eleição.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compartilha os dados de comparecimento com o Instituto Nacional do Segur Social (INSS), que utiliza essas informações para a comprovação de vida de aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). 

"A importância é do titulo ficar em dia, o dia que eu precisar, estou em dia. A hora que eu quiser cobrar alguma coisa, meu titulo está em dia. Quandos os governantes estiverem fazendo algo de errado, vou poder cobrar e dizer 'eu coloquei esse camarada lá, então tenho que cobrar'". 

Natural de Antônio João, interior do Estado, cresceu em uma familia de agricultores junto oito irmãos e vive junto das filhas e netas em Campo Grande desde 1986. Mãe de 10 filhos, já trabalhou como lavadeira e passadeira antes de adentrar o serviço público. 

"O segredo é comer bem, fazer exercícios, dormir cedo, fazer caça palavras", destaca a neta Amanda Miranda. Muita querida por onde passa, a neta diz que a avó é uma mulher de muita fé e que a preguiça não faz parte do seu dia a dia. Diante da urna, ela leva pouco mais de 10 segundos para escolher seu candidato. 

A disposição de Alayde Franco contrapõe o comportamento da população sul-mato-grossense, recordista no percentual de abstenções do primeiro turno. 

 

Abstenções 

Conforme a Justiça Eleitoral, 483.210 pessoas das 2.024.430 aptas a votar não compareceram às urnas no no último dia 4, isso equivale a exatos 23,87% do eleitorado estadual. 

Por outro lado, entre os mais jovens, o comparecimento foi proporcionalmente inverso apresentado pela média geral.

Dos 8.477 eleitores aptos com 16 anos, 7.279 (86%) compareceram no primeiro turno do pleito geral. A proporcionalidade se manteve em 81% entre os eleitores com 17 anos, uma vez que 11.622 dos 14.270 votaram, ao passo que 20,8 mil dos 25,6 mil eleitores com 18 anos (80%) votaram. 

Em comparação com as eleições presidenciais anteriores, o pleito do primeiro turno trouxe a maior abstenção da história.

Em 2022, por exemplo, 440.788 não foram votar no primeiro turno e 446.100 no segundo turno, o que representava 22,08% e 22,34%, respectivamente, dos 1.996.510 eleitores aptos. Naquele ano, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Jair Bolsonaro. 

Em 2018, quando a eleição presidencial foi protagonizada por Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, 398.404 (21,21%) não foram às urnas no primeiro turno, enquanto 427.761 (22,78%) não compareceram no segundo turno. Na ocasião, 1.877.982 de Mato Grosso do Sul estavam adequados a votar pela Justiça Eleitoral.

Nas eleições de 2014, quando a petista Dilma Rousseff venceu o tucano Aécio Neves, 373.371 (20,53%) se ausentaram do direito ao voto no primeiro turno e 420.597 (23,12%) tiveram a mesma atitude três semanas depois, no segundo turno, em um universo de 1.818.937 eleitores aptos.

Presentes por faixa etária 

  • 16 anos - 7.279 eleitores (86%)
  • 17 anos - 11.622 eleitores (81%)
  • 18 anos -  20.846 eleitores (80%)
  • 19 anos - 20.580 eleitores (75%)
  • 20 anos - 23.329 eleitores (70%)
  • 21-24 anos - 95.683 eleitores (68%)
  • 25-29 anos - 135.039 eleitores (71%)
  • 30-34 anos - 150.949 eleitores (75%)
  • 35-39 anos - 155.113 eleitores (78%)
  • 40-44 anos - 163.898 eleitores (81%)
  • 45-49 anos - 158.740 eleitores (82%)
  • 50-54 anos - 142.337 eleitores (83%)
  • 55-59 anos - 132.088 eleitores (83%)
  • 60-64 anos - 121.382 eleitores (85%)
  • 65-69 anos - 95.551 eleitores (83%)
  • 70-74 anos - 59.353 eleitores (69%)
  • 75-79 anos - 30.188 eleitores (53%)
  • 80-84 anos - 12.380 eleitores (38%)
  • 85-89 anos - 4.204 eleitores (25%)
  • 90-94 anos - 942 eleitores (13%)

Posso votar?

Caso esteja em dia com a Justiça eleitoral, quem não compareceu no primeiro turno pode votar neste domingo (25). Do mesmo modo, deve justificar a ausência em até 60 dias a partir da data do pleito e pode ser feita de forma online pelo e-Título ou pelo site do TSE, além de opção presencial em locais definidos pelos  Tribunais Regionais Eleitorais e cartórios eleitorais.

 

Eleições 2026

Justiça Eleitoral manda PF prender secretário de Salvador por retenção de ônibus

Fiscalização constatou redução da frota de ônibus durante a votação do segundo turno

25/10/2026 13h30

Secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza

Secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza Foto: Divulgação / Redes Sociais

Continue Lendo...

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou neste domingo, 25, que a Polícia Federal prenda em flagrante o secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após fiscalização constatar redução da frota de ônibus durante a votação do segundo turno.

A decisão também manda restabelecer integralmente o serviço, com gratuidade, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento. O despacho, ao qual o Broadcast Político teve acesso, foi assinado às 13h15 e tem força de mandado. Até o momento, não há confirmação do cumprimento da prisão.

A determinação atende a pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Segundo a decisão, uma inspeção na garagem do BRT, na Avenida Barros Reis, encontrou diversos veículos parados. O supervisor informou aos magistrados que a frota em circulação era inferior à dos dias úteis e que a empresa seguia orientação da Secretaria Municipal de Mobilidade

Ainda conforme o despacho, o supervisor foi informado da obrigação de manter o serviço sem redução e afirmou que mobilizaria motoristas para colocar os veículos nas ruas, o que não havia ocorrido até a decisão.

"Considerando-se que a orientação para redução da frota partiu da Secretaria Municipal de Mobilidade de Salvador (Semob), diante das evidências da violação dos artigos 297, 304 e 347 do Código Eleitoral, determino seja procedida a imediata prisão do seu titular, o secretário Pablo Souza", escreveu o desembargador

O tribunal deu prazo de uma hora, contado da notificação, para que os responsáveis comprovem nos autos a circulação de 100% da frota, com frequência e itinerários compatíveis com os dias úteis. A multa é solidária entre o município, o secretário e as concessionárias. A operação deverá ser mantida até o encerramento da votação e pelo tempo necessário ao retorno dos eleitores para casa.

A Polícia Federal também deverá fiscalizar as garagens e garantir a saída dos coletivos. O despacho prevê prisão em flagrante de quem impedir ou embaraçar o cumprimento da ordem e encaminha o processo à Procuradoria Regional Eleitoral para investigação.

Prefeitura afirma normalização

Em nota, a Semob afirmou que a operação foi normalizada. A Pasta atribuiu as interrupções no início da manhã à presença de propaganda eleitoral em veículos nas garagens e disse que a situação foi contornada após diálogo com equipes operacionais e entidades sindicais. A secretaria informou ainda que notificou as empresas para garantir a disponibilidade integral da frota.

Salvador é administrada por Bruno Reis (União Brasil), aliado do ex-candidato ao governo estadual ACM Neto e apoiador de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas deu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 944.358 votos no 1º turno, equivalentes a 65,26% dos válidos, contra 391.188 de Flávio (27,03%). Na disputa estadual, o governador Jerônimo Rodrigues (PT), aliado do presidente, foi reeleito no 1º turno com 4.626.509 votos em toda a Bahia, ou 55,80% dos válidos, derrotando ACM Neto.

Eleições 2026

Riedel espera que Flávio supere 65% dos votos em MS

Governador está confiante que Bolsonaro irá vencer as eleições e avaliou como positiva sua campanha no 2° turno

25/10/2026 12h18

Governador de MS, Eduardo Riedel, em coletiva de imprensa

Governador de MS, Eduardo Riedel, em coletiva de imprensa Paulo Ribas

Continue Lendo...

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, afirmou que espera que o senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), supere 65% dos votos em Mato Grosso do Sul. Esperançoso, disse que a meta seria de 70%.

No primeiro turno, Bolsonaro levou 58,60% dos votos, Lula 34,68%, Augusto Cury 2,63%, Renan Santos 2,14%, Ronaldo Caiado 1,56% e Zema 0,19%.

O chefe do executivo estadual votou pontualmente às 10h03min, na seção 130, na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann, localizada na avenida Monte Castelo, número 50, bairro Monte Castelo, em Campo Grande.

Governador de MS, Eduardo Riedel, em coletiva de imprensaRiedel votando no segundo turno das eleições 2026. Foto: Paulo Ribas

Ele votou ao lado da esposa, Mônica Riedel. Ambos estavam vestidos de camisa amarela e calça jeans.

Em coletiva de imprensa, Riedel avaliou como positiva a campanha de Flávio Bolsonaro, durante o segundo turno, em Mato Grosso do Sul. Além disso, afirmou que esteve ativo na campanha em vários municípios.

“Nas três semanas entre o primeiro e o segundo turno, todas as lideranças políticas do nosso campo permaneceram em campanha. Então já no primeiro sábado nós tivemos a missão Flávio 22, tivemos toda a atuação em torno de adesivagem, de mobilizações, de carreatas e não parou de lá pra cá. E culminou ontem, com carreatas no estado inteiro, não foi só aqui em Campo Grande. Em diversas cidades, nas principais cidades, nas pequenas, nas médias, todo mundo muito mobilizado. Eu acredito que o resultado irá aparecer na urna”, disse o governador.

Em contrapartida, Riedel avaliou que a campanha foi caracterizada por troca de acusações e poucas propostas, de ambos os lados.

Governador de MS, Eduardo Riedel, em coletiva de imprensaGovernador e a primeira-dama de MS, ambos de amarelo

“Foi uma campanha muito acirrada, muito ausente de propostas, muitas acusações, o que eu não gosto, não acho positivo, de ambos os lados”, complementou.

Riedel está confiante de que Flávio irá vencer as eleições.

“Eu tenho muita convicção que o Flávio vai ganhar a eleição e isso traz facilidades no diálogo porque a gente acredita num Brasil e por isso o apoio, que mude um pouco a sua prioridade econômica, da maneira como está sendo conduzido, que o reflexo no social, reflexo no crescimento, para Mato Grosso do Sul, acredito que vai ser bem melhor”, pontuou.

O governador vai acompanhar a apuração em casa e no comitê do Partido Liberal, localizado nos altos da avenida Afonso Pena, em Campo Grande.

De acordo com Riedel, Tereza Cristina deve acompanhar a apuração dos votos com Flávio Bolsonaro, mas não citou em qual cidade.

Interrogado sobre possíveis ações ou mudanças no secretariado, o governador afirmou que esse assunto ficará para o fim do ano e que, por ora, não pode adiantar nada.

SE LULA FOR ELEITO

O governador destacou que, caso o candidato adversário Luiz Inácio Lula da Sila (PT) seja eleito, a relação respeitosa e de trabalho vai continuar a mesma.

“[Vai continuar a] mesma coisa que sempre foi. Eu não misturo posições políticas com relações administrativas. Eu sempre lidei com muito respeito com o presidente Lula, sempre tive o respeito dele. A gente jamais teve qualquer desavença direta, política ou administrativa, porque eu entendo que é o papel do presidente e é o papel do governador governar para todos e buscar as convergências em torno dos projetos. E é o que eu vou fazer. Independente de qual seja o presidente do Brasil, eu como governador tenho essa obrigação com o Mato Grosso do Sul. Aqui tem gente de todo espectro político que vota direita, vota esquerda, vota em candidato A ou B, a gente respeita isso e como governador eu vou atender a todos e respeitar”, disse.

A votação segue até às 16 horas em Mato Grosso do Sul.

SEGUNDO TURNO

Segundo turno das eleições 2026 ocorre neste domingo (25) em todo o Brasil. A votação ocorre das 7h às 16h em MS.

Em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul no primeiro turno com mais de 67% dos votos válidos. Portanto, não haverá eleição para governador no Estado.

Somente haverá eleição para presidente, cuja disputa é entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

O estados brasileiros que terão segundo turno para governador são Acre, Amazonas, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Norte. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).