Política

INVESTIMENTOS

Em reunião com bancada federal, Riedel define prioridades do governo

Governador destacou Malha Oeste, UFN3 e privatização da BR-262 com alguns dos projetos prioritários

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), se reuniu, nesta sexta-feira (17), com a bancada federal do Estado para definir projetos prioritários para trazer investimentos a MS.

Participaram do encontro os três senadores, Nelsinho Trad (PSD), Soraya Thronicke (União Brasil) e Tereza Cristina (PP), e oito deputados federais.

Os deputados presentes foram Dagoberto Nogueira, Beto Pereira, Vander Loubet, Marcos Pollon, Geraldo Resende, Luiz Ovando, Rodolffo Nogueira e Camila Jara.

Segundo Riedel, foi uma reunião de alinhamento com a bancada e de discussão sobre aplicação de emendas federais, que devem ser destinadas para 2024.

"Eu expus as principais linhas de trabalho do Governo do Estado e como a bancada federal pode atuar para priorizar essas linhas. É muito importante que cada deputada ou deputada federal, cada senador ou senadora estão alinhados nessas prioridades do governo do Estado", disse.

Ele disse ainda que cada parlamentar também expôs visões em relação ao Estado e projetos ligados a saúde, meio ambiente, infraestrutura e competitividade, entre outros.

“Cada deputado e senador foi eleito por um partido, com sua ideologia e ideias, mas todos estão aqui para discutir benefícios para Mato Grosso do Sul", ressaltou.

"Essa união de proposta, de causa, de projetos faz com que todo mundo deixe de lado a questão política e  ideológica e priorize o resultado paras pessoas no estado", acrescentou o chefe do Executivo Estadual.

O governador não detalhou todos os projetos que foram apresentados, mas ressaltou alguns que considera importante.

"Tem a UFN3, que é importante, discutimos também a concessão da ferrovia Malha Oeste, a concessão da BR-262, 267, 163, que é uma pauta comum a todos", elencou.

Riedel disse ainda que os grandes projetos já estão em tratativa com o governo federal.

Quanto ao encontro com a bancada, ficou estabelecido que a cada três meses haverá reunião para alinhar os projetos em andamento.

O vice-governador Barbosinha afirmou que o apoio da banca é muito importante.

"Essa integração, essa interlocução com o Executivo foi um grande sucesso do governo Reinaldo e acredito que vai ser repetido no governo do Riedel", destacou.

Política

TSE determina remoção de vídeo que associa Lula ao PCC e ao CV

Caso foi julgado no plenário virtual

16/08/2026 20h00

TSE

TSE Reprodução/TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, por cinco votos a dois, que seja retirado do ar um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).

A ação foi movida pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PC do B e PV. O pedido acusou Flávio de propaganda eleitoral antecipada contra Lula, além de associar falsamente o presidente a organizações criminosas.

O caso foi julgado no plenário virtual do tribunal, e os ministros divergiram da posição de Nunes Marques, presidente do TSE, que rejeitou, no dia 26 de julho, o pedido de liminar para a remoção do vídeo das redes sociais.

Votaram a favor da retirada do vídeo os ministros Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva, Dias Toffoli, Floriano de Azevedo Marques e Antonio Carlos Ferreira. Apenas André Mendonça e o próprio Marques votaram contra a retirada.

O TSE também determinou que a rede social X remova a publicação contra Lula.

O tribunal ainda deixou de apreciar uma ação do ministro André Mendonça que determinava que a Federação Brasil da Esperança entregasse à Corte gravações integrais de seu 8º Congresso Nacional e também do lançamento do projeto Porta-Vozes de Lula, assim como notas fiscais, comprovantes e contratos ligados a estes dois eventos.

O TSE reconheceu a inadequação da distribuição do processo e determinou redistribuição entre os membros competentes do Tribunal. Os ministros que divergiram de Mendonça e de Dias Toffoli foram Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Nunes Marques.

relações diplomáticas

Governo Trump discute novas sanções contra Alexandre de Moraes, diz FT

Moraes já havia sido incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky em julho de 2025

16/08/2026 19h00

Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Ministro do STF, Alexandre de Moraes Divulgação

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O governo dos Estados Unidos voltou a discutir a possibilidade de impor sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em mais um sinal de deterioração das relações diplomáticas entre Washington e Brasília. A informação foi publicada neste domingo, 16, pelo Financial Times, que ouviu pessoas familiarizadas com as discussões no governo do presidente Donald Trump.

Segundo o jornal britânico, a administração Trump considera voltar a aplicar contra Moraes sanções previstas na Lei Global Magnitsky, mecanismo usado pelos Estados Unidos para punir estrangeiros acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos. Ainda não há, porém, decisão sobre a adoção da medida nem prazo para que isso ocorra.

Moraes já havia sido incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky em julho de 2025. Na ocasião, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, acusou o ministro de promover uma campanha de censura, detenções arbitrárias e processos politizados, incluindo ações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As sanções foram retiradas em dezembro de 2025, menos de cinco meses depois de terem sido aplicadas. A decisão ocorreu durante um período de aproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também alcançou a mulher de Moraes e uma empresa ligada à família do ministro.

Agora, de acordo com o FT, a atenção do governo americano sobre Moraes voltou a crescer, em parte, por causa de uma investigação que reacendeu o debate sobre liberdade de imprensa no Brasil. O ministro autorizou operações policiais contra um jornalista e duas pessoas apontadas como possíveis fontes de reportagens envolvendo o ministro Flávio Dino e familiares dele.

Moraes sustentou que as informações teriam sido obtidas e divulgadas ilegalmente e que sua publicação colocaria em risco a segurança da família do magistrado. Segundo o Financial Times, o Departamento de Estado e a Casa Branca não responderam aos pedidos de comentário. O STF também não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

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