Política

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Emenda tira obrigatoriedade de militares da previdência complementar

O deputado Renato Câmara (MDB) pediu vistas do projeto

NATALIA YAHN E IZABELA JORNADA

29/11/2018 - 11h21
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O projeto de lei que cria o Regime de Previdência Complementar em Mato Grosso do Sul, em trâmite desde junho na Assembleia Legislativa e que voltou a ser discutido ontem (28) pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) já tem pelo menos uma emenda no texto original. Os militares estaduais foram retirados do projeto, reivindicação da categoria foi atendida pelo deputado estadual e ex-secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) José Carlos Barbosa (DEM), o Barbosinha. 

“Os militares foram excluídos por emenda apresentada, uma vez que por regra constitucional eles têm tratamento diferenciado, não podem ser tratados na regra geral dos demais servidores civis”, explicou o parlamentar, que é relator do projeto. A tramitação do projeto não avançou, pois o deputado Renato Câmara (MDB) pediu vistas. Ele tem prazo de uma semana para apresentar suas considerações e devolver o texto, que pode entrar na pauta da Casa ainda na próxima quarta-feira (5).

A oposição já se mobiliza para retaliar o andamento do projeto. O deputado Cabo Almi (PT) marcou reunião para a próxima segunda-feira (3) - após encontro com o Governo do Estado, que irá detalhar os projetos do Refiz no mesmo dia e também a inclusão dos produtores de eucalipto no Fundersul - com o Sindicato dos Servidores. “Aos olhos do governo parece ser bom. O governo nunca vai mandar um projeto dizendo que não é bom e com certeza esse projeto vai ser aprovado antes do recesso até porque o governo é maioria na Casa”.

Pela proposta, os servidores que recebem remuneração superior ao limite máximo do regime geral de previdência, atualmente em R$ 5.531,31, serão automaticamente inscritos no Plano de Previdência Complementar, a partir de sua data de entrada em exercício. Também poderão aderir, por opção, os servidores e membros que tenham ingressado no serviço público em data anterior à publicação. Para os demais servidores que não integrarem o novo plano, a aposentadoria será feita nos moldes do plano antigo, criando uma segregação entre os servidores.

O projeto prevê ainda a criação da Fundação de Previdência Complementar dos Servidores de Mato Grosso do Sul (MS-Previcom), que será responsável pela administração dos planos previdenciários.

Embora guarde semelhanças com a Lei Federal n.º 12.618/2012, que criou o Regime de Previdência Complementar Federal, no projeto estadual, toda gestão do Plano ficará a cargo do Executivo, inclusive a indicação de todos os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal da Fundação, por dois anos, até que seja possibilitada eleição, após já terem indicado os integrantes da diretoria executiva, cujo mandado seria de três anos.

A proposta prevê ainda a autorização de um aporte de R$ 20 milhões à Previcom, como antecipação de contribuição, para funcionamento inicial da entidade. Sendo a primeira parte de, no mínimo, R$ 5 milhões, repassada em até 60 dias após a instituição da fundação.

No ano passado, foi aprovada reforma na previdência estadual, alterando alíquota de contribuição de 11% para 14%, e da patronal, de 22% para 28%, além de teto de aposentadoria para novos servidores, R$ 5.531,31, o mesmo valor máximo pago na ocasião pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Caso aprovado, este novo regime poderá contemplar os servidores civis do Poder Executivo, bem como do Legislativo, além de servidores e membros do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas.

Se aprovada, entre os prejuízos que a medida poderá trazer, segundo os servidores, estão a alteração da alíquota de contribuição, aumento do deficit previdenciário e abertura de margem para a terceirização da gestão dos recursos resultantes da contribuição de mais de 70 mil servidores. O projeto não apresenta os percentuais de contribuição previstos nem possível impacto econômico-financeiro da implementação da medida.

Perfil

Novos eleitores em MS vêm principalmente de São Paulo; mulheres solteiras de 25 a 29 anos lideram

Parcela de novos eleitores é representada por 1,6 mil mulheres e 1.591 homens

22/07/2026 15h00

Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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São Paulo (871), Paraná (375) e Mato Grosso (337) puxam a fila dos estados com maior volume de transferências eleitorais para Mato Grosso do Sul em 2026 (3.191 eleitores), dentro deste recorte, mulheres solteiras com idade entre 25 e 29 anos lideram a estatística. 

Se considerarmos ambos os gêneros, o recorte é responsável por 14,6% (467) dos novos votantes, índice ligeiramente superior ao número de votantes com idade entre 30-34 (450) ou 14,1%. Deste universo, são 243 mulheres e 224 homens. 

Quanto ao estado civil, 366 pessoas se declararam solteiras, ao passo que 92 disseram estar casadas, além de 9 pessoas divorciadas, números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O novo eleitorado é representado por 1,6 mil mulheres e 1.591 homens. 

Além dos estados citados, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Maranhão também contam com número significante de eleitores que transferiram a documentação e devem votar em Mato Grosso do Sul no pleito geral deste ano. O 1° turno acontece dia 4 de outubro, ao passo que o estado conta com 2.025.001 eleitores. 

Conforme o TSE, Campo Grande (823), Três Lagoas (317), Dourados (273), Chapadão do Sul (172), Ponta Porã (134) e Nova Andradina (107) abrigaram a maior parte dos novos eleitores. 

De modo geral, o recorte etário dos novos votantes se estabeleceu da seguinte maneira:

  • 17-20 (82);
  • 21-24 (226);
  • 25-29 (467);
  • 30-34 (450); 
  • 35-39 (423); 
  • 40-44 (414); 
  • 45-49 (338); 
  • 50-54 (248); 
  • 55-59 (165); 
  • 60-64 (143); 
  • 65-69 (128); 
  • 70-74 (64); 
  • 75-79 (33); 
  • 80-84 (7); 
  • 85-89 (2); 

Apenas um eleitora com idade acima dos 90 anos transferiu o título eleitoral para Mato Grosso do Sul em 2026, mudança ocorrida em março deste ano.

Com a troca, ela deixou o domicílio eleitoral no município de Praia Grande, em São Paulo e esta apta a votar em Amambai já no pleito deste ano. 

Cabe destacar que a chegada desta parcela de votantes pode estar diretamente atrelada àqueles que veem Campo Grande como um centro de oportunidades, ou mesmo à população que migra por força de trabalho ao interior do Estado, economia impulsionada pelo agronegócio, além das fábricas de celulose situadas em Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas e Eldorado. 

Além dos novos votantes, 1.659 sul-mato-grossenses "transferiram internamente" seus locais de votação, ou seja, realizaram apenas a mudança entre municípios de MS. 

Estados que mais "exportaram" eleitores para Mato Grosso do Sul: 

  • São Paulo 871
  • Paraná 375
  • Mato Grosso 337
  • Goiás 171
  • Minas Gerais 166
  • Bahia 131
  • Alagoas 114
  • Rio de Janeiro 110
  • Santa Catarina 101
  • Maranhão 100
  • Pernambuco 94
  • Rio Grande do Sul 90
  • Pará 89
  • Rondônia 86
  • Ceará 47
  • Distrito Federal 39
  • Piauí 35
  • Tocantins 31
  • Espírito Santo 30
  • Acre 29
  • Amazonas 28
  • Rio Grande do Norte 27
  • Paraíba 18
  • Amapá 13
  • Sergipe 11
  • Roraima 5
  • (Exterior)  43

Onde votarão os novos eleitores?

  • Campo Grande 823
  • Três Lagoas 317
  • Dourados 273
  • Chapadão do Sul 172
  • Ponta Porã 134
  • Nova Andradina 107
  • Costa Rica 95
  • Aparecida do Taboado 93
  • Ribas do Rio Pardo 66
  • Bataguassu 64
  • Paranaíba 63
  • Mundo Novo 52
  • Água Clara 49
  • Rio Brilhante 45
  • Cassilândia 44
  • Corumbá 44
  • Inocência 40
  • Maracaju 38
  • Naviraí 38
  • São Gabriel do Oeste 36
  • Ivinhema 31
  • Aquidauana 30
  • Sidrolândia 28
  • Bonito 27
  • Selvíria 25
  • Coxim 24
  • Nova Alvorada do Sul 22
  • Brasilândia 21
  • Caarapó 21
  • Jardim 19
  • Amambai 18
  • Sonora 18
  • Ladário 17
  • Itaquiraí 15
  • Paraíso das Águas 15
  • Terenos 14
  • Iguatemi 13
  • Angélica 12
  • Deodápolis 12
  • Eldorado 12
  • Rio Verde de Mato Grosso 11
  • Sete Quedas 11
  • Anaurilândia 10
  • Fátima do Sul 10
  • Miranda 9
  • Anastácio 8
  • Bandeirantes 8
  • Bela Vista 8
  • Glória de Dourados 8
  • Alcinópolis 7
  • Corguinho 7
  • Laguna Carapã 7
  • Paranhos 7
  • Taquarussu 7
  • Vicentina 7
  • Aral Moreira 6
  • Batayporã 6
  • Camapuã 6
  • Figueirão 6
  • Itaporã 6
  • Dois Irmãos do Buriti 5
  • Jaraguari 5
  • Santa Rita do Pardo 5
  • Japorã 4
  • Rio Negro 4
  • Guia Lopes da Laguna 3
  • Juti 3
  • Nioaque 3
  • Tacuru 3
  • Bodoquena 2
  • Pedro Gomes 2
  • Porto Murtinho 2
  • Rochedo 2
  • Douradina 1
  • Jateí 1
  • Novo Horizonte do Sul 1 

Conforme o TSE, neste período, apenas os municípios de Antônio João, Caracol e Coronel Sapucaia não abrigaram eleitores de outros estados. 

Finalizadas em maio, as transferência poderiam ser feita de forma on-line, pelo Autoatendimento Eleitoral, ou presencialmente, em qualquer cartório eleitoral do município onde a pessoa pretendia votar. 

Voto em trânsito

Eleitoras e eleitores que estiverem longe de seus domicílios eleitorais durante o pleito deste ano e desejam exercer seu direito ao voto podem se manifestar junto ao Tribunal Regional Eleitoral desde a última segunda-feira (20). 

O serviço estará disponível nos municípios de Campo Grande e Dourados, disponível àqueles que se manifestarem até 20 de agosto. 

A solicitação pode ser feita pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal da Justiça Eleitoral, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral, mediante apresentação de documento oficial com foto.

Em Campo Grande, o local destinado à votação em trânsito será o Sebrae, localizado na Avenida Mato Grosso, nº 1.681, Centro. Já em Dourados, a votação ocorrerá na Paróquia São José Operário, situada na Avenida Marcelino Pires, s/n, Centro.

O voto em trânsito é destinado a eleitores que estarão fora do município onde votam no dia da eleição e possuem inscrição eleitoral regular. A habilitação pode ser solicitada para o primeiro turno, para o segundo turno ou para ambos.

Quem optar por votar em trânsito em município localizado no mesmo estado de seu domicílio eleitoral poderá votar para todos os cargos em disputa. Já quem escolher votar em unidade da Federação diferente daquela em que está inscrito poderá votar apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

A habilitação para o voto em trânsito não altera nem transfere a inscrição eleitoral. Após a realização das eleições, o vínculo da eleitora ou do eleitor com sua seção de origem é restabelecido automaticamente.

Caso a pessoa habilitada para votar em trânsito não compareça ao local escolhido no dia da eleição, deverá justificar a ausência, mesmo se estiver em seu município de origem.

As regras sobre a transferência temporária de eleitoras e eleitores e o voto em trânsito estão previstas nos artigos 30 a 46 da Resolução-TSE nº 23.751/2026.

Serviço 

Em caso de dúvidas, as eleitoras e os eleitores podem procurar qualquer cartório eleitoral ou acessar os canais oficiais da Justiça Eleitoral.

ELEIÇÕES 2026

Nelsinho participa domingo da convenção do PSD que oficializará Caiado como candidato à Presidência

Pré-candidato à reeleição ao Senado e um dos líderes das pesquisas em MS, parlamentar destaca unidade do partido e fortalecimento do projeto nacional

22/07/2026 11h00

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, e o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), pré-candidato à reeleição ao Senado, durante encontro na Capital

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, e o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), pré-candidato à reeleição ao Senado, durante encontro na Capital Arquivo

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O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), pré-candidato à reeleição ao Senado e um dos líderes das pesquisas de intenção de voto em Mato Grosso do Sul, confirmou, nesta quarta-feira (22), ao Correio do Estado que vai participar, no próximo domingo (26), da Convenção Nacional do PSD, em São Paulo (SP). 

O evento marcará a oficialização da candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República, além da definição da chapa nacional da legenda. A convenção será realizada a partir das 9 horas (horário de Brasília), na sede nacional do PSD, localizada no Edifício Praça da Bandeira, na Rua Santo Antônio, nº 184, na capital paulista. 

O encontro reunirá dirigentes, parlamentares, governadores, prefeitos e lideranças de todo o país para consolidar a estratégia eleitoral da sigla para as eleições de 2026. Após a convenção, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, receberá governadores, parlamentares, dirigentes estaduais e demais lideranças da legenda em um almoço reservado.

O encontro servirá para alinhar as estratégias eleitorais do partido nos estados, discutir a formação de alianças regionais e definir as prioridades da campanha para as eleições de 2026. A expectativa é que o cenário político de Mato Grosso do Sul também esteja entre os temas abordados nas conversas entre Kassab e os principais representantes da sigla.

Em Mato Grosso do Sul, Nelsinho Trad é uma das principais lideranças do PSD e chega ao evento nacional em posição de destaque no cenário eleitoral. O senador aparece entre os primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto para as duas vagas ao Senado que estarão em disputa neste ano.

Para Nelsinho, a convenção representa um momento de fortalecimento partidário e de definição dos rumos que o PSD pretende apresentar ao eleitorado brasileiro.

"A convenção nacional simboliza a união do nosso partido em torno de um projeto consistente para o Brasil. O PSD chega a este momento com maturidade, diálogo e responsabilidade, apresentando o nome de Ronaldo Caiado para liderar esse debate nacional. Estarei presente representando Mato Grosso do Sul, reafirmando nosso compromisso com o desenvolvimento do Estado e com a construção de soluções que promovam crescimento, equilíbrio e mais oportunidades para a população brasileira", afirmou o senador.

Além da confirmação da candidatura presidencial de Ronaldo Caiado, a convenção também deverá consolidar o comando nacional da legenda, presidida por Gilberto Kassab, e definir as diretrizes que nortearão a campanha do PSD em todo o país.

O evento integra o calendário das convenções partidárias previstas pela Justiça Eleitoral, período em que os partidos oficializam candidaturas e alianças para as eleições de outubro. Em Mato Grosso do Sul, as definições nacionais também influenciam as articulações para a composição das chapas majoritárias e proporcionais, incluindo a disputa pelas duas vagas ao Senado Federal.

"Além da convenção, teremos a oportunidade de participar de um momento importante de diálogo com o presidente Gilberto Kassab e as lideranças estaduais do PSD. Será um encontro para alinharmos as estratégias do partido em todo o Brasil, fortalecendo nossas candidaturas e debatendo os desafios de cada Estado. Mato Grosso do Sul chega a esse processo com protagonismo, e levaremos nossas demandas e experiências para contribuir com um projeto nacional sólido e comprometido com o desenvolvimento do País", concluiu Nelsinho.

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