Política

HONRARIA

Empresários de Campo Grande recebem a medalha "Sérgio Longen"

A homenagem aconteceu em alusão ao Dia da Indústria com 40 empresários de Campo Grande

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Nesta quarta-feira (24), em alusão ao Dia da Indústria comemorado no dia 25 de maio, 40 empresários de Campo Grande foram homenageados e receberam a Medalha do Mérito Legislativo "Empresário Sérgio Longen”. A proposta é do vereador Ronilço Guerreiro.

O título leva o nome do presidente do Sistema Fiems, Sérgio Longen, que destacou a satisfação com a homenagem e aproveitou para ressaltar os números e os feitos do setor industrial em Mato Grosso do Sul.

“Os números são satisfatórios. Eu entendo que a indústria vem avançando bem, vem se consolidando e distribuindo riquezas a todos os municípios, mas Mato Grosso do Sul ganha frente em desenvolvimento no país. É um avanço significativo que a sociedade está envolvida e participando desse projeto”, afirmou Longen.

Para o proponente da solenidade, vereador Ronilço Guerreiro, é preciso avançar mais no setor, e homenagear personalidades da área significa que existem empresários e pessoas comprometidas como uma indústria cada vez mais potente.

“Abordo a importância da indústria de Mato Grosso do Sul para diversificar nossa matriz econômica e provocar o empreendedorismo nas pessoas. E, por isso, a medalha. Também por conhecer a história do Sérgio Longen. Uma pessoa guerreira e batalhadora, que transformou a nossa indústria. Ele não cansa de trazer mais indústrias para Mato Grosso do Sul e, assim, mais emprego, desenvolvimento e um Estado mais forte”, ressaltou.

Representando o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro, o deputado estadual Paulo Corrêa, elogiou o trabalho de Longen à frente da Fiems. “Primeiro, é o reconhecimento do trabalho de um amigo. Sérgio Longen, nosso presidente da Federação das Indústrias, dinamizou o trabalho da instituição, que hoje é referência nacional”.

Homenagem

Receberam a condecoração 40 empresários da Capital. Entre eles, três diretores da Fiems. Para Altair da Graça Cruz, proprietário da Gráfica Oriente e presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas de Mato Grosso do Sul (Sindigraf-MS), receber a Medalha “Sérgio Longen”, foi um reconhecimento muito gratificante. “O setor produtivo de Campo Grande se sente engrandecido com essa medalha que foi dedicada a ele”, afirmou.

Para Julião Flaves Gaúna, proprietário da indústria gráfica Pontual e presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica Regional de Mato Grosso do Sul (Abigraf-MS) a homenagem ao setor é dupla, tanto por levar o nome do presidente da Fiems, quanto por reconhecer o trabalho dos empresários da Capital.

“A felicidade é para Campo Grande e para o nosso setor que gera emprego e renda. É importante valorizar aqueles que trabalham e produzem e, dessa forma, estimulamos outros empresários e contribuir com o crescimento”, acredita.

Também recebeu a medalha o diretor José Francisco Veloso Ribeiro, empresário e ex-presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Vestuário, Tecelagem e Fiação de Mato Grosso do Sul (Sindivest/MS). 

Confira os homenageados:

  • Ademir Santana – Altair de Padua Mello e Evandro Cesar de Oliveira
  • Betinho – Paulo Antônio Rossetti e André Nascimento dos Santos e João Junior Souza de Oliveira
  • Carlos Augusto Borges – José Augusto Balieiro de Souza e José Francisco Veloso Ribeir
  • Clodoilson Pires – Roberto Berger e Genildo Figueiredo da Cruz
  • Coronel Villasanti – Carlos Castelari da Silva Trinta e Marco Antônio de Moraes
  • Dr. Loester – Julião Flaves Gauna e Paul Hudson Ribeiro
  • Edu Miranda – Istael Cruz Barbosa e Ivair Alves de Souza
  • Gilmar da Cruz – Edson Rodrigues Icasati e Remis Gois de Souza
  • Junior Coringa – Paulo Sergio Gomes e Luiz Rodrigues Paixão
  • Luiza Ribeiro – Adma Rubia Souza Costa e Wilsi de Fátima Pereira Gaeta
  • Paulo Lands – Marcelo Rodrigo Crepaldi e Clenio Alisson Tavares da Silva
  • Professor Juari – Adalberto José Brito e Fabio Marques Ribeiro
  • Professor Riverton – Fabio Henrique dos Santos e Robison Gatti Vargas
  • Ronilço Guerreiro – Vanessa Roehr Coin, Maria Auxiliadora Mesquita Vobeto, Édison Cláudio Fabian Holzmann e Altair da Graça Cruz
  • Silvio Pitu – Jerfe Pael Barbosa e Marcio Cristiano Franca Lima
  • Tabosa – Deygles Moses da Cunha Tabosa e Miguel Antônio Fiori
  • Tiago Vargas – Claudia Helena Franco e João Marcio dos Reis Dutra
  • William Maksoud – Rodrigo Lago Saling e Marcio Mendes
  • Zé da Farmácia – Waldemir Moura

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Cota de Gênero

Treze candidatas do Estado recebem bolada de R$ 14 milhões dos partidos

As concorrentes à Câmara dos Deputados e à Alems já arrecadaram mais de R$ 500 mil, individualmente, das siglas

04/09/2026 07h45

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul Foto: Wagner Guimarães / Alems

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A cota de gênero impulsionou os repasses dos partidos às campanhas femininas em Mato Grosso do Sul. Treze candidatas a deputada federal e deputada estadual já receberam individualmente mais de R$ 500 mil para disputar as eleições deste ano.

Ao todo, elas acumulam R$ 14,15 milhões em receitas e, desse montante, R$ 14 milhões vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário, ou seja, aproximadamente 99% do dinheiro recebido pelas candidatas é de origem pública.

Os números fazem parte de levantamento realizado pelo Correio do Estado ontem, com base nas informações atualizadas do DivulgaCandContas, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A maior arrecadação entre as mulheres de Mato Grosso do Sul é da deputada federal Camila Jara (PT), candidata à reeleição. Ela declarou R$ 2,35 milhões. Destes, R$ 2,34 milhões são provenientes do fundo eleitoral e R$ 10 mil de outras fontes.

Na sequência aparece a deputada estadual Mara Caseiro (PL), que concorre à Câmara dos Deputados e já recebeu R$ 1,52 milhão. 

O PL destinou R$ 1,5 milhão do Fundo Eleitoral à campanha, enquanto outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

Rose Modesto (União Brasil), também candidata a deputada federal, aparece em terceiro lugar, com R$ 1,5 milhão. Todo o valor saiu do Fundo Eleitoral.

A candidata dra. Clediane (PP) recebeu R$ 1,2 milhão, também integralmente do FEFC. Luana Ruiz (PL) soma R$ 1,08 milhão, dos quais R$ 1 milhão foi repassado pelo partido por meio do Fundo Eleitoral.

Keliana Fernandes (PP) recebeu R$ 1 milhão. Giselle Marques (PT) aparece com R$ 945,5 mil, enquanto Isa Marcondes (Republicanos) acumula R$ 882,5 mil. 
No caso de Isa, foram R$ 832,5 mil do FEFC e outros R$ 50 mil do Fundo Partidário.

Completando a relação das candidatas à Câmara está Cassy Monteiro (PL), com R$ 500,2 mil. Desse total,R$ 500 mil vieram do Fundo Eleitoral. 
As nove candidatas a deputada federal incluídas no levantamento somam R$ 10,98 milhões em receitas de campanha.

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

ALEMS

Entre as candidatas a deputada estadual, Dione Hashioka (União Brasil) lidera a arrecadação, com 
R$ 986,6 mil. 

O partido repassou R$ 966,6 mil do Fundo Eleitoral, e outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

Bárbara Resende (União Brasil) recebeu R$ 966,6 mil, integralmente provenientes do FEFC. 
Ana Portela e Gianni Nogueira, ambas do PL, aparecem com R$ 605 mil cada.

Nas duas campanhas, R$ 600 mil foram destinados pelo partido por meio do Fundo Eleitoral. 
As quatro candidatas à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) acumulam R$ 3,16 milhões.

AS REGRAS

Os repasses ajudam os partidos a cumprir a cota de gênero prevista na legislação eleitoral. 
Para as campanhas femininas, a parcela do FEFC e do Fundo Partidário deve acompanhar a proporção de mulheres entre as candidaturas apresentadas nacionalmente por cada legenda, nunca ficando abaixo de 30%.

Os critérios para dividir o dinheiro entre as candidatas, entretanto, são definidos pelos partidos. 
Isso significa que a regra não obriga uma distribuição igualitária e permite que as siglas concentrem valores maiores nas candidaturas consideradas mais competitivas.

A Portaria nº 541 do TSE determina ainda que os recursos reservados às mulheres sejam efetivamente utilizados no financiamento de campanhas femininas. 
Os valores declarados continuam sujeitos a atualizações durante a campanha.
 

Crise no STF

Veja a repercussão política após Moraes pedir investigação contra Mendonça

Pedido de Moraes por providências contra André Mendonça provocou reação de parlamentares da oposição e da base governista nesta quinta-feira

04/09/2026 07h13

Alexandre de Moraes pediu para investigar o coleda André Mensonça um dia após divulgação de mensagens mostrando elo com Daniel Vorcaro

Alexandre de Moraes pediu para investigar o coleda André Mensonça um dia após divulgação de mensagens mostrando elo com Daniel Vorcaro

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O pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por providências contra André Mendonça, provocou reação de parlamentares da oposição e da base governista nesta quinta-feira, 3.

Rogério Marinho (PL), Sóstenes Cavalcante (PL), Eduardo Girão (NOVO) e Carlos Viana (PSD) saíram em defesa de Mendonça e fizeram críticas a Moraes.

Do lado governista, as manifestações se concentraram nas relações do Banco Master com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sem citar diretamente a iniciativa de Moraes contra o colega de Corte.

Moraes usou o inquérito das Fake News para acusar Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Relator do caso Banco Master, Mendonça levantou na terça-feira, 1º, o sigilo de um relatório da Polícia Federal que compilou 51 mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, após o conteúdo ser revelado pelo Estadão

Oposição 

O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha do candidato a presidente da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que Moraes voltou a transformar o Inquérito 4.781, aberto há sete anos, em "instrumento de poder pessoal".

"É uma inversão intolerável de valores: quem deveria prestar esclarecimentos às instituições e ao povo brasileiro utiliza poderes investigativos excepcionais sob seu comando para constranger quem supervisiona uma investigação séria", afirmou Marinho em nota.

O senador também acusou Moraes de utilizar o Inquérito das Fake News como "escudo e instrumento de intimidação".

O deputado Sóstenes Cavalcante também manifestou apoio a Mendonça. "Eu apoio André Mendonça. Eu não apoio criminoso", escreveu. Para o parlamentar, há uma tentativa de acabar com uma "investigação séria e imparcial" sobre o Banco Master porque "tem muita gente poderosa envolvida".

O senador Eduardo Girão classificou a iniciativa de Moraes como o "grau máximo de falta de noção da realidade".

Já o senador Carlos Viana afirmou ter acionado Fachin sobre a conduta de Moraes contra Mendonça. Ele disse ter pedido a preservação de documentos, registros de acesso e comunicações para esclarecer se houve uma possível retaliação.

"Depois que vieram a público elementos do caso Master envolvendo Moraes, ele adotou uma iniciativa contra o ministro que conduziu essas providências", escreveu. Viana questionou se Moraes estaria usando as prerrogativas do cargo para reagir contra Mendonça. "Se houve uso do cargo para constranger ou retaliar um ministro pelo exercício de suas funções, é gravíssimo", afirmou

Governistas

Enquanto integrantes da oposição concentraram as manifestações no embate entre Moraes e Mendonça, publicações de governistas abordaram o caso Master sem mencionar o pedido de Moraes contra o ministro.

O deputado Rogério Correia compartilhou um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e relacionou o banco ao governo de Jair Bolsonaro. José Guimarães também compartilhou a publicação de Correia.

"O banco Master é de 2019, autorizado a funcionar pelo governo Bolsonaro e a partir de 2020 foi que passou a explorar com crédito consignado, aposentados do INSS, permitido pelo governo de Jair Bolsonaro", escreveu Correia.

O deputado afirmou ainda que, no governo Lula, o banco foi liquidado, a corrupção denunciada e o banqueiro preso. Correia disse esperar estar na Câmara para comandar uma nova CPMI.

A deputada federal Gleisi Hoffmann também se manifestou sobre o caso Master, mas não citou a iniciativa de Moraes contra Mendonça. Ela repercutiu informações envolvendo Vorcaro e recursos destinados às campanhas de Bolsonaro e de Tarcísio em 2022.

"Quer dizer então que o dinheiro para as campanhas do Bolsonaro e do Tarcísio em 2022 eram propina? É isso que tá dizendo o próprio Vorcaro! É gravíssimo!", escreveu.

Gleisi afirmou ainda que o caso mostraria uma tentativa de interferência nas eleições presidenciais contra Lula e voltou suas críticas a Bolsonaro, ao senador Flávio Bolsonaro e ao deputado Filipe Barros.

Lula gravou nesta quinta-feira um vídeo sobre a crise que atingiu o Supremo após as revelações das mensagens entre Moraes e Vorcaro.
 

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