Política

Negativa

Ex-deputado Neno Razuk continua preso após ter Habeas Corpus negado na Justiça

Defesa deve entrar com recurso sobre novo pedido de soltura já na próxima semana

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Preso desde o início do mês, o ex-deputado Roberto Razuk Filho (Neno Razuk) seguirá na Penitenciária Federal de Campo Grande após a Justiça negar novo pedido de soltura nesta quinta-feira (20). 

A unanimidade sobre a manutenção sobre a prisão de Razuk foi mantida após decisão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). 

Advogado de defesa, Ricardo Souza Pereira destacou que após a negativa de soltura, a defesa entrará com novo recurso já no início da próxima semana com intuito de derrubar a decisão mais recente junto ao Superior Tribinal de Justiça (STJ). 

"Vamos entrar com recurso ordinário constitucional para tentar caçar essa decisão no STJ alegando ausência de contemporaneidade, inesistencia dos requisitos de prisão preventiva, bem como a incompetência do juízo de piso", declarou o advogado. 

Ao Correio do Estado, disse que o recurso deve ser formalizado já na próxima semana. Cabe salientar que o ex-deputado foi preso em uma blitz na fronteira com a Bolívia no último dia 2 deste mês. 

Após ficar mais de um mês foragido, fato negado pela defesa, foi detido inicialmente na Delegacia da Polícia Federal de Corumbá, na divisa com Puerto Quijarro, cidade boliviana. 

O ex-parlamentar seguia de carro em direção a Santa Cruz de la Sierra quando foi detido. 

Após ser preso, foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) para exame de corpo de delito e posteriormente trazido até a Penitenciária Federal de Campo Grande, onde permanece preso. 

Jogo do Bicho

Neno Razuk é um dos réus em investigação decorrente da Operação Successione, que apura a atuação de uma organização criminosa ligada à exploração ilegal do jogo do bicho no Estado.

Em denúncia apresentada pelo MPMS, o ex-deputado, familiares e outros investigados são apontados como integrantes de uma estrutura criminosa ligada à exploração de jogos de azar em MS. 

Após o MPMS suspeitar que Neno teria deixado o Brasil, o órgão ministerial solicitou que ele fosse inserido na lista vermelha de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). 

Em nota, a defesa do ex-deputado disse que ele entrou na Bolívia antes da expedição do mandado de prisão, não se apresentando à Justiça de forma imediata em razão da ausência da completude de julgamento.

Segundo à defesa, a captura perante a polícia boliviana impossibilitou que ele se apresentasse espontanemante no Brasil. 

Ao todo, 20 pessoas foram denunciadas na quarta fase da operação. Entre os acusados estão, além de Neno, o pai e irmãos do ex-parlamentar.

A acusação sustenta que o grupo teria utilizado uma estrutura armada e recorrido a outros crimes para garantir espaço e domínio na exploração da contravenção em Mato Grosso do Sul.

Quebra de tabu

Desde Ramez e Delcídio, MS não repete nomes no Senado em mandatos seguidos

Soraya Thronicke tenta reeleição consecutiva neste ano

20/08/2026 15h00

Fotos: Senado Federal e Allan Marques / Reprodução

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Desde Ramez Tebet e Delcídio do Amaral, Mato Grosso do Sul não elege senadores por mandatos consecutivos, tabu que apenas Soraya Thronicke (PSB) poderá quebrar em 2026.  Apesar da recondução ao cargo, por motivos diferentes, ambos não conseguiram terminar seus respectivos mandatos.  

Eleito pela primeira vez em 1995, Ramez Tebet,  pai de Simone Tebet (que disputa uma cadeira por São Paulo) foi protagonista durante seu mandato, eleito presidente da Casa de Leis em 2001 pelo PSDB. 

Candidato único, Tebet recebeu 41 votos, maioria absoluta dos 81 integrantes da casa. À época, a tônica do discurso de posse de Tebet foi a necessidade de conciliação entre as correntes políticas dentro do Senado. 

"Não temos o direito de manter disputas de ego, enquanto o país vive uma trágica guerra social - frisou o presidente do Senado", declarou o senador, cargo o qual exerceu até 2003.  

Ano mais tarde, sua carreira foi abruptamente interrompida devido ao agravamento de um câncer no fígado. O senador faleceu em 17 de novembro de 2006, já no fim de seu segundo mandato. 

Diferente de Tebet, Delcídio assumiu seu primeiro mandato em 2003, então eleito pelo Partido dos Trabalhadores. 

Ao contrário de Ramez Tebet, Delcídio do Amaral não concluiu o seu segundo mandato, cassado pelo plenário do Senado em maio de 2016 por quebra de decoro parlamentar, após investigações da Operação Lava Jato.

Ele foi substituído no cargo por seu suplente, Pedro Chaves. Neste ano, disputa o Governo do Estado pelo Partido Renovação Democrática (PRD). 

Trocas

Desde o último domingo (16), 54 de suas 81 vagas podem ser renovadas no Senado Federal. 

Cabe destacar que a renovação dos mandatos no Senado é feita de forma intercalada: em uma eleição, um terço das vagas (27 cadeiras) entra em disputa; na eleição seguinte, dois terços das vagas (54 cadeiras) estão em jogo. O mandato de um senador é de oito anos. 

Em 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 314 candidatos para o Senado. Desse total, 32 são senadores que tentam a reeleição.

Também há senadores que disputam cargos no Executivo e outros cargos no Legislativo. Estes números são os registradas no TSE até o fechamento da edição. Eles podem sofrer mudanças até outubro, mas sem maiores impactos no quadro geral.

A média da concorrência para o Senado é de 5,8 candidatos por vaga. O estado que menos registrou candidatos foi Alagoas, com apenas sete nomes. Já o estado recordista de candidaturas foi o Piauí: 20 concorrentes registrados.

Conforme prevê a Constituição, cada senador representa seu estado e é eleito pelo sistema majoritário (ou seja, vence o pleito quem tem o maior número de votos), enquanto o deputado federal representa o povo e é eleito pelo sistema proporcional.

Cada estado pode eleger três senadores, independentemente do tamanho da população ou do número de eleitores. O candidato ao Senado registra sua chapa com dois suplentes. Neste ano, apenas Tereza Cristina (PP) dará continuidade ao mandato, uma vez que foi eleita em 2022 e segue até 2030. 

Outro que poderia buscar a reeleição era Nelsinho Trad (PSD), contudo, por força de coligação partidária, será suplente de Reinado Azambuja (PL). O segundo nome lançado pela chapa foi Capitão Contar (PL). 

Soraya Thronicke

Abaixo, confira a lista de senadores que buscam a reeleieção em 2026. 

Alessandro Vieira (MDB-SE)

  • Angelo Coronel (Republicanos-BA)
  • Carlos Fávaro (PSD-MT)
  • Carlos Portinho (PL-RJ)
  • Carlos Viana (PSD-MG)
  • Chico Rodrigues (PSB-RR)
  • Cid Gomes (PSB-CE)
  • Ciro Nogueira (PP-PI)
  • Eduardo Braga (MDB-AM)
  • Eduardo Gomes (PL-TO)
  • Eliziane Gama (PSD-MA)
  • Esperidião Amin (PP-SC)
  • Fabiano Contarato (PT-ES)
  • Humberto Costa (PT-PE)
  • Jaques Wagner (PT-BA)
  • Leila Barros (PDT-DF)
  • Lucas Barreto (PSD-AP)
  • Marcelo Castro (MDB-PI)
  • Marcio Bittar (PL-AC)
  • Marcos do Val (Avante-ES)
  • Plínio Valério (PSDB-AM)
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP)
  • Renan Calheiros (MDB-AL)
  • Rogerio Carvalho (PT-SE)
  • Sérgio Petecão (PSD-AC)
  • Soraya Thronicke (PSB-MS)
  • Styvenson Valentim (Podemos-RN)
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
  • Weverton (PDT-MA)
  • Zenaide Maia (PSD-RN)
  • Zequinha Marinho (Podemos-PA)

Com informações de Agência Senado  

campanha

PL pede que Justiça autorize Michelle a ser substituída no cuidado de Bolsonaro

Objetivo é liberar a ex-primeira-dama para se concentrar em sua campanha ao Senado

20/08/2026 14h30

Michelle Bolsonaro

Michelle Bolsonaro Reprodução

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira, 20, que o partido entrou com um pedido para que outra pessoa fique responsável pelos cuidados médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o objetivo é liberar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para se concentrar em sua campanha ao Senado pelo Distrito Federal e em viagens do candidato do partido à Presidência, Flávio Bolsonaro.

"Temos de conseguir autorização do Poder Judiciário para que ela seja substituída, porque ela precisa participar da campanha, fazer a campanha dela para o Senado e precisa estar presente nos comícios principais do Flávio Bolsonaro", disse Valdemar à CNN Brasil.

Segundo ele, Michelle tem muito carisma e será importante para promover o nome de Flávio. Valdemar disse que, após a reconciliação entre os dois, Flávio teria subido dois ou três pontos porcentuais nas pesquisas de intenção de voto.

Valdemar falou, no entanto, que o plano é que a ex-primeira-dama participe apenas das agendas com maior relevância.

O presidente do PL também defendeu que Pablo Marçal possa concorrer à Presidência, mas disse considerar essa hipótese improvável, por impedimento da Justiça Eleitoral.

Valdemar afirmou ainda que as mudanças de discurso de Flávio foi causada por mudanças de marqueteiros - o senador passou a acenar mais ao bolsonarismo e menos ao centro.

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