Política

Eleições 2026

Fábio Trad vê 'vitória política' após derrota e diz que seguirá na oposição

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, candidato derrotado afirmou que os mais de 300 mil votos recebidos fortalecem a oposição e revelou que embarca nesta segunda-feira para Brasília, onde se reunirá com Lula.

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Após a derrota na disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul neste domingo (4), Fábio Trad (PT) afirmou que continuará na oposição ao governador reeleito Eduardo Riedel e classificou o desempenho alcançado nas urnas como uma “grande vitória política”.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, concedida no hall do condomínio onde mora, ao lado da esposa, Trad também revelou que embarca às 4h30 desta segunda-feira (5) para Brasília, acompanhado do deputado federal Vander Loubet, para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O encontro na capital federal ocorrerá em meio à reorganização das forças políticas para o segundo turno da eleição presidencial. Segundo Trad, Lula convocou lideranças que participaram das disputas majoritárias nos estados para discutir os próximos passos da campanha.

A derrota na eleição estadual, porém, não representa, segundo o candidato, o encerramento do projeto político defendido por ele durante a campanha.

Trad afirmou que pretende permanecer como uma das vozes de oposição em Mato Grosso do Sul e utilizar a votação recebida neste domingo como ponto de partida para reorganizar o grupo nos próximos anos.

“Nós vamos continuar na oposição”, declarou.

 ‘Grande vitória política’

Ao fazer um balanço da campanha, Trad destacou que recebeu mais de 300 mil votos mesmo diante de um cenário que classificou como amplamente desfavorável à sua candidatura.

Segundo ele, seu grupo enfrentou uma estrutura política e econômica muito superior, formada por diferentes segmentos da classe política estadual, administrações municipais e setores empresariais.

 

Fábio Trad concedeu entrevista exclusiva ao Correio do Estado no hall do condomínio onde mora, ao lado da esposa, após a confirmação da derrota nas urnas. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

 

“Considerando que nós tivemos mais de 300 mil votos num contexto francamente desfavorável a nós, porque eu e a dona Gilda, sozinhos, enfrentamos as forças políticas mais poderosas do Estado”, afirmou.

Trad citou, entre os grupos que, segundo ele, atuaram em favor da candidatura adversária, setores do agronegócio e da indústria, além de deputados estaduais, vereadores e prefeitos.

Para o candidato derrotado, conseguir uma votação superior a 300 mil votos diante desse cenário demonstra que existe uma parcela expressiva do eleitorado disposta a apoiar uma alternativa política no Estado.

“Evidentemente que eu e ela, sozinhos, tendo 300 mil votos, quase que 25%, nesse universo de hostilidade francamente contrário ao nosso projeto, eu penso que nós tivemos uma grande vitória política em Mato Grosso do Sul”, disse.

Trad voltou a citar a esposa durante a entrevista e afirmou que ambos participaram diretamente da campanha com apoio da militância e de grupos que, segundo ele, se opõem ao atual modelo político estadual.

Trad promete oposição ao governo

Questionado pelo Correio do Estado sobre os próximos passos depois do resultado das urnas e sobre a possibilidade de assumir alguma função política em caso de vitória de Lula na disputa presidencial, Trad afirmou que seu planejamento imediato passa pela continuidade da atuação no campo da oposição.

“É fundamental que o Estado de Mato Grosso do Sul se acostume com uma oposição programática, séria, decente, íntegra”, afirmou.

O petista também fez críticas ao projeto político vencedor e disse que pretende manter uma postura de cobrança sobre a administração estadual nos próximos quatro anos.

Durante a entrevista, Trad questionou o resultado sob o ponto de vista ideológico e relacionou o grupo vencedor ao modelo político adotado pela Prefeitura de Campo Grande.

Na avaliação dele, há uma contradição entre a rejeição que atribui à administração municipal e o resultado obtido pelo mesmo campo político na disputa estadual.

Críticas à gestão

Trad elevou o tom ao analisar a vitória adversária e voltou a citar temas que utilizou durante a campanha eleitoral, como infraestrutura, educação, segurança pública e saúde.

“Venceu o projeto que mantém as estradas esburacadas, o Ideb lá na rabeira na competição entre os estados, venceu o projeto de recorde de feminicídios, venceu um projeto que corrompeu a saúde pública de Mato Grosso do Sul”, declarou.

As afirmações representam a avaliação política feita pelo candidato derrotado durante a entrevista após a divulgação do resultado eleitoral.

Trad também associou o projeto vencedor à prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, à Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) e a grupos empresariais.

“Venceu o projeto da Adriane Lopes, da Fiems, com todos esses problemas, venceu o projeto dos bilionários”, afirmou.

Em contraponto, disse que sua candidatura buscou representar principalmente setores mais vulneráveis da população.

“Eu e a dona Gilda falamos pelos humildes, pela classe que não tem voz e vez na política desse Estado. E mesmo assim nós tivemos 300 mil votos”, declarou.

Ele mencionou trabalhadores de baixa renda, assentados, acampados e indígenas entre os grupos que considera representados pela plataforma defendida durante a eleição.

Reorganização para as próximas eleições

Trad afirmou que a votação conquistada neste domingo servirá como base para a reorganização política da oposição em Mato Grosso do Sul.

Na avaliação dele, apesar da derrota para o Governo do Estado, o desempenho nas urnas demonstra que seu campo político mantém força eleitoral suficiente para continuar disputando espaço nos próximos anos.

“Nós tivemos uma vitória eleitoral expressiva, na minha concepção, e agora nós vamos reorganizar nossas forças no âmbito estadual”, afirmou.

Fábio Trad afirmou que permanecerá na oposição e classificou os mais de 300 mil votos recebidos como uma “grande vitória política”. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estrado.

Trad também destacou o desempenho do grupo nas eleições proporcionais. Segundo ele, o campo político manteve quatro cadeiras na Assembleia Legislativa e conquistou uma votação expressiva na disputa pela Câmara dos Deputados.

Para o petista, esses resultados permitem projetar a atuação do grupo também para as próximas eleições municipais.

A estratégia deverá envolver a reorganização das bases partidárias nos municípios e a tentativa de ampliar a presença da oposição no interior do Estado e em Campo Grande.

Embarque às 4h30 para reunião com Lula

Antes de pensar nas próximas eleições estaduais e municipais, porém, Trad afirmou que sua prioridade imediata será a disputa presidencial.

O candidato revelou ao Correio do Estado que deixa Campo Grande ainda na madrugada desta segunda-feira. O embarque está previsto para 4h30, e Trad viajará com o deputado federal Vander Loubet para Brasília.

Na capital federal, os dois deverão participar de uma reunião com o presidente Lula e outras lideranças políticas.

“O presidente Lula me convidou, a mim e ao Vander, para irmos amanhã a Brasília, para termos uma reunião com ele e outros candidatos à majoritária”, afirmou.

De acordo com Trad, o objetivo do encontro será definir a reorganização das forças políticas e a estratégia para a campanha do segundo turno presidencial.

“Nós vamos reorganizar as nossas forças, voltar às ruas para fazê-lo vencedor, porque o que está em jogo é a soberania do Brasil nessa eleição”, declarou.

Trad afirmou ainda que o grupo pretende retomar imediatamente a mobilização dos apoiadores em Mato Grosso do Sul.

“E nós não vamos abrir mão dela e vamos lutar até o fim para que o Brasil continue sendo uma nação”, completou.

Derrota nas urnas, oposição mantida

A avaliação apresentada por Fábio Trad após a eleição combina o reconhecimento da vitória do adversário com uma tentativa de transformar os votos recebidos em capital político para os próximos anos.

Ao conceder a entrevista exclusiva ao Correio do Estado, no hall do condomínio e acompanhado da esposa, Trad deixou claro que pretende permanecer ativo no cenário político estadual.

O discurso após a derrota foi direcionado principalmente à reorganização da oposição, à preservação da base eleitoral conquistada durante a campanha e à disputa presidencial que ainda terá continuidade.

No curto prazo, a agenda já começa poucas horas depois da definição do resultado em Mato Grosso do Sul: às 4h30 desta segunda-feira, Trad embarca com Vander Loubet para Brasília.

Na sequência, retorna ao Estado com a missão, segundo ele, de reorganizar as forças de oposição e manter o grupo mobilizado para as próximas disputas eleitorais.

ELEIÇÕES 2026

Azambuja fala em Brasil "voltar à normalidade" após ser eleito senador

Ex-governador e Capitão Contar (PL) foram eleitos com mais de 33% dos votos válidos, depois de cerca de 1h30 da apuração

04/10/2026 18h46

Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL, foram eleitos para o Senado Federal

Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL, foram eleitos para o Senado Federal Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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Em primeira fala depois de ter sido eleito senador, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) disse que um dos objetivos no novo cargo é colocar o Brasil de “volta à normalidade” ao apontar interferências entre os poderes.

Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) foram eleitos para ocupar as duas vagas para o Senado por Mato Grosso do Sul. O mandado vale por oito anos, de 2027 a 2034.

Até o momento, Azambuja registra 34,76% dos votos válidos, enquanto Contar tem 33,12% às 18h28, com 97,5% das urnas apuradas, o que os coloca como matematicamente eleitos.

Eduardo Riedel (PP), reeleito governador, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar acompanharam a apuração das urnas juntos na casa do progressista, no Condomínio Beirute Residence Park, no Bairro Jardim Veraneio, em Campo Grande.

Assim que o resultado foi oficializado, os três concederam entrevista antes de irem ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

O ex-governador declarou que a reeleição de Riedel e a eleição dos dois nomes do PL ao Senado Federal demonstra que a federação feita entre os principais partidos de direita do Estado deu certo. Além disso, disse que quer devolver o Brasil “à normalidade”, ao afirmar que “não é normal essa interferência de um poder no outro”.

“Eu acho que é uma provação de que o projeto que nós iniciamos tem aprovação da população. A votação maciça hoje com o Eduardo reeleito no primeiro turno mostra que nós estamos no caminho certo. E feliz pela minha eleição e é do contrário, para representar o Mato Grosso do Sul, lutar pelas causas que interessam ao nosso Estado”, disse.

“Nós temos várias pautas que interessam muito a todos nós e eu tenho certeza que em Brasília a gente vai poder ajudar o Mato Grosso do Sul, a nossa gente, retribuir esse carinho, esse apoio que foi dado ao plantar um trabalho e, com dedicação, voltar à normalidade no Brasil”, complementa o ex-governador.

Por fim, ele declara que a partir de fevereiro de 2027, “é cada um cuidando dos seus interesses. O Executivo executa, o Legislativo legisla, e o Judiciário julga quando há conflitos”.

Já Capitão Contar, em sua primeira fala, agradeceu a confiança dos eleitores e, especialmente, ao de Valdemar da Costa Neto, presidente do Partido Liberal, e Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, colocando que “tudo o que foi combinado está sendo cumprido”. Também descreveu o Senado como um “novo desafio”.

“É um time que foi construído com muito diálogo e muita transparência. Então, sentimento de dever cumprido. Agora é o novo desafio, nós vamos estar lá em Brasília representando o nosso estado do Mato Grosso do Sul fazendo o Brasil acontecer, o Congresso precisa dessa maioria, e isso está se consolidando”, disse.

Demais candidatos

O deputado federal Vander Loubet ficou atrás de ambos, com 13,27%, seguido pela senadora Soraya Thronicke (PSB) com 12,81%, pelo advogado Roberto Oshiro (Novo), com 4,15%, por Beto do Movimento (PSOL), com 0,72%, por Valter da Comagran (PRD), com 0,62%, por Luiz Lemes (DC), com 0,20%,  e Valderi Garcia (PCO), com 0,12% cada.

Os porcentuais consideram a soma do primeiro e do segundo voto para senador.

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Reeleição em MS

Riedel celebra reeleição e promete ampliar inclusão e investimentos em MS

Após vitória nas urnas, governador agradece confiança dos sul-mato-grossenses e diz que novo mandato terá foco em educação, infraestrutura, saneamento e desenvolvimento.

04/10/2026 18h32

Reeleito governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel fala à imprensa após a confirmação da vitória nas urnas neste domingo (4).

Reeleito governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel fala à imprensa após a confirmação da vitória nas urnas neste domingo (4). Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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Reeleito governador de Mato Grosso do Sul neste domingo (4), Eduardo Riedel afirmou, após a confirmação da vitória nas urnas, que o resultado representa a confiança da população no trabalho desenvolvido ao longo do primeiro mandato.

Na casa do governador reeleito, em Campo Grande, durante discurso após a divulgação do resultado, ele agradeceu aos sul-mato-grossenses, destacou o apoio recebido durante a campanha e afirmou que pretende dar sequência ao projeto iniciado nos últimos quatro anos.

“Só cabe agradecer à comunidade sul-mato-grossense pela confiança depositada no nosso trabalho. Nós nos dedicamos o máximo possível e estou muito feliz por todo o time que nos apoiou. Agora, queremos dar sequência a esse trabalho”, afirmou.

Reeleito governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel fala à imprensa após a confirmação da vitória nas urnas neste domingo (4).Riedel afirmou que o segundo mandato terá continuidade de investimentos em educação, infraestrutura, saneamento e desenvolvimento econômico. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

Ao comentar as prioridades do segundo mandato, Riedel voltou a defender o crescimento econômico aliado à educação como principal caminho para ampliar a inclusão social no Estado, especialmente entre a população de menor renda.

“A gente sempre fala que a fórmula para a inclusão das pessoas, principalmente daquelas que estão nas faixas de menor renda, é o crescimento com educação. É promover políticas públicas, fortalecer a universidade e criar um ambiente de prosperidade. Esse é o nosso foco”, declarou.

Segundo o governador, a estratégia para os próximos quatro anos também passa pela manutenção dos investimentos em infraestrutura e saneamento, com atuação conjunta entre o Governo do Estado e os 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

“Vamos seguir fazendo investimentos em infraestrutura e saneamento, em parceria com os 79 municípios, para que Mato Grosso do Sul continue crescendo ainda mais, acima da média nacional”, disse.

Riedel também associou o avanço econômico do Estado à manutenção do equilíbrio das contas públicas e à capacidade de atrair novos investimentos.

Para ele, responsabilidade fiscal e competitividade são pilares fundamentais para sustentar o ritmo de crescimento observado nos últimos anos.

“Estou muito feliz com esse processo de desenvolvimento, feito com muita responsabilidade fiscal, um nível alto de investimentos e competitividade para quem empreende aqui no nosso Estado”, afirmou.

O governador acrescentou que o objetivo do segundo mandato será fazer com que os resultados do crescimento econômico alcancem uma parcela cada vez maior da população.

“Queremos continuar incluindo cada vez mais pessoas nesse processo. É esse o caminho que Mato Grosso do Sul vai seguir”, completou.

Com a reeleição confirmada, Riedel inicia em janeiro de 2027 o segundo mandato consecutivo à frente do Governo de Mato Grosso do Sul.

Segundo Riedel, a nova gestão terá como eixos centrais a educação, a infraestrutura, o saneamento, a atração de investimentos e a ampliação das oportunidades para a população de menor renda.

 

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