Política

Sonho adiado?

Federação apoia reeleição de Alcolumbre e Tereza Cristina pode ficar fora da disputa pelo Senado

Senadora de MS manifestou diversas vezes o desejo de ser a primeira mulher a comandar o Senado, mas partido decidiu apoiar a recondução de Alcolumbre

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A Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), declarou, nesta terça-feira (27), apoio à recondução do senador Davi Alcolumbre (União-AP) à Presidência do Senado Federal e do Congresso Nacional. Desta forma, a senadora sul-mato-grossense, Tereza Cristina  (PP), que manifestou diversas vezes a intenção de presidir a Casa, não deverá mais entrar na disputa.

Em nota assinada pelos presidentes nacionais do União Brasil, Antônio Rueda, e do Progressistas, Ciro Nogueira, a federação afirma que entende que a continuidade da liderança de Alcolumbre "representa a estabilidade institucional e o equilíbrio político de que o Brasil precisa para seguir avançando nas pautas de interesse da população".

"A experiência e a liderança de Davi Alcolumbre, demonstradas na condução do Senado Federal e do Congresso Nacional, especialmente em momentos de grandes desafios políticos, reafirmam sua capacidade de promover o diálogo, construir consensos e preservar a independência do Parlamento e a harmonia entre os Poderes", diz a nota.

Por fim, o União Brasil e o Progressistas afirma que têm uma trajetória de parceria, confiança e compromisso político ao lado de Davi Alcolumbre, construída ao longo dos anos.

"Reafirmamos nossa confiança em sua liderança e nosso compromisso com um Congresso Nacional forte, independente e capaz de transformar o diálogo em resultados concretos para os brasileiros", finaliza.

A senadora Tereza Cristina, do Progressistas, manifestou várias vezes o desejo de disputar a presidência do Senado e se tornar a primeira mulher a comandar o Senado.

"Eu sempre disse que gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado. Eu gostaria de deixar um legado, principalmente para as mulheres", disse, em entrevista à GloboNews no dia 12 de outubro.

A senadora de Mato Grosso do Sul disse, na ocasião, que já havia conversado sobre o assunto com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e ponderou que a definição dependia das articulações políticas para a próxima legislatura.

Ela mesmo disse que estava cedo para definir qualquer coisa que iria sentar a mesa com o senador e com partido para as articulações. "Eu sempre disse a ele que eu gostaria de ser a sua sucessora. A sua sucessora pode ser agora ou pode ser depois", declarou.

Após a divulgação da nota da federação, a senadora também emitiu um comunicado no Instagram. 

Sem dizer abertamente se irá concorrer ou não, a senadora deu a entender que se manterá na disputa, mesmo preterida pela federação.

Ela afirma que a eleição para a presidência do Senado é decidida em fevereiro, "pelo voto livre, soberano e secreto de cada um dos 81 senadores".

"Observamos que os 54 novos senadores eleitos e reeleitos sequer foram diplomados e têm todo o direito de expressar, no momento apropriado, sua vontade e, naturalmente, a dos eleitores que representam", disse.

"Como líder veterana, estarei aqui para receber meus colegas, especialmente as 12 novas integrantes da bancada feminina. Quero ouvir todos, como sempre fiz, pois o diálogo no Parlamento é tudo", concluiu.

Eleição no Senado

No Senado e na Câmara, a data de posse dos novos senadores e deputados eleitos em 2026  será no dia 1º de fevereiro de 2027. A posse ocorre em reuniões preparatórias nos Plenários das respectivas Casas. Os parlamentares eleitos prestam o compromisso regimental, sem discurso dos presentes.

Na mesma data, ocorre a eleição das Mesas de cada Casa, para mandato de dois anos.

No Senado, a segunda reunião preparatória é destinada à eleição do presidente da Casa. Após fala dos candidatos, é feita a votação secreta, com uso de cédula a ser depositada em urna. 

Para ser eleito, o senador precisa conquistar a maioria absoluta dos votos, ou seja, 41 votos. Os parlamentares são chamados a votar de acordo com a ordem de criação dos estados, assim como ocorre na posse.

Na terceira reunião preparatória são eleitos os demais cargos da Mesa, primeiro e segundo vice-presidentes e quatro secretários, com os respectivos suplentes.

* Matéria atualizada às 17h10 para acréscimo do posicionamento de Tereza

Declaração

Reinaldo alerta para a urgência das reformas e diz que "sem investimento o país para"

Senador eleito criticou gastos de Governo Federal às vésperas do pleito do último domingo

27/10/2026 15h30

Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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O senador eleito por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), afirmou nesta terça-feira (27) que o Brasil já começa a enfrentar a conta de uma política que priorizou a disputa eleitoral e deixou os problemas do país para depois.

Para ele, a reação negativa do mercado financeiro no primeiro pregão após o segundo turno acendeu o sinal de alerta e exige do novo governo um compromisso claro com a responsabilidade fiscal, porque “sem investimento, o país para.”

Reinaldo afirmou que enquanto o PL avalia as medidas legais cabíveis diante do uso e abuso do poder econômico e político nesta eleição, o Brasil já começa a enfrentar a conta de uma política que priorizou a disputa eleitoral e deixou os problemas do país para depois.

"A reação negativa do mercado financeiro acendeu o sinal de alerta. Não é aceitável gastar bilhões em benefícios de caráter eleitoral e depois exigir que a população pague a conta. O Brasil precisa de hospitais, escolas, segurança, moradias, infraestrutura e empregos", destacou.

Para Azambuja, o ajuste das contas não é uma escolha ideológica, mas a condição vital para que o Estado volte a investir, mesma lógica que, segundo ele, orientou os oito anos de governo em Mato Grosso do Sul, quando o estado manteve as contas equilibradas, preservou a capacidade de investimento e avançou em áreas como segurança pública, infraestrutura e atração de empresas.

"Sempre defendi, com base na nossa experiência em Mato Grosso do Sul, que é preciso gastar menos com o governo para investir mais nas pessoas. Sem equilíbrio fiscal, não há investimento. Sem investimento, não há desenvolvimento. E sem desenvolvimento, a vida não melhora", destacou.

Com 903.554 votos (34,64% dos válidos), Reinaldo assumirá o mandato de senador em 2027, ao lado do também eleito Capitão Contar (PL), para a legislatura que vai até 2035.

"O Brasil não pode continuar refém de um modelo que gasta para se manter no poder e adia as reformas necessárias para o país crescer. A política não pode ser um instrumento de sobrevivência de governos. Tem que ser um instrumento de transformação da vida das pessoas", completou.

Cabe destacart que Azambuja só assume o mandato em fevereiro de 2027. Segundo ele, a agenda fiscal será uma de suas bandeiras, com atenção especial ao custo da máquina pública e à qualidade do gasto.

Onde está?

Aliados dizem que Flávio Bolsonaro está em voo a caminho do EUA

Comunicação ocorre em meio a suspeitas de que o senador poderia ter deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina

27/10/2026 13h30

Senador Flávio Bolsonaro durante discurso após perder o pleito do último domingo (25)

Senador Flávio Bolsonaro durante discurso após perder o pleito do último domingo (25) Foto: Divulgação

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Aliados de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à presidência da República no último domingo (25) está neste momento a caminho dos Estados Unidos, afirmam aliados. Segundo informado por pessoas próximas e familiares, ele decidiu fugir do país logo após perder a disputa histórica contra o petista Lula neste final de semana. 

Mais cedo, a Polícia Federal destacou que vai comunicar ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que o senador e candidato derrotado descumpriu a ordem judicial para entrega dos seus passaportes. Por isso, a PF realizou o cancelamento dos passaportes dele em seu sistema de controle.

Flávio Bolsonaro foi intimado na segunda-feira, 26, para entregar seus passaportes em um prazo de 24 horas. Esse prazo venceu no final da manhã desta terça-feira, 27, mas ele não compareceu para cumprir a ordem. Apesar do descumprimento, não é possível considerá-lo foragido, porque não há mandado de prisão contra o senador.

A comunicação ocorre em meio a suspeitas de que o senador poderia ter deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina.

Os investigadores da PF não identificaram registros da saída de Flávio Bolsonaro do País em seus sistemas migratórios e investigam se o senador adotou algum método ilegal para deixar o Brasil por fora do controle da PF.

A defesa de Flávio Bolsonaro havia sinalizado à PF que a entrega dos passaportes seria feita ainda durante a manhã, mas isso acabou não ocorrendo.

A ordem para entrega dos passaportes foi dada por Moraes dentro de um inquérito aberto para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro do senador com o advogado Willer Tomaz. Um dos fundamentos foi que a PF encontrou registros de e-mail nos quais Flávio era citado como operador de uma conta no exterior vinculada ao advogado, o que poderia gerar um risco de fuga para uso de recursos no exterior. A PF diz que Tomaz deixou o Brasil e foi para os Estados Unidos após ter entrado na mira de investigações.

A informação de que ele teria deixado o Brasil na noite de terça-feira, 26, rumo à Argentina para seguir viagem aos Estados Unidos, em um voo privado, foi noticiada nesta madrugada pelo site argentino Infobae.

O Estadão questionou os principais aliados de Flávio e sua assessoria de imprensa, ainda sem resposta. Pouco depois das 8h da manhã, membros da campanha negavam que ele tivesse saído do País.

Um deles disse acreditar que tivessem "plantado (a notícia) para tentar cavar a prisão dele". Minutos depois, a equipe deixou de negar a informação e passou a dizer que averiguaria o paradeiro do senador.

A Direção Nacional de Imigração do governo argentino afirmou não ter registrado qualquer entrada de Flávio Bolsonaro na República Argentina.

"Diante da repercussão na mídia sobre a presença de um avião particular no Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú, as autoridades iniciaram os procedimentos de fiscalização da aeronave e da tripulação. Por fim, constatou-se que a documentação da empresa está regular e não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro", diz o órgão

O site Infobae diz que Flávio viajaria aos Estados Unidos "de Puerto Iguazú, a bordo de um avião Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A". A aeronave deixou Buenos Aires às 22h14 e chegou a Puerto Iguazu às 23h45, segundo o site Flightradar, e não deixou mais a cidade. 

Com informações de Estadão Conteúdo 

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