Política

Sem votos a mais

Votação em MS terminou às 16h e não teve prorrogação no segundo turno

Como não havia filas, seções foram fechadas e decisão do STF para prorrogar por duas horas chegou quando já haviam sido emitidos boletins de urna

Continue lendo...

Mato Grosso do Sul não teve votação durante a prorrogação de duas horas determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no segundo turno das eleições presidenciais, no domingo (25). Em todo o Estado, as seções foram fechadas às 16h, horário inicialmente previsto para o fim da votação.

Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) afirmou que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, chegou às 16h49, no horário local, quando já havia sido encerrado o horário de voação no Estado.

Ainda segundo o TRE-MS, a decisão trazia a seguinte mensagem: "Orienta-se as seções eleitorais que ainda estiverem em funcionamento, que permaneçam abertas até às 19h (horário do Brasília)".

O Tribunal afirma que não foi o caso de nenhum seção em Mato Grosso do Sul, que encerrou a votação pontualmente às 16h.

Por fim, o TRE-MS que não havia fila em nenhum local de votação, sendo emitido, então, os boletins de urna.

"Ou seja, não era possível reabrir nenhuma urna devido a segurança do processo eleitoral, que em Mato Grosso do Sul já havia sido encerrado", diz a nota.

Desta forma, não foram computados votos após o horário normal de votação para nenhum dos dois candidatos que disputavam o pleito, sendo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro.

No segundo turno, Flávio Bolsonaro teve maioria de votos em Mato Grosso do Sul, com 927.892 votos, correspendendo a 59,60%, enquanto Lula teve 628.973 votos, somando 40,40%.

Lula foi reeleito presidente do Brasil após conseguir uma virada histórica. No primeiro, ele ficou atrás de Flávio, com 45,16% dos votos válidos, contra  47,03%, respectivamente.

No segundo, o presidente Lula obteve 64.256.232 votos, o que corresponde a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 59.826.041, correspondendo a 48,21% dos votos. A diferença entre os dois foi de 4.430.191 votos.

Prorrogação da votação

O ministro do STF ampliou o horário de votação após pedidos feitos pelas campanhas dos candidatos a presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão contemplava apenas as urnas que não tivessem sido encerradas, já que saiu poucos minutos após as 17h (de Brasília).

A campanha de Lula pediu o adiamento da votação em todo o País com base em relatos de problemas de mobilidade urbana em diversas cidades do Brasil, especialmente em Salvador, na Bahia, e em São Paulo. 

Já a campanha de Flávio Bolsonaro pediu mais tempo de votação em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul por causa das fortes chuvas que atingiram as cidades no domingo, com potencial para impedir que eleitores chegassem até às urnas. 

A decisão de prorrogar foi válida para todo o Brasil, mas apenas nos locais em que a votação não havia sido encerrada às 17h, no horário de Brasília.

Dados do TSE mostram que as urnas eletrônicas registraram 34.393 votos após as 17h, o que equivale a 0.027% do total de votos depositados durante todo o dia de segundo turno das eleições.

Segundo o levantamento feito pelo TSE, 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h e 1.981 entre 18h e 19h. Apenas 13 votos foram registrados após as 19h, por pessoas que ainda estavam na fila de votação no momento do encerramento da votação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no último domingo, venceu o adversário Flávio Bolsonaro (PL) por uma margem de 4,4 milhões de votos.

Após a divulgação do resultado, Flávio chegou a dizer que não aceitaria o resultado das eleições e que pediria a anulação do segundo turno. A contestação teria como argumento a prorrogação do horário de votação. O PL, contudo, declarou reconhecer a vitória de Lula na última segunda-feira (26).

Declaração

Reinaldo alerta para a urgência das reformas e diz que "sem investimento o país para"

Senador eleito criticou gastos de Governo Federal às vésperas do pleito do último domingo

27/10/2026 15h30

Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

Continue Lendo...

O senador eleito por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), afirmou nesta terça-feira (27) que o Brasil já começa a enfrentar a conta de uma política que priorizou a disputa eleitoral e deixou os problemas do país para depois.

Para ele, a reação negativa do mercado financeiro no primeiro pregão após o segundo turno acendeu o sinal de alerta e exige do novo governo um compromisso claro com a responsabilidade fiscal, porque “sem investimento, o país para.”

Reinaldo afirmou que enquanto o PL avalia as medidas legais cabíveis diante do uso e abuso do poder econômico e político nesta eleição, o Brasil já começa a enfrentar a conta de uma política que priorizou a disputa eleitoral e deixou os problemas do país para depois.

"A reação negativa do mercado financeiro acendeu o sinal de alerta. Não é aceitável gastar bilhões em benefícios de caráter eleitoral e depois exigir que a população pague a conta. O Brasil precisa de hospitais, escolas, segurança, moradias, infraestrutura e empregos", destacou.

Para Azambuja, o ajuste das contas não é uma escolha ideológica, mas a condição vital para que o Estado volte a investir, mesma lógica que, segundo ele, orientou os oito anos de governo em Mato Grosso do Sul, quando o estado manteve as contas equilibradas, preservou a capacidade de investimento e avançou em áreas como segurança pública, infraestrutura e atração de empresas.

"Sempre defendi, com base na nossa experiência em Mato Grosso do Sul, que é preciso gastar menos com o governo para investir mais nas pessoas. Sem equilíbrio fiscal, não há investimento. Sem investimento, não há desenvolvimento. E sem desenvolvimento, a vida não melhora", destacou.

Com 903.554 votos (34,64% dos válidos), Reinaldo assumirá o mandato de senador em 2027, ao lado do também eleito Capitão Contar (PL), para a legislatura que vai até 2035.

"O Brasil não pode continuar refém de um modelo que gasta para se manter no poder e adia as reformas necessárias para o país crescer. A política não pode ser um instrumento de sobrevivência de governos. Tem que ser um instrumento de transformação da vida das pessoas", completou.

Cabe destacart que Azambuja só assume o mandato em fevereiro de 2027. Segundo ele, a agenda fiscal será uma de suas bandeiras, com atenção especial ao custo da máquina pública e à qualidade do gasto.

Onde está?

Aliados dizem que Flávio Bolsonaro está em voo a caminho do EUA

Comunicação ocorre em meio a suspeitas de que o senador poderia ter deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina

27/10/2026 13h30

Senador Flávio Bolsonaro durante discurso após perder o pleito do último domingo (25)

Senador Flávio Bolsonaro durante discurso após perder o pleito do último domingo (25) Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à presidência da República no último domingo (25) está neste momento a caminho dos Estados Unidos, afirmam aliados. Segundo informado por pessoas próximas e familiares, ele decidiu fugir do país logo após perder a disputa histórica contra o petista Lula neste final de semana. 

Mais cedo, a Polícia Federal destacou que vai comunicar ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que o senador e candidato derrotado descumpriu a ordem judicial para entrega dos seus passaportes. Por isso, a PF realizou o cancelamento dos passaportes dele em seu sistema de controle.

Flávio Bolsonaro foi intimado na segunda-feira, 26, para entregar seus passaportes em um prazo de 24 horas. Esse prazo venceu no final da manhã desta terça-feira, 27, mas ele não compareceu para cumprir a ordem. Apesar do descumprimento, não é possível considerá-lo foragido, porque não há mandado de prisão contra o senador.

A comunicação ocorre em meio a suspeitas de que o senador poderia ter deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina.

Os investigadores da PF não identificaram registros da saída de Flávio Bolsonaro do País em seus sistemas migratórios e investigam se o senador adotou algum método ilegal para deixar o Brasil por fora do controle da PF.

A defesa de Flávio Bolsonaro havia sinalizado à PF que a entrega dos passaportes seria feita ainda durante a manhã, mas isso acabou não ocorrendo.

A ordem para entrega dos passaportes foi dada por Moraes dentro de um inquérito aberto para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro do senador com o advogado Willer Tomaz. Um dos fundamentos foi que a PF encontrou registros de e-mail nos quais Flávio era citado como operador de uma conta no exterior vinculada ao advogado, o que poderia gerar um risco de fuga para uso de recursos no exterior. A PF diz que Tomaz deixou o Brasil e foi para os Estados Unidos após ter entrado na mira de investigações.

A informação de que ele teria deixado o Brasil na noite de terça-feira, 26, rumo à Argentina para seguir viagem aos Estados Unidos, em um voo privado, foi noticiada nesta madrugada pelo site argentino Infobae.

O Estadão questionou os principais aliados de Flávio e sua assessoria de imprensa, ainda sem resposta. Pouco depois das 8h da manhã, membros da campanha negavam que ele tivesse saído do País.

Um deles disse acreditar que tivessem "plantado (a notícia) para tentar cavar a prisão dele". Minutos depois, a equipe deixou de negar a informação e passou a dizer que averiguaria o paradeiro do senador.

A Direção Nacional de Imigração do governo argentino afirmou não ter registrado qualquer entrada de Flávio Bolsonaro na República Argentina.

"Diante da repercussão na mídia sobre a presença de um avião particular no Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú, as autoridades iniciaram os procedimentos de fiscalização da aeronave e da tripulação. Por fim, constatou-se que a documentação da empresa está regular e não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro", diz o órgão

O site Infobae diz que Flávio viajaria aos Estados Unidos "de Puerto Iguazú, a bordo de um avião Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A". A aeronave deixou Buenos Aires às 22h14 e chegou a Puerto Iguazu às 23h45, segundo o site Flightradar, e não deixou mais a cidade. 

Com informações de Estadão Conteúdo 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).