Política

ELEIÇÕES 2026

Flávio Bolsonaro lidera com folga corrida pela Presidência da República no Estado

Levantamento do Correio do Estado/IPR foi em 17 cidades, que representam 68% do total da população sul-mato-grossense

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), lidera com folga a corrida pela Presidência da República em Mato Grosso do Sul, conforme pesquisa de intenções de voto, registrada sob os números BR-02995/2026 e MS-00334/2026, contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR).

Conforme o levantamento estimulado, quando são apresentadas aos entrevistados as opções com os nomes dos candidatos, Flávio Bolsonaro atingiu a marca de 39,80%, enquanto o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alcançou 25,51% e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), somou 9,82%.

Mais atrás aparecem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), com 2,55%, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 1,79%, e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), com 0,51%. Ainda segundo a pesquisa, 5,74% dos entrevistados disseram que vão votar em branco ou anular o voto e 14,29% não sabem ou não quiseram responder.

A pesquisa Correio do Estado/IPR ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade, distribuídas pelos municípios de Amambai, Aquidauana, Campo Grande, Sidrolândia, São Gabriel do Oeste, Corumbá, Coxim, Dourados, Maracaju, Rio Brilhante, Bonito, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

Essas 17 localidades representam 68% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossense, ou seja, 1,2 milhão de eleitores. Ao ser realizado nesses municípios do Estado, o levantamento cobre a maior parte da capacidade eleitoral de Mato Grosso do Sul, isto é, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

ESPONTÂNEA 

Na pesquisa espontânea, quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta, a liderança também está com Flávio Bolsonaro, com 17,60%, seguido por Lula, com 14,29%, por Bolsonaro, com 2,30%, e pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 0,77%.

Mais atrás aparecem Ratinho Jr., com 0,64%, pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), com 0,13%, pelo senador Sergio Moro (União Brasil-PR), com 0,13%, pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), com 0,13%, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com 0,13%. Dos entrevistados, 63,65% não sabem ou não quiseram responder.

Foram entrevistados 784 eleitores distribuídas pelos 17 maiores municípios do Estado - Fonte: Correio do Estado/IPR

REJEIÇÃO

A pesquisa Correio do Estado/IPR também levantou a rejeição dos pré-candidatos à Presidência da República em Mato Grosso do Sul e Lula aparece na frente, com 48,72% dos entrevistados, seguido por Flávio Bolsonaro, com 27,42%, Caiado, com 1,40% e Ratinho Jr., com 1,40%.

Logo depois aparecem Aldo Rebelo, com 0,77%, e Romeu Zema, com 0,51%. Na pesquisa, 6,12% dos entrevistados disseram não rejeitar ninguém, 7,27% afirmaram rejeitar todos e 1,91% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 4,46% não sabem ou não quiseram responder.

Foram entrevistados 784 eleitores distribuídas pelos 17 maiores municípios do Estado - Fonte: Correio do Estado/IPR

ANÁLISE

Segundo o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, o resultado indica que Flávio Bolsonaro inicia a disputa com uma vantagem expressiva sobre Lula, abrindo mais de 14 pontos porcentuais de diferença no cenário estimulado. “Esse desempenho sugere forte identificação de parte significativa do eleitorado sul-mato-grossense com o campo político associado ao bolsonarismo”, disse.

Outro ponto relevante apontado por ele é que o campo da direita aparece fragmentado, com candidatos como Ratinho Jr., Caiado e Zema somando juntos cerca de 14%, o que demonstra um potencial de crescimento adicional para o principal candidato desse espectro caso haja convergência política.

“Já o eleitorado identificado com Lula apresenta um patamar consolidado, porém menor que o da liderança, indicando presença relevante da esquerda, mas sem hegemonia no Estado”, ressaltou.

Aruaque Barbosa pontuou que o porcentual de indecisos ou que não quiseram responder (14,29%), somado aos brancos e nulos (5,74%), representa aproximadamente um em cada cinco eleitores ainda fora de uma decisão definitiva, o que revela que o cenário eleitoral ainda possui margem de movimentação ao longo da campanha.

Com relação à rejeição, o diretor do IPR disse que os dados revelam um cenário de forte polarização política, no qual os dois principais polos eleitorais concentram também os maiores índices de rejeição.

“No caso de Lula, a rejeição próxima de metade do eleitorado indica uma barreira eleitoral significativa para crescimento no Estado, dificultando a ampliação de sua base além do eleitorado já consolidado”, argumentou.

Já Flávio Bolsonaro, conforme o diretor do IPR, embora lidere a intenção de voto, também apresenta rejeição relevante (27,42%), característica comum em disputas polarizadas. “Ainda assim, sua rejeição é 21 pontos percentuais menor que a de Lula, o que lhe garante maior espaço potencial de crescimento eleitoral”, falou Barbosa.

Para ele, esse cenário sugere que a disputa presidencial no Estado tende a ser marcada por um eleitorado majoritariamente inclinado ao campo da direita, mas com presença de um núcleo consistente de eleitores da esquerda, reforçando um ambiente político polarizado, porém com vantagem inicial para o candidato bolsonarista.

 “A combinação entre liderança na intenção de voto e menor rejeição relativa coloca Flávio Bolsonaro em posição estratégica favorável no estado neste momento do ciclo eleitoral. Por outro lado, o elevado índice de rejeição de Lula indica que sua estratégia eleitoral dependerá mais da mobilização de sua base consolidada do que da expansão para novos eleitores”, assegurou.

 O diretor do IPR concluiu, ressaltando que o volume de indecisos e votos não definidos mostra que o cenário ainda tem espaço para mudanças ao longo da campanha.

“Especialmente caso ocorram rearranjos entre candidatos do mesmo campo ideológico ou mudanças no ambiente político nacional”, comentou.
 

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NOVO ENDEREÇO

Beto Pereira anuncia amanhã sua filiação ao Republicanos

Em fevereiro deste ano, o deputado federal havia assumido a presidência do PSDB

25/03/2026 08h25

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos Divulgação

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O deputado federal Beto Pereira oficializa amanhã a troca do PSDB pelo Republicanos para tentar a reeleição para a Câmara dos Deputados.

A confirmação foi obtida pelo Correio do Estado junto a interlocutores do parlamentar, que deve assumir a presidência estadual do partido em Mato Grosso do Sul no lugar do deputado estadual Antonio Vaz.

A reportagem apurou que a chegada do deputado federal ao Republicanos foi articulada pelo governador Eduardo Riedel (PP) e pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) diretamente com o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira (SP), durante reunião em Brasília (DF).

Beto Pereira vai para o Republicanos com a finalidade de consolidar a aliança da legenda com o grupo político de Riedel e Azambuja, que tinha PL, PP, União Brasil e PSDB, e tem como meta a reeleição do governador e a eleição de dois senadores da República, um deles o ex-governador.

Além de Beto Pereira, o Republicanos também ganhará o reforço do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e do deputado estadual Pedro Pedrossian Neto, ambos do PSD, do senador Nelsinho Trad, que informou o apoio à reeleição de Riedel, mesmo que o partido não faça parte dessa ampla aliança.

Com a adesão do grupo governista, o Republicanos projeta montar uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados, com potencial para conquistar ao menos uma vaga, tendo, além de Beto Pereira, a vereadora Isa Marcondes, a Cavala, que foi a mais votada de Dourados nas eleições municipais de 2024.

HISTÓRICO

O deputado federal Beto Pereira, que vai para o RepublicanosO deputado federal Beto Pereira, que vai para o Republicanos - Forto: Divulgação

Nascido em Campo Grande, em 14 de novembro de 1977, Humberto Rezende Pereira, mais conhecido como Beto Pereira, é formado em Direito e iniciou sua carreira política como prefeito de Terenos. Ele é filho do ex-senador Valter Pereira e tataraneto do fundador da Capital, José Antônio Pereira.

Em 2004, foi eleito prefeito do município de Terenos aos 26 anos, tornando-se o gestor mais jovem do Estado na época. No ano de 2008, foi reeleito com mais de 70% dos votos dos eleitores.

Em 2009, assumiu a presidência da Associação Sul-Mato-Grossense de Municípios (Assomasul) e, em 2012, Beto Pereira se tornou vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) – o primeiro sul-mato-grossense a assumir essa função.

Em 2014, foi eleito deputado estadual, com 27.182 votos, e, em 2017, assumiu a presidência estadual do PSDB de Mato Grosso do Sul, enquanto em 2018 se elegeu deputado federal, com 80.500 votos.

No ano de 2019, foi eleito secretário-geral do PSDB nacional e, em 2022, foi reeleito deputado federal, com 97.872 votos, por Mato Grosso do Sul.

Em fevereiro de 2023, foi eleito para compor a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Um ano depois, em 2024, foi candidato a prefeito de Campo Grande, mas não conseguiu chegar ao segundo turno.

 

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ELEIÇÕES 2026

Vereadores do PSDB se recusam a servir de escada para deputados estaduais

Os parlamentares municipais da Capital querem na chapa tucana somente um entre Jamilson Name e Pedro Caravina

25/03/2026 08h20

Os deputados estaduais Marcio, Jamilson, Caravina, Lidio e Paulo durante a sessão de ontem

Os deputados estaduais Marcio, Jamilson, Caravina, Lidio e Paulo durante a sessão de ontem Luciana Nassar/Alems

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A formação da chapa para deputados estaduais pelo PSDB em Mato Grosso do Sul deixou de ser uma negociação tranquila para virar o estopim para um motim por parte dos vereadores do partido em Campo Grande que têm pretensões de concorrer a vagas na Assembleia Legislativa do Estado no pleito deste ano.

O Correio do Estado apurou que os vereadores Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha deram um ultimato ao partido depois que foram informados que os deputados estaduais Jamilson Name e Pedro Caravina vão continuar no ninho tucano para tentar a reeleição, inviabilizando que, pelo menos, um parlamentar municipal tenha chance real de ser eleito.

Na semana passada, conforme fontes ouvidas pela reportagem, estava tudo certo para que o deputado estadual Pedro Caravina fosse para o PP, ficando apenas Jamilson Name no partido, com a deputada estadual Lia Nogueira, o que permitiria que os três vereadores tivessem a oportunidade de disputar as cadeiras na Casa de Leis.

Porém, nesta semana, Caravina refez a conta de votos necessários para ser reeleito e constatou que, com os três vereadores na chapa, seria muito mais fácil garantir o retorno à Assembleia Legislativa se continuasse no PSDB do que tentando a sorte no PP, da senadora Tereza Cristina.

CAMPEÕES DE VOTOS

Entretanto, a permanência dele, de acordo com apuração do Correio do Estado, fará com que a chapa fique com dois deputados estaduais campeões de votos, tornando a campanha eleitoral de Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha muito mais difícil, pois dificilmente a chapa fará mais do que três parlamentares na eleição deste ano.

Portanto, com essa matemática, será mais fácil que Jamilson e Caravina sejam reeleitos, restando apenas uma possível cadeira na Assembleia Legislativa para o ninho tucano, que seria disputada pelos três vereadores e ainda pelos deputados estaduais Lia Nogueira e Paulo Duarte, que deve trocar o PSB pelo PSDB.

Por isso, os três vereadores avisaram que não pretendem ser “escada” para os deputados estaduais no pleito deste ano e, caso Jamilson ou Caravina resolvam bater o pé sobre ficar no PSDB, Pitu, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha não serão mais candidatos neste ano, enfraquecendo a chapa.

Para complicar ainda mais a situação, além da chegada de Paulo Duarte, também é cogitada a pré-candidatura do ex-prefeito de Três Lagoas Ângelo Guerreiro como deputado estadual pelo PSDB, outro nome com muitos votos, principalmente, na região da Costa Leste de Mato Grosso do Sul.

OUTRO LADO

Procurados pelo Correio do Estado, os três vereadores não consideraram comentar, mesmo posicionamento do deputado estadual Jamilson Name, enquanto o deputado estadual Pedro Caravina disse que não estava sabendo do ultimato.

“Eu entendo que a chapa desenhada pelo PSDB tem total condição de eleger de quatro a cinco deputados estaduais. Com quatro deputados estaduais de mandato, os três vereadores da Capital e com outras lideranças filiadas, teremos uma chapa muito competitiva”, projetou.

No entanto, ainda conforme Caravina, a decisão de sair candidato não é para agora, mas somente nas convenções. “Agora é filiação, e todos estão filiados”, analisou, prevendo que tudo deve ser resolvido.

Agora, a definição final sobre a formação da chapa para deputados estaduais terá de passar pelas mãos do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e do atual governador Eduardo Riedel (PP), que estão à frente das negociações dos partidos da ampla aliança formada para a reeleição de Riedel e eleição de Azambuja ao Senado.

 

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