Política

Eleições 2022

Fracassado no 1º turno, Marquinhos diz que apoia Contar e Bolsonaro

Ex-prefeito justificou escolhas por "não gostar de corrupção"

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Nesta sexta-feira (7), durante uma coletiva de imprensa realizada no Diretório do Partido Social Democrático (PSD),  o ex-prefeito de Campo Grande, Marcos Trad, declarou seu apoio no segundo turno das Eleições Majoritárias de 2022 para Capitão Contar (PRTB) e Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.


Como justificativa para sua escolha para o governo estadual, Marquinhos citou escândalos e o aumento do IPVA.


“Para o Mato Grosso do Sul, que é contrário ao aumento de impostos, que não suporta mais o ICMS antecipado, que tem uma população de mais de 1,2 milhão de pessoas vivendo na linha da miserabilidade, onde o IPVA aumentou 40%, onde os escândalos aumentam cada vez mais, quem me representa na verdadeira mudança é o Contar”, pontuou.


Ao ser perguntado sobre seu candidato à presidência, respondeu: “eu vou de Jair Bolsonaro. Se vocês forem publicar mesmo, é porque eu não gosto de corrupção”, concluiu.Em 1º de abril de 2022, Marquinhos Trad renunciou ao cargo de prefeito para se candidatar ao Governo. No primeiro turno das eleições, realizado no dia 2 de outubro, saiu derrotado, terminando em 6º lugar, com 124.795 votos, atrás dos concorrentes do PT, União Brasil, MDB, PSDB e PRTB.

 

PSD
Em coletiva, realizada nesta sexta-feira, o presidente regional do PSD, senador Nelsinho Trad, declarou que o partido, por maioria, apoia o candidato à presidência Jair Bolsonaro. Mas, por falta de uma maioria, permanecerá neutro em relação aos candidatos ao Governo.



Colaborou: Celso Bejarano

IPR/Correio do Estado

Azambuja e Contar abrem vantagem na disputa pelo Senado em MS, indica pesquisa

Às vésperas da eleição, ex-governador tem 35,5% dos votos válidos e ex-deputado, 31,19%

02/10/2026 06h20

Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, do PL

Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, do PL Reprodução

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O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) devem ser os candidatos eleitos para ocuparem as duas vagas de Mato Grosso do Sul para o Senado.

De acordo com a última pesquisa estimulada contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) antes das eleições gerais de domingo, Azambuja registrou 35,35%, enquanto Contar teve 31,19%, considerando apenas os votos válidos, ou seja, excluindo as respostas de eleitores indecisos, bem como os votos brancos e nulos.

A senadora Soraya Thronicke (PSB) apareceu bem atrás de ambos, com 12,95%, seguida pelo deputado federal Vander Loubet (PT), com 11,25%, por Beto do Movimento (PSOL), com 3,21%, pelo advogado Roberto Oshiro (Novo), com 2,55%, por Daniel Junior (Agir), com 1,70%, por Valter da Comagran (PRD), com 0,85%, e por Luiz Lemes (DC) e Valderi Garcia (PCO), com 0,47% cada.

Os porcentuais foram calculados sobre as indicações de candidatos registradas na soma do primeiro e do segundo voto da pesquisa estimulada. Portanto, representam a participação de cada nome no total de escolhas válidas e não o porcentual de entrevistados que o citou.

A diferença entre Azambuja e Contar nesse recorte é de 4,16 pontos porcentuais (p.p.). O desempenho dos dois, entretanto, varia conforme a ordem da escolha apresentada pelo entrevistado.

Na primeira opção estimulada, considerando a totalidade da amostra, Contar teve 27,93% e Azambuja 24,23%, enquanto na segunda Azambuja registrou 23,47%, enquanto Contar apareceu com 14,16%.

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados, 77,81% dos entrevistados estão indecisos no primeiro voto, enquanto na segunda escolha esse porcentual chega a 85,08%.

Mesmo com a apresentação dos candidatos, a indefinição permanece: 19,90% estão indecisos na primeira opção. Na segunda, as duas categorias de indecisão discriminadas pelo relatório somam 28,70%.

Com relação à rejeição, Capitão Contar apresentou o maior índice, com 8,93% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Soraya Thronicke registrou 8,67%, seguida por Vander Loubet, com 8,16%, e Reinaldo Azambuja, com 2,17%.

Beto do Movimento teve rejeição de 0,89%, enquanto Roberto Oshiro registrou 0,51%. Daniel Junior, Luiz Lemes, Valter da Comagran e Valderi Garcia apareceram com 0,26% cada.

Outros 52,68% dos entrevistados afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos, enquanto 8,55% disseram rejeitar todos. Os indecisos somaram 6,12% e as respostas de branco ou nulo representaram 2,30%.

O levantamento ouviu 784 pessoas em Mato Grosso do Sul e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MS-08995/2026. A margem de erro informada para a pesquisa é de 3,5 p.p., para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

ANÁLISE

“O comportamento entre as duas escolhas é um dos principais pontos do levantamento. Capitão Contar concentra porcentual maior como primeira opção, enquanto Reinaldo Azambuja amplia sua participação entre os segundos votos”, explicou o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa.

Segundo ele, a análise da disputa exige atenção às duas indicações, já que o eleitor pode ter uma escolha consolidada e ainda não ter definido a outra.

“É no Senado que permanece um espaço mais amplo para definição das duas escolhas. O eleitor pode ter definido um candidato e ainda não ter decidido em quem dará o segundo voto”, afirmou.

“A eleição de 2026 renovará duas das três cadeiras de cada Estado no Senado. Assim, a distribuição do segundo voto pode ter peso importante na configuração da disputa”, analisou Aruaque.

Para o diretor, esse contingente mantém possibilidades de mudança até a votação. “Quanto maior esse contingente, maior a possibilidade de alteração na distribuição das intenções de voto até o momento da eleição”, ressalta.

Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, do PL

Eleições 2026

Riedel tem 66,84% dos votos válidos e vence no 1º turno, diz pesquisa

Pesquisa IPR/Correio do Estado indica vitória de Eduardo Riedel no 1º turno

02/10/2026 06h20

Eduardo Riedel e Fábio Trad

Eduardo Riedel e Fábio Trad

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A última pesquisa estimulada contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) antes das eleições gerais de domingo aponta a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) no primeiro turno.

Conforme o levantamento, realizado de 26 a 30 de setembro, Riedel obteve 66,84% dos votos válidos, enquanto o seu principal adversário, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) somou 18,78%. 

O cálculo exclui as respostas de eleitores indecisos, bem como os votos brancos e nulos. Dessa forma, a diferença entre Riedel e Fábio Trad é de 48,06 pontos porcentuais (p.p.).

Ainda nesse recorte, o senador Delcídio do Amaral (PRD) registrou 6,43%, seguido pelo deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com 4,23%, pelo produtor rural Lucien Rezende (PSOL), com 2,20%, pelo jornalista Jeferson Bezerra (Agir), com 0,68%, pelo indígena Daniel Lemes (PCO), com 0,51%, e pelo economista Renato Gomes (DC), com 0,34%.

No cenário estimulado, considerando todos os entrevistados, Riedel alcançou 50,38%, enquanto Fábio Trad registrou 14,16%; os indecisos representam 17,09%, e os votos brancos e nulos, 7,53%.

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Riedel foi mencionado por 22,19%, seguido por Fábio Trad, com 4,08%, João Henrique Catan, com 0,51%, e Delcídio do Amaral, com 0,26%; os eleitores indecisos somaram 69,90%, enquanto os votos brancos e nulos representaram 2,81%.

Já com relação à rejeição, Fábio Trad apresentou o maior índice entre os candidatos ao Governo, com 15,31% dos entrevistados dizendo que não votariam nele de jeito nenhum.


Em seguida aparecem Delcídio do Amaral, com 5,74%, Riedel, com 4,34%, Lucien Rezende, com 1,40%, e Jeferson Bezerra, com 1,15%.

Depois aparecem João Henrique Catan e Daniel Lemes, com 0,89% cada, e Renato Gomes, com 0,38%.

A maioria dos entrevistados, 52,42%, afirmou não rejeitar nenhum dos candidatos, enquanto 9,44% disseram rejeitar todos; que outros 6,38% estavam indecisos e 1,66% respondeu branco ou nulo.

O IPR entrevistou 784 pessoas em Mato Grosso do Sul. A margem de erro informada para o levantamento é de 3,5 p.p., para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%; a pesquisa estadual está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MS-08995/2026.

ANÁLISE

Para o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, um dos principais aspectos do levantamento é a diferença entre a escolha feita com a apresentação dos nomes e aquela manifestada espontaneamente.

“O contraste com a pesquisa espontânea é expressivo. Sem que os nomes sejam apresentados, 69,9% dos entrevistados dizem estar indecisos. Riedel é citado espontaneamente por 22,2% e Fábio Trad por 4,1%”, afirmou.

Segundo Aruaque, esse comportamento revela que parte expressiva dos entrevistados manifesta preferência somente ao ter contato com as alternativas apresentadas pela pesquisa.

“Enquanto Riedel apresenta maior presença espontânea entre os nomes testados, grande parte do eleitorado ainda depende da apresentação das alternativas para indicar uma preferência”, analisou.
O diretor ressalta que os votos válidos permitem observar a distribuição das escolhas entre os eleitores que indicaram candidato, mas não antecipam o desfecho da disputa.

“A análise dos votos válidos ajuda a mostrar como estão distribuídas, neste momento, as preferências dos eleitores que efetivamente indicaram algum candidato. O cálculo, porém, não deve ser interpretado como previsão do resultado da eleição”, pondera.

Na avaliação dele, a indefinição permanece relevante nesta reta final. 

Eduardo Riedel e Fábio Trad

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