Pagamento supostamente fraudulento de precatórios, de pouco mais de R$ 28 mil, a três agentes comunitários de saúde, abriu rombo milionário nas contas da Prefeitura de Campo Grande, provocando atraso na folha salarial do funcionalismo público e com os fornecedores. Por conta da irregularidade, o vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador João Batista da Costa Marques, determinou, no dia 31 de janeiro deste ano, o bloqueio de mais de R$ 110 milhões da prefeitura, para assegurar a quitação da dívida do município a mais de 200 credores prejudicados com a quebra da ordem cronológica para beneficiar os agentes comunitários. As informações são de reportagem publicada nesta segunda-feira (10), no jornal Correio do Estado.
O rombo só não foi maior porque o desembargador desbloqueou parte dos recursos para pagamento da folha salarial. Mas alguns prejudicados, que estavam na linha de frente, receberam a dívida por conta da retenção do dinheiro do município.
O estranho de tudo isto é que os três contemplados com o pagamento dos precatórios estavam praticamente no fim da fila sob o rigor do controle do Tribunal de Justiça. Mas, misteriosamente e sem explicação, receberam os benefícios antecipadamente. A determinação para pagamento dos três agentes comunitários partiu do então procurador-geral do município, ex-presidente do TJMS Luiz Carlos Santini, no início do segundo semestre do ano passado. Ele mandou pagar e não explicou como entrou na fila dos credores do TJMS para beneficiar os agentes comunitários. A matéria é assinada por Adilson Trindade.


