Política

Gás do Povo

Gordinho do Bolsonaro e Pollon votam contra a distribuição gratuita de gás

Maioria da bancada de MS votou a favor e a medida segue para votação no Senado

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Os deputados federais Marcos Pollon (PL-MS) e Rodolfo Nogueira (PL-MS), o ‘gordinho do Bolsonaro’, foram um dos 29 deputados a votar contra o texto-base da medida provisória que consolida o programa Gás do Povo, do governo federal, em todo o País. 

Mesmo assim, a Câmara dos Deputados aprovou as mudanças do programa, que visam ajudar a população de baixa renda na compra de gás e institui a modalidade de retirada gratuita do botijão em revenda cadastrada em mais de 10 mil revendedoras espalhadas pelo País. 

Com a medida provisória (MP 1313/25), o nome do programa atual, Gás dos Brasileiros, muda oficialmente para Gás do Povo, e a modalidade de ajuda em dinheiro deve acabar em 2027. 

No total, foram 415 votos a favor da medida e 29 contra. A MP tem validade até o dia 11 de fevereiro e segue, agora, para votação no Senado.

O texto aprovado no Plenário substitui o texto do relator, o deputado Hugo Leal (PDF-RJ), que analisou a MP. O novo texto cria uma nova modalidade no programa, destinado à instalação de sistemas de baixa emissão de carbono para cozinhar os alimentos ou até mesmo biodigestores que gerem gás metano a partir da decomposição de restos de alimentos. 

De acordo com o regulamento, a quantidade de botijões de 13 kg de gás a serem retiradso gratuitamente será de: 

  • quatro por ano, para famílias de duas a três pessoas; e 
  • seis aos ano para famílias com quatro ou mais pessoas.

Não foram especificadas quantidades para famílias unipessoais. 

O programa já foi implementado em 17 capitais brasileiras, incluindo Campo Grande. Na capital sul-mato-grossense, o benefício deve atingir 26,3 mil famílias com o fornecimento do vale gratuito. 

Segundo levantamentos, em Mato Grosso do Sul, 159.709 famílias serão beneficiadas pelo programa, que substitui o atual Auxílio Gás. 

A previsão é que o benefício esteja em pleno funcionamento em março, quando 15 milhões de famílias, cerca de 50 milhões de pessoas, em todos os 5.571 municípios estarão contempladas.

“É uma política que leva dignidade, saúde e segurança alimentar a milhões de famílias. Em março, o programa estará em todos os municípios do país e vai consolidar o maior programa de promoção do cozimento limpo do mundo”, disse Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia.

A iniciativa envolve os ministérios de Minas e Energia (MME), do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Caixa.

Quem tem direito?

Para participar do programa, a família deve ser beneficiária do Bolsa Família, ter pelo menos duas pessoas e possuir renda de até meio salário mínimo. Além disso, é necessário manter o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses.

O CPF do responsável pela família precisa estar regular, e o cadastro não pode apresentar pendências, como averiguação cadastral ou indício de óbito.

O cidadão que tiver interesse em saber se está elegível para participar pode acessar o aplicativo “Meu Social - - Gás do Povo”, pelo celular, para conferir a situação do vale e encontrar revendas credenciadas.

No aplicativo, também é possível consultar telefone e endereço dos pontos credenciados, caso a pessoa queira entrar em contato com o estabelecimento para tirar dúvidas.

Votos contra

Os 29 deputados que votaram contra a Programa foram: 

Adriana Ventura (NOVO-SP)
Bia Kicis (PL-DF)
Bibo Nunes (PL-RS)
Carlos Jordy (PL-RJ)
Chris Tonietto (PL-RJ)
Daniel Freitas (PL-SC)
Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
Eros Biondini (PL-MG)
Geovania de Sá (PSDB-SC)
Gilson Marques (NOVO-SC)
Guilherme Derrite (PP-SP)
Julia Zanatta (PL-SC)
Junio Amaral (PL-MG)
Kim Kataguiri (UNIÃO-SP)
Luiz Lima (NOVO-RJ)
Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)
Marcel van Hattem (NOVO-RS)
Marcos Pollon (PL-MS)
Mario Frias (PL-SP)
Mauricio Marcon (PL-RS)
Nicoletti (UNIÃO-RR)
Nikolas Ferreira (PL-MG)
Ricardo Guidi (PL-SC)
Ricardo Salles (NOVO-SP)
Rodolfo Nogueira (PL-MS)
Sanderson (PL-RS)
Sargento Gonçalves (PL-RN)
Tião Medeiros (PP-PR)
Zé Trovão (PL-SC)

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Aspas

Lula convenceu o Flávio 'a fazer o L', diz José Guimarães sobre PEC 6x1

"Todo mundo sabe que os senadores do PL nunca votaram a favor dessa matéria, que a proposta deles era outra, não queriam aprovar essa PEC", falou

14/10/2026 22h00

Foto: Ministro José Guimarães

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O ministro das Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT-CE), disse nesta quarta-feira, 14, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convenceu o adversário na disputa eleitoral, senador Flávio Bolsonaro (PL), a "fazer o L", em referência ao apoio dado por Flávio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6x1.

"Todo mundo sabe que os senadores do PL nunca votaram a favor dessa matéria, que a proposta deles era outra, não queriam aprovar essa PEC", declarou Guimarães a jornalistas no Senado enquanto o plenário da Casa discute a proposta. Em agenda de campanha em Porto Alegre, Flávio deverá votar remotamente.

"As ruas, as redes e o Lula obrigaram ele Flávio Bolsonaro fazer o L, mas eu estou aqui no plenário para ver se ele vai fazer o 'L' na hora do voto, porque tem que ver na hora do voto, quem vem votar, quem vai votar, o País todo está assistindo", completou o ministro.

Questionado sobre a intenção da oposição de voltar uma outra PEC em 2027, relativa à remuneração por horas trabalhadas, Guimarães reforçou a posição contrária. "Vamos ser contra evidentemente, porque veja bem, ao mesmo tempo que ele Flávio disse que vai votar a favorável, ele encaminha uma posição de que no próximo ano vai desfazer tudo aquilo que o Senado está fazendo, que é votar e constitucionalizar o fim da jornada 6x1", argumentou. "Não é para valer, é uma conversa fiada, porque viram que essa questão hoje unifica o País, nas redes e nas ruas, é isso que está obrigando eles a votar", acrescentou.

Quanto às questões à parte da PEC, que precisam de leis ordinárias e complementares, Guimarães disse que elas serão elaboradas na sequência.

O ministro ainda voltou a dizer que não haverá compensação aos empresários. "Nunca um governo deu tanto incentivo aos empresários quanto o governo do PT. Portanto, não tem compensação. A compensação é dar constitucionalização à PEC." Na sequência, ele disse que "várias empresas" já mudaram a carga horária.

Fim da escala 6x1

O Senado discute nesta quarta, a 11 dias do segundo turno da eleição presidencial, a PEC 221/2019, que acaba com a escala 6x1 e estabelece uma carga horária semanal máxima de 40 horas. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), disse mais cedo que a conclusão da votação deve ocorrer ainda nesta quarta-feira, 14. Para ser aprovada, uma PEC precisa do apoio de 3/5 dos parlamentares de cada Casa (49 votos favoráveis de um total de 81 senadores e 308 votos favoráveis de 513 deputados), em dois turnos de votação cada. A Câmara aprovou a proposta em maio e agora o Senado busca aprovar o mesmo texto, sem alterações.

A PEC reduz a jornada máxima das atuais 44 horas previstas na Constituição para 40 horas semanais, sem redução salarial e com dois dias de folga, não necessariamente consecutivos, além de uma transição gradual de 14 meses após a promulgação.

Cobrança

STF cobra cumprimento de acesso gratuito a sites da Justiça Eleitoral

Zanin pediu que Anatel explique falhas das operadoras no 1º turno

14/10/2026 19h00

Ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal

Ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal Lula Marques/ Agência Brasil

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (14) que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) envie à Corte informações sobre falhas das operadoras no acesso gratuito aos sites da Justiça Eleitoral durante o primeiro turno das eleições.

No mês passado, Zanin autorizou que pessoas com franquia de dados esgotada tivessem acesso gratuito aos domínios oficiais da Justiça Eleitoral, incluindo os sites do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos tribunais regionais eleitorais, para que os eleitores pudessem acessar informações sobre local de votação, justificativa eleitoral, checagem de desinformação, entre outras. 

O acesso gratuito também deverá ser liberado pelas operadoras 72 horas antes do segundo turno e 24 horas após a votação.

Contudo, após o primeiro turno, o Partido Verde (PV), legenda que entrou com o pedido de liberação da franquia, citou que houve falhas no acesso aos aplicativos e-Título e Pardal, usado para registro de denúncias de propaganda eleitoral.

Na decisão desta quarta, Zanin deu prazo de 48 horas para a Anatel esclarecer as falhas apontadas. 

“Determino à Anatel que, em 48 horas, esclareça a causa das falhas verificadas nos endereços sso.acesso.gov.br e form.omni.serpro.gov.br e nos aplicativos e-Título, Pardal e Boletim na Mão, identificando, por meio dos próprios testes, os endereços e domínios de terceiros de que esses serviços dependem e que não constam da lista”, decidiu o ministro.

Procurada pela Agência Brasil, a Anatel declarou que não vai comentar a decisão. 

O caso chegou ao Supremo após a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o PV protocolarem uma ação para garantir acesso à internet móvel para todos os brasileiros, independentemente do limite da franquia de dados, nas 72 horas que antecedem as eleições. 

As entidades alegaram que a limitação de franquia de dados impede acesso à informação durante o pleito.

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