Política

MATO GROSSO DO SUL

Governo estuda trocar de lugar os secretários da Infraestrutura e Casa Civil

Troca de pastas entre Eduardo Rocha e Hélio Peluffo é vista como meio para redução de atritos políticos envolvendo obras

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Passados quatro meses da primeira mudança de comandos no governo, a administração de Eduardo Riedel (PSDB) avalia realizar uma troca pontual em duas secretarias de Estado.

Nos corredores do Parque dos Poderes ganha corpo e forma a proposta para Hélio Peluffo, atualmente na Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), ir para a Casa Civil.

A pasta atualmente ocupada pelo ex-prefeito de Ponta Porã, por sua vez, seria assumida pelo atual chefe da Casa Civil, o secretário Eduardo Rocha.

O Correio do Estado apurou que os dois envolvidos na troca já teriam sido sondados por integrantes da administração, e a sinalização foi positiva da parte deles.

Com a troca, abre-se uma possibilidade de “destravar” a Secretaria de Logística, que estava emperrada não necessariamente por causa de Peluffo, mas por uma soma de fatores, como, por exemplo, o relacionamento da pasta com as prefeituras (que nem sempre têm a capacidade técnica para elaborar os projetos e terem acesso justo aos recursos disponíveis) e uma certa falta de sintonia entre Peluffo e o diretor da Agência Estadual de Empreendimentos (Agesul), Mauro Azambuja Rondon.

Apesar de a Agesul ser vinculada à Seilog, a administração dos recursos e a condução de quase a totalidade das obras de infraestrutura com recursos próprios, inclusive as financiadas pelo Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul (Fundersul), é da Agesul.

No que tange às dificuldades das prefeituras em ter acesso aos recursos disponíveis, a reclamação nas prefeituras é de que atualmente, ao contrário de outros tempos, a Seilog e a Agesul não “pegam o prefeito pela mão” para liberar o projeto.

A dificuldade técnica das prefeituras é reconhecida por todos, mas o esforço de assessorar os municípios dando o projeto pronto vem sendo cada vez mais cobrado, à medida que datas importantes, como as eleições para prefeito, se aproximam.

De qualquer forma, a alteração na secretaria conduzida por Hélio Peluffo demanda muito cuidado por parte da cúpula do governo.

Em 2022, ele simplesmente renunciou a mais dois anos de mandato que lhe restavam como prefeito de Ponta Porã para assumir a Seilog.

O entendimento é de que Peluffo ainda é importante para o grupo político de Eduardo Riedel (PSDB) e deve continuar no governo.

Já Eduardo Rocha na Seilog é visto com bons olhos por muitos prefeitos. De bom trato, ele é a esperança para destravar parte dos mais de R$ 1 bilhão que o governador Eduardo Riedel anunciou há um mês para o setor de infraestrutura em evento.

Timing

Nos estudos e sondagens que fazem o governo, o tempo da possível troca ainda não é um consenso.

Enquanto um lado mais ligado a articulação política tem pressa e insiste para que ela ocorra antes do período eleitoral, no núcleo administrativo a preferência é para que a possível mudança na Seilog ocorra no mês de novembro, após as eleições municipais. 

Outro nome

E se a troca ocorrer no fim do ano, entra mais um ingrediente na possível mudança: a nomeação de outro nome na Seilog que não seja Eduardo Rocha.

O deputado estadual Pedro Caravina (PSDB), que foi secretário de Governo e Gestão Estratégica no primeiro ano de mandato de Eduardo Riedel, está cotado para assumir a secretaria de Infraestrutura. 

Não seria um terreno desconhecido para Caravina. Em 2021 e no início de 2022, Caravina foi subsecretário de Infraestrutura no governo de Reinaldo Azambuja (PSDB), na época em que Eduardo Riedel era o titular da pasta. 

R$ 1,8 bi -Verba do FUNDERSUL

Somente em 2023, o governo de Mato Grosso do Sul aplicou R$ 1,8 bilhão de recursos do Fundersul na manutenção e pavimentação de rodovias estaduais, e também em obras nos municípios. 

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ex-deputada

Zambelli contrata novo advogado para contestar extradição e condenações no STF

Carla Zambelli está solta desde maio, após permanecer presa na Itália em meio ao processo de extradição para o Brasil

18/09/2026 21h00

Ex-deputada federal Carla Zambelli

Ex-deputada federal Carla Zambelli Fotos: Lula Marques/ Agência Brasil

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A ex-deputada federal Carla Zambelli contratou o advogado brasileiro Eduardo Maurício para reforçar sua defesa e contestar as condenações impostas a ela pela Justiça brasileira. O novo advogado passou a atuar no caso na quinta-feira, 17, e trabalhará em conjunto com o italiano Pieremilio Sammarco em medidas relacionadas aos processos e ao pedido de extradição de Zambelli.

Em nota, Maurício afirmou que pretende adotar medidas processuais para tentar anular as duas condenações. Segundo o advogado, as decisões seriam resultado de "perseguição política" e teriam sido tomadas em processos nos quais, na avaliação da defesa, não foram respeitados o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a busca pela verdade dos fatos.

A defesa também pretende contestar o segundo pedido de extradição feito pelo Brasil à Itália. De acordo com Maurício, a estratégia inclui questionar a imparcialidade dos julgadores envolvidos nos processos, citando os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

"Estão sendo tomadas as medidas processuais para afastar a segunda extradição requerida pelo Brasil à Itália, justamente pelo fato dos julgadores serem os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, ambos envolvidos em polêmicas no STF ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro", afirmou o advogado em nota.

Maurício declarou ainda que, na avaliação da defesa, não haveria garantia de um julgamento justo e imparcial caso Zambelli seja entregue ao Brasil. O advogado afirmou que entregar Zambelli ao Brasil seria o mesmo que "condená-la à morte".

Em 2025, Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela emissão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes

A ex-deputada também recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. O caso ocorreu no segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu, com uma arma em punho, o jornalista Luan Araújo pelas ruas da região dos Jardins, em São Paulo.

A situação de Zambelli na Itália

Carla Zambelli está solta desde maio, após permanecer presa na Itália em meio ao processo de extradição para o Brasil. A Justiça italiana havia autorizado, em março deste ano, o envio da ex-deputada ao País para que ela respondesse às condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal.

O processo de extradição, porém, não foi concluído. A instância máxima do Judiciário italiano anulou, em duas ocasiões, as decisões que autorizavam a extradição, o que resultou na soltura de Zambelli. O Brasil voltou a pedir a extradição da ex-deputada, mantendo em aberto o processo para que ela seja enviada ao País e cumpra as penas determinadas pelo STF.

Eleições em MS

Herdeira do Itaú está entre as doadoras da campanha de Soraya Thronicke

Beatriz Bracher também doou recursos para a campanha de Marina Silva e Tábata Amaral

18/09/2026 18h09

Senadora Soraya Thronicke recebeu doação de Beatriz Bracher

Senadora Soraya Thronicke recebeu doação de Beatriz Bracher Divulgação

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A escritora e herdeira do Bnaco Itaú, Beatriz Sawaya Botelho Bracher, destinou R$ 65 mil para a campanha à reeleição da senadora Soraya Thronicke em Mato Grosso do Sul. 

Beatriz é filha de Fernão Bracher, fundador do banco BBA — instituição financeira que posteriormente foi vendida ao banco Itaú. Além de autora de livros premiados, a escritora tem forte ligação com causas culturais e atua como conselheira do Instituto Acaia, entidade sem fins lucrativos dedicada à educação. No pleito deste ano, a doadora passou a integrar o grupo dos maiores doadores das eleições, figurando entre os 20 principais nomes do país entre os dias 2 e 3 de setembro.

Apoio estratégico a candidaturas femininas

O repasse de R$ 65 mil a Soraya Thronicke faz parte de uma estratégia focada no financiamento de candidaturas femininas para os cargos de senadora e deputada federal. Ao todo, Beatriz direcionou R$ 905 mil exclusivamente para campanhas de mulheres, somando R$ 1 milhão em doações totais apuradas para a campanha deste ano.

A maior contribuição individual do ciclo foi concedida a Marina Silva (ex-ministra de Lula), que recebeu R$ 150 mil para sua candidatura ao Senado por São Paulo. 

Na sequência dos repasses para a mesma Casa Legislativa, figuram Áurea Carolina (MG), com R$ 140 mil, e Manuela D’Ávila (RS), contemplada com R$ 80 mil. 

Já para a Câmara dos Deputados, a escritora ajudou a financiar as candidaturas paulistas de Marina Helou e Tabata Amaral, repassando R$ 60 mil para cada uma.

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