Política

COP 30

Governo Lula cria secretaria para coordenar os preparativos para a COP30

O decreto que estabelece a estrutura foi publicado no Diário Oficial da União nesta quarta (20)

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criou uma secretaria extraordinária para coordenar os preparativos para a COP30, a cúpula global do clima da ONU, que será realizada no Brasil em novembro de 2025.

O decreto que estabelece a estrutura foi publicado no Diário Oficial da União nesta quarta (20). Ele prevê que a secretaria extraordinária atuará até 30 de junho de 2026 e estará subordinada à Casa Civil da Presidência.

A publicação acontece um dia após a Folha de S.Paulo mostrar que o governo Lula avalia retirar parte dos eventos de Belém, a cidade escolhida para sediar o evento, por causa de problemas na infraestrutura, em particular a quantidade de vagas em hotéis. O Planalto nega.

"A preparação para que a Amazônia seja sede da COP30 está em curso e a partir de agora ganha uma coordenação central no âmbito do governo federal para organizar, monitorar e impulsionar todas as ações governamentais, nas diferentes esferas", informou a Casa Civil, em nota.

A pasta ainda acrescenta que a nova estrutura vai ser importante para a interlocução do governo federal com o município-sede Belém e com o governo do estado do Pará, além da própria ONU. Cerca de 30 servidores devem atuar na nova secretaria, que virão de remanejamentos internos e temporários.

"Antes mesmo da oficialização da cidade-sede, iniciamos o diálogo com o governador Helder [Barbalho] e o prefeito Edmilson [Rodrigues]. O trabalho conjunto, organizado e com rápida tomada de decisão é definidor para o sucesso da realização deste megaevento ambiental", afirmou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, segundo a nota da pasta.

A Casa Civil ainda afirma que Rui Costa lembrou que o presidente Lula assegurou o empenho do governo federal para a realização da COP30. O órgão será responsável por coordenar as obras necessárias para a promoção do evento, a gestão de contratos, convênios e acordos, a articulação do poder público para ações de segurança, saúde, mobilidade urbana, acesso aérea e a capacidade de carga turística.

Nesta terça-feira, reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que o governo Lula avalia retirar parte dos eventos da COP30 de Belém e levar para outras cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo.

A avaliação de uma ala dos auxiliares de Lula é de que a capacidade hoteleira e a infraestrutura necessárias na capital do Pará dificilmente ficarão prontas até novembro do próximo ano para receber um evento da magnitude da COP.

São esperados milhares de delegados e outros participantes dos 195 países signatários.

Interlocutores no governo que são ligados ao tema afirmam que o plano estudado é o de concentrar em Belém só uma parte da COP30, em particular as agendas dos chefes de Estado, mantendo assim a ideia difundida pelo governo que será a primeira cúpula global do clima na Amazônia. Ou seja, a cidade permaneceria como a "sede" da cúpula. No entanto, os demais eventos seriam levados para outras cidades.
Essa proposta, no entanto, ainda não havia sido levada ao presidente Lula.

As dificuldades logísticas e de infraestrutura de Belém são levantadas desde que Lula apresentou a candidatura da cidade para sediar o encontro global do clima da ONU, ainda no primeiro ano de governo, em 2023.

Um dos principais obstáculos é a capacidade hoteleira.

De acordo com pessoas a par das conversas, Belém tem hoje cerca de 14 mil leitos de hotel. A afluência de representantes estrangeiros à cidade criaria uma demanda de aproximadamente 80 mil leitos, segundo esses mesmos interlocutores. Caso o Brasil não estabeleça limite para o tamanho das delegações, a necessidade total poderia ultrapassar 100 mil leitos.

O governo do Pará e o Palácio do Planalto negaram a hipótese, reafirmando que Belém seguirá como a sede da COP30. Após a publicação da reportagem, a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) divulgou uma nota afirmando que é compromisso do governo federal preparar a capital paraense para receber o evento.

"O governo federal reafirma que a 30ª Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP30) será realizada em Belém-PA, em novembro de 2025, conforme definido pela ONU. É compromisso desta gestão que a capital paraense sedie a conferência e disponha de infraestrutura e logística adequadas para receber o maior evento de discussão climática do mundo", afirma o texto.

Da mesma forma, o governo do Pará afirmou que trabalha em parceria com a Prefeitura de Belém e a União nos preparativos e que todas as exigências serão atendidas.

"O governo federal já viabilizou investimentos para as obras em Belém e trabalha em conjunto com o estado para que a cidade tenha leitos suficientes para os participantes da COP", disse.

"A COP30 vai trazer para o centro do debate a questão florestal e é uma oportunidade para o Brasil ser protagonista nas discussões mundiais sobre o meio ambiente e a sustentabilidade. Na COP28, em Dubai, o governo federal confirmou na ONU a escolha de Belém como sede da COP30."
 

Revogação

Ministério Público Eleitoral pede impugnação de candidatura de Jamilson Name, réu na Omertà

Deputado foi condenado a oito anos de prisão; sentença está sob recurso

17/08/2026 16h00

Deputado Jamilson Name

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a impugnação do registro de candidatura do deputado estadual Jamilson Name (PP), alvo da Operação Omertà e condenado em primeira instância a oito anos de prisão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A sentença, proferida em janeiro de 2025 e está sob recurso.

A impugnação foi apresentada neste domingo (16) pelo procurador regional eleitoral Silvio Pettengil Filho e distribuída ao desembargador Sérgio Fernandes Martins, vice-presidente e corregedor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Name busca reeleição em 2026. 

O MPE sustenta que, embora a condenação não seja definitiva, as provas reunidas durante a Operação Omertà seriam suficientes, para fins eleitorais, para demonstrar sua vinculação com uma organização criminosa e justificar o impedimento de sua candidatura.

Jamilson foi alvo da sexta fase da Operação Omertà, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul em dezembro de 2020. Segundo a acusação, ele teria exercido papel de liderança na estrutura ligada à exploração ilegal do jogo do bicho, especialmente na administração financeira da organização.

À época, Jamilson Name foi apontado como líder da organização com atividades ligadas à empresa Pantanal Cap, apontada pela acusação como instrumento utilizado para misturar recursos de origem lícita com valores provenientes do jogo do bicho. O MPE também sustenta que ele passou a exercer maior autonomia e influência após a prisão do pai, Jamil Name, e do irmão, Jamil Name Filho.

O patriarca morreu em 2021, vítima da Covid-19, enquanto cumpria pena no presídio federal de Mossoró (RN), prisão onde Jamil Name Filho, que também foi preso no âmbito das investigações da Omertà, segue detido.

Na ação eleitoral, o procurador adota como fundamento a necessidade de preservar a legitimidade do processo eleitoral diante de possíveis vínculos com organizações criminosas. Pettengil ressalva que o pedido não representa antecipação de uma condenação criminal.

“Necessário ressalvar que não se busca, no caso, antecipar o juízo de condenação criminal ou afastar a garantia constitucional da presunção de inocência.”

Na sequência, o procurador sustenta que o precedente utilizado pelo Ministério Público Eleitoral não exige uma condenação criminal definitiva, mas considera a “necessidade de proteção do processo eleitoral contra a influência de organizações criminosas.”

A acusação aponta ainda que, após as prisões de Jamil Name e Jamil Name Filho, ele teria ampliado sua atuação dentro da organização.

Jamilson foi condenado em primeira instância pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Como a decisão está sob recurso, não houve trânsito em julgado da condenação.

Para o Ministério Público Eleitoral, a análise do pedido de impugnação ocorre em âmbito eleitoral e, por isso, as provas produzidas na Operação Omertà poderiam ser consideradas suficientes para avaliar os riscos à legitimidade do processo eleitoral, independentemente da conclusão definitiva da ação penal.

O pedido será analisado pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul, sob relatoria do desembargador Sérgio Fernandes Martins. Até a publicação desta matéria, a candidatura de Name segue em vigor.

A reportagem entrou em contato com o deputado estadual e não obteve retorno até o fechamento. O espaço segue aberto. 

Congresso

Disputa por vaga na bancada federal é a menor dos últimos 12 anos em MS

Em 2026, disputa é de aproximadamente 15 candidatos por vaga

17/08/2026 14h45

Foto: Montagem Correio do Estado

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Encerrado o prazo de registro de candidaturas, a disputa por uma vaga na bancada federal por Mato Grosso do Sul é a menor dos últimos 12 anos. 

Neste ano, 122 candidatos disputam as oito cadeiras sul-mato-grossenses no Congresso Nacional, queda de quase 22% ante 156 nomes da última disputa. A concorrência passou de aproximadamente 19 para 15 candidatos por vaga.

Em 2014 e 2018, foram registradas respectivamente 130 candidaturas, ao passo que em 2010, apenas 74 nomes disputaram o pleito geral, menor índice da série histórica.

Vander Loubet, Reinaldo Azambuja, Mandetta, Giroto, Geraldo Resende, Biffi, Fábio Trad e Marçal Filho em 2010 /  Fotos: Divulgacand

Na ocasião se elegeram: Edson Giroto (PR), Reinaldo Azambuja (PSDB), Vander Loubet (PT), Fábio Trad (PMDB), Geraldo Resende (PMDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Marçal Filho (PMDB) e Antônio Carlos Biffi (PT). 

Passados 16 anos, apenas Geraldo Resende e Giroto disputam uma cadeira no Congresso. À época, após dois anos de mandato, Giroto venceu a disputa pela prefeitura de Campo Grande e deixou o Congresso, ao passo que Geraldo Resende cumpriu o mandato e foi reconduzido ao cargo em 2014. 

Eleição     Candidatos        Candidatos por vaga
2026           122                   15,25
2022           156                   19,50
2018           130                   16,25
2014           130                   16,25
2010            74                    9,25

Dois anos mais tarde, foi derrotado na disputa pela prefeitura de Dourados. Em 2018, buscou novamente a recondução, contudo não se elegeu e assumiu pelos três anos seguintes a Secretaria Estadual de Saúde (2019-2022) durante o segundo mandato de Azambuja como governador. Há quatro anos voltou ao Congresso. 

Antecessor de Riedel no Governo do Estado, Azambuja disputa uma vaga no Senado em 2026, disputa dividida com Vander Loubet, atualmente titular no Congresso. 

Sem mandato atualmente, Fábio Trad disputa a sede da governadoria estadual pela 1ª vez. Luiz Henrique Mandetta e e Antônio Carlos Biffi não disputam as eleições gerais deste ano, assim como Marçal Filho, atualmente prefeito de Dourados. 

Além de Geraldo Resende, Beto Pereira (Republicanos); Camila Jara (PT); Dagoberto Nogueira (PP)
Dr. Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Marcos Pollon buscam a reeleição.

 

 

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