Política

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Governo sugere que STF realize audiência pública para discutir PEC dos Precatórios

Promulgada em setembro, a Pec estabelece limites para o pagamento dessas dívidas, abre novo prazo de parcelamento de débitos dos municípios e altera o índice de correção das dívidas

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A Advocacia-Geral da União (AGU) sugeriu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux que convoque uma audiência pública para debater os efeitos da PEC dos Precatórios, questionada na Corte em ação movida pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em especial, os trechos que estabelecem um teto escalonado para pagamento de precatórios e extinguem o prazo para a quitação de débitos no regime especial de pagamentos devem ser objeto de mais discussões, segundo a AGU. Em relação aos demais pontos, o órgão defende que a ação seja rejeitada.

"Dada a complexidade e a relevância social dos objetivos almejados pelas normas impugnadas, sugere-se a essa Suprema Corte a análise da conveniência e da oportunidade de realizar audiência pública, com o objetivo de colher subsídios técnicos, científicos e jurídicos que possam auxiliar no deslinde da controvérsia, na busca de uma solução que atenda ao interesse público e garanta uma gestão responsável do estoque da dívida em precatórios", diz a manifestação enviada ao Supremo nesta quarta-feira, 15.

A PEC dos Precatórios, promulgada em setembro, estabelece limites para o pagamento dessas dívidas, abre novo prazo de parcelamento de débitos dos municípios e altera o índice de correção das dívidas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Além disso, a emenda à Constituição exclui temporariamente os precatórios do limite de despesas primárias da União a partir de 2026 e permite a abertura de espaço de R$ 12 bilhões no Orçamento para o pagamento de licença-maternidade, em cumprimento a uma decisão do STF que derrubou a carência mínima de 10 meses para trabalhadoras autônomas receberem o benefício.

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Afastamento

Dino afasta sobrinho de Carlos Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Maranhão

Decisão se deu no âmbito de inquérito que investiga assassinato de um homem em São Luís

17/08/2026 13h30

Ministro Flávio Dino

Ministro Flávio Dino Foto: Gustavo Moreno/STF

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou nesta segunda-feira, 17, o afastamento do presidente do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA), Daniel Brandão, sobrinho do governador do Estado, Carlos Brandão, por 180 dias. A decisão se deu no âmbito de inquérito que investiga assassinato de um homem em São Luís. Procurada pelo Estadão, a defesa não se manifestou.

No despacho, o magistrado cita indícios de "repasses financeiros, entregas em espécie, pagamentos indiretos e custeio de despesas" com o objetivo de manter em segredo a participação de Daniel no caso. Também menciona o risco de usar o cargo para favorecimento do tio, cujas contas são julgadas pelo órgão de contas.

O conselheiro do TCE-MA esteve no local onde o crime ocorreu minutos antes do homicídio, mas seu nome foi omitido em investigação da Polícia Civil que apurou o caso. A suspeita é de que o assassinato estaria ligado a um pedido de propina feito por Daniel, que na época era secretário do governo do tio. A linha investigada foi revelada pelo Estadão. O autor do crime, Gilbson Cutrim Junior, foi condenado a 13 anos de prisão.

Na decisão, Dino também afirmou que há suspeitas de envolvimento de Daniel em suposto esquema de desvio de emendas parlamentares do qual seu tio seria o líder. Na semana passada, o ministro autorizou busca e apreensão em endereços de empresas da família e de outras que, segundo a Polícia Federal, também são controladas pelos Brandão por meio de "laranjas". O conselheiro seria um dos administradores ocultos dos negócios.

O governador, que foi vice de Dino quando o magistrado governou o Maranhão, de 2014 a 2022, rompeu politicamente com o antigo aliado e agora afirma ser vítima de perseguição política.

O inquérito está sob a relatoria do ministro devido a diálogos obtidos pela PF em que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) teria pressionado o ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para travar a apuração de assassinato. Por envolver um parlamentar com foro privilegiado, o caso foi transferido para o STF.

Na última sexta-feira, 14, Dino retirou o sigilo de três decisões proferidas por ele nessas investigações. A medida, que permite detalhar o que pesa contra Brandão, foi tomada após o ministro ter se tornado alvo de críticas públicas por causa de uma operação ordenada pelo colega Alexandre de Moraes para descobrir a fonte de um jornalista que publicou reportagens sobre carros oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão usados por Dino e sua família no estado.

Mato Grosso do Sul

Riedel mantém agenda de trabalho no início da campanha

Governador participa de reunião do Consórcio Brasil Central e recebe comitiva de Bela Vista para tratar de financiamento de obras de infraestrutura

17/08/2026 10h01

Eduardo Riedel durante reunião do Consórcio Brasil Central

Eduardo Riedel durante reunião do Consórcio Brasil Central Álvaro Rezende/Governo de MS

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Na primeira segunda-feira após o início da campanha eleitoral, o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, mantém compromissos de trabalho agendados para o dia.

O dia 17 do governador começou com uma reunião do Consórcio Brasil Central, grupo que reúne Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Rondônia, Maranhão e Distrito Federal.

Riedel atualmente é o presidente do consórcio, que tem administração rotativa.

Durante a reunião, Riedel estará acompanhado do secretário-executivo do Consórcio Brasil Central, com quem fará a atualização dos projetos estruturantes e o alinhamento das próximas ações estratégicas da entidade.

Na sequência da reunião, ainda na manhã desta segunda-feira, o governador recebe uma comitiva de Bela Vista para tratar do Convênio de Financiamento (COF) do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (FOCEM) com o município.

O financiamento viabilizará o projeto “Cidade Bem Cuidada”, que prevê obras de pavimentação asfáltica, saneamento e drenagem urbana nos bairros Primaveras e Costa e Silva, localizados na região de fronteira com o Paraguai.

A iniciativa reforça a cooperação entre Estado, município e instituições de integração regional para melhorar a infraestrutura urbana e a qualidade de vida da população de Bela Vista, especialmente em uma área estratégica para Mato Grosso do Sul e para as relações do Brasil com o Paraguai.
 

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