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Gustavo Passarelli, advogado de MS, entra na disputa por vaga de ministro do STJ

Professor de Direito, advogado há 25 anos, concorre ao cargo com outros 33 advogados; presidente Lula é quem define o certame

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Professor de direito civil em cursos de graduação e pós-graduação, o advogado Gustavo Passarelli da Silva, em atividade já há 25 anos, em Mato Grosso do Sul e outras regiões do país, é um dos concorrentes à vaga de ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça). A disputa envolve 34 advogados do Brasil que disputam o lugar do ministro Felix Fischer, que aposentou-se em agosto do ano passado.

A lista com os nomes dos concorrentes será examinada pelo Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Dali, sai uma relação com seis postulantes ao cargo. Essa seleção fica pronta no dia 19 de junho, data da reunião agenda pelo conselho.

A lista sêxtupla segue para o STJ, que reduz as opções pela metade, ou seja, elenca três nomes. A última etapa da disputa é definida pelo presidente Lula, que escolhe o nome do novo ministro do STJ, corte integrada por 33 ministros.

QUEM É

Na OAB de MS, Gustavo Passarelli já ocupou a diretoria-geral da Escola Superior de Advocacia entre os anos de 2010 a 2013.

O advogado foi eleito, ainda, conselheiro federal suplente em 2013 e atuou na Comissão Especial de Direito Empresarial junto ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. 

Participou, também de diversas produções acadêmicas e científicas na área do Direito. 

Gustavo Passarelli, sócio-diretor do escritório Passarelli Advogacia, agiu em causas de personagens importantes da política sul-mato-grossenses, um dos quais o ex-governador Reinaldo Azambuja.

O QUE FAZ

Uma das missões do STJ é a de julgar crimes comuns praticados por governadores, desembargadores estaduais, federais, eleitorais e trabalhistas, conselheiros de tribunais de contas e procuradores da República, entre outros.

Nesses casos, um ministro do STJ preside o inquérito, conduzido pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. É do ministro relator a competência para autorizar ou determinar diligências e prisões nessa fase preliminar.

Confira a lista dos 34 advogados que disputam à vaga de ministro do STJ clicando aqui.

 

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Fachin decide tirar Moraes da relatoria do inquérito das fake news

Relator havia incluído acusações contra André Mendonça no processo

09/09/2026 19h10

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (9) e ficam preservadas todas as decisões tomadas por Moraes no processo até a data de hoje.

O inquérito foi aberto pela Corte em março de 2019 e continua em andamento. Na época, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, defendeu a medida como forma de combater a veiculação de notícias que atingiam a honorabilidade e a segurança do STF, de seus membros e parentes. O ministro também nomeou Moraes como relator.

A decisão de Fachin ocorre durante uma crise protagonizada por Moraes e o ministro André Mendonça. Na semana passada, Moraes incluiu acusações contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News. O relatório dizia que Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.

Dias antes, Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório da PF que trazia mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes. Vorcaro é alvo central da Operação Compliance Zero, que trata da suspeita de fraudes financeiras bilionárias no Master, e está preso atualmente.

Nesta quarta, Fachin determinou a retirada da investigação contra Mendonça do inquérito das fake news. Todo seu conteúdo foi remetido ao próprio presidente da Corte.

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Mendonça solta filho do Careca do INSS, que era sócio em empresas investigadas por desvios

Em meio à crise no STF, ministro determina a libertação de filho do empresário investigado por fraudes com aposentadorias

09/09/2026 17h13

Antonio Carlos Antunes, o

Antonio Carlos Antunes, o "Careca do INSS" Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a soltura do filho de Antônio Carlos Camilo, o Careca do INSS. Romeu Carvalho Antunes era sócio do pai em empresas usadas no esquema de descontos a aposentados. Ele fica proibido de se comunicar com os outros investigados.

Na decisão, o magistrado sustenta que Romeu não representa risco suficiente às investigações para justificar a manutenção da reclusão absoluta. Afirma que as novas cautelares impostas são o bastante.

“No caso de ROMEU, entendo que a segregação física integral não mais se mostra necessária na intensidade anteriormente reconhecida. A análise atual deve considerar, cumulativamente, o estágio alcançado pela investigação, a possibilidade de controle objetivo dos deslocamentos do investigado, sua retirada dos ambientes institucionais diretamente associados aos fatos apurados, a vedação de interlocução com investigados e testemunhas e a manutenção de sua vinculação à jurisdição nacional”, diz o magistrado.

Ele também diz que a defesa do réu provou que ele não exercia mais cargo nas empresas da família no período em que os crimes investigados teriam sido cometidos.

“A defesa comprovou que ROMEU havia deixado as funções empresariais. Tais elementos não eliminam, isoladamente, os riscos cautelares, mas possuem relevância na aferição de sua intensidade atual, especialmente quando conjugados com medidas diretamente dirigidas às fontes concretas de risco apontadas na investigação.”

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