Política

DENÚNCIA

Índios estão com tucanos e denunciam terrorismo do PT

Silvana Terena e Elizur Gabriel dizem que petistas esqueceram dos indígenas

TAVANE FERRARESI COM REDAÇÃO

20/10/2014 - 20h10
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Além de afirmar que o Governo do PT não está fazendo nada em favor dos índios, Silvana Terena, Elcio Terena e Elizur Gabriel - irmão de Oziel Gabriel, assassinado em Sidrolândia durante conflito em maio de 2013 - denunciaram que está havendo um clima de terrorismo nas aldeias, nesta reta final da campanha eleitoral do segundo turno.Eles anunciaram também apoio aos tucanos Reinaldo Azambuja e Aécio Neves

Silvana e Elizur, falando em nome do Movimento Indígena Urbano e das Bases, informaram que as aldeias de Miranda, Aquidauana, Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti estariam sendo visitadas por representantes do PT que declaram o risco que estariam correndo se votarem em Reinaldo Azambuja, para governador do Estado, e Aécio Neves, para presidente da República.

Eles declararam que o PT ''não está com os índios'' e por isso darão apoio aos candidatos tucanos e entregarão a eles, nesta terça-feira quando da visita de Aécio a Campo Grande, uma carta contendo diversas reivindicações.

Para eles, é importante que os índios tenham suas terras para trabalhar, mas defendem pagamento justos para os proprietários das áreas desapropriadas. 
 

ELEIÇÕES 2026

Riedel mantém cautela e evita falar em vitória no primeiro turno

Para sua campanha, o candidato apostou no trabalho feito durante os últimos quatro anos em que esteve no comando do Estado

04/10/2026 11h10

Eduardo Riedel (PP) votou na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann

Eduardo Riedel (PP) votou na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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O candidato à reeleição no Governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), votou, na manhã deste domingo (4), na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann, no bairro Monte Castelo, em Campo Grande. Durante coletiva de imprensa, o governador se manteve cauteloso em relação a uma possível vitória no primeiro turno. 

"A gente vai saber hoje, depois de abrir as urnas. Tem pesquisa, tem informação, mas eu sou daqueles cautelosos e que aguardo sempre o resultado das urnas. A gente vai estar observando, vendo o que aconteceu e preparado para poder aceitar e respeitar o que a sociedade sul-mato-grossense definiu", disse Riedel.

Além de se manter cauteloso, Eduardo Riedel falou também sobre sua campanha e diz estar com sentimento de "dever cumprido" durante os últimos quatro anos em que esteve no cargo.

"Como eu falei, acho que a gente conseguiu transmitir à sociedade o que foram esses quatro anos de trabalho. Os resultados falam por si. Os números que o Mato Grosso do Sul tem apresentado ao Estado e ao Brasil é fruto de trabalho. Então, o que a gente fez na campanha foi mostrar isso e olhar pra frente".

Na visão do governador, a disputa presidencial está indefinida e há uma tensão em torno dessa indefinição. Porém, apesar disso, ele diz que tem  um sentimento positivo para ganhar as eleições com o Flávio Bolsonaro (PL).

Riedel disse que irá acompanhar as apurações em casa, reunido com amigos e familiares. O candidato estará acompanhado da senadora Tereza Cristina e os candidatos ao Senado Federal, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar.

Diferença entre 2022 e 2026

Eduardo Riedel ressaltou a diferença desta eleição para a de 2022, quando foi eleito governador do Estado. Ele lembrou que na última, não era visto como favorito e tinha poucas intenções de voto, era uma campanha de apresentação.

"No primeiro mandato, apesar também do número alto de candidatos naquele momento, eu não era o favorito. Eu saí com 3% na intenção de votos no início do processo eleitoral. Então, foi uma campanha de apresentação, de convencimento, polarizada também, naquele momento.

Desta vez, a campanha é diferente, pois os eleitores o conhecem não apenas como candidato, mas como governador, com serviços e resultados prestados, focando em mostrar o que foi feito e as direções futuras.

"Hoje, é uma campanha completamente diferente, porque as pessoas conhecem já o Riedel, não só como candidato, mas como governador. Então, é uma campanha onde a gente tem que mostrar o que foi feito e dar o rumo, o direcionamento daquilo que a gente pretende realizar", complementou Eduardo Riedel.

 

insatisfação

Ao votar, Reinaldo Azambuja faz duras críticas ao Judiciário

Caso os prognósticos das pesquisas se confirmem, Azambuja deixou claro que no Senado pretende votar o que ele chama de regramentos

04/10/2026 10h06

Eduardo Azambuja votou na manhã deste domingo (4) acompanhado pela mulher, Fátima

Eduardo Azambuja votou na manhã deste domingo (4) acompanhado pela mulher, Fátima Paulo Ribas

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Apontado pelas pesquisas como um dos prováveis escolhidos pelos sul-mato-grossenses para uma das duas vagas ao Senado, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) mostrava-se confiante na vitória e fez duras críticas ao Judiciário no momento da votação, no Colégio Lúcia Martins Coelho, na região central de Campo Grande, na manhã deste domingo (4).

“Tá muito confuso, decisões monocráticas, decisões equivocadas, é ministro sob suspeição e isso vai passar com certeza pelo próximo senado, que eu não tenho dúvida vai ter coragem de a gente estabelecer realmente o regramento que diz na Constituição Brasileira”, afirmou.

De acordo com ele, os “poderes são harmônicos mas são independentes. Cada um tem independência para tratar do seu do seu, da sua responsabilidade com o Brasil. Executivo executa, Legislativo legisla e o judiciário só julga quando tem conflito. E eu espero que a gente possa reestabelecer o poder Judiciário, cumprindo o papel constitucional lá da Constituição de 1988”, falou, referindo-se às recentes polêmicas em Brasília.

E também não faltaram críticas à Justiça local. “Essas resoluções do Tribunal Eleitoral que extrapolam a lei, que proíbem você praticamente de fazer campanha. Você fica impedido de visitar uma empresa, de falar com colaboradores. Outro dia os juízes eleitorais queriam, proibir, aqui em Campo Grande, o direito de ter mais de uma bandeira por quadra. É uma coisa impossível isso”, reclamou.

“O Judiciário até nas eleições está interferindo muito na vida das pessoas e nós não podemos aceitar isso. O problema é que cada dia o Poder Judiciário inventa algo novo para querer conturbar as eleições de todo o Brasil, afirmou ao mesmo tempo em que defendeu uma reforma no Judiciário e também uma reforma política.

De acordo com ele, quando exerceu o cargo de deputado federal foi favorável ao fim da reeleição e agora, caso seja eleito, voltará a defender esta bandeira, embora tenha cumprido dois mandatos consecutivos como governador de Mato Grosso do Sul.

Além, de defender reformas, Azambuja fez questão de afirmar que a reativação da ferrovia Malha Oeste, que está completamente parada, e a concessão da hidrovia do Rio Paraguai serão duas das principais bandeiras que pretender erguer na capital federal. O leilão para concessão de ambas está previsto para o próximo ano.

E, além de mostrar otimismo sobre a vitória nas urnas, Azambuja também disse estar confiante sobre o bom desempenho de Flávio Bolsonaro (PL). “Acho que nosso candidato, chega em primeiro lugar já no primeiro turno, Isso é importante pra quem vinha aí sempre com as pesquisas contrárias a ele, passou uma série de ataques durante a campanha toda, mas eu vejo que nessa reta final a população brasileira entende que ele é a pessoa que tem condições de agregar um novo projeto para o Brasil e voltar o Brasil a respirar como um país livre, democrático e independente”.

Para checar se suas expectativas vão se cumprir, Reinaldo Azambuja afirmou que vai acompanhar a apuração dos votos junto com o governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição, e com o Capitão Contar (PL) candidato ao Senado.

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