Política

BOLSONARISTA

Jornalista é preso pela Polícia Federal em Campo Grande

Oswaldo Eustáquio, jornalista bolsonarista foi preso na manhã desta sexta-feira, a mando do Supremo Tribunal Federal

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A Polícia Federal prendeu o jornalista Oswaldo Eustáquio na manhã desta sexta-feira, em Campo Grande. 

Os agentes federais cumpriram mandado de prisão expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, no inquérito que apura atos antidemocráticos, como ataques à sede do STF, em Brasília (DF).  

Há duas semanas, o blogueiro, famoso por sua defesa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais, foi alvo de ordem de busca e apreensão, em operação que outros blogueiros, como Alan dos Santos, também conhecido como Terça-Livre, foi alvo de mandado de buscas. 

O mesmo inquérito investiga a atuação da ativista Sara Geromini, a Sara Winter.  

Nesta sexta-feira, Eustáquio publicou vídeo na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, fronteira com Ponta Porã. 

Ele afirmava que estava na cidade para mostrar como o país vizinho enfrenta a pandemia. 

No Twitter, durante essa semana, ele disse que estava no Mato Grosso do Sul e no Paraguai para fazer um trabalho investigativo.  

VEJA O VÍDEO:

 

https://player.vimeo.com/external/432926025.sd.mp4?s=ee3de2d991ba3f71179f1c5fd86ccb283b644880&profile_id=164&oauth2_token_id=1289434942

Em uma de suas postagens, Eustáquio disse que o sucesso do país vizinho no combate à pandemia de coronavírus era simples, “comércio aberto e combate à desinformação na mídia”.  

Na manhã desta sexta-feira, pouco antes de ser preso, afirmou também em sua conta no Twitter que o General Pazuelo (ministro interino da Saúde), precisava encontrar uma forma rápida de enviar os 5,6 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina que estão parados no MS. 

Ainda não há comprovação de que esta denúncia é procedente.  

Sobre o inquérito que tramita no Supremo, a Procuradoria-Geral da República argumentou ao STF que Eustáquio defendeu uma “ruptura institucional de maneira oblíqua”. 

Seu perfil oficial no Twitter comunicou a prisão no início da tarde, afirmando que o ativista foi preso arbitrariamente. “É o oitavo preso político do Brasil”, disse a conta.

Política

MPO reduz projeção de arrecadação com PIS/Cofins 2026 em R$ 21 bi após zerar alíquota de diesel

A previsão de arrecadação com a Cofins este ano caiu de R$ 423 bilhões, na Lei Orçamentária Anual

24/03/2026 19h00

Crédito: Arquivo / Agência Brasil

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Os ministérios do Planejamento (MPO) e da Fazenda diminuíram a estimativa de arrecadação com o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) no acumulado de 2026 em R$ 21 bilhões, após terem decidido zerar a alíquota dos impostos sobre o diesel, em meio à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional. Os números constam do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do primeiro bimestre.

A previsão de arrecadação com a Cofins este ano caiu de R$ 423 bilhões, na Lei Orçamentária Anual (LOA), para R$ 409,6 bilhões.

Já a estimativa de receitas com o PIS/Pasep diminuiu de R$ 118,6 bilhões para R$ 111,0 bilhões. A apresentação divulgada pelo governo não deixa claro se a redução se deve apenas à isenção dos tributos sobre o diesel, anunciada no último dia 12.

O governo já esperava ter uma perda de R$ 20 bilhões com a isenção de impostos, compensada pela criação de um imposto sobre a exportação de petróleo. Neste relatório, a equipe econômica atualizou a expectativa de arrecadação na rubrica "outras receitas administradas pela Receita Federal", de R$ 54,5 bilhões para R$ 73,3 bilhões - um aumento de R$ 18,8 bilhões.

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INJÚRIA

Projeto que iguala misoginia ao racismo é aprovado no Senado

a proposta reconhece a misoginia como uma grave violação de direitos, caracterizada por ódio, aversão ou desprezo às mulheres.

24/03/2026 18h30

Ana Paula Lobato, autora do projeto, e a relatora Soraya Thronicke conversam com Davi Alcolumbre

Ana Paula Lobato, autora do projeto, e a relatora Soraya Thronicke conversam com Davi Alcolumbre Fonte: Agência Senado

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O Projeto de Lei nº 896/2023, que inclui a misoginia entre os crimes previstos na Lei do Racismo, foi aprovado nesta terça-feira (24) pelo plenário do Senado Federal, sob relatoria da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).

De autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), a proposta estabelece punições para condutas motivadas por discriminação ou preconceito contra mulheres e reconhece a misoginia como uma grave violação de direitos, caracterizada por ódio, aversão ou desprezo às mulheres.

O texto prevê a inclusão da misoginia na Lei nº 7.716/1989, a tipificação da injúria misógina, com pena de reclusão de 2 a 5 anos e multa, e a criminalização de condutas como praticar, induzir ou incitar discriminação contra mulheres.

O parecer apresentado pela senadora Soraya mantém o núcleo da proposição e consolida o entendimento de que a misoginia deve ser enfrentada com o mesmo rigor jurídico aplicado a outras formas estruturais de discriminação.

O parecer também promove ajustes no Código Penal para evitar sobreposição de normas (bis in idem), restringindo a causa de aumento de pena por injúria contra mulher ao contexto de violência doméstica e familiar. Com isso, a injúria misógina passa a ser tratada como crime mais grave no âmbito da Lei nº 7.716/1989. O projeto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

Violência doméstica

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reforçam a importância da matéria. Em 2023, o Judiciário brasileiro registrou mais de 640 mil novos processos relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher, além da concessão de centenas de milhares de medidas protetivas.

Os números evidenciam a persistência de um cenário de violência estrutural, frequentemente alimentado por práticas e discursos misóginos.

Na avaliação da senadora Soraya Thronicke, embora o ordenamento jurídico já conte com instrumentos importantes, como a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio, ainda há lacunas na resposta penal a manifestações de ódio e discriminação contra mulheres.

“A misoginia não se limita a uma manifestação individual de preconceito, mas sustenta e legitima a violência contra mulheres. Equiparar sua repressão à dos crimes de racismo é reconhecer sua gravidade e fortalecer a proteção jurídica”, afirma. 

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