Política

ELEIÇÕES 2022

Justiça Eleitoral frustra adversários de Tereza Cristina em pedidos de impugnações de candidatura

Mandetta e ex-juiz Odilon tentaram incriminar concorrente ao Senado por abuso de poder

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O ex-juiz federal Odilon de Oliveira, do PSD e Luiz Henrique Mandetta, do União Brasil, candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul, que haviam ingressado com representações eleitorais contra a deputada federal Tereza Cristina, do PP, adversária deles, têm visto suas investidas fracassadas.

É que TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de MS rejeitou as apelações dos candidatos que acusam Tereza por prática de "abuso de poder e autoridade", uma violação da lei eleitoral que, se comprovada, poderia refutar o registro de candidatura da ex-ministra da Agricultura.

Luiz Mandetta, outro ex-ministro (Saúde), foi o primeiro a contestar a candidatura de Tereza. Na ação de investigação judicial eleitoral, o candidato ao Senado narra que Tereza teria cometido crime eleitoral ao participar de um evento, no fim de agosto passado, com o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio Cunha Filho.

Tereza foi a uma solenidade em que o ministro fez vistorias técnicas no lançamento das obras de pavimentação da BR-419, estrada que liga Aquidauana a Rio Verde de Mato Grosso e, ainda, numa vistoria técnica às obras do anel viário de Campo Grande. Ainda na apelação, Mandetta cita que fotografias e vídeos das cerimônias foram exibidos pela própria Tereza em suas redes sociais.

Mandetta pediu a concessão de liminar em que quis a imediata suspensão das divulgações e, ainda, que:

"... seja julgada procedente a presente ação de investigação judicial eleitoral para fim de se confirmar o abuso de autoridade e poder público por parte da requerida [Tereza] e determinar-se a cassação do registro de candidatura ou, se já diplomada, a cassação do diploma, se declarando suas inegebilidades para as eleições que se realizarem oito anos subsequentes".

Contudo, na interpretação do desembargador Julizar Barbosa Trindade "vale dizer, os expedientes apresentados não dão certeza de que a mesma [Tereza] discursou e se apresentou ao público eventualmente presente, buscando associar sua imagem à realização daquela obra e, com isso, beneficiar-se eleitoralmente".

Escreveu ainda o magistrado: "... sequer é possível determinar se havia multidão reunida, além das autoridades, respectivos assessores e trabalhadores da construção civil".

O desembargador entendeu que "não há evidências de que a ré tenha desequilibrado o pleito eleitoral ao comparecer ao evento e, por conseguinte, não há como admitir que a divulgação do material em seus perfis sociais afeta a igualdade de oportunidades entre os candidatos". Com essas argumentações, Barbosa Trindade indeferiu o pedido de Mandetta.

MARCHA PARA JESUS

Mandetta também pediu à Justiça Eleitoral que Tereza Cristina teria praticado abuso de autoridade por participar, junto com o governador Reinaldo Azambuja, do PSDB, no dia 7 de setembro, dia da Independência, da "Marcha para Jesus", evento que reuniu milhares de fiéis. O candidato ao Senado pediu, também nessa apelação, a cassação do registro de Tereza Cristina.

A ação do ex-ministro da Saúde também foi rejeitada pelo desembargador Julizar Trindade.

PESQUISA

Luiz Henrique Mandetta contestou, ainda, o fato de Tereza Cristina divulgar "em seu espaço do horário eleitoral gratuito de televisão informando que segundo as pesquisas, está na frente dos demais candidatos ao Senado".

Relator desse caso, o juiz Ricardo Gomes Façanha, indeferiu o recurso e pediu para que a questão seja arquivada.

ODILON DE OLIVEIRA

O ex-juiz federal Odilon de Oliveira, candidato ao Senado pelo PSD, também moveu uma ação de investigação eleitoral contra Tereza com a finalidade de "coibir e apurar condutas que possam afetar a igualdade na disputa entre candidatos em uma eleição, como o abuso do poder econômico ou de autoridade e o uso indevido de meios de comunicação social durante a campanha eleitoral".

Odilon repetiu a acusação que já havia sido feita pelo candidato Henrique Mandetta. Tem a ver com a cerimônia que marcou o lançamento de obras na BR-419, evento que contou com a participação do ministro Marcelo Sampaio Cunha Filho (Infraestrutura).

Nesse caso, o desembargador Julizar Barbosa Trindade mandou notificar a candidata e deu prazo de cinco dias para que ela apresente a defesa.

eleições 2026

Cúpula da Justiça Eleitoral debaterá em Campo Grande fake news criadas por IA

O juiz eleitoral Olivar Augusto Coneglian informou que o 59º Ccorelb vai tratar de outros desafios impostos pela tecnologia

21/04/2026 08h30

O juiz eleitoral Olivar Augusto Coneglian detalhou o evento

O juiz eleitoral Olivar Augusto Coneglian detalhou o evento divulgação

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De 22 a 24 de julho, o auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande, vai receber a cúpula da Justiça Eleitoral para a 59ª edição do Colégio de Corregedoras e Corregedores Eleitorais do Brasil (Ccorelb), tendo como um dos principais focos o debate para combater as fake news impulsionadas por inteligência artificial (IA) nas eleições deste ano.

Conforme o juiz eleitoral Olivar Augusto Roberti Coneglian, que atua como auxiliar da Vice-Presidência e da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), esse tema vem ganhando centralidade no debate eleitoral brasileiro diante dos desafios impostos pelas novas tecnologias.

Para isso, de acordo com ele, o evento reunirá autoridades de todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do Brasil, além de representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consolidando-se como um dos principais fóruns de articulação da Justiça Eleitoral no País.

O magistrado sul-mato-grossense explicou que o Ccorelb é um colegiado que reúne corregedores eleitorais de todo o Brasil para debater e aprimorar práticas relacionadas com a gestão, fiscalização e regularidade dos serviços eleitorais. 

Realizados três vezes ao ano, os encontros funcionam como espaços estratégicos para troca de experiências, alinhamento de procedimentos e fortalecimento da atuação conjunta da Justiça Eleitoral.

Olivar Augusto Coneglian acrescentou que Campo Grande foi escolhida para sediar a 59ª edição do
Ccorelb, que é a última antes da eleição deste ano, por vários motivos. “O principal é que o TRE-MS está há vários anos entre as cortes eleitorais que mais rapidamente apura as eleições. E, mais que isso, Mato Grosso do Sul é um dos estados que têm um melhor desenvolvimento do pleito, isso significa que a população tem acesso fácil às urnas e consegue desenvolver a contento seu direito ao voto”, argumentou.

Entre os temas em destaque nesta edição, além do enfrentamento à desinformação produzida com o uso de inteligência artificial, estarão as auditorias periódicas que garantem a segurança das urnas eletrônicas e do sistema de votação brasileiro – frequentemente apontado como referência internacional –, bem como estudos voltados à melhoria da logística eleitoral. 

A redução de filas em locais de votação, problema recorrente em grandes centros urbanos e regiões com alta densidade eleitoral, também deve entrar na pauta. “O avanço das tecnologias exige uma atuação cada vez mais coordenada da Justiça Eleitoral, especialmente no enfrentamento às fake news produzidas por inteligência artificial, que representam um dos maiores desafios para a lisura do processo eleitoral”, assegurou.

Por isso, os corregedores e equipes das corregedorias, além da organização das eleições, também debaterão o assunto. “Combater a produção e a disseminação das notícias falsas sempre foi e sempre será uma das obrigações da Justiça eleitoral”, reforçou.

Dentro desta máxima, ele pontuou que, apesar de ter ainda muito para se estudar e decidir sobre IA, um entendimento que vem se fixando é que não é o caso de só se sancionar quem produz, mas também quem divulga e quem se beneficia do falso. 

“Não basta a pessoa alegar que não sabia que uma notícia que reenviou era falsa, cada cidadão tem a obrigação de verificar antes de replicar”, alertou.

O magistrado ainda explicou que devem ser discutidas iniciativas de modernização dos serviços prestados ao eleitor, como o uso de ferramentas digitais, a ampliação do atendimento remoto e estratégias para aumentar a transparência e a confiança pública nas eleições.

Eleições

Caiado afirma que Kassab seria nome ideal para vice em chapa: 'Perfeito, completo em tudo'

A declaração foi dada neste domingo, 19, durante agenda em que os dois participaram no Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá

20/04/2026 21h00

Divulgação

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Pré-candidato à Presidência pelo PSD, o ex-governador goiano Ronaldo Caiado afirmou que o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, seria o nome ideal para compor sua chapa como vice.

A declaração foi dada neste domingo, 19, durante agenda em que os dois participaram no Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP).

"Era perfeito, completo em tudo. Maior articulador. Já tenho o seu apoio. Pode ter certeza, isso daí fecharia com chave de ouro", disse Caiado a jornalistas.

Segundo o ex-governador de Goiás, a negociação sobre a formação da chapa tem sido articulada dentro do partido.

"Nós estamos evoluindo, mas, neste momento, eu quero deixar claro que nós estamos evoluindo mais na parte da construção do plano de governo.", disse. A previsão é que a construção do programa seja finalizada até a convenção do PSD, prevista para julho.

Ronaldo Caiado foi escolhido pré-candidato ao Planalto pela sigla no fim do mês passado. Após a desistência do governador paranaense Ratinho Júnior, o PSD deveria optar entre Caiado e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.

Em seu perfil no X (antigo Twitter), Kassab registrou o compromisso em Guaratinguetá e ressaltou que após a cerimônia no santuário, o prefeito Junior Filippo (PSD) e "lideranças políticas e empresariais da região" ofereceram um almoço a Caiado.

No passado, a relação entre os dois já foi marcada por embates públicos. Em 2015, então senador, Caiado se referiu a Kassab como "traíra" e "cafetão do Planalto", acusando-o de cooptar parlamentares. Também afirmou que ele tinha "caráter líquido" e se moldava "ao formato do poder".

As postagens no X em que os comentários foram feitos já não estão mais no ar. Gilberto Kassab comentou o assunto no início do ano, pouco depois da filiação de Caiado ao PSD, quando prints das publicações voltaram a circular nas redes.

Segundo o dirigente, os dois mantêm uma relação de amizade "há muitos anos" e as críticas ocorreram em um momento de "muito estresse", em que o PSD se consolidava e o então Democratas (DEM), ao qual Caiado era filiado, atravessava uma crise interna

O presidente do PSD afirmou ainda que, poucos dias depois das publicações, Caiado entrou em contato para se retratar. "O Caiado ligou, pediu desculpas e, durante esses anos todos, tivemos várias oportunidades juntos. Eu posso dizer que somos amigos e há muito respeito da minha parte com ele e dele comigo", disse.

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