Política

Eleições 2026

Justiça manda Catan tirar vídeo do hospital do ar; candidatura corre risco

TRE-MS deu 24 horas para candidato ao governo remover publicação feita no Hospital Regional e proibiu nova divulgação; processo ainda será julgado no mérito e prevê, entre as sanções possíveis em caso de condenação, multa e cassação do registro ou diploma

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A Justiça Eleitoral determinou que o deputado estadual e candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, João Henrique Catan, retire das redes sociais um vídeo de campanha produzido com imagens captadas dentro do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande.

A decisão atende a um pedido feito pela coligação Fazendo o Futuro Acontecer, que sustenta a candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel. A liminar foi proferida nesta quinta-feira (17) pela juíza auxiliar da propaganda Mariel Cavalin dos Santos, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

Catan e o candidato a vice-governador de sua chapa, Antonio João Coimbra Jacintho, terão 24 horas, contadas da intimação, para remover o vídeo e interromper eventual impulsionamento da publicação.

A magistrada também determinou que o conteúdo não seja republicado e estabeleceu multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

A ordem foi além. A Meta, responsável pelo Instagram, deverá tornar o vídeo indisponível no prazo de três horas após ser intimada. Catan e Jacintho terão cinco dias para apresentar defesa.

O caso pode ter consequências mais amplas que a retirada da publicação. Na ação, a coligação que apoia Riedel pede a condenação dos candidatos por conduta vedada e, entre as sanções requeridas, está a cassação do registro.

A decisão desta quinta-feira, porém, é apenas liminar: a Justiça deixou expresso que ainda não houve julgamento definitivo sobre a existência da irregularidade nem sobre eventual aplicação de sanções.

Por isso, embora a ação possa resultar em uma sanção capaz de atingir a candidatura caso seja julgada procedente e preenchidos os requisitos legais, Catan não perdeu a candidatura com a decisão desta quinta-feira.

Vídeo de oito minutos dentro do Hospital Regional

A ação foi proposta pela coligação Fazendo o Futuro Acontecer, liderada pelo atual governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição, contra Catan e Jacintho. Conforme a petição inicial, a publicação questionada tem aproximadamente 8 minutos e 16 segundos e mostra Catan percorrendo dependências do Hospital Regional, conversando com pacientes e funcionários e tratando das condições da unidade.

Segundo a representação, durante o vídeo aparece a identidade visual de campanha “Governador Catan, Vice Jacintho 30”, enquanto a legenda da publicação também contém mensagem eleitoral.

A acusação sustenta que Catan teria conseguido acesso a áreas internas do hospital por causa de sua condição de deputado estadual e, posteriormente, transformado as imagens obtidas durante a visita em propaganda de sua candidatura.

Em um dos trechos reproduzidos no processo, Catan afirma que pretende ajudar a solucionar problemas da saúde de Mato Grosso do Sul, comenta as condições encontradas no hospital e diz que seria possível “fazer diferente”.

A representação também transcreve a fala de uma mulher que afirma que o parlamentar estava no Hospital Regional para “fiscalizar”.

A coligação argumentou, a partir disso, que o parlamentar teria utilizado prerrogativas próprias do mandato para acessar espaços que não estariam disponíveis aos demais candidatos nas mesmas condições.

A acusação também apresentou à Justiça um requerimento que, segundo a petição, teria sido utilizado por Catan para fundamentar seu acesso a áreas restritas da unidade.

Justiça vê indícios de vantagem eleitoral

Ao analisar o pedido, a juíza fez uma distinção importante. A decisão não concluiu que Catan estava impedido de entrar no Hospital Regional para exercer sua função de fiscalização como deputado estadual.

Também afirmou que, nesta fase do processo, não existem elementos suficientes para dizer que a visita tenha sido originalmente planejada como ato de campanha. A controvérsia está no uso eleitoral posterior das imagens.

Segundo a magistrada, há elementos suficientes, nesta análise inicial, para considerar plausível a alegação de que imagens obtidas em áreas de um bem público, mediante acesso proporcionado ou facilitado pela condição funcional de Catan, foram posteriormente transformadas em material eleitoral.

A legislação eleitoral proíbe o uso de bens públicos em benefício de candidato, partido ou coligação quando a situação compromete a igualdade de oportunidades entre os concorrentes.

A própria decisão ressalta que gravar imagens em um espaço público não configura automaticamente uma conduta vedada. O ponto considerado relevante é se foram utilizadas dependências às quais os demais candidatos não teriam acesso em condições equivalentes.

No caso analisado, a magistrada destacou que o material mostra pacientes, leitos e funcionários e que o vídeo posteriormente divulgado recebeu elementos explícitos de campanha, incluindo a identificação da chapa de Catan.

Para a Justiça, a legitimidade de uma fiscalização parlamentar, por si só, não autorizaria transformar eventual vantagem de acesso decorrente do mandato em instrumento eleitoral.

“O exercício do mandato pode justificar o ingresso do parlamentar em determinadas dependências públicas para fins de fiscalização.”

Na sequência, a decisão pondera que isso não significa necessariamente autorização para converter o acesso proporcionado pela função pública em recurso de campanha, principalmente quando as imagens são produzidas em locais não disponíveis aos demais concorrentes nas mesmas condições.

TSE já julgou caso envolvendo hospital

Outro elemento considerado na decisão foi um precedente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2025.

Naquele julgamento, citado tanto pela coligação quanto pela magistrada, o TSE considerou que a utilização de hospital público para gravação de atos de campanha, envolvendo funcionários e áreas de acesso restrito, pode caracterizar benefício eleitoral ilícito e conduta vedada pela legislação.

A juíza afirmou que, considerando apenas os elementos disponíveis nesta etapa inicial, a situação apresentada contra Catan é compatível com a hipótese analisada anteriormente pelo TSE.

Risco de cassação será analisado no julgamento

É justamente o julgamento do mérito que poderá definir o impacto efetivo do processo sobre a candidatura.

A Resolução nº 23.735/2024 do TSE, reproduzida na própria representação, estabelece entre as consequências possíveis para determinadas condutas vedadas multa e cassação do registro ou diploma do candidato beneficiado, conforme o enquadramento e a conclusão da Justiça Eleitoral.

A coligação pediu expressamente que, ao final, sejam aplicadas as sanções previstas na legislação, incluindo a cassação do registro.

Na petição, a acusação pediu multa entre R$ 5,3 mil e R$ 106,4 mil, além das demais consequências previstas na legislação eleitoral.Nada disso foi aplicado nesta quinta-feira.

A magistrada ressaltou que a decisão é cautelar e que ainda serão analisados, após a apresentação da defesa, pontos como as circunstâncias do ingresso no Hospital Regional, quais dependências foram efetivamente utilizadas, eventual participação de servidores, a responsabilidade individual dos candidatos e as possíveis consequências jurídicas.

Por enquanto, a medida efetivamente imposta é a retirada do vídeo, a interrupção de eventual impulsionamento, a proibição de republicação das imagens internas do hospital para propaganda eleitoral e a multa diária de R$ 5 mil caso a determinação seja descumprida.

Catan diz que fiscalização motivou ação

Em resposta ao Correio do Estado, João Henrique Catan afirmou que esteve no Hospital Regional no exercício do mandato de deputado estadual e classificou a visita como uma ação de fiscalização. Segundo ele, o objetivo era ouvir pacientes e familiares sobre problemas enfrentados na unidade.

O candidato também reagiu ao pedido de cassação de seu registro apresentado pela coligação que apoia a candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel.

“Agora, a coligação do governador Eduardo Riedel pede a cassação do registro da minha candidatura por causa dessa atuação fiscalizatória. Recebo isso com tranquilidade e confiança na Justiça. Fiscalizar não é crime. Ouvir o cidadão não é crime. Denunciar problemas na saúde pública não é crime”, afirmou.

Catan disse ainda que a ação não mudará sua atuação como deputado e candidato.

“Não vou deixar de cumprir o meu papel porque o governo se incomodou com a fiscalização. Se querem discutir o que acontece no Hospital Regional, vamos discutir. Se querem contestar as denúncias, que apresentem soluções para os problemas que a população está enfrentando.”

Por fim, o candidato afirmou que continuará percorrendo Mato Grosso do Sul e sustentou que sua candidatura permanece ativa.

“Eu não vou me calar. Continuarei percorrendo Mato Grosso do Sul, ouvindo as pessoas e mostrando aquilo que precisa ser mudado. Minha candidatura está de pé, minha consciência está tranquila e minha disposição para enfrentar os problemas de Mato Grosso do Sul é ainda maior.”

 

INTERINO

Riedel passa o comando do governo de MS para presidente do TJMS

Dorival Renato Pavan assume o Estado até o dia 6 de novembro, devido à ausência dos outros dois na linha de sucessão: o vice-governador Barbosinha e Gerson Claro, presidente da ALEMS

01/11/2026 16h00

O governador Eduardo Riedel passou o comando da administração estadual para o presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan

O governador Eduardo Riedel passou o comando da administração estadual para o presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan Reprodução

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Eduardo Riedel (PP) passou, de forma interina, o cargo de governador do Estado para o desembargador Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), na manhã deste domingo (1). Pavan ficará no comando até a próxima sexta-feira (6). 

Em sua rede social, Riedel disse que estará de licença por uma semana, mas não deu mais detalhes sobre seu afastamento temporário. O governador de Mato Grosso do Sul se limitou a desejar um bom trabalho ao desembargador e disse que tem "certeza de que Mato Grosso do Sul estará em boas mãos durante esse período".

O desembargador Dorival Renato Pavan é apenas o 4º magistrado que assume o cargo de governador de MS. Isto porque, além da licença temporária de Riedel, os dois na linha de sucessão também estarão ausentes de seus cargos durante uma semana, ou seja, o vice-governador Barbosinha (Republicanos) e o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP). 

"Nesse período, a governabilidade que o senhor tem pleno do nosso Estado vai ser mantida sem sobressaltos para que quando o senhor retornar, o Estado esteja na mesma condição excelente que tem deixado aqui", disse Pavan no vídeo divulgado por Eduardo Riedel.

O presidente do TJMS ressaltou que, durante o período, sua atuação será pautada pela prudência e pela manutenção das diretrizes estabelecidas pelo atual governo, restringindo-se aos atos necessários ao funcionamento regular da administração pública estadual.

“Não haverá, portanto, qualquer propósito de promover inovações administrativas, alterações nas políticas públicas ou intervenções que possam afetar o plano de governo e a execução orçamentária em curso, cuja condução compete legitimamente ao Governador titular”, explicou.

Pavan também comentou que a substituição temporária representa a harmonia entre os Poderes constituídos. “O compromisso será, acima de tudo, preservar a estabilidade institucional, a continuidade dos serviços públicos e o regular funcionamento da máquina administrativa, assegurando uma transição temporária tranquila e harmoniosa”, acrescentou.

“Encaro essa missão como expressão da harmonia e da colaboração que devem nortear as relações entre os Poderes constituídos, sempre em benefício da população sul-mato-grossense”, finalizou o presidente do TJMS.

4ª vez na história

A primeira ocasião em que um presidente do TJMS ocupou o cargo de governador do Estado ocorreu em 30 de abril de 2002, quando o desembargador José Augusto de Souza assumiu o Governo do Estado por algumas horas, durante o licenciamento do então governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT.

Em 2006, o desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte, presidente do Tribunal de Justiça à época, assumiu interinamente o Governo de Mato Grosso do Sul por 12 dias, entre 20 de setembro e 2 de outubro. A substituição foi em razão do afastamento de Zeca que se licenciou do cargo para se dedicar à campanha eleitoral.

Os outros dois na linha de sucesão também estavam envolvidos com campanha eleitoral. O presidente da Assembleia Legislativa, na época, Londres Machado (PL), tentava a reeleição para deputado estadual e o vice-governador Egon Krakhecke (PT) disputava vaga ao Senado.

A terceira vez foi em julho de 2019, quando o então presidente do TJMS, desembargador Paschoal Carmello Leandro, ocupou interinamente o cargo, entre a tarde do dia 8 e o dia 9 de julho. Na ocasião, o então governador Reinaldo Azambuja, o vice-governador Murilo Zauith e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa, viajaram juntos a Assunção, no Paraguai, para assinar acordos institucionais e debater projetos de integração regional, como a Rota Bioceânica.

Agora, o desembargador Dorival Renato Pavan será o quarto presidente do TJMS a exercer temporariamente o comando do Poder Executivo estadual.

Expogenética

Antes de deixar o cargo para Dorival Renato Pavan, a última agenda do governador Eduardo Riedel foi a abertura da 3ª edição da feira Expogenética MS, realizada no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande. O evento segue até o dia 8 de novembro.

Em seu discurso, Riedel destacou que os setores do campo e da indústria completam a cadeia produtiva e diversificam a matriz econômica, dando a segurança necessária ao ambiente de negócios.

"A gente fica muito feliz em apoiar uma iniciativa como essa porque um dos grandes ativos que Mato Grosso do Sul tem é a proteína animal, carne bovina exportando para o mundo inteiro e a genética do gado nelore faz parte desse processo, dessa base de produção", destacou Riedel. 

Realizada pela Associação Sul-Mato-Grossense dos Criadores de Nelore, com apoio da Acrissul, a programação do evento reúne leilões, julgamentos de animais, provas equestres, rodeio, rodada de negócios, atrações culturais, parque de diversões e ações sociais.

COTADA

Simone Tebet entra no radar de Lula para indicação ao STF, diz jornal

Reeleito na semana passada, o petista terá que indicar, pelo menos, três nomes à suprema corte durante seu quarto mandato

01/11/2026 14h10

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet Valter Campanato/Agência Brasil

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A três-lagoense Simone Tebet (PSB) está entre os nomes cotados para ser indicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que terá direito a pelo menos três indicações à suprema corte do País até o fim do seu quarto mandato, em 2030. A informação foi dada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

O nome de Tebet ao STF não seria por acaso, afinal, ela se formou em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1992, aos 21 anos. Além disso, possui especialização em Ciência do Direito pela Escola Superior de Magistratura. Em 1998, concluiu o mestrado em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

No campo da política, a sul-mato-grossense presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal e, durante o terceiro mandato de Lula, foi ministra do Planejamento e Orçamento. Nas eleições de 2026, concorreu novamente como senadora, desta vez por São Paulo, mas ficou na terceira colocação e não foi eleita.

De acordo com a apuração do jornal paulistano, Lula já decidiu que vai indicar uma mulher ao STF nesses próximos quatro anos, mas ainda não decidiu qual. Além de Tebet, o nome de Daniela Teixeira, ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também está no radar do presidente.

Vale lembrar que uma das indicações de Lula terá que acontecer neste início de quarto mandato, visto que há uma vaga em aberto desde outubro de 2025, quando Luís Roberto Barroso se aposentou do tribunal. Neste período, o petista chegou a indicar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, mas foi rejeitado pelo Senado.

Ainda não se sabe se o presidente tentará novamente indicar Messias ou se escolherá outro nome diante da resistência do Senado. Este novo nome, ainda segundo a Folha de S. Paulo, pode ser o do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco.

As outras duas indicações serão para preencher as aposentadorias dos ministros Luiz Fux, em abril de 2028, e de Carmen Lúcia, no ano seguinte. E são nesses dois momentos que o nome de Simone Tebet pode pintar na mente de Lula.

ITAMARATY

Além da nomeação ao STF, o nome de Simone também está cotado para assumir o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty. 

A articulação ocorre em meio à mobilização de diplomatas que defendem a nomeação de uma mulher para a chefia do Itamaraty, cargo que nunca foi ocupado por uma representante feminina.

Na última quarta-feira (28), a Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras (AMDB) encaminhou uma carta ao presidente Lula defendendo que a composição do novo governo contemple uma mulher à frente da diplomacia brasileira.

O documento não apresenta candidatas específicas, mas a sul-mato-grossense aparece entre os nomes considerados por integrantes do Ministério das Relações Exteriores.

A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles, que aponta a experiência política de Tebet e sua proximidade com o setor produtivo como fatores favoráveis a uma eventual indicação.

A mobilização também ganhou espaço nas redes sociais. Em publicação na conta oficial da Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras no Instagram, a entidade divulgou uma campanha com a hashtag #MulherChanceler e a mensagem: “Queremos uma mulher no comando do Ministério das Relações Exteriores!”.

A iniciativa reforça a defesa de maior representatividade feminina na diplomacia brasileira e busca sensibilizar o governo federal para a escolha de uma mulher para o cargo, até hoje nunca ocupado por uma representante feminina.

Entre os argumentos considerados nos bastidores está a capacidade da ex-ministra de estabelecer diálogo com diferentes setores econômicos, especialmente o agronegócio, que possui participação expressiva nas exportações brasileiras.

A trajetória política construída em Mato Grosso do Sul também é vista como um diferencial. Antes de integrar o governo federal, Tebet exerceu os cargos de prefeita de Três Lagoas, vice-governadora do Estado e senadora da República.

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