Política

Do paraíso ao inferno

Leia o editorial da edição de hoje do jornal Correio do Estado

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DA REDAÇÃO

13/03/2014 - 14h19
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Comprovou-se que “não se pode enganar a todos todo o tempo”. Estava insustentável tentar manter a administração da Capital apenas com promessas.

Acreditando numa série de promessas, os campo-grandenses foram às urnas e elegeram Alcides Bernal para prefeito de Campo Grande. Confiaram que seria possível colocar em prática as belas palavras que falavam em melhorias na saúde, educação, infraestrutura, tudo propiciado com a redução de impostos. Seria ótimo, se fosse viável, e ao menos metade do prometido acontecesse. Pouco tempo depois, veio a decepção, com a lamentável constatação de que não seria executado praticamente nada. A cidade parou. A tentativa de administração revelou-se em ineficiência e despreparo. Prometeu o céu, um paraíso, que, logo, transformou-se em desastre, um inferno.

Faltaram remédios e materiais nos postos de saúde, onde até exames simples foram suspensos; as obras que estavam em andamento foram completamente abandonadas, projetos novos não foram elaborados, e recursos federais foram perdidos; pelo segundo ano consecutivo, os estudantes das escolas municipais voltaram às aulas sem material escolar e, para piorar, não há mais uniformes; o setor econômico não avançou em praticamente nada, sem incentivos a novas empresas. Vivemos um cenário catastrófico.

Além das promessas não cumpridas, a gestão foi marcada por uma série de erros, ilegalidades e contradições nos atos administrativos, os quais, até hoje, seguem sem explicações. As incoerências motivaram a Câmara de Vereadores a investigar e, em junho do ano passado, a CPI do Calote foi aberta. Várias empresas estavam sem receber, enquanto outras – escolhidas conforme a preferência de Bernal – eram beneficiadas. Assim, os empresários prejudicados foram praticamente forçados a suspender contratos, e a população ficou desassistida. Licitações foram dispensadas sem justificativa plausível, e produtos foram comprados por preços mais altos. Todas essas irregularidades foram encaminhadas ao Ministério Público Estadual.

Em outubro, os vereadores votaram e, com base nas apurações da CPI, decidiram instaurar a Comissão Processante, resultando nas nove denúncias de ilegalidades votadas, ontem, pelos vereadores. Testemunhas foram ouvidas, mas o prefeito Alcides Bernal procurou se esquivar o tempo todo das explicações. Como sempre, após eleito, evitou o diálogo com políticos, imprensa ou qualquer cidadão que ousasse questionar algo sobre sua gestão. Fechou-se num castelo, que ruiu e desmoronou. Iniciou-se, então, uma guerra no Tribunal de Justiça, para tentar manter-se no poder. Em dezembro do ano passado, a sessão de julgamento chegou a começar, mas foi suspensa. Agora, com o aval do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), os vereadores puderam julgar Bernal, o que culminou com a cassação, ontem, com 23 votos favoráveis. Foi a saída encontrada para salvar Campo Grande do caos que estava instalado.

Comprovou-se, assim, que “não se pode enganar a todos todo o tempo”. Estava insustentável tentar manter a administração da Capital apenas com as promessas, com as belas palavras (novamente pronunciadas, ontem), enquanto faltavam ações. Neste dia histórico, os vereadores defenderam que fizeram o melhor por Campo Grande e seus moradores, que estavam sofrendo com o descaso. Agora, a expectativa é que a Capital retome seu ritmo de crescimento. 

Designado

Bitto Pereira representará OAB Nacional no CNJ

Presidente da OAB-MS foi escolhido por Beto Simonetti, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil

15/10/2026 17h45

Bitto Pereira, Advogado e presidente da OAB-MS

Bitto Pereira, Advogado e presidente da OAB-MS Divulgação

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Presidente da  Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Bitto Pereira será o representante máximo da OAB no Conselho Nacional de Justiça em Brasília, evento que acontece na próxima terça-feira (20). 

A participação de Bitto foi designada pelo presidente do OAB nacional, Beto Simonetti, e confere a Bitto o posto de maior representante da advocacia nacional na 2ª Sessão Extraordinária de 2026. 

"Essa designação é uma das mais honrosas missões institucionais que recebo na minha trajetória na OAB. Portanto, eu compartilho com toda a advocacia sul-mato-grossense, certo de que, muito além de uma distinção pessoal, essa é uma deferência do presidente Simonetti", disse Bitto em uma de suas redes sociais. 

Para Bitto, a representação institucional da OAB no CNJ é muito importante para o aperfeiçoamento do poder judiciário, onde estará "com muita honra representando o presidente Beto Simonetti e a advocacia".

Encontros periódicos, as reuniões reúnem os 15 conselheiros sob a presidência do presidente do STF, Edson Fachin

 


 

 

Repercussão

Alckmin diz que PL apoiou fim da escala 6x1 por 'medo eleitoral' e pretende mudar medida depois

Apesar da mudança de posição, reportagens apontaram que Flávio já estaria sinalizando a aliados e empresários a intenção de rever a PEC caso fosse eleito presidente

15/10/2026 16h09

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República Arquivo

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, vice na chapa presidencial de Lula (PT), afirmou nesta quinta-feira, 15, que integrantes do PL apoiaram o fim da escala de trabalho 6x1 por “medo eleitoral” e pretendem modificar a medida posteriormente. A fala aconteceu durante entrevista coletiva em Salvador, antes de um encontro com empresários baianos.

“Na realidade, nós sempre defendemos. O presidente Lula sempre defendeu. Eles votaram por medo eleitoral e tem a ideia de mudar em seguida. Essa é a realidade. Então vamos ficar atentos, ficar atentos com a verdade”, afirmou Alckmin.

A crítica ocorre após o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciar, na terça-feira, 13, que votaria a favor do fim da escala 6x1, proposta aprovada pelo Senado na quarta-feira, 14, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. Até então, o senador havia classificado a medida como “oportunista”.

Apesar da mudança de posição, reportagens apontaram que Flávio já estaria sinalizando a aliados e empresários a intenção de rever a PEC caso fosse eleito presidente.

Durante a coletiva, Alckmin também defendeu um ajuste fiscal concentrado no combate a supersalários, privilégios e desperdícios, sem impor perdas aos aposentados. “Ajuste fiscal, nós defendemos. Agora, não é possível você faz um ajuste fiscal em cima, por exemplo, do aposentado”, disse. “Nós vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios de 300 000 e 400.000 reais, de desperdício”, acrescentou.

O vice-presidente afirmou ainda que o controle das despesas deve ser acompanhado do crescimento da economia e do emprego, de forma a melhorar a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB).

Alckmin rejeitou medidas que levem o País à recessão e ao desemprego ou transfiram o custo do ajuste à classe média e à população de menor renda. “Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, a economia crescer e segurar despesa. Aí você melhora a relação dívida PIB”, afirmou.

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