Política

Política

Livre, Sérgio Cabral agora busca anular condenações da Lava Jato

O caminho é longo, mas parte dele já traçado por decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região).

Continue lendo...

Após obter autorização para sair na rua após mais de seis anos preso, ao ex-governador Sérgio Cabral muda o foco para outro objetivo nos tribunais: anular suas condenações cujas penas somadas chegam, atualmente, a 375 anos, 8 meses e 29 dias de prisão.

O caminho é longo, mas parte dele já traçado por decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região).

O encerramento da totalidade dos casos, porém, exigirá reinterpretação do Judiciário sobre temas já decididos ou uma eventual declaração de suspeição na atuação do juiz Marcelo Bretas nos processos, também almejada pelo ex-governador.

Cabral foi autorizado a sair de casa nesta quinta-feira (9) após o TRF-2 derrubar a última ordem de prisão domiciliar contra ele. O ex-governador estava desde dezembro preso num apartamento em Copacabana, após passar seis anos na cadeia em regime fechado.

https://materiais.correiodoestado.com.br/funil-base-pagina-de-vendasEle saiu da prisão após decisão do Supremo.
A defesa ainda tenta revogar restrições que o impedem de sair de casa à noite, em feriados e fins de semana, impostas pela Justiça Federal de Curitiba, onde foi condenado pelo ex-juiz Sérgio Moro em 2017. Mas o foco da atuação dos advogados já começa a mudar.

A via mais rápida para anulação dos processos de Cabral é buscar a extensão da decisão do STF que declarou a incompetência de Bretas para julgar casos que não envolvam obras tocadas por empreiteiras.
O julgamento ocorrido em dezembro de 2021 se referia à Operação Fatura Exposta, sobre desvios na Secretaria Estadual da Saúde. Mas, aos poucos, tem sido adotado em outros processos.

No fim do ano passado, Bretas estendeu o entendimento para ações vinculadas à Operação Unfair Play, que investigou propina paga pelo empresário Arthur Soares. O TRF-2 também adotou o entendimento para processos na Operação Favorito, que apurou supostos crimes cometidos pelo empresário Mario Peixoto na gestão Cabral.

O STF também já retirou, em razão do mesmo entendimento, as ações envolvendo a Operação Ponto Final, que trata de repasses ilegais feitos por donos de empresas de ônibus.

As decisões levam à anulação de três condenações do ex-governador, deixando outras também sob risco.
O efeito delas, porém, não é o suficiente para zerar as penas de Cabral.

Para isso, os advogados do ex-governador pretendem ampliar o questionamento sobre a prevenção de Bretas em determinados processos.
Um dos focos é desvincular a Operação Eficiência, que investigou a lavagem de dinheiro de Cabral por meio dos doleiros Renato e Marcelo Chebar, da Calicute, que tem como foco o pagamento de propina por empreiteiras e levou à prisão dele em novembro de 2016.

Outro, mais complexo, se refere à razão da atuação de Bretas na prisão do ex-governador. O magistrado conduziu o caso Cabral porque o considerou vinculado à Operação Saqueador, que tinha como principal alvo Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta Construções.

O empresário foi condenado por lavagem de dinheiro e pela geração de R$ 370 milhões em dinheiro vivo para o pagamento de propina. Cavendish disse que fez repasses apenas a Cabral, tendo usado outra parte do dinheiro para remunerar informalmente funcionários da empreiteira. O ex-governador não era acusado nesse processo.

O vínculo entre a Saqueador e a Calicute já foi debatido no STJ (Superior Tribunal de Justiça), que à época confirmou a ligação. A intenção da defesa de Cabral, agora, é reabrir a discussão. Caso tenha sucesso na discussão, os advogados podem levar à anulação de todas as demais ações contra o ex-governador.
Outro alvo de interesse do ex-governador são os procedimentos abertos na Corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) sobre a atuação de Bretas.

O magistrado foi citado em delações premiadas de dois advogados que apontam irregularidades na sua atuação, cujos detalhes estão sob sigilo. Ele nega as acusações.

Após as decisões dos últimos meses, Cabral só voltaria à cadeia com o trânsito em julgado de alguma de suas condenações. A ação penal mais adiantada é a que o acusa de receber R$ 2,7 milhões de propina por obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).

O recurso da defesa contra a condenação está no STJ (Superior Tribunal de Justiça). No ano passado, o STF reafirmou a competência da Justiça Federal de Curitiba para atuar no caso, o que dificulta a anulação da sentença. Não há, porém, qualquer prazo para a conclusão do processo.

Cabral é acusado de cobrar 5% de propina nos grandes contratos de seu mandato pelo MDB (2007-2014). As investigações descobriram contas com cerca de R$ 300 milhões no exterior em nome de laranjas, além de joias e pedras preciosas usadas, segundo o Ministério Público Federal, para lavagem de dinheiro.

Inicialmente, o político negava as acusações, mas dois anos depois da prisão decidiu confessar seus crimes. Em 2019, ele conseguiu fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal, anulado pelo STF em maio de 2021. Nos últimos depoimentos à Justiça e em inquéritos, ficou em silêncio.

Assine o Correio do Estado 

Denúncias

Pardal: eleitores denunciam duas irregularidades eleitorais por dia em MS

Levantamento considera os registros apresentados desde 16 de agosto

14/09/2026 17h45

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Consulta feita pelo Correio do Estado ao painel público do Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias sobre propaganda irregular, mostra que Mato Grosso do Sul já contabiliza 67 ocorrências relacionadas às eleições de 2026.

O levantamento foi realizado nesta segunda-feira (14), e considera os registros apresentados desde 16 de agosto, data do pontapé oficial do período de campanhas eleitorais. Ou seja, em média, duas irregularidades são denunciadas todos os dias no Estado. 

Campo Grande concentra 26 registros, o equivalente a 38% das denúncias feitas no Estado. Dourados (12), Ponta Porã (5) e Bonito (5) aparecem em seguida. Jardim, Ivinhema, Corumbá, Miranda, Nova Andradina, Três Lagoas, Sonora, Rio Brilhante, Chapadão do Sul, Coxim e Caarapó também possum denúncias de irregularidades. 

Na Capital, as denúncias envolvem distribuição de material gráfico, comícios e showmícios, utilização de bens públicos, propaganda na internet e outdoors. Um dos registros aparece no sistema sem a informação sobre o tipo de irregularidade apontada.

Em Dourados, uma denúncia está relacionada ao uso de bens públicos e outra à propaganda na internet. Ivinhema tem um caso envolvendo omissão de informações obrigatórias, enquanto Jardim e Nova Andradina registraram ocorrências relacionadas a outdoors. Em Miranda e Três Lagoas, as denúncias tratam de propaganda eleitoral na internet.

Entre os cargos envolvidos, candidatos a deputado estadual (29) e a deputado federal (22) concentram a maioria das denúncias. Demais denúncias foram destinadas a candidatos a governador (4), senador (2), partido e coligação (10). 

O painel público do Pardal não informa os nomes dos candidatos ou responsáveis denunciados. O relatório disponibilizado pela Justiça Eleitoral apresenta somente o município, o tipo de irregularidade, o cargo envolvido e a situação da ocorrência. Os nomes podem constar no ambiente interno da Justiça Eleitoral ou em processos do PJe que não estejam sob sigilo.

A propaganda na internet é o tipo mais frequente, com 15 registros. Bens públicos (12), vias públicas (8), outdoors e outdoors eletrônicos (6), comícios e showmícios (5), distribuição de material gráfico (4) também estão entre as denúncias. Também há denúncias por adesivagem, confecção e distribuição de brindes. 

Das 67 denúncias apresentadas em Mato Grosso do Sul, 55 já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico. A maior parte dos registros, 35, foi enviada por aparelhos com sistema iOS, enquanto 32 partiram de dispositivos Android.

O registro no Pardal não significa que a irregularidade tenha sido comprovada. As informações encaminhadas pelos eleitores passam pela análise da Justiça Eleitoral, que verifica a existência de elementos mínimos e define as providências cabíveis para cada caso. Os dados podem ser conferidos aqui!

Chamamento

Tereza Cristina aciona 40 senadores para acompanhar julgamento de Moraes no STF

Tendência, entretanto, é que o julgamento seja adiado por pedidos de vista de ministros aliados de Moraes

14/09/2026 14h30

tereza

tereza

Continue Lendo...

A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) ligou para mais de 40 parlamentares ao longo do final de semana para pedir que venham a Brasília acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para esta terça-feira (15), visto que o julgamento no Supremo pode definir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Os congressistas que já estão na capital vão fazer um pronunciamento nesta segunda-feira, no Senado, com a presença de Tereza e do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

Conforme apurado pelo Estadão, a tendência, entretanto, é que o julgamento seja adiado por pedidos de vista de ministros aliados de Moraes.

Por sua vez, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) solicitou na semana passada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que abra uma sessão extraordinária nesta terça para que os parlamentares acompanhem o julgamento no Supremo mas, conforme apurou a Coluna, Alcolumbre não deve se pronunciar oficialmente sobre o pedido.

O presidente do Congresso tem se queixado a aliados da pressão que vem sofrendo de seus pares, especialmente os da oposição, para que dê andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF.

Em conversas reservadas, os congressistas reclamam da "passividade" da Casa diante da crise que passou a assombrar a Corte. Alcolumbre é próximo de Alexandre de Moraes e voltou a ter boa interlocução com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fatores que diminuem ainda mais as chances de o presidente do Senado agir em relação aos conflitos envolvendo o STF antes das eleições.

Com informações de Estadão Conteúdo 
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).