O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou neste sábado, 31, por uma avaliação de rotina no primeiro dia após a cirurgia de catarata no olho esquerdo. Segundo informações da Secretaria de Comunicação Social (Secom), ele apresentou evolução satisfatória, com exame oftalmológico dentro do esperado para o período. O procedimento foi realizado na clínica Mirar Oftalmologia, em Brasília.
Nesta sexta, 30, foi informado que Lula passou pela cirurgia e teve alta hospitalar na sequência. O procedimento é indicado com o avanço da idade. Em 2020, ele já havia sido submetido a uma cirurgia de catarata no olho direito. Não há agenda prevista para este fim de semana. Segundo a Secom, o presidente retornará às atividades habituais na próxima segunda-feira, 2.
Sinais
De acordo com o CBO, a catarata causa uma diminuição progressiva da visão. É comum o paciente perceber a visão turva, nebulosa ou com aspecto de "véu", e ter sensibilidade à luz, alteração na percepção de cores (visão desbotada ou amarelada) e dificuldade para enxergar à noite.
Outros sinais incluem halos ao redor de luzes, visão dupla em um único olho e a necessidade frequente de alterar a graduação dos óculos. Muitas vezes a pessoa manifesta dificuldade acentuada para dirigir ou enxergar em ambientes com pouca iluminação. Há situações em que visualiza círculos coloridos ou reflexos intensos em torno de lâmpadas e faróis de carros, especialmente à noite e percebe as cores menos intensas ou com um tom amarelado.
Outros sinais que fazem acender o alerta é a necessidade de alterar a prescrição de lentes com frequência e enxergar duas imagens de um único objeto, mesmo quando se fecha um dos olhos.
Procedimento
“Todas as pessoas terão que operar a catarata um dia, com o tempo — duas vezes, pois temos dois olhos”, diz Maria Auxiliadora Frazão. De acordo com a médica, o ideal é que a cirurgia seja feita em um olho de cada vez, com diferença de algumas semanas entre os dois procedimentos, como fez o presidente Lula, que já passou pela operação no olho direito.
“Assim, avaliamos os resultados, como o organismo responde, se o grau ficou bom e se evoluiu bem. Se sim, seguimos da mesma forma para o outro olho“, detalha a médica e presidente do CBO Maria Auxiliadora Frazão.
Riscos e contraindicações
De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), como toda cirurgia, a de catarata também traz riscos. Complicações como infecções, descolamento de retina, entre outros, podem acontecer. “Por isso, a cirurgia deve ser realizada com planejamento e responsabilidade, sem subestimar um procedimento realizado dentro do olho”, diz Maria Auxiliadora Frazão.
Antes do procedimento, são exigidos exames para avaliar as condições de saúde do paciente. Casos de diabetes descontrolado, alterações de retina e algumas condições pré-existentes podem adiar ou mesmo contraindicar a cirurgia.
Brasil
De acordo com a CBO, a cirurgia de catarata é o procedimento oftalmológico eletivo mais feito no Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com dados do Observatório da Saúde Ocular, do CBO, o SUS fez 7,8 milhões de cirurgias de catarata entre janeiro de 2015 e novembro de 2025, com um aumento registrado 120% em 10 anos. Em 2015, foram realizadas 470.246 cirurgias. Já em 2025, até o mês de novembro, o volume foi de 1.034.714
Do total de cirurgias feitas pelo SUS em 2024, 52% dos procedimentos foram em pessoas com idade entre 40 e 69 anos, enquanto 46% ocorreram em pacientes com 70 anos ou mais.
** Com informações de Agência Brasil

