Política

Eleições 2026

Lula assina ofício abrindo sigilo telefônico e bancário dele e dos 5 filhos

Solicitação será entregue ao TSE e presidente cobra que Flávio Bolsonaro faça o mesmo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta segunda-feira, 19, que entregará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um ofício para abrir seus sigilos telefônico e bancário e os de seus cinco filhos. Em ato de campanha em Porto Alegre, o petista cobrou que seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo.

O anúncio amplia o desafio lançado por Lula no debate Band/Estadão deste domingo, 18, e reiterado nas redes sociais nesta segunda-feira. Ao retomar os embates com o adversário, o presidente chamou o senador de "miliciano" e acusou Flávio e sua família de corrupção.

"Eu não posso permitir que um miliciano fique atrás de mim no debate, com um escrito na mão, 'corrupto'. Porque corrupto é a família dele, é ele. Então, a única coisa que eu estou pedindo é que ele tenha coragem de provar que é honesto", afirmou.

Segundo Lula, o ofício será entregue ao TSE nesta terça-feira, 20. "Eu quero que a Justiça investigue e depois divulgue para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão neste País", declarou.

O presidente disse ter incluído os cinco filhos no documento porque, segundo ele, sua família é alvo de acusações a cada eleição. Ao apresentar a iniciativa como uma defesa de sua trajetória e da honra de seus familiares, o petista voltou a afirmar que esta será sua última disputa eleitoral.

"Essa é a minha última disputa eleitoral, minha última disputa, e eu não posso deixar que um ladrão tente jogar a minha biografia no lixo", disse.

Lula discursou no Largo dos Açorianos, no Centro Histórico da capital gaúcha, ponto de concentração para uma caminhada de campanha. Após a fala, iniciou o percurso ao lado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e do senador eleito pela Bahia Rui Costa (PT).

Eleições 2026

Eleitores com deficiência podem solicitar transporte gratuito até quarta-feira

Medida vale para eleitores que votam em Campo Grande

19/10/2026 15h45

Iniciativa faz parte do programa Seu Voto Importa, da Justiça Eleitoral

Iniciativa faz parte do programa Seu Voto Importa, da Justiça Eleitoral Foto: Antônio Augusto / Secom TSE

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Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida que votam em Campo Grande podem solicitar transporte especial gratuito para o segundo turno até a próxima quarta-feira (21). A iniciativa faz parte do programa Seu Voto Importa, da Justiça Eleitoral.

A solicitação deve ser feita por meio do formulário eletrônico disponível no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS). O mesmo formulário utilizado no primeiro turno será reaberto para receber os pedidos referentes ao segundo turno. 

Cabe destacar que o cadastro é destinado apenas a novas solicitações. Ou seja, quem já havia solicitado o transporte para os dois turnos e foi atendido no primeiro turno já tem o transporte garantido para o segundo, não sendo necessário realizar um novo cadastro. 

Para realizar a solicitação, é necessário fornecer informações conforme as exigências do formulário. O pedido dependerá de autorização do juiz eleitoral responsável.

Quem preferir também poderá fazer a solicitação presencialmente nos cartórios eleitorais de Campo Grande, das 12h às 18h, apresentando os mesmos documentos exigidos no formulário eletrônico.

Espólio 

Com o cenário mais apertado da história em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização do Brasil, em 1989, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) tentam seduzir e conquistar o 'espólio' de 100 mil votos sul-mato-grossenses no 2°turno, marcado para o próximo dia 25 de outubro.

Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essa foi a quantia de eleitores que foram às urnas convictos de seus representantes, contudo, rechaçaram tanto a ala petista, quanto o filho de Jair Bolsonaro no último dia (4). Neste cenário, o preferido aos olhos do sul-mato-grossenses foi o Escritor Augusto Cury (Avante), votado por 39.148 eleitores.

Na sequência, os mais votados foram: Renan Santos (31.847 votos); Ronaldo Caiado (23.291 votos); Romeu Zema (2.792 votos); Samara (1.291); Hertz Dias (353 votos); Clariana Barão (626 votos); Edmilson Costa (332 votos); Veterinário Wilson Grassi (209 votos) e Rui Costa Pimenta (183 votos). 

No cenário nacional,  Flávio consquistou 47,03% dos votos válidos (56.104.268), enquanto Lula foi o escolhido para 45,16% da população (53.876.617 votos).

Separados apenas por 1,87%, cerca de 2,23 milhões de votos absolutos, ambos correm contra o relógio para 'fisgar' eleitores de todas as regiões do país, seja nos grandes centros, ou em colégios eleitorais menores, caso de Mato Grosso do Sul. 

Saiba *

Para mais informações, a Central de Atendimento ao Eleitor de Campo Grande disponibiliza os seguintes canais:

WhatsApp: (67) 99987-4376
WhatsApp: (67) 99984-2922
Telefone: (67) 2107-7276

Após o 2° turno

Entrave sobre maioridade penal adia votação da PEC da Segurança Pública

Governistas defendem que redução se estabeleça em 16 anos e seja aplicada apenas a crimes hediondos enquanto oposição defende que maioridade penal caia para 14

19/10/2026 14h15

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) Arquivo

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Um entrave sobre a redução da maioridade fez com que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tratasse a análise da PEC da Segurança Pública somente após o 2° turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

O imbróglio tem como base uma discordância entre governistas e oposição quanto à idade mínima proposta para o tema, haja visto que governistas defendem que a idade mínima seja de 16 anos apenas para crimes hediondos, enquanto parlamentares da oposição sugerem que o índice seja de 14 anos. 

O anúncio sobre o calendário especial da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC 18/2025) foi realizado no último dia 14 por Alcolumbre. 

O presidente do Senado ja havia pautado a votação sobre o fim da escala 6x1 e disse que a proposta de emenda poderia ser votada na última quinta-feira (15) após sessão deliberativa, uma vez que o plenário da Casa aprovou um requerimento que acelerou a tramitação do texto-base, que havia sido aprovado pela comissão em setembro deste ano, mas faltava a votação dos destaques (propostas de alteração do texto principal) apresentados.

Enviada à Câmara dos Deputados em abril de 2025, a proposta compõe as medidas eleitorais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tem sido citada pelo petista como condição para a criação do Ministério da Segurança Pública.

O texto amplia a cooperação entre municípios, Estados e União, estende a competência da Polícia Federal e cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e o Sistema de Políticas Penais, entre outros pontos.

No mesmo dia, o relator da PEC da Segurança Pública, Rogério Carvalho (PT-SE), afirmou que as emendas sobre a redução da maioridade penal, tanto a encampada pelo governo quanto a da oposição, não seriam apreciadas com a proposta. 

A ideia, de acordo com Carvalho, é que não houvesse modificação na PEC da Segurança no Senado, o que obrigaria que o texto voltasse para a Câmara - onde já foi aprovado sem o tema da maioridade penal.

Impasse

Contudo, uma emenda que trata sobre o tema foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O texto estabelece a redução da maioridade penal para 16 anos na maior parte dos crimes e para 14 anos em crimes como tráfico de drogas e organização criminosa.

Outra apresentada pelo líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), trata da redução da maioridade penal para 16 anos apenas em caso de crimes hediondos, como homicídio, tortura e estupro, sem incluir delitos de menor gravidade, como furto.

Na Câmara, o tema foi descartado por uma articulação do próprio governo Lula com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que impediu que a redução fosse incluída no texto pelo deputado Mendonça Filho (PL-PE), relator da PEC naquela Casa.

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