Política

PETROBRAS

Maioria da bancada federal de
Mato Grosso do Sul defende CPI

Maioria da bancada federal de
Mato Grosso do Sul defende CPI

DA REDAÇÃO

28/03/2014 - 00h00
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A maioria dos deputados federais de Mato Grosso do Sul defende a criação da CPI Mista da Petrobras no Congresso Nacional. Dos oito parlamentares, cinco assinaram ou vão assinar o requerimento para que sejam iniciadas as investigações das denúncias de irregularidades na estatal, segundo a reportagem na edição de hoje (28) do jornal Correio do Estado. No Senado Federal, apenas o senador Ruben Figueiró assinou o pedido de instalação da CPI.

Os senadores Delcídio do Amaral (PT) e Waldemir Moka (PMDB) não assinaram o documento, que foi protocolado na Mesa Diretora do Senado Federal na manhã de ontem, com 28 nomes, um a mais do que era necessário. A assessoria de Moka disse que ele estava se deslocando aoEstado no final da tarde de ontem, por isso não teria como explicar sua decisão.

Já Delcídio é um dos envolvidos no escândalo de acordo com o senador Renan Calheiros (PMDB), presidente do Senado, que afirmou, em plenário na semana passada, que o senador sul-mato-grossense é o responsável pela indicação de Nestor Cerveró para a área internacional da Petrobras. Cerveró é apontado como o responsável por causar prejuízo de US$ 1 bilhão a estatal.

Entre os deputados federais do estado, Mandetta (DEM), Akira Otsubo (PMDB), Fábio Trad (PMDB), Reinaldo Azambuja (PSDB) e Marçal Filho (PMDB) afirmaram que assinaram ou vão assinar a instalação da CPMI. “Se tiver irregularidade, que se averigue. É bom que se faça a CPI para limpar a Petrobras para ela não perder o nome que tem. Isso afeta a credibilidade do Brasil, disse Marçal Filho. A reportagem é do correspondente do Correio do Estado em Brasília, Clodoaldo Silva.

REFORMA ADMINISTRATIVA

Maurício Simões decide ficar na Saúde, enquanto Ovando faz lobby pela Pasta

Reestruturação do HRMS está entre os motivos para o secretário rever intenção de sair do comando no 2º mandato de Riedel

15/10/2026 07h45

O médico Maurício Simões Corrêa é o titular da Saúde no Estado

O médico Maurício Simões Corrêa é o titular da Saúde no Estado Foto: ARQUIVO

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O titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Maurício Simões Corrêa, teria revisto a intenção de deixar o cargo e pretende permanecer na equipe do governador reeleito Eduardo Riedel (PP) no segundo mandato, que começa em janeiro de 2027. 

Conforme informação repassada ao Correio do Estado, entre os motivos para a mudança de disposição está o interesse em acompanhar a reestruturação do Hospital Regional Rosa Pedrossian (HRMS), um dos principais projetos da Pasta.

A intenção de permanecer ocorre em meio às articulações do deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP), que não conseguiu se reeleger e busca espaço no futuro secretariado.

O parlamentar passou a fazer lobby para ocupar a cadeira de Maurício depois do resultado das urnas e, como o Correio do Estado mostrou na edição de terça-feira, a movimentação de Ovando já incluiu até a divulgação de material de assessoria apresentando suas credenciais para assumir a Pasta.

Médico e integrante do mesmo partido do governador reeleito, ele tenta transformar a experiência profissional e a proximidade partidária em argumentos para chegar ao comando da SES.

Ainda segundo o relato recebido pelo Correio do Estado, Ovando teria sido convidado por Riedel para assumir a Pasta no início da primeira gestão, mas recusou a oferta. Agora, sem um novo mandato na Câmara dos Deputados, o parlamentar demonstra interesse em integrar a administração estadual.

As articulações pela SES também encontram uma diretriz já anunciada por Riedel para a montagem da próxima equipe: o governador afirmou que não pretende distribuir pastas apenas para acomodar interesses partidários. “A gente não loteia governo”, declarou no dia 6.

Segundo Riedel, a escolha dos integrantes do segundo mandato será precedida pela definição da estrutura administrativa e das necessidades de cada área, com foco na capacidade de execução das políticas públicas.

HRMS

Na Saúde, a continuidade da reestruturação do HRMS aparece entre os motivos apontados para Maurício desejar permanecer. O projeto combina ampliação da capacidade hospitalar, renovação dos equipamentos e mudança na administração dos serviços de apoio.

A parceria público-privada (PPP) foi contratada com a Inova Saúde MS, subsidiária da Construcap, por 30 anos. O hospital continuará público, com atendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto a assistência médica e de enfermagem permanecerá sob responsabilidade do Estado.

A concessionária ficará encarregada das obras, dos equipamentos e dos serviços não assistenciais. O planejamento prevê ampliar o número de leitos de 362 para 577. 

No pronto-socorro, a capacidade projetada passa de 22 para 77 leitos, enquanto a média de internações poderá crescer de aproximadamente 1,4 mil para 2.760 pacientes por mês.

Na apresentação da parceria, o governo anunciou R$ 966 milhões para obras, modernização e renovação tecnológica. O cronograma divulgado estabelece dois anos para a expansão e mais dois para a reforma das instalações existentes.

Também estão previstos centros de cardiologia e oncologia, ampliação da UTI e fortalecimento da maternidade de alto risco. Maurício participa das discussões sobre o modelo desde antes da licitação. 

Em fevereiro de 2024, durante reunião com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), ele já apresentava a possibilidade de uma PPP para determinados serviços hospitalares.

A participação também está formalizada no contrato da parceria: Maurício consta como ordenador de despesas e um dos signatários do documento, assinado em 23 de abril deste ano e publicado no Diário Oficial no dia 11 de maio.

SEGUNDO TURNO

Riedel e Azambuja mobilizam prefeitos para ampliar votação de Flávio em MS

Com meta de alcançar 70% dos votos no Estado, lideranças preparam ações nos 79 municípios neste fim de semana

15/10/2026 06h31

O senador eleito Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, comandou o encontro com os prefeitos de Mato Grosso do Sul em apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República

O senador eleito Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, comandou o encontro com os prefeitos de Mato Grosso do Sul em apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República Divulgação

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O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) mobilizaram prefeitos e lideranças políticas, na noite desta quarta-feira (14), em Campo Grande (MS), para intensificar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. 

Com meta de elevar a votação do candidato de cerca de 58%, registrada no primeiro turno, para 70% em Mato Grosso do Sul, o ato político foi realizado no comitê de campanha do também senador eleito Capitão Contar (PL).

O encontro reuniu 70 dos 79 prefeitos do Estado, além de parlamentares e candidatos eleitos e não eleitos. 
Os nove prefeitos ausentes justificaram a falta, enquanto o deputado federal reeleito Marcos Pollon (PL) não compareceu.

Adesivaço

Riedel defendeu a participação das lideranças em atividades de campanha nos 79 municípios neste sábado (17) e domingo (18). A orientação é transformar o apoio político em ações de mobilização dos eleitores na reta final da disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre as iniciativas anunciadas está a “Missão Flávio 22”, com ações simultâneas de adesivagem nos 79 municípios no sábado. A mobilização deverá continuar até o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Ao defender o envolvimento dos aliados, Riedel afirmou que a eleição de Flávio poderá fortalecer a relação de Mato Grosso do Sul com o governo federal e facilitar o encaminhamento de demandas de saúde e infraestrutura.

“Estamos pensando nos 79 municípios, de onde saímos vitoriosos nesta eleição. Quando projetamos os próximos quatro anos, será muito importante termos o Flávio Bolsonaro”, declarou.

O governador também destacou a atuação que espera dos representantes do Estado no Senado a partir de 2027. “Temos questões na saúde, infraestrutura, que precisam ser resolvidas e será possível uma relação mais próxima e altiva com a eleição dele. Teremos uma bancada exemplar de MS para o Brasil com os senadores Azambuja, Tereza e Contar”, afirmou.

Durante o discurso, Riedel criticou Lula ao comparar o anúncio de recursos para uma ponte na Bahia com os entraves relacionados à ponte de Porto Murtinho. Na avaliação do governador, as demandas do município sul-mato-grossense precisam de maior atenção federal.

Emendas

Azambuja, por sua vez, cobrou empenho dos prefeitos e demais lideranças para que as vitórias do grupo em Mato Grosso do Sul sejam acompanhadas da eleição de Flávio à Presidência. O senador eleito defendeu uma “vitória completa” e uma “vitória maiúscula”.

“Não podemos acabar com gosto amargo”, disse, ao mencionar a possibilidade de derrota para Lula. Em outro momento, reforçou o discurso contrário à permanência dos petistas no governo federal: “O Brasil não aguenta mais o PT”.

Reinaldo também prometeu “premiar” com emendas parlamentares os municípios onde Flávio alcançar as maiores votações. Segundo ele, o compromisso envolve Capitão Contar e a senadora Tereza Cristina (PP).

“Os municípios onde o Flávio tiver a maior votação, nós vamos premiar com as emendas”, afirmou, vinculando a promessa de destinação dos recursos ao desempenho eleitoral do presidenciável nas cidades.
 

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