Política

CONGRESSO NACIONAL

Maioria da bancada federal do Estado se posiciona favorável à Lei da Anistia

A oposição pressiona para que o projeto de lei seja pautado, pois acredita que tenha os votos necessários para a aprovação

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Com o início do julgamento de Jair Messias Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a oposição está pressionando, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, para que seja colocado em pauta no Congresso Nacional o projeto de lei que prevê uma anistia ampla aos condenados e aos investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente da República.

Ainda de acordo com a oposição, já há votos suficientes no Congresso Nacional para aprovar essa ampla anistia, que deve avançar após a conclusão do julgamento em curso no STF, sendo mais de 300 votos só na Câmara dos Deputados.

FONTE: Correio do Estado

O Correio do Estado procurou os 11 integrantes da bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional – três senadores e oito deputados federais –, e a maioria se posicionou favoravelmente a que seja pautado e aprovado o projeto de lei de anistia para os condenados e investigado pelo 8 de Janeiro, já incluindo o ex-presidente da República (veja quadro).

O senador Nelsinho Trad (PSD) disse à reportagem que é a favor de que o Projeto de Lei da Anistia seja aprovado. “Eu defendo a anistia essencialmente para aqueles que estavam só fazendo número na multidão, como sou favorável que aqueles que depredaram o patrimônio público sejam responsabilizados. O Brasil tem um histórico de anistia [perdão] que remonta ainda ao período do Império”, pontuou.

Já a senadora Tereza Cristina (PP) disse que, com relação à anistia, já se posicionou claramente a favor, por entender que pode resolver um problema e pacificar o Brasil. “Eu penso que a anistia resolveria um problema no Brasil, principalmente para aqueles que não depredaram o patrimônio público, enfim, tem pessoas e pessoas, tem atos e atos que foram feitos naquele dia”, declarou a senadora.

A parlamentar sul-mato-grossense recordou que muitos que participaram dos atos do 8 de Janeiro depredaram e fizeram vandalismo, mas outros participaram até de uma maneira meio inocente.

DEPUTADOS

O deputado federal Beto Pereira (PSDB) disse ao Correio do Estado que já tinha votado pela urgência para o Projeto de Lei da Anistia, para que o plenário tivesse a possibilidade de discutir prioritariamente a questão. 
“É imprescindível que se faça discussão com distinção nas penas aplicadas, uma vez que houve um aumento desproporcional nas sanções. É importante considerar que muitos estavam lá simplesmente exercendo seu direito à manifestação sem violência”, disse.

Por sua vez, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) revelou à reportagem que a oposição está trabalhando para que seja pautado o quanto antes o projeto de lei no Congresso Nacional.

“Tivemos uma boa sinalização com a saída do PP e do União Brasil do governo federal. Acredito que agora caminhamos com mais expectativa, mas é importante a população cobrar a presidência do Senado, que, recentemente, fez uma declaração de que não vai pautar a anistia”, recordou.

O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP) pontuou que o julgamento de Bolsonaro não é sobre justiça, é sobre perseguição, por isso, defende uma ampla anistia. “O STF, sob a batuta de Alexandre de Moraes, insiste em transformar narrativa em sentença, ignorando provas e esmagando o devido processo legal, enquanto isso, denúncias no Senado expõem abusos já praticados. No Congresso, cresce a força pela anistia, agora com o apoio decisivo da União Progressista”, disse.

Por outro lado, o deputado federal Vander Loubet (PT) falou ao Correio do Estado que não tem cabimento nenhum o tipo de anistia que está sendo proposto pela oposição. “Nem para o ex-presidente Bolsonaro nem para nenhuma outra pessoa que tenha atentado contra nossa democracia”, assegurou o petista.

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ELEIÇÕES 2026

Prazo para regularizar título de eleitor encerra em dois meses

Após o dia 6 de maio, o cadastro eleitoral será fechado, sendo reaberto apenas após o 2º turno das eleições de outubro.

06/03/2026 17h45

Eleitores podem regularizar o título eleitoral até o dia 6 de maio

Eleitores podem regularizar o título eleitoral até o dia 6 de maio Arquivo/ Correio do Estado

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O prazo para regularizar o título eleitoral começa a entrar nos últimos dois meses. A partir desta sexta-feira (6), faltam exatamente 60 dias para os eleitores terem todos os documentos regularizados para que executem seu direito de cidadão.

O último dia para isto é 6 de maio. Após essa data o cadastro eleitoral será fechado, sendo reaberto apenas após o 2º turno das eleições de outubro.

De acordo com a Lei das Eleições, nº 9.504 de 1997, a data limite e improrrogável para ficar certo com a Justiça Eleitoral, ocorre 150 dias antes da eleição.

O eleitor deve procurar o Cartório Eleitoral para regularizar a situação, onde pode solicitar pelos seguintes serviços:

  • transferência de domicílio
  • alteração de endereço ou local de votação
  • tirar o primeiro título eleitoral
  • atualização de dados cadastrais
  • ou cadastro biométrico

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) orienta para não deixar para a última hora, a fim de evitar filas, eventuais instabilidades do sistema ou imprevistos. É importante lembrar que quem não estiver em dia com a Justiça Eleitoral, não poderá votar nas eleições de outubro.

Como consultar?

Para consultar sua situação eleitoral, basta acessar o  autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral - (TSE) e preencher seus dados.

Como regularizar?

Em Campo Grande, a Central de Atendimento Ao Eleitor funciona das 12 às 18h, e está localizada na Rua Delegado José Alfredo Hardman, 180, Jardim Veraneio.

Também há atendimento eleitoral no Centro Integrado de Justiça - (CIJUS), das 12h às 18h.

O horário de expediente é o mesmo para os Fóruns Eleitorais localizados no interior do Estado.

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União

Governo Federal cumpre agenda para demarcar áreas no entorno do Rio Paraguai

Secretaria do Patrimônio da União deu início a uma série de audiências para proteger Pantanal

06/03/2026 17h20

Foto: Divulgação

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Por meio de audiências públicas, a Secretaria do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU/MS), encabeçada pelo superintendente Tiago Botelho, iniciou no último mês o processo de demarcação de áreas no entorno do Rio Paraguai. O Governo Federal visa abrir diálogos para atuar na proteção dos rios sul-mato-grossenses.

Botelho, representou a União na abertura dos diálogos, que já aconteceram em Miranda, Ladário, Corumbá, Aquidauana e Anastácio. As próximas audiências estão previstas para Maracaju, Bonito, Jardim, Porto Murtinho, Naviraí, Itaquiraí e Jateí, nos meses de março e abril.

O diálogo ocorre em um momento considerado estratégico para o Governo Federal, após a revogação do decreto nº 12.856, que previa a inclusão de trechos de rios federais no Programa Nacional de Desestatização (PND).

Corumbá recebeu a abertura oficial do procedimento administrativo de definição da linha média de enchente ordinária, parâmetro técnico que delimita as áreas de domínio público federal ao longo do rio Paraguai. As conversas têm objetivo discutir a separação de áreas públicas e privadas, com base em estudos técnicos, ambientais e jurídicos, para assegurar a transparência e participação social.

Foto: Divulgação / SPU 

"A demarcação tem metodologia técnica e embasamento jurídico. É um instrumento fundamental para proteger as margens do Rio Paraguai, ordenar o uso do solo e evitar conflitos fundiários", afirmou Botelho ao ressaltar o papel da SPU em proteger o patrimônio público e garantir que ele cumpra sua função social.

Entre os objetivos das audiências públicas estão a apresentação dos estudos técnicos que fundamentam a delimitação, a escuta de moradores, prefeituras, organizações da sociedade civil e órgãos ambientais, além da coleta de contribuições e eventuais contestações.

O processo também subsidia a decisão final da SPU quanto à homologação ou retificação dos limites, orientando medidas posteriores como registro cartográfico, regularização de ocupações, restrições de uso quando necessárias e ações de fiscalização.

Durante a audiência, a SPU/MS também apresentou balanço das ações recentes no estado. Entre 2023 e 2026, cerca de R$ 350 milhões em imóveis da União foram destinados a políticas públicas. Areas antes ociosas ou com pendências administrativas passaram a ser direcionadas para finalidades como saúde, educação, assistência social e regularização fundiária.

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