Política

IDEIA NAUFRAGADA

Maioria dos vereadores 'salva' mandato da prefeita de Sidrolândia

MPMS investiga contratos da prefeitura supostamente firmados por fraudes; morador entrou com pedido de afastamento, mas propósito foi sepultado por 9 votos a 4 

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A prefeita de Sidrolândia Vanda Camilo, do PP, está livre do pedido de afastamento do cargo que corria na Câmara dos Vereadores da cidade movido por um morador que o acusou por ela ter supostamente participado de um esquema de corrupção envolvendo contratos de empresas prestadoras de serviço e o município.

Por nove votos contra a quatro votos favoráveis, o propósito que poderia arruinar a carreira política de Vanda naufraugou de vez. 

O pedido de afastamento da prefeita foi feito no início deste mês por um morador da cidade, Alexandre Claudino Heck.

Heck, no pedido que fez, aponta a prefeita como suspeita de improbidade administrativa e ainda por obstrução de investigação.

Os vereadores também criaram uma CPI contra a prefeita, no dia 28 de julho passado para apurar supostas ações ilícitas implicando a prefeita. 

COMO FOI 

Entre os parlamentares que votaram contra o pedido de Heck rejeitaram o pedido de afastamento da prefeita, os vereadores Valdecir Carnevalli, do PSDB, Juscinei Claro, PP, Izaquei de Souza, do Patriota, Itamar de Souza, do União Brasil, Cledinaldo Cotócio, do PP, Elieu Vaz, do PSB, Gilson Galdino, do Rede, Otacir Pereira Figueiredo, o Gringo, indigena, do PP. 

Votaram pelo afastamento da prefeita, mas foram derrotados, os vereadores Adavilton Brandão, do MDB, Clayton Martins, do PSB, Enelvo Júnior e José Ademir Gabardo, ambos do PSDB. 

Não votaram os vereadores Sandro Gonzales, do PSD e Cristina Fiuza, do MDB. Com seis votos, seguiria a CPI contra a prefeita. 

INÍCIO

Sustentou a criação da CPI investigações conduzidas pelo MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), por meio da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Sidrolândia, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Geococ) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do MPMS,  

Na segunda quinzena de julho passado, o MPMS deflagrou a segunda fase da Operação “Tromper” [enganar], tendo como foco o cumprimento de quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. 

Conforme noticiou a assessoria de imprensa do MPMS, à época, o desdobramento das investigações, depois da primeira fase da Operação “Tromper”, identificou o "efetivo conluio entre empresas que participaram de licitações e firmaram contratos com a prefeitura de Sidrolândia, que somados chegariam a somas milionárias. 

Também se apurou, segundo o MPMS, a existência de uma organização criminosa voltada a fraudes em licitações e desvio de dinheiro público, bem como o pagamento de propina a agentes públicos, inclusive em troca do compartilhamento de informações privilegiadas da administração pública. Depois da investigação, a prefeitura afastou os servidores implicados no esquema.

O pedido do morador não segue mais, desapareceu com a votação dos 9 a 4. Os vereadores, contudo, mantêm a CPI.

Material edital para atualização de informações às 17h00

Documento

Líderes do PT, PCdoB e PV encaminham representação criminal contra Flávio e Eduardo à PGR

Representação também inclui o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro

14/05/2026 21h00

Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República Andressa Anholete/Agência Senado

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Líderes do PT, PCdoB e PV no Congresso Nacional encaminharam à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira, 14, uma representação criminal contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por "possíveis crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, peculato, desvio de recursos públicos, falsidade ideológica, corrupção, evasão de divisas, coação no curso do processo e crimes contra a soberania nacional".

A representação também inclui o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, entre outros aliados bolsonaristas. A peça foi protocolada um dia após o site The Intercept Brasil ter publicado uma reportagem que mostrou que Flávio negociou o repasse de R$ 134 milhões com Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", sobre a vida de Bolsonaro.

"A presente representação busca apurar se recursos privados oriundos do ecossistema do Banco Master, recursos públicos derivados de emendas parlamentares, estruturas societárias ligadas à produção do filme Dark Horse e operações em dólar realizadas no exterior foram articulados em uma engrenagem comum de financiamento político, comunicação internacional, blindagem judicial e sustentação do golpe continuado contra as instituições brasileiras", diz o documento.

O texto prossegue: "A hipótese investigativa envolve possível lavagem de dinheiro transnacional, uso de entidades interpostas, fragmentação de repasses públicos, ocultação de beneficiários finais, simulação de finalidade cultural e eventual caixa 2 político-eleitoral, inclusive mediante promoção antecipada da família Bolsonaro e de seu grupo político".

De acordo com a representação, "a hipótese central é que estruturas empresariais e associativas ligadas à produção do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, podem ter sido instrumentalizadas para captar, circular, ocultar ou dar aparência lícita a recursos destinados à atuação política da família Bolsonaro, inclusive no exterior".

Os signatários pedem a investigação do fluxo privado ligado a Vorcaro e do fluxo de emendas parlamentares destinadas a entidades vinculadas à produtora. Assinam a peça a senadora Tereza Leitão (PT-PE) e os deputados Pedro Uczai (PT-SC), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Aliel Machado (PV-PR), entre outros congressistas.

Nas redes sociais e em entrevista à GloboNews, Flávio negou irregularidades e disse que não admitiu contato com Vorcaro antes por obediência a uma cláusula de confidencialidade contratual. Segundo ele, o aporte se deu exclusivamente no contexto de um investimento privado na produção audiovisual.
 

Política

Um dia após Bolsonaro virar réu, Vorcaro aceitou recebê-lo em casa para ver documentário

Conversas apontam que encontro foi organizado por Flávio Bolsonaro e Mario Frias e seria parte do plano para contar com apoio de Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse"

14/05/2026 18h43

Flávio Bolsonaro pediu ajuda para Daniel Vorcaro para ajudar a bancar filme sobre seu pai

Flávio Bolsonaro pediu ajuda para Daniel Vorcaro para ajudar a bancar filme sobre seu pai Fotomontagem

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Um dia após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter se tornado réu por tentativa de golpe, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, aceitou recebê-lo em sua mansão em Brasília para assistirem juntos a um documentário, em março de 2025. É o que aponta conversas privadas divulgadas pelo Intercept Brasil.

Conforme o Intercept, o banqueiro autorizou a organização do encontro, que seria parte do plano para contar com o apoio de Vorcaro para financiar a produção de “Dark Horse”, filme que conta a história de Jair Bolsonaro.

Ainda segundo as mensagens obtidas pelo site, o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) sabiam do encontro.

As conversas não deixam claro se o encontro entre Bolsonaro e Vorcaro chegou de fato a ocorrer.

A pedido de Mario Frias, Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, fez a ponte com Vorcaro, sugerindo o encontro ao banqueiro no dia 27 de março do ano passado.

Na mensagem, Miranda enviou um print de uma conversa com Frias, onde o deputado afirmava que o encontro faria muita diferença para o ex-presidente.

“Flavio e Mario me pediram isso. Querem levar o presidente na sua casa para assistirem juntos com vc o documentário”, explicou Miranda a Vorcaro.

O banqueiro concordou em marcar o encontro e Miranda pediu duas opções de data para a semana seguinte, entre os dias 30 de março e 5 de abril.

Flávio Bolsonaro pediu ajuda para Daniel Vorcaro para ajudar a bancar filme sobre seu pai

A troca de mensagens ocorreu um dia depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ter decidido tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados por tentativa de golpe de estado em 2022. Seis meses depois, em 11 de setembro de 2025, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.

Ao Intercept, a defesa de Bolsonaro disse que ele não pode se manifestar por estar preso.

Já Flávio Bolsonaro disse, em nora, que o encontro não aconteceu e que ele não participou da organização da reunião. No entanto, o senador disse que “o objetivo da exibição do documentário era apresentar parte da história que deveria ser retratada no filme, sem qualquer outra finalidade política ou pessoal”. 

Por fim, Flávio afirmu que sua“interlocução com o banqueiro teve única e exclusivamente a finalidade de buscar investimento para o filme sobre a história” do meu pai”.

A defesa de Thiago Miranda também disse que a “ideia da proposta de encontro era apresentar ao investidor as linhas gerais do conteúdo do filme que é em parte a mesma história do documentário”.

Nas conversas não é citado qual documentário seria assistido, mas a hipótese é de que fosse “A Colisão dos Destinos”, que chegou aos cinemas nesta quinta-feira (14) e retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro por meio de relatos de familiares, amigos e aliados.

 

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