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"Mais louco do Brasil" cancela rodeio e anuncia corte de gastos em Ivinhema

Foram canceladas todas as diárias de prefeito, vice-prefeito e secretários, e estão previstas demissões de servidores

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Por meio de suas redes sociais, o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PSDB), conhecido como o “Mais louco do Brasil”, anunciou uma série de cortes na administração municipal em virtude de uma crise econômica que, segundo ele, ameaça o município. Entre as principais decisões estão o cancelamento do tradicional Rodeio de Ivinhema, a suspensão de todos os eventos oficiais até dezembro, além do corte de salários do líder do executivo e  de seus secretarios.,

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O tucano afirmou que seu salário, atualmente em R$ 35 mil, será reduzido em R$ 10 mil, passando para R$ 25 mil. Já os secretários terão uma redução de 15%, com vencimentos que cairão de R$ 12,8 mil para pouco mais de R$ 10 mil. Além disso, foram canceladas todas as diárias de prefeito, vice-prefeito e secretários, e estão previstas demissões de servidores para adequar o índice de gastos com pessoal à queda na arrecadação municipal.

"Os prefeitos que não se atentaram pela crise econômica que vem vindo pela frente, as dificuldades que o governo estadual vem passando, as dificuldades que o governo federal vem passando, as coisas vão ficar muito feias para os municípios também", disse.

O prefeito enfatizou que os cortes começam pelo primeiro escalão: “Iremos começar a sentir na pele, nós, o primeiro escalão do município, e irá chegar na ponta. Estamos dando prioridade na área da saúde, da educação e no desenvolvimento do município”, declarou.

Viagens oficiais, repasses para atividades esportivas não essenciais e demais despesas consideradas desnecessárias também foram suspensas. “Qualquer tipo de viagem para time de futebol, tudo que é gasto que não é atribuição do município, estaremos cancelando até dezembro”, disse Ferro.

"Iremos fazer também um desligamento de algumas pessoas que trabalham para o município, pois o nosso índice, com a queda de arrecadação, o nosso índice aumentou muito", declarou.

Prevista para abril e postergada para novembro, a festa do peão que tinha Ana Castela como atração principal, também foi cancelada por Juliano. A cantora receberia cerca de R$1,2 milhão para se apresentar. "Quero comunicar à nossa população, à nossa cidade, que o Rodeio está cancelado. Qualquer tipo de evento, a partir de hoje até dezembro, eles estão cancelados. Estamos dando prioridade na área da saúde, na educação e no desenvolvimento do nosso município", falou. 

Crise

Em dezembro, o prefeito autorizou a destinação de R$ 500 mil em recursos públicos para o Ivinhema Futebol Clube, decisão aprovada por unanimidade na Câmara Municipal. Apesar de ter votado a favor, o vereador Claudião do Raio-X questionou o impacto do investimento no esporte local. “São R$ 500 mil. Qual o resultado disso em termos de jovens promovidos no esporte e retorno para a população?”, indagou, comparando o montante com os R$ 9 mil destinados à compra de um desfibrilador para a ambulância municipal.

O município de Ivinhema, que tem cerca de 28 mil habitantes e está localizado a 280 quilômetros de Campo Grande, enfrenta, segundo o prefeito, a crise mais grave dos últimos anos. “Quando as coisas estão boas, a gente faz uma boa administração. Mas quando a crise bate, estamos aqui para fazer o que é necessário”, concluiu Ferro.

Conforme o prefeito, o decreto formalizando o corte de gastos deve ser publicado ainda nesta quarta-feira. 

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Política

Moraes libera compartilhamento de provas da trama golpista para investigação da PRF

O material será encaminhado à Polícia Rodoviária Federal (PRF), que solicitou acesso aos documentos para subsidiar um procedimento administrativo disciplinar interno

15/06/2026 21h00

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal Luiz Silveira/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o compartilhamento de provas produzidas na ação penal sobre o "núcleo 2", ou núcleo de gerência, da trama golpista. O material será encaminhado à Polícia Rodoviária Federal (PRF), que solicitou acesso aos documentos para subsidiar um procedimento administrativo disciplinar interno.

Segundo informado pela PRF ao STF, o processo apura a possível atuação de três policiais rodoviários federais para dirigentes da empresa de segurança privada Combat Armor Defense, em atividade considerada incompatível com o cargo. Eles teriam sido contratados pela empresa Arbitrium Empreendimentos e Soluções Ltda.

A corporação busca documentos relacionados à movimentação financeira dos envolvidos, incluindo extratos bancários, relatórios de inteligência financeira e outros registros que possam demonstrar eventuais pagamentos feitos pelas empresas aos servidores investigados.

A PRF justifica que o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) instaurada para apurar os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 menciona as duas organizações.

"O relatório da CPMI traz alusão de suposto 'esquema' de lavagem de dinheiro para repasse de propina oriunda do contrato de aquisição de veículos blindados apelidados como 'caveirões', sendo possível apreciar contas bancárias das empresas e seus sócios, RIFs ou outros documentos que possam provar a real destinação desses valores", afirmou a PRF.

Ao autorizar o compartilhamento, Moraes observou que o Supremo tem entendimento consolidado segundo o qual provas produzidas em investigações e processos criminais podem ser utilizadas para instruir outros procedimentos envolvendo os mesmos investigados.

O ministro ressaltou que devem ser observadas "a garantia constitucional do contraditório e a impossibilidade de utilização da prova emprestada como único elemento de convicção do julgador" para eventual decisão no processo.

Núcleo 2 da trama golpista

O relatório da CPMI integra o inquérito da ação penal do núcleo 2 da trama golpista, do qual faz parte o ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques. A investigação apurou condutas dele à frente da corporação. A ação resultou, em dezembro do ano passado, na condenação de cinco dos seis denunciados como integrantes do núcleo de gerência da tentativa de golpe de Estado.

A Primeira Turma do STF condenou Silvinei, Filipe Martins, Mário Fernandes e Marcelo Costa Câmara pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União.

A ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública Marília Ferreira de Alencar foi condenada por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.

Segundo a denúncia, Silvinei Vasques e Marília Alencar usaram a PRF e a estrutura do Ministério da Justiça para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Eles requisitaram relatórios de inteligência para montar operações que dificultassem o voto de eleitores do Nordeste, reduto histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

2ª vez

PGR rejeita nova proposta de delação de Vorcaro

É a segunda vez que o banqueiro tem acordo de colaboração negado

15/06/2026 18h34

Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro Foto: Divulgação

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou nesta segunda-feira (15) a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por fraudes no sistema financeiro do país.

A decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações.

Com a rejeição da PGR, a segunda tentativa de Vorcaro de assinar um acordo de colaboração está totalmente encerrada. No mês passado, a proposta foi negada pela primeira vez. 

Na semana passada, a Polícia Federal (PF) também rejeitou a segunda proposta. Os investigadores concluíram que o banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes.

No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Desde então, ele tenta fechar um acordo de delação.

O banqueiro está preso em uma sala da Superintendência da PF em Brasília.

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