Política

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MDB tem plano B para Simone caso ela fique fora do governo de Lula

Senadora, que fica sem mandato em fevereiro, é cogitada para chefiar ministério, mas não sabe qual

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Assim que Lula venceu as eleições criou-se uma expectativa em torno da senadora sul-mato-grossense: afinal, ela, que apoiou o petista no segundo turno, iria ser convidada para comandar algum ministério? Sim, até o presidente eleito, tão logo soube do resultado, num primeiro discurso deixou claro que a emedebista, a quem chamou de "companheira" seria integrante de seu governo.

O tempo passou, os ministérios têm sido ocupados pelos aliados de Lula, mas o nome de Simone ainda não emplacou em nenhum deles, embora tenha sido cogitado em ao menos três. Com a demora, até o comando nacional do partido pensa num plano B para ela caso não integre o primeiro escalão do governo de Lula.

Nesta terça-feira, em Brasília, por exemplo, o assunto foi abordado pelos chefões emedebistas. Fala-se, inclusive, numa estratégia política para a senadora, no caso dela ficar fora do governo de Lula.

Uma das alternativas: Simone, sem ministério, seria daqui em diante uma espécie de porta-voz do MDB. No caso, ela trabalharia a imagem já de olho em 2026, como, de novo, candidata à presidência da República. Mas, essa é uma alternativa, apenas.

Simone pode virar chefe do Ministério do Desenvolvimento Social, pasta que cuida do Bolsa Família. Ocorre que esse ministério pode crescer a visibilidade política da senadora e isso, para alguns petistas, não seria bom, já que ela vira "inimiga" política daqui uns anos.

A senadora de MS mostrou-se interessada na pasta. Ela foi cogitada também para comandar o ministério da Agricultura ou Educação, mas tais hipóteses já foram afastadas.

Lula deve se reunir com os caciques do MDB ainda nesta semana e o futuro de Simone, no governo dele é a pauta principal. Até agora, a senadora pouco comentou, ao menos publicamente, sobre a possbilidade de assumir um ministério de Lula.

A reportagem tentou falar com ela ontem à tarde, mas não conseguiu.

A senadora, embora convidada, não apareceu na cerimônia da diplomação de Lula, ontem, segunda (12), em Brasília. Ela estaria compromissada com outra agenda. Comenta-se, ainda, que Simone, que integra o governo de transição de Lula, desde o fim do segundo turno, não conversa com o presidente eleito desde o fim do segundo turno.

 

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Eleições em MS

Rodolfo Nogueira e Pollon quase triplicam patrimônio durante mandato de deputado

Patrimônio de "Gordinho do Bolsonaro" saltou de R$ 5,2 milhões para mais de R$ 13 milhões; ele declarou ao TRE-MS que tem R$ 5 milhões em dinheiro vivo na conta bancária

03/08/2026 17h07

Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, deputados do PL que tentarão a reeleição por Mato Grosso do Sul

Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, deputados do PL que tentarão a reeleição por Mato Grosso do Sul Agência Câmara

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) começou a receber as inscrições das candidaturas para as eleições deste ano. O Partido Liberal (PL), partido com maior fundo partidário, é um dos partidos que já registraram seus candidatos, assim como PSDB, e outros partidos menores, como Agir e PSOL. 

Chama atenção a evolução patrimonial dos bens declarados dos candidatos à deputado federal pelo PL que tentarão a reeleição, Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, que quase triplicaram seus patrimônios neste intervalo de quatro anos, em seus primeiros mandatos como deputado federal. 

Quase o triplo

Rodolfo Nogueira havia declarado à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 5,27 milhões há quatro anos. Para este pleito, o deputado federal da região de Dourados declarou um patrimônio 2,55 vezes maior, de R$ 13,44 milhões, crescimento de 154,90%.

Nogueira, que também foi um deputado bem ativo na liberação de emendas parlamentares no Estado, indica que quase um terço de seu patrimônio está no banco: ele tem R$ 5,27 milhões na conta bancária, além de R4 5,8 milhões em soja. 

Nas eleições passadas, Rodolfo tinha pouco dinheiro no banco: menos de R$ 100 mil entre várias contas declaradas, além de R$ 330 mil em espécie, e uma nota promissória de R$ 3,4 milhões. 

Recentemente, Rodolfo Nogueira tem falado das dificuldades do agro brasileiro e criticando a situação econômica do País, discurso que não está alinhado com sua conta bancária e com seus rendimentos com o agronegócio no período em que desempenhou seu primeiro mandato como deputado federal. 

Pollon

Marcos Pollon também declarou que ficou mais rico à Justiça Eleitoral. Há quatro anos, seu patrimônio era de R$ 1,24 milhão, agora, seus bens totalizam R$ 3,31 milhões, um aumento de 166,19%, ou em uma outra exemplificação, 2,66 mais do que tinha nas eleições passada. 

Dentre os candidatos do PL para estas eleições, além de Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, Luana Ruiz, que é suplente de ambos, também concorre novamente. O patrimônio dela saltou de R$ 203,6 mil nas eleições passadas, para R$ R$ 885 mil neste pleito. 

Mais rico

O maior patrimônio dentre os candidatos a deputado federal pelo Partido Liberal é de Rodolfo Nogueira. Os R$ 13,44 milhões dele superam os R$ 1,93 milhão de Edson Giroto, ex-secretário de Obras de André Puccinelli (MDB) e preso durante a Operação Lama Asfáltica da Polícia Federal, e os R$ 6,1 milhões da deputada estadual Mara Caseiro. 

Após veto

"Até a hora final tem espaço", diz Tereza Cristina sobre ser vice de Flávio Bolsonaro

Prazo para senador escolher vice de chapa encerra no próximo dia 5

03/08/2026 16h30

Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Mesmo após a direção nacional do Progressistas (PP) decidir manter neutralidade na disputa presidencial e barrar a participação de Tereza Cristina como candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), a senadora destacou que "até a hora final tem espaço" para repensar a candidatura. 

A declaração da ex-ministra do governo Bolsonaro ocorreu nesta segunda-feira (3), e sucede uma enxurrada de questionamentos dentro da própria coligação partidária. 

Durante convenção em Campo Grande no último final de semana, ela recebeu apoio do candidato à reeleição à governadoria Eduardo Riedel  (PP), que pediu que o partido reconsiderasse a decisão, opinião compartilhada pelo ex-governador e postulante ao senado Reinaldo Azambuja (PL), também presente.

"O Progressista não está em cima do muro (...) nós vamos brigar até terça-feira, meia-noite para que isso aconteça, Tereza", disse Riedel. O prazo mencionado pelo governador é o período limite para que Flávio nomeie alguém à vice, uma vez que as convenções partidárias encerram na quarta-feira (5). 

"Eu sou do PP e não me dou por vencido. Condeno fortemente a decisão tomada pelo PP inicialmente", declarou.Para o governador, a senadora possui experiência e capacidade para integrar uma chapa presidencial.

"A senadora Tereza talvez seja uma das pessoas públicas do Brasil que mais podem contribuir com o nosso futuro pela história, pela atuação, pela ação e pela capacidade de reunir pensamento e ação em prol de mudanças estruturantes. A gente precisa muito da senadora Tereza nesse momento na majoritária nacional", afirmou.

Também durante a convenção, o ex-governador Reinaldo Azambuja manifestou apoio à senadora e afirmou que o grupo político ainda acredita na possibilidade de ela integrar a chapa de Flávio Bolsonaro.

"Nós ainda não desistimos. A Tereza ainda vai ser a vice do Flávio Bolsonaro, porque essa união não é por nós, é pelo Brasil", declarou.

Azambuja destacou a trajetória política da parlamentar e afirmou que ela reúne os atributos necessários para ocupar o cargo.

"Essa atuação firme, com seriedade, com honestidade, com transparência. Essa pequena grande mulher, nós não desistimos ainda", disse.

O ex-governador também direcionou críticas ao presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, responsável pela condução da decisão de manter o partido neutro na disputa presidencial.

"Não adianta o senhor Nogueira, presidente do seu partido, querer criar problema. Nós vamos para cima dele, Tereza", afirmou.

Candidato à presidente, Flávio segue sem nomear vice de chapa. Além de Tereza Cristina,  a deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) também é cotada para a vaga. 

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