Política

Homenagem

Michel Temer cita matéria do Correio do Estado para agradecer título de cidadão sul-mato-grossense

A homenagem da Assembleia Legislativa será oficializada no dia 21 de setembro, em Campo Grande

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O ex-presidente da república, Michel Temer, usou seu perfil oficial na rede social Instagram, para divulgar a reportagem do Correio do Estado em agradecimento a aprovação do seu título de cidadão sul-mato-grossense. Uma homenagem da Assembleia Legislativa que será oficializada no dia 21 de setembro, em Campo Grande.

Na publicação feita no stories, nesta quarta-feira (6), Michel Temer disse que “Cidadão sul-mato-grossense, sempre quis sê-lo”. Fazendo questão de marcar o deputado estadual, Márcio Fernandes propositor da honraria e o perfil do jornal Correio do Estado.


Para Márcio Fernandes o presidente Michel Temer é uma grande liderança política no país “A publicação dele mostra o reconhecimento pelo título. Fico ainda mais honrado em ser o autor desta concessão”, declarou o deputado Marcio Fernandes.

Título de cidadão sul-mato-grossense

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul aprovaram, na sessão de terça-feira (5), o título de cidadão sul-mato-grossense para o ex-presidente Michel Temer. A proposta foi aprovada por 19 votos favoráveis e dois contrários, sendo estes da deputada Gleice Jane (PT) e do deputado Pedro Kemp (PT).

O projeto de resolução passou por votação única e segue para sanção. Michel Temer será homenageado dia 21 de setembro, junto com o ex-presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, o Marito e também o ex-ministro Carlos Marun. A solenidade vai ocorrer na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. 

A honraria que concede o título é de autoria do deputado Márcio Fernandes (MDB), sob a justificativa de que Temer se dedicou ao projeto para a implantação da Rota Bioceânica.

A proposta gerou divergências dentro do próprio PT, pois Zeca foi favorável e recebeu críticas da esquerda, chegando a retirar sua pré-candidatura a prefeito de Campo Grande alegando não ter "mais idade para polêmicas".

Já Gleice Jane e Pedro Kemp votaram contra justificando que, além do impeachment de Dilma, Temer sancionou a reforma trabalhista, que, segundo ela, ambos trouxeram graves prejuízos.

Por sua vez, Zé Teixeira (PSDB), ao contrário dos petistas, afirmou que a reforma trabalhista foi positiva aos empresários e trabalhadores e, por este motivo, Temer merece a homenagem.

"Eu vou votar exatamente a favor pela reforma trabalhista, porque ele facilitou a vida do trabalhador, dos empresários e aumentou a quantidade de emprego, porque o que embaraçava a nossa economia eram trabalhadores fazendo defesas absurdas. Se nós empresários dessemos uma ajuda para o empregado no fim do ano, contava como salário e proibia até o empresário de ajudar o empregado", afirmou.

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Redes Sociais

Deputada Mara Caseiro relata invasão e uso indevido de perfil oficial no Instagram

Parlamentar afirmou que mensagens, comentários e conteúdos publicados durante o período devem ser desconsiderados

23/08/2026 16h30

A deputada estadual Mara Caseiro f

A deputada estadual Mara Caseiro f Arquivo

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A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), e também candidata a uma cadeira na Câmara Federal  informou, por meio de uma publicação nas redes sociais, que seu perfil oficial no Instagram teria sido acessado e utilizado indevidamente por uma pessoa que integrava sua equipe de comunicação.

Segundo a parlamentar, durante o período em que a conta teria sido acessada, perfis foram bloqueados e ofensas foram publicadas em seu nome, sem autorização e sem participação da atual equipe de comunicação. “Peço que desconsiderem qualquer mensagem, comentário, solicitação ou conteúdo estranho enviado pelo meu perfil nesse período”, escreveu a deputada na publicação.A deputada estadual Mara Caseiro f

Mara Caseiro afirmou ainda que as providências necessárias já estão sendo tomadas para apurar o ocorrido, mas não detalhou quando o acesso indevido teria acontecido, por quanto tempo a conta permaneceu sob controle da outra pessoa ou quais conteúdos e comentários foram publicados.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de comunicação da deputada para obter um posicionamento e mais informações sobre a situação, mas não recebemos o retorno até a publicação desta matéria.

Eleições

Procuradoria eleitoral barra candidatura de dono de faculdade na fronteira

Doação irregular às vésperas de eleição municipal há seis anos foi determinante para derrubar candidatura

23/08/2026 09h45

Carlos Bernardo (União Brasil)

Carlos Bernardo (União Brasil) Foto: Divulgação

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Pela segunda vez em quatro anos, a Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul optou por barrar a candidatura de Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal e fundador da Faculdade de Medicina da Universidade Central do Paraguai em Pedro Juan Caballero, cidade fronteiriça a Ponta Porã, interior do Estado.

O pedido foi assinado pelo Procurador Silvio Pettengill Neto neste sábado (22), que manteve sua decisão anterior sobre a derrubada da candidatura. Em 2022 ele também foi impedido de disputar as eleições pelo mesmo motivo. 

A impugnação sobre a candidatura tem como base uma doação irregular de R$ 90 mil realizada por Carlos Bernardo à campanha de Rogério Rezende Silva, candidato a prefeitura de Itumbiara-GO em 2020. Em decisão colegiada, a Justiça determinou à época que o repasse ultrapassou o limite legal de 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador em 2019.

Com base na declaração de imposto de renda, Carlos Bernardo poderia doar até R$ 20.767,55, contudo, o repasse ultrapassou em R$ 69.223,45 o limite permitido. 

Na ocasião, ele foi apontado como o maior doador da campanha de Rogério Rezende, valor que correspondeu a 26,58% da arrecadação total do candidato e 300% do que ele poderia doar.

Conforme a alegação do procurador Silvio Pettengill Neto, a doação "não deveria existir na realidade da
campanha eleitoral do beneficiário, de modo que a sua simples existência na conta bancária de candidato ou partido beneficiado, por óbvio, acarretou o desequilíbrio entre os candidatos em disputa."

De acordo com o Portal DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, a doação aconteceu às vésperas do primeiro turno, 13 de novembro, dois dias antes do pleito. Rogério Rezende foi derrotado nas urnas. 

Desse modo, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul reconheceu a irregularidade, ratificou a sentença do juízo da 52ª zona eleitoral e impediu Carlos Bernardo de disputar as eleições há quatro anos, quando lançou-se candidato a deputado federal pelo MDB. 

"A Lei Complementar n. 64/1990, ao regulamentar as hipóteses de inelegibilidade infraconstitucionais, estabelece no art. 1º, inc. I, al. p, que 'são inelegíveis (...) para qualquer cargo (...) a pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se o procedimento previsto no art. 22'”.

Apesar da decisão colegiada impedir a candidatura de Carlos Bernardo por oito anos, ele disputou a prefeitura de Ponta Porã em 2024.

Na ocasião, a Justiça entendeu que a doação irregular realizada por ele ao candidato goiano não impactaria diretamente a disputa pela prefeitura ponta-poranense.

A determinação da Procuradoria Eleitoral será encaminhada à Justiça eleitoral que deve acatar o pedido nos próximos dias. 

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