Política

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Michelle reforça escolha de Bolsonaro por Pollon ao Senado e amplia tensão pela vaga

Disputa pela pré-candidatura está entre Pollon e o ex-deputado estadual Capitão Contar

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a afirmar, nesta sexta-feira (15), que o deputado federal Marcos Pollon (PL) é a escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro como pré-candidato ao Senado em Mato Grosso do Sul. A declaração foi feita nas redes sociais e amplia a tensão na escolha pelo candidato para a segunda vaga do PL ao Senado.

Na publicação, feita nos stories do Instagram, Michelle divulgou uma pesquisa de intenção de votos que mostra Pollon em primeiro lugar na disputa ao Senado, com 41% dos votos. Junto da imagem, a ex-primeira dama escreveu: "Pollon. O candidato do meu galego".

Anteriormente, em 28 de fevereiro, Michelle já havia divulgado uma carta escrita de próprio punho por Bolsonaro, onde o ex-presidente afirmava que Pollon era seu candidato ao Senado por MS.

"Adianto que por Mato Grosso do Sul pelo seu caráter, honra e dedicação enquanto deputado federal, o meu candidato será Marcos Pollon", dizia a carta. Na postagem, Michelle também reforçou: "O Deputado Marcos Pollon é o nosso candidato ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul".

Indefinição

Apesar do apoio do ex-presidente, o nome de Pollon não é unanimidade no partido e a segunda vaga ainda não foi decidida, havendo certa tensão na disputa, já que Pollon afirma ter direito a vaga pelo partido, enquanto o pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), diz que haverá uma pesquisa para definição do nome, que está entre o ex-deputado estadual Capitão Contar e Pollon.

No mês passado, em sua primeira visita a Campo Grande como pré-candidato, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que, até o momento, o ex-governador Reinaldo Azambuja é o único pré-candidato ao Senado pelo PL que tem um lugar assegurado na chapa para disputar as eleições de outubro.

Flávio Bolsonaro disse que o nome de quem será o pré-candidato será decidido após pesquisas e minimizou a carta escrita pelo pai, afirmando que ele não sabia do acordo que haveria uma pesquisa.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em entrevista concedida ontem para um programa de rádio de Campo Grande no início desta semana, Pollon afirmou que a segunda vaga lhe pertence, citando a indicação de Bolsonaro na carta.

Ao ser questionado se a referida carta lhe dava o direito à vaga sem a necessidade de disputa com os demais integrantes do partido, Pollon foi categórico: “Eu tenho certeza absoluta, porque não existe direita sem o Bolsonaro”.

O pré-candidato ainda completou que, “no Brasil, a gente pode até dizer que não existe direita, só existe o Bolsonaro, então, é inconcebível, é impensável você imaginar qualquer movimento que se pretenda caminhar na direita que desautorize o presidente Bolsonaro”.

O deputado reforçou ainda que seria a "única pessoa do Brasil que tem uma indicação direta do presidente através de carta" e que não vê nenhuma possibilidade de não atenderem determinação do ex-presidente.

Sobre as pesquisas apontadas por Flávio como meio que irá definir o candidato, Pollon disse que não confia nos números. “Levantamentos frequentemente erram quando medem candidaturas ligadas à direita", afirmou.

Por outro lado, aliados do ex-deputado estadual Capitão Contar argumentam que as pesquisas eleitorais mostram o nome dele em posição mais competitiva.

O presidente estadual do partido, o ex-governador Reinaldo Azambuja, foi procurado para comentar as declarações de Pollon, mas não respondeu até o fechamento da edição.

Política

No STF, Dino abre novo processo para apurar desvio de emendas para filme de Bolsonaro

Em março, Dino pediu explicações da Câmara sobre o envio de emendas parlamentares para organizações ligadas à Karina Ferreira Gama, produtora do filme Dark Horse

15/05/2026 13h30

Ministro Flávio Dino

Ministro Flávio Dino Foto: Gustavo Moreno/STF

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 15, a abertura de um novo processo para investigar a suspeita de envio de emendas parlamentares para custear o filme Dark Horse, inspirado na trajetória do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).

A apuração, ainda em caráter preliminar e com sigilo nível 3, tem como base petições dos deputados Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Tabata Amaral (PSB-SP).

Em março, Dino pediu explicações da Câmara sobre o envio de emendas parlamentares para organizações ligadas à Karina Ferreira Gama, produtora do filme Dark Horse.

Tabata apontou um "ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas", sob o comando da roteirista. "Tal configuração estabelece um 'grupo econômico por coordenação' que, na prática, pode estar constituindo-se como um óbice à rastreabilidade dos recursos públicos", sustentou.

O despacho que determinou o desmembramento da apuração foi proferido na mesma semana em que o site The Intercept Brasil relevou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou com o banqueiro Daniel Vorcaro um financiamento de R$ 134 milhões para financiar o filme.

Segundo Dino, o desmembramento é para "melhor organização dos atos processuais e delimitação do objeto da presente ação de controle abstrato".

A ação original, relatada por Dino, é a que trata sobre o controle de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.

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Campo de Batalha

Caso de Flávio Bolsonaro acirra disputa entre direita e esquerda

Enquanto bolsonaristas falam em perseguição, parlamentares do PT cobram investigação sobre financiamento milionário ligado ao Banco Master

15/05/2026 08h00

Flávio Bolsonaro sobre um cavalo escuro, na Expogrande, em 9 de abril; ele pediu para Vorcaro financiar o filme

Flávio Bolsonaro sobre um cavalo escuro, na Expogrande, em 9 de abril; ele pediu para Vorcaro financiar o filme "Dark Horse" Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A divulgação de diálogos entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, sobre o suposto financiamento do filme “Dark Horse”, obra documental que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tornou-se o novo epicentro do embate político entre direita e esquerda em Mato Grosso do Sul. 

De um lado, parlamentares da base aliada ao ex-presidente Jair Bolsonaro denunciam uma “perseguição seletiva”, enquanto do outro, lideranças da esquerda apontam indícios de crimes financeiros e cobram investigações rigorosas.

Parlamentares do PL e do PP saíram em defesa da legalidade das transações, classificando o episódio como uma tentativa de desgaste político em ano eleitoral, enquanto para os deputados do PT o caso é um desdobramento de um histórico de irregularidades, devendo ser tratado como um escândalo de corrupção sistêmica.

O ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, emitiu nota oficial reforçando o apoio ao senador Flávio Bolsonaro. 

No documento, ele classifica as explicações do senador como “claras e consistentes” e pede foco na investigação de instituições financeiras. 

“Manifestamos nossa confiança e apoio ao nosso pré-candidato à Presidência da República, certos da correção de sua conduta e da necessidade de respeito à verdade dos fatos”, disse.

Já o deputado federal Marcos Pollon (PL) utilizou suas redes sociais e pronunciamentos recentes para manifestar apoio irrestrito ao senador Flávio Bolsonaro.

Em tom combativo, o parlamentar sul-mato-grossense classificou as recentes notícias envolvendo o senador como uma “tentativa de assassinato de reputação” articulada pela oposição.

“Isso não passa de uma tentativa, mais uma, de assassinar a reputação. É isso que a esquerda faz e vai fazer com todos os candidatos e pré-candidatos do Bolsonaro”, afirmou.

O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) criticou o que chama de construção de narrativas políticas em ano eleitoral. Ele afirmou que as suspeitas levantadas contra o filho do ex-presidente não têm sustentação legal e servem apenas como estratégia de desgaste contra o campo conservador.

Para Nogueira, o foco dado à relação entre o senador e o empresário Daniel Vorcaro é desproporcional. O deputado destacou que o empresário já financiou projetos ligados a figuras de diferentes espectros políticos, como o ex-presidente Michel Temer e o presidente Lula. 

“Não há qualquer ilegalidade comprovada. O próprio Flávio defende a investigação para separar o joio do trigo, porque quem não deve não teme”, completou.

O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP) quebrou o silêncio e manifestou-se oficialmente sobre as recentes denúncias que conectam o senador Flávio Bolsonaro ao controlador do Banco Master. 

Em nota pautada pelo tom de cautela, mas com cobranças incisivas, o parlamentar sul-mato-grossense defendeu que o momento exige “serenidade, transparência e responsabilidade”. 

Um dos pontos mais marcantes do posicionamento de Dr. Luiz Ovando foi o chamado à coerência dentro do espectro político da direita. 

Para o deputado, a preservação dos valores morais deve estar acima de alianças partidárias ou conveniências ideológicas.

“Quem não deve, não teme investigação séria. E quem acusa, precisa apresentar provas consistentes”, afirmou.

O deputado estadual Coronel David (PL) manifestou-se de forma contundente contra a repercussão de um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.

Em sua análise, Coronel David destacou que, até o momento, a narrativa apresentada à opinião pública não contém provas de irregularidades com a máquina pública. 

“Acusações graves exigem provas concretas, e não manchetes construídas com base em vazamentos seletivos e interpretações políticas”, afirmou o deputado.

Flávio Bolsonaro sobre um cavalo escuro, na Expogrande, em 9 de abril; ele pediu para Vorcaro financiar o filme "Dark Horse"

ESQUERDA

Para os representantes do PT, o caso é um desdobramento de um histórico de irregularidades e deve ser tratado como um escândalo de corrupção sistêmica.

O deputado federal e presidente estadual do PT, Vander Loubet, reagiu com dureza à divulgação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. 
 

Loubet citou o caso das “rachadinhas” – investigação sobre desvio de salários de assessores com recursos públicos – como um fator que agrava a suspeição sobre os novos fatos.

“Isso precisa ser apurado pelas autoridades competentes, doa a quem doer”, concluiu o deputado, reforçando a cobrança por transparência no esclarecimento das transações e conversas reveladas.

A deputada federal Camila Jara (PT) subiu o tom das críticas contra o senador Flávio Bolsonaro. Para ela, as gravações confirmam um “vínculo forte” da família Bolsonaro com operações financeiras irregulares que teriam atingido diretamente a economia popular e fundos de previdência de servidores públicos.

“O Master foi uma operação criminosa estruturada para tirar dinheiro de investidores e, o mais grave, de servidores que confiavam em fundos de previdência geridos por municípios e estados – como foi o caso de Campo Grande”, disparou.

Camila Jara destacou que o escândalo só não tomou proporções ainda mais catastróficas em razão da intervenção de órgãos de controle. 

Na avaliação do deputado estadual Zeca do PT, o conteúdo das conversas não é um fato isolado, mas o desdobramento de uma série de supostas irregularidades que conectariam a família Bolsonaro a esquemas em diversas esferas públicas.

“Primeiro, que todos os fatos que antecederam isso já levavam à conclusão do envolvimento direto do Vorcaro com a família Bolsonaro. Esquema no Banco Central, esquema no BRB, esquema no governo do Rio, um monte de esquemas”, pontuou.

Segundo ele, a punição de atos dessa natureza é fundamental para a manutenção da saúde institucional do Brasil.

“É uma coisa absolutamente promíscua, que depõe contra a atividade pública. Esse esquema tem que ser fortemente investigado e reprimido do ponto de vista da aplicação da lei, principalmente se queremos um país na plenitude da democracia e do funcionamento das instituições”, concluiu.

Por sua vez, o ex-deputado federal e pré-candidato a governador Fábio Trad manifestou-se de forma incisiva sobre as recentes revelações envolvendo o financiamento de projetos audiovisuais ligados à imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Trad destacou o que classificou como uma “ironia quase cínica” por parte de grupos que, historicamente, atacaram os mecanismos de fomento à cultura no Brasil.

Segundo ele, há um silêncio seletivo diante de aportes milionários quando o objetivo é a promoção política de seus aliados.

Para Fábio Trad, a magnitude das contradições exige que as instituições ajam com rigor. “Em qualquer democracia, essa operação exigiria esclarecimentos rigorosos, porque transparência é princípio constitucionalizado. Caso contrário, combate à corrupção vira apenas slogan eleitoral e moralidade pública vira peça de marketing”, concluiu.

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