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Moka alcança Dagoberto e acirra a disputa pelo Senado

Moka alcança Dagoberto e acirra a disputa pelo Senado

Redação

22/09/2010 - 16h03
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Maria Matheus

Pesquisa Ibrape contratada pelo Correio do Estado mostra que Waldemir Moka (PMDB) empatou com o candidato da oposição, Dagoberto Nogueira (PDT), e a corrida pela segunda vaga ao Senado ficou ainda mais acirrada. Os dois estão com 38% das intenções de voto. Moka cresceu 7 pontos percentuais desde o último levantamento, realizado entre os dias 1º e 3 de setembro. O senador Delcídio do Amaral (PT) continua liderando a disputa, com 64% das intenções de votos.
Murilo Zauith (DEM) aparece com 25% e Jorge Batista (PSOL), com 2%. Brancos e nulos somam 6% e indecisos, 27%. A soma dos percentuais ultrapassa 100% porque cada eleitor pode votar em dois candidatos para o Senado.
Na primeira pesquisa realizada pelo Ibrape para aferir as intenções de voto para senador, em abril deste ano, Delcídio aparecia com 61%; Dagoberto, com 30%; Moka, 26% e Murilo, 18%. Jorge ainda não tinha lançado candidatura. Em junho, Delcídio caiu para 49%, Dagoberto atingiu sua pontuação máxima, 41%; Moka recuou para 24%; Murilo chegou a 23% e Jorge, 2%, percentual que manteve em todos os levantamentos.
Em agosto, quando entrou de cabeça na campanha, Delcídio recuperou terreno e alcançou 57%. Dagoberto recuou quatro pontos e estabilizou-se em 38%, mesmo percentual das duas últimas pesquisas, realizadas em setembro. Murilo subiu um ponto percentual, passando para 24%, mesmo índice alcançado no início de setembro.
Enquanto seu principal adversário pela segunda vaga ao Senado ficou estável em 3%, Moka manteve trajetória ascendente. Em agosto estava com 26% das intenções de votos. No início de setembro, saltou para 31% e agora, tem 38%.

Rejeição
Jorge Batista tem o maior índice de rejeição, 28%, seguido por Moka, 23% e Dagoberto, 21%. Outros 15% disseram que jamais votariam em Murilo e 6%, rejeitam Delcídio. Dentre os entrevistados, 6% rejeitam todos os candidatos e 8% não responderam. A soma dos percentuais ultrapassa 100% porque alguns eleitores rejeitam mais de um candidato.

Metodologia
O Ibrape entrevistou 1.348 pessoas entre os dias 17 e 19 de setembro, em 42 municípios das oito regiões do Estado. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 96%. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral, com o número 38582/2010.

Candidatura

TSE determina que filiação de Flávio ao PL seja restabelecida

Tribunal investiga filiação do senador ao partido Missão

13/08/2026 19h00

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é candidato à Presidência da República no pleito deste ano

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é candidato à Presidência da República no pleito deste ano Carlos Moura/Agência Senado

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao PL seja restabelecida. Ele é o pré-candidato do partido à Presidência da República.

Desde cedo, matérias jornalísticas informavam que a equipe da campanha do senador não conseguiu formalizar a candidatura no sistema do TSE devido à filiação ao Missão. 

A decisão do ministro foi tomada após o partido solicitar a desfiliação de Flávio do Missão. O caso está sendo investigado pelo TSE. 

A partir de agora, o PL poderá registrar a candidatura do senador no sistema da Corte. O prazo termina no próximo sábado (15). 

Mais cedo, Flávio Bolsonaro afirmou que o registro de filiação ao Missão foi "fraudado". 

O TSE negou que o sistema de candidaturas tenha sido hackeado e informou que alguém com as credenciais digitais do Missão realizou a filiação de Flávio ao partido. 

"O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações", declarou o TSE.

Parceria

Empréstimo de R$ 415 milhões para o Hospital Regional é aprovado pelo Senado

Resolução que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13)

13/08/2026 17h00

Resolução que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13)

Resolução que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13) Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Senado aprovou o empréstimo de US$ 80 milhões (aproximadamente R$ 415 milhões), repasse entre Governo do Estado e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), destinados à parceria público-privada (PPP) do Hospital Regional. 

A resolução parlamentar que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13) pelo Plenário do Senado e segue à promulgação. 

O empréstimo conta com garantia da União, nos termos da mensagem da Presidência da República (MSF 48/2026) ratificada pelos senadores.

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) confirmaram o cumprimento dos requisitos legais para a tomada dos recursos pelo governo do Estado.

Em seu relatório, a senadora Tereza Cristina (PP) argumentou que “o principal objetivo deve ser assegurar uma estrutura hospitalar adequada, serviços de qualidade e utilização eficiente dos recursos públicos, mantendo sempre a saúde e o interesse coletivo como referências centrais da iniciativa”.

Em maio o Governo do Estado assinou a concessão do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul à empresa Inova Saúde, subsidiária da Construcap CCPS Engenharia e Comércio, vencedora do leilão para comandar administrativamente o hospital através de parceria público-privada. Conforme o contrato, a empresa deve iniciar os serviços em janeiro de 2027. 

De acordo com Riedel, a decisão da privatização do Hospital foi motivada por experiências bem-sucedidas no Brasil e no mundo em gestão de hospitais públicos. O objetivo é oferecer serviço gratuito à população com recursos compatíveis ao orçamento estadual. 

"Este foi o melhor modelo encontrado que envolvesse a ampliação do hospital, a construção, a parte estrutural, física, modernização do hospital, não só do ponto de vista de equimaneto e da sua estrutura, mas do ponto de vista da gestão. Temos muita convicção de que essa mudança traria um resultado muito positivo e impactaria a saúde e no projeto da saúde de todo o estado", afirmou o governador à época. 

O leião da concessão aconteceu na sede da B3, em São Paulo e teve cinco interessadas. A Construcap ofereceu um deságio de 22% ao valor de referência definido para a contraprestação do Estado, que era de R$ 20,3 milhões, ofertando R$ 15,9 milhões, valor muito inferior ao dos quatro outros concorrentes do leilão.

O plano de implementação será feito em fases progressivas. Em janeiro do próximo ano a empresa assume serviços de apoio não assistenciais, como a hotelaria, limpeza, lavanderia, segurança, recepção e infraestrutura de TI. 

Após 20 meses, a Inovar assume a indústria farmacêutica, que é a compra de medicamentos. Um ano depois, a empresa assume a reforma e modernização do chamado "Bloco Velho", passando para as outras áreas após a conclusão, até a consolidação total da operação, com previsão de 56 meses.

"Isso quer dizer que a gente ainda vai conviver com um pedaço de responsabilidade do Estado, e por isso é uma operação assistida, até a operação plena ser consolidada, com parte da PPP. Mas visando sempre o melhor e a melhor eficiência para o cidadão", explicou o Dr. Vinícius Batistela. 

Saiba*

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul é considerado o maior hospital de alta complexidade do Estado, atendendo mais de 1,5 milhão de pacientes por ano. A PPP será responsável por modernizar e expandir os serviços essenciais por um período de 30 anos. 

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