Política

ASSEMBLÉIA LEGISATIVA

Mordomias para deputados estaduais custaram R$ 16,3 milhões em 2025

Apenas cinco dos 24 parlamentares estaduais concentraram 23,17% de toda a cota parlamentar para o exercício das atividades

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Levantamento feito ontem pelo Correio do Estado no portal da Transparência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) revelou que, no ano passado, a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) consumiu R$ 16.310.950,73 para que os 24 deputados estaduais gastassem o dinheiro público com “tanqueadas” de combustíveis, restaurantes, escritórios de advocacia, agências de publicidade, locação de carro de luxo e até o pagamento de piloto particular de avião.

Além disso, apenas 5 dos 24 deputados estaduais concentraram 23,17% dos R$ 16.310.950,73 destinados para a Ceap do ano passado na Casa de Leis.

Esses cinco parlamentares são Paulo Corrêa (PSDB), Neno Razuk (PL), Zé Teixeira (PSDB), Professor Rinaldo (Podemos) e Pedrossian Neto (PSD), que utilizaram R$ 3.779.398,85 ao longo dos 12 meses de 2025 e, com isso, lideram o ranking dos deputados estaduais mais dispendiosos da Alems.

Ao detalhar quanto gastou cada parlamentar, o primeiro lugar ficou para Paulo Corrêa, primeiro-secretário da Casa de Leis, que somou R$ 695.980,41, seguido por Neno Razuk, com R$ 695.903,75, Zé Teixeira, com R$ 695.880,44, Professor Rinaldo, com R$ 695.819,24, e Pedrossian Neto, com R$ 695.815,01.

No caso de Paulo Corrêa, entre os gastos da Ceap, os que mais chamaram a atenção foram os salários pagos ao piloto particular de avião Alexandre Ferreira Martins, que recebia bruto por mês R$ 9.000,00 e R$ 6.743,81 líquido, enquanto Neno Razuk usou parte para locar o veículo de luxo Pajero Sport 4X4 AT, ao custo de R$ 9.245,82 por mês na HPE Locadora de Veículos, de São Paulo (SP).

Já Zé Teixeira usou os recursos da Ceap para abastecer, sempre no Posto de Combustíveis Patrícia, de Dourados (MS), quantias que variaram entre o máximo de R$ 16.733,03 e o mínimo de R$ 14.300,00 por mês ao longo do ano.

Enquanto o Professor Rinaldo usou mais os recursos do Ceap para consultorias, assessorias, pesquisas e trabalhos técnicos, destinando R$ 26 mil todos os meses ao seu assessor parlamentar Gilberto Ferreira Gonçalves e ao Capatti e Rezende Advogados e Associados, sendo R$ 8 mil para o primeiro e R$ 18 mil para o segundo.

Para Pedrossian Neto, os recursos da Ceap foram destinados para a divulgação das atividades parlamentares, cujos valores oscilaram entre o máximo de R$ 27.936,00 e o mínimo de R$ 24.900,00 por mês, com destaque para a Nousx Agência Digital e Espaço Prime Serviço de Assessoria e Gestão, que receberam valores que variaram entre R$ 16.900,00, para a primeira, e R$ 8 mil, para a segunda, ao longo do ano.

MAIS ECONÔMICOS

Por outro lado, os cinco deputados estaduais mais econômicos da Alems são o presidente da Casa de Leis, Gerson Claro (PP), com R$ 613.977,03, Gleice Jane (PT), com R$ 642.764,17, João Henrique Catan (PL), com R$ 652.612,85, Paulo Duarte (PSB), com R$ 665.922,45, e Pedro Kemp (PT), com R$ 667.128,22.

Já na faixa intermediária aparecem os parlamentares Márcio Fernandes (MDB), com R$ 695.609,91, Londres Machado (PP), com R$ 695.606,83, Coronel David (PL), com R$ 695.590,48, Zeca do PT, com R$ 695.503,50, Antônio Vaz (Republicanos), com R$ 695.325,06, Jamilson Name (PSDB), com R$ 687.684,93, e Lucas de Lima (PDT), com R$ 686.010,28.

Ainda aparecem os deputados estaduais Roberto Hashioka (União Brasil), com R$ 684.577,63, Lia Nogueira (PSDB), com R$ 682.016,52, e Junior Mochi (MDB), com R$ 680.176,79. Também surgem Lídio Lopes (sem partido), com R$ 678.399,40, Mara Caseiro (PSDB), com R$ 671.916,60, Pedro Caravina (PSDB), com R$ 671.772,94, e Renato Câmara (MDB), com R$ 668.955,79.

*Saiba

Confira o ranking:

  • Paulo Corrêa (PSDB) R$ 695.980,41;
  • Neno Razuk (PL) R$ 695.903,75;
  • Zé Teixeira (PSDB) R$ 695.880,44;
  • Professor Rinaldo (Podemos) R$ 695.819,24;
  • Pedro Pedrossian Neto (PSD) R$ 695.815,01;
  • Márcio Fernandes (MDB) R$ 695.609,91;
  • Londres Machado (PP) R$ 695.606,83;
  • Coronel David (PL) R$ 695.590,48;
  • Zeca do PT (PT) R$ 695.503,50;
  • Antônio Vaz (Republicanos) R$ 695.325,06;
  • Jamilson Name (PSDB) R$ 687.684,93;
  • Lucas de Lima (PDT) R$ 686.010,28;
  • Roberto Hashioka (União Brasil) R$ 684.577,63;
  • Lia Nogueira (PSDB) R$ 682.016,52;
  • Junior Mochi (MDB) R$ 680.176,79;
  • Lídio Lopes (sem partido) R$ 678.399,40;
  • Mara Caseiro (PSDB) R$ 671.916,60;
  • Pedro Caravina (PSDB) R$ 671.772,94;
  • Renato Câmara (MDB) R$ 668.955,79;
  • Pedro Kemp (PT) R$ 667.128,22;
  • Paulo Duarte (PSB) R$ 665.922,45;
  • João Catan (PL) R$ 652.612,85;
  • Gleice Jane (PT) R$ 642.764,17;
  • e Gerson Claro (PP) R$ 613.977,03.

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Negativa

STF nega aposentadoria especial para vigilantes

Segundo o governo federal, a concessão da aposentadoria especial à categoria poderia gerar impacto de até R$ 154 bilhões na Previdência Social ao longo de 35 anos

14/02/2026 16h15

Foto: Divulgação / STF

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria, que vigilantes não têm direito à aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O julgamento foi realizado no plenário virtual da Corte e concluído na sexta-feira (13).

Por seis votos a quatro, os ministros entenderam que a atividade de vigilante não se enquadra nas regras que garantem o benefício.

A aposentadoria especial é concedida a trabalhadores expostos de forma permanente e contínua a agentes nocivos, como riscos físicos, químicos ou biológicos, ou a situações que coloquem em perigo a integridade física. Nesses casos, o segurado pode se aposentar com tempo reduzido de contribuição — 15, 20 ou 25 anos, conforme o grau de risco.

O relator do processo, ministro Nunes Marques, votou a favor da concessão do benefício aos vigilantes. Ele foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

A divergência foi aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, seguido por Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, André Mendonça e Gilmar Mendes.

Segundo o governo federal, a concessão da aposentadoria especial à categoria poderia gerar impacto de até R$ 154 bilhões na Previdência Social ao longo de 35 anos.

O entendimento da Corte sobre o tema deve orientar os demais processos semelhantes em tramitação no país.

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DESAFIO

À frente do PSDB, Beto quer montar chapas competitivas

Partido conta com a maior bancada de vereadores nas câmaras municipais e 19 dos 79 prefeitos do Estado

14/02/2026 09h40

Deputado federal Beto Pereira é novo presidente da executiva provisória do PSDB

Deputado federal Beto Pereira é novo presidente da executiva provisória do PSDB Renato Araújo / Câmara dos Deputados

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Reconduzido à presidência do diretório do PSDB em Mato Grosso do Sul, o deputado federal Beto Pereira destacou o legado do partido, que tem desempenhado um papel na política estadual ao eleger dois governadores: Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel.

“É um desafio muito grande. O PSDB é um partido com história gigantesca, uma legenda com representatividade por todo Mato Grosso do Sul. Neste período pré-eleitoral, é importante consolidar e fortalecer as chapas estadual e federal para que possamos continuar tendo protagonismo”, afirmou.

O partido, que conta com a maior bancada de vereadores nas câmaras municipais e 19 dos 79 prefeitos do Estado, lançou um novo diretório municipal de Campo Grande, com Jonas de Paula como presidente e Almir Morro Cantero como vice-presidente.

Essa nova composição foi montada em um momento de reestruturação do PSDB, que se enfrenta com a saída de figuras políticas como o ex-governador Reinaldo Azambuja e o atual governador Eduardo Riedel, que busca a reeleição.

Enquanto presidente estadual, Beto reafirmou o compromisso de apoio do partido às candidaturas de Riedel e de Azambuja, pré-candidato ao Senado. Para Beto, a unidade é fundamental para garantir a força do PSDB nas próximas eleições.

O diretório promoveu um encontro na sede do PSDB-MS em Campo Grande, na quarta-feira, reunindo militantes e simpatizantes para discutir estratégias.

Fontes ouvidas pelo Correio do Estado indicam que a chapa para deputado estadual contará com nomes de Lia Nogueira, Pedro Caravina, secretário Marcelo Miranda e vereadores Flavio Cabo Almir, Silvio Pitu e Dr. Victor Rocha, além de ex-vereadores Athayde Nery e Zé da Farmácia.

Referente ao início dos trabalhos legislativos em Brasília, Beto destacou a importância de discutir pautas relevantes e teceu críticas ao atual cenário político. Além disso, manifestou seu apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes relacionadas ao Banco Master.

Para ele, é essencial que o Congresso foque em questões econômicas e na geração de empregos. “Querem votar a 6x1, porque é uma bandeira. Querem votar o Vale-Gás porque é outra bandeira. Mas precisamos de pautas que fortaleçam o País e nossa competitividade”, disse.

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